O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
De rastos...
... a vida é mesmo injusta. Já chorei, chorei, chorei e chorei... e não sei quando irei parar de o fazer. Há quase 13 anos vi um desejo realizado na totalidade... a parte que não completou a totalidade do desejo é uma parte branca, que com o passar dos anos, perdeu a importância, e passou a fazer parte do todo, um todo cinzento. O branco deixou de contar e o desejo passou a ter a sua totalidade realizada. Ao desejo resolvi chamar Elvis. O desejo foi ficando cada dia mais meu, cada dia mais realizado, cada ano mais, o meu Elvis, o gato. Nestes quase 13 anos, a vida não lhe foi totalmente justa, a saúde teve as suas mazelas, mas sempre se foram resolvendo, embora as suas crises "renais" possam recorrer uma ou outra vez, mas nada de preocupante. Há cerca de um ano, apareceu com uma ferida no nariz, que de ínicio fui vigiando, e foi secando, a crosta caía, e o seu aspecto cor de rosa, era mais desmaiado, mas tudo parecia resolvido... até ao mês de Novembro. Um dia cheguei a casa e tinha o meu quarto quase transformado numa cena de local de um crime. Havia sangue salpicado por todo o lado, e o meu gato tinha o seu nariz cor de rosa em ferida aberta, a sangrar. Resolvi usar o colar protector, e por uma pomada cicatrizante no nariz. Quando parecia ter secado, tirei o colar, e menos de 10 minutos depois, tínhamos voltado ao cenário anterior, sague por todo o lado, e uma ferida aberta outra vez... mais pomada, colar outra vez, mais uma espera... nova retirada, e tudo voltou a repetir-se. Desta vez fomos para a clínica veterinária, e quando lá chegou já ia a sangrar novamente. Foi-lhe feita uma citologia, e veio para casa apenas com indicação de colocar uma pomada na ferida para cicatrizar, e esperar pelo resultado da citologia. Estávamos no Natal, e o resultado só veio na semana a seguir, ou seja a semana passada. Como trabalhei horas a mais todos os dias, não consegui ir à clínica. Longe de mim imaginar o que iria ouvir. Nestas duas semanas, a ferida foi andando com aspecto de não querer cicatrizar, mas ontem a a crosta que a cobria caiu, e o seu aspecto era o de uma ferida com todas as hipóteses de um dia não ser mais que uma memória do passado. Puro engano, hoje já está novamente a ficar com mau aspecto. Hoje lá fui à clínica, e fiquei de rastos. O meu Elvis tem um tumor no nariz, e só tem uma saída... a remoção do mesmo, ou seja, remoção do nariz. Além de uma cirurgia cara, na pior das hipóteses, ainda poderá precisar de quimioterapia. Adoro o meu gato, e estou completamente desolada. A vida é injusta, e os animais não deviam ter de passar por isto. O meu coração está destroçado, e custa-me tanto ver o meu bichinho assim. Vai ficar desfigurado, e não poderá mais ir à rua. Parece que foi por apanhar sol, e que os gatos com focinho branco tem muito mais probabilidades de sofrer destas patologias. Se penso dar um passo em frente, a vida prega-me rasteiras. E agora resolveu que o meu gato era o alvo ideal. Eu quero salvar o meu Elvis, mas o seu futuro assusta-me.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Apenas porque sim.
Porque me apetece. Porque está a fazer um ano que vi ao vivo, e porque os anos oitenta foram para mim o melhor tempo. Divirta-se e recordem.
Esta tem de ser versão versão Final Fantasy, porque foi dificil encontrar o código para uma que fosse o vídeo dos anos 80
- Belinda Carlisle - Leave a light on -:
E esta porque simplesmente é
- Kim Wilde - Cambodia -:
Esta tem de ser versão versão Final Fantasy, porque foi dificil encontrar o código para uma que fosse o vídeo dos anos 80
- Belinda Carlisle - Leave a light on -:
E esta porque simplesmente é
- Kim Wilde - Cambodia -:
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Bolo do Amor

Ingredientes:
1 cama quente
2 corpos diferentes previamente lavados
500g de carícias
1 banana, não muito madura
2 tomates com pele
2 marmelos
1 forno devidamente aquecido e bem lavado
Beijos (quantidade escolhida).
Tempo mínimo de cozedura
- 15 minutos
Confecção:
Introduzir delicadamente os 2 corpos na cama, adicionando 50g de beijos ou mais, conforme a sua preferência.
Cobrir a superfície dos corpos com 500g de carícias (pode adicionar mel ou açúcar).
Agitar com as mãos os marmelos até estes ficarem ligeiramente rijos mas de forma a não machucarem.
Meter a banana previamente aquecida com a ponta dos dedos, no forno, à temperatura ambiente.
Recomendações:
Deixar os dois tomates com pele no exterior.
Manobrar a banana delicadamente em sentido vai-vem.
Fazê-la sair de tempos em tempos e voltar a metê-la, controlando assim a cozedura e com a preocupação de esta não perder o sumo antes do tempo.
Atenção especial:
Não bata as claras em castelo.
Nota: O tempo de cozedura pode variar com a marca e tipo de forno utilizado.
Deixe arrefecer se não usou nenhum produto, desenforme nove meses depois.
Se usou, lave bem a forma e a banana e estão prontos para outro bolo.
Recomendação especial:
Não se importe de repetir frequentemente a receita, a fim de saboreá-la, pois além de fazer muito bem à saúde e ao espírito, cada vez que se prova é mais gostoso!
BOM APETITE!!!!!
1 cama quente
2 corpos diferentes previamente lavados
500g de carícias
1 banana, não muito madura
2 tomates com pele
2 marmelos
1 forno devidamente aquecido e bem lavado
Beijos (quantidade escolhida).
Tempo mínimo de cozedura
- 15 minutos
Confecção:
Introduzir delicadamente os 2 corpos na cama, adicionando 50g de beijos ou mais, conforme a sua preferência.
Cobrir a superfície dos corpos com 500g de carícias (pode adicionar mel ou açúcar).
Agitar com as mãos os marmelos até estes ficarem ligeiramente rijos mas de forma a não machucarem.
Meter a banana previamente aquecida com a ponta dos dedos, no forno, à temperatura ambiente.
Recomendações:
Deixar os dois tomates com pele no exterior.
Manobrar a banana delicadamente em sentido vai-vem.
Fazê-la sair de tempos em tempos e voltar a metê-la, controlando assim a cozedura e com a preocupação de esta não perder o sumo antes do tempo.
Atenção especial:
Não bata as claras em castelo.
Nota: O tempo de cozedura pode variar com a marca e tipo de forno utilizado.
Deixe arrefecer se não usou nenhum produto, desenforme nove meses depois.
Se usou, lave bem a forma e a banana e estão prontos para outro bolo.
Recomendação especial:
Não se importe de repetir frequentemente a receita, a fim de saboreá-la, pois além de fazer muito bem à saúde e ao espírito, cada vez que se prova é mais gostoso!
BOM APETITE!!!!!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Para (so)rir...
Dois jovens namorados fazem um passeio na montanha, durante o Inverno.
Á tarde, o rapaz vai à procura de lenha para fazer uma fogueira.
Quando volta diz à namorada:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Põe-nas entre as minhas pernas. Elas aquecerão!
No dia seguinte, ele vai procurar mais lenha para a fogueira
e quando regressa, diz outra vez:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Põe-nas entre as minhas pernas. Elas aquecerão!
Depois do jantar, ele volta a ir procurar mais lenha e
quando regressa, diz outra vez:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Pelo amor de Deus, homem!! Será que nunca tens frio nas orelhas?!
Á tarde, o rapaz vai à procura de lenha para fazer uma fogueira.
Quando volta diz à namorada:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Põe-nas entre as minhas pernas. Elas aquecerão!
No dia seguinte, ele vai procurar mais lenha para a fogueira
e quando regressa, diz outra vez:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Põe-nas entre as minhas pernas. Elas aquecerão!
Depois do jantar, ele volta a ir procurar mais lenha e
quando regressa, diz outra vez:
- Querida, tenho as mãos geladas!!!
Responde a namorada:
- Pelo amor de Deus, homem!! Será que nunca tens frio nas orelhas?!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Coração de Novembro...

Ela não tem mais aquele brilho nos olhos, aquele sorriso largo que abraça o mundo. Vive, dentro de si própria, consigo mesma, na sua tristeza. Faz de tudo para ninguém perceber, mas os seus olhos, esses não mentem, nem mesmo nas fotografias. Por muito que sorria, o brilho azul mar dos seus olhos, é agora pálido, e triste. Ela junta todos os cacos como se de peças de um puzzle se tratassem. Compõe o puzzle daquele tempo, peça a peça, a tentar perceber onde é que falta uma peça. Dá voltas e voltas, encaixa, desencaixa, volta a encaixar, nada nem uma falha, nem uma peça a menos. Assim não podia adivinhar, jamais podia adivinhar. Olha para o calendário, 12 de Novembro, faz um ano que lhe colocou nas mãos um coração, uma caixa de bombons em forma de coração, com duas mensagens explicitas, uma de parabéns pelo aniversário, outra... que aquele era o seu próprio coração, que lhe colocava nas mãos. Durante os meses seguintes, o seu sorriso abraçava o mundo, os seus olhos tinham aquele brilho que tem os que amam e se sentem amados. Durante os meses seguintes, viveu para o dia do regresso do seu amor. Ele regressou e no primeiro minuto, já tarde da noite disse-lhe que estava em terra, que no dia seguinte, o dia era deles, e assim foi. Ele falou-lhe como se fosse um homem de princípios, que nunca iria tomar uma atitude de sacana. Foi de fim de semana, regressou diferente, e sem sequer a avisar, sem lhe dizer nada, declara publicamente o seu amor a outra. Ela desmoronou, o sorriso apagou, já não abraça sequer o espaço do seu quarto, quanto mais o mundo, o seu olhar já não brilha, nem mesmo junto ao mar, os óculos escuros são a sua capa, são a cara das suas fotos pessoais.
Ela não tem mais aquele brilho nos olhos...
sábado, 24 de outubro de 2009
Declaração de amor...

...alentejana!
Minha querida magana..
Desda aquela vez da palha naquele monti,
que aqui ficastes escarrapachada na minha alembradura.
Atão na foi tão bom? Diz laa? Hããã??
Condolho pra ti com esses bêços de mula.
O mê coração prega purradões nas costelas,
parece um trator a arrencar ecalitros naquela charneca.
Se mamares comé tamo,
Se machares come tacho
Vamos pedir a tê pai cacete o nosso acasalamento.
Gosto de ti, pôrra!
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monte
sábado, 5 de setembro de 2009
As minhas adoráveis ex-namoradas.
Quem tem a minha idade, e não tem companhia aventura-se a fazer algumas coisas sozinha. Ontem fui outra vez ao cinema, e desta vez a uma estreia. Tinha de ser, não podia faltar, o único homem louro neste mundo que me faria suspirar se nos cruzássemos um dia, é o actor principal. Então lá fui ver o belo do Matthew, e o restante elenco num argumento que não tem nada de novo, mas que consegue o objectivo do filme, que é entreter e levar as mulheres ao cinema para ver o belo do louro, ou os homens para verem a ... bem não me lembro do nome, e também não fui lá para a ver a ela. Alguns momentos para rir, outros para reflectir, um filme para ver acompanhado pela cara metade, para quem a tem, ou sozinha para quem como eu já não está para ficar à espera de companhia para coisa nenhuma.
A história, gira em volta de Connor Mead, que nas vésperas do casamento do irmão, o tenta convencer a não casar. Connor é um mulherengo que seduz todas as mulheres com quem se cruza, com um amor recalcado que abandonou por medo de a perder. Pelo meio vão surgir alguns fantasmas, sendo que quase todos são de ex-namoradas ou mulheres com quem se envolveu, e que o vão guiar numa viagem pela vida passada, presente e futura dele, na tentativa de o fazerem ver o quão errado tem sido em relação às mulheres, e ao amor, e em como pode acabar por morrer sozinho. Entre tantas situações, ele vai criar alguns conflitos no presente, conseguindo mesmo acabar com o casamento do irmão. Mais fantasmas, e lá vai ele tentar resolver os estragos que causou.
Mais não digo, vão ao cinema, ou esperem pelo DVD, etc e tal, eu gostei de ver o meu loirinho, fofinho, de sorriso maroto. Ah, a menina em questão é a sra Afleck, Jennifer Garner.
Fica o trailler.
A história, gira em volta de Connor Mead, que nas vésperas do casamento do irmão, o tenta convencer a não casar. Connor é um mulherengo que seduz todas as mulheres com quem se cruza, com um amor recalcado que abandonou por medo de a perder. Pelo meio vão surgir alguns fantasmas, sendo que quase todos são de ex-namoradas ou mulheres com quem se envolveu, e que o vão guiar numa viagem pela vida passada, presente e futura dele, na tentativa de o fazerem ver o quão errado tem sido em relação às mulheres, e ao amor, e em como pode acabar por morrer sozinho. Entre tantas situações, ele vai criar alguns conflitos no presente, conseguindo mesmo acabar com o casamento do irmão. Mais fantasmas, e lá vai ele tentar resolver os estragos que causou.
Mais não digo, vão ao cinema, ou esperem pelo DVD, etc e tal, eu gostei de ver o meu loirinho, fofinho, de sorriso maroto. Ah, a menina em questão é a sra Afleck, Jennifer Garner.
Fica o trailler.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Amor com amor se paga...
Hoje, depois do ginásio cheguei para jantar e a televisão da cozinha estava num jogo de futebol. Não achei anormal até perceber que era um jogo do Benfica, porque cá em casa é proibido ver jogos do Benfica na televisão, dá "má sorte"... Entretanto olhei para o resultado e estava 3 a 0, com trinta minutos de jogo, achei que estava a correr bem demais, mas entre comentários e garfadas e jogo em andamento a coisa compunha-se para mais golos, e lá sucedeu o quarto e comecei a deixar de ver o Vitória em campo. De repente os jogadores de verde começaram a desaparecer em campo e achei que a televisão não estava boa, fui á sala, que a televisão é grande para averiguar melhor, e sai mais um golo, e vão para intervalo a ganhar por 5-0. Acabei de jantar e sendo benfiquista, mas tendo nascido à beira Sado, não podia deixar de achar que estava a ser um derrota pesada (apesar de o Vitória já ter humilhado o Benfica na sua própria casa, amor com amor se paga...). Veio a segunda parte e deixei de ver os jogadores de verde, parece que se fundiram com a relva do estádio da Luz, e o Benfica começou a jogar sozinho contra o desgraçado do guarda-redes do Vitória, porque os jogadores do Vitória desapareceram da minha vista. Ainda nasceram mais três golos dos pés e cabeça dos vermelhuscos e sinceramente apesar do Vitória já ter humilhado o Benfica em casa própria, achei que era uma derrota pesada, mas a conta até podia ter sido fechada nos 10 que não ficava mal. Já em tempo de descontos, lá emergiu da relva um jogador do Vitória e lá marcou um tento de honra, e lá ficou o jogo saldado por 8-1. O Benfica está a ter muito apoio este ano, porque tem estado a ganhar e isso tem-se reflectido no número de pessoas a assistir aos jogos. O que me chateia no meio de tudo isto, é que quando está a perder, estes mesmos adeptos não tem cú para ir ao estádio apoiar e incentivar, puxar pela equipa.
sábado, 15 de agosto de 2009
Uma vida pode mudar em segundos...

Hoje faz 16 anos que eu me estampei, literalmente. Uma paragem digestiva, provocada por uma garrafa de água gelada (foi o calor de Agosto, que estava como este ano), foi o suficiente para eu me estatelar contra um morro, e cair da mota dentro da estrada, numa curva. Tive sorte que alguém conhecido passou do lado contrário e me encontrou, e enfim daí até ao hospital ainda vai mais um metro de história. Este acidente mudou toda a minha vida, não porque deixasse marcas, que essas eram só pequenas queimaduras do alcatrão e um traumatismo craniano, mas passou rapidamente. Recuperei bem do acidente, mas mudei, perdi alguns interesses anteriores, e mudei intelectualmente. Quem sabe não tivesse tido o acidente e os anos seguintes teriam sido mais felizes, a nível pessoal. O que eu perdi por ter deixado que o acidente interferisse, quando não teve razões para tal. Ou que perdi por deixar que alguém se intrometesse na minha vida, mas ter 19 anos é daquelas coisas, em que ainda não mandamos em nós, e deixamos que a família se intrometa em coisas que deveria manter distância. Raio de mentalidade retardada...
Hoje estou bem, mas há uma parte do passado após o acidente que ainda provoca algum desconforto, coisas que poderiam ter sido evitadas, sofrimentos que deixarão marcas eternas. Foram quase 12 anos, de mágoa, de vida a escorrer por um canudo, até que consegui por os pés no chão e dizer basta, sou eu que comando a minha vida, sou que escolho quem quero ou não a meu lado, se quero ou não uma vida de sacrifício e de pancada. Passados estes anos, levei duas grandes lições: nem sempre amamos quem temos ao nosso lado, e nem sempre temos ao nosso lado quem amamos. Durante quase doze anos vivi um relação com alguém que afinal eu não amei, e ainda hoje não entendo como achei que era amor um sentimento que só me destruiu. Quando finalmente descobri o que era amor, quando encontrei aquela pessoa por quem seria capaz de mover o mundo só com um dedo, quando a vida me parecia sorrir, essa pessoa não ficou ao meu lado, magoou-me mais que quem me bateu vezes sem conta, magoou-me mais que quem me rebaixava, e me dizia coisas que me lembram a ninguém. Magoou-me sem me tocar com um dedo, magoou-me da pior forma que havia, sem uma palavra, sem um gesto, apenas o acto em si, foi mais do que eu podia suportar. E como um acidente sem grandes mazelas físicas pode mudar tanto uma vida.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Condição...

Mulher...
Sim sou mulher.
Sou mulher igual a tantas outras, e diferente de muitas mais.
Sou mulher igual a mim mesma.
Sou mulher que chora, que ri.
Sou mulher que ora luta para viver, ora se deixa abater, desistindo sequer de sorrir.
Sou mulher que fica feliz com o sorriso de uma criança.
Sou mulher que chora com o sofrimento de outros.
Sou mulher que vive com esperança de um mundo melhor.
Sou mulher que simplesmente sofre por que a fazem sofrer.
Sou mulher que se levanta quando cai, e limpa as feridas para seguir em frente.
Sou mulher que ama com intensidade.
Sou mulher que deseja.
Sou mulher que odeia quando é preciso.
Sou mulher feliz apesar dos pontapés da vida.
Sou igual a ti que choras, que amas, que sorris, que sofres, que odeias, mas que vives cada dia como único, esperando sempre que o amanhã seja ainda melhor.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Por vezes eu supero-me...

O destino, sempre o malfadado do destino. Que poderei eu dizer do meu que num dia me dá o céu, para num minuto me colocar no inferno permanente? Que destino cruel o meu, que me fez amar verdadeiramente quem me nunca me amou nem um pouco. Que destino o meu que é de solidão vivendo rodeada de gente, de barulho e de confusão. A vida não é exactamente como queremos, e de tempos a tempos abrem-se portas que podermos aproveitar e seguir por elas, mesmo sem saber onde nos levam. Eu vou seguindo as portas que se vão abrindo à minha frente, muitas não me levam a lado algum, mas não desisto, o caminho é em frente, e o amor esse um dia há-de surgir, há-de surgir o amor que me ame, que me queira seguir, que queira ser feliz ao meu lado, se eu o vou amar? Vou, não com o mesmo fervor, não com o coração por inteiro, apenas com metade dele, a outra metade está irremediavelmente perdida, nas mãos da desconfiança, entregue à cautela, e ao sabor amargo da traição. Mas apesar de tudo, sou feliz, tenho um caminho de glória pela frente, acredito nas minhas capacidades pessoais e sim há uma luz ao fundo que diz: "A felicidade está aqui, vem!"
(este texto foi de um comentário que deixei algures, noutro blog, é que claro tem mais, mas isso apenas diz respeito ao blog em questão)
sábado, 11 de julho de 2009
Coxa

Xiça, uma gaja preocupa-se com a saúde, vai ao posto médico levar a vacina da praxe, e ouve logo perguntar com que braço é que trabalha... pois, se é para ficar coxa, que seja do braço que não tem de trabalhar tanto. Após a vacina pedem-lhe que fique por trinta minutos pois pode haver uma reacção adversa. Sai do local passada a meia hora, e não, não tem uma reacção adversa está tudo normal, segue com a sua vida, leva o carro à inspecção obrigatória, e traz um selo vermelho... um médio muito alto, e chapas de matrícula que precisam estar fixas com rebites ou parafusos, e que afinal estão presas com molas??? Ele há cada coisa... Continua normal, tratando da sua vidinha, vai para casa, e ups, há qualquer coisa do lado esquerdo que começa a doer... não pode mexer muito o braço, que dói a zona da picada, a enfermeira até disse que esta vacina é a que costuma fazer mais reacção. Não fica zangada, a próxima dose é só daqui a 10 anos, mas avizinha-se um fim de semana no sofá, ou no jardim a ler um bom livro sobre amor, café e Itália.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
a concha...

Ela rebusca escritos antigos, e vai lendo o que já escreveu em tempos que ainda era feliz e outros nem tanto. Pelo meio vai encontrando textos, cartas, uns com mais sentimento, outros simples escritos de pensamentos banais. Porém um poema desperta-lhe a atenção, e ao ler recorda cada segundo que viveu ao escrevê-lo, recorda cada palavra, cada sentimento que empregou para o escrever. Pegou no poema e resolveu publicar, no local onde costuma deixar os seus escritos mais sentidos, os poemas. Porém a nostalgia deu lugar, à angústia, à solidão que a sua alma teima em não admitir sentir. Quer poder esquecer, mas por vezes a vida teima em não deixar, há sempre qualquer coisa que faz despertar o que já deveria estar adormecido. Não se pode fechar em casa, e nem pode tapar os olhos ou passar a ser surda. Ora são situações que a fazem voltar a lembrar-se, ora são nomes anunciados nas televisões e toda a gente teima em se chamar o mesmo, pensa ela, ora é o modelo do carro com que se cruza, que é modelo raro, ora são as coisas que vai encontrando perdidas e que pensava já se ter livrado de todas, ora são as músicas, são os cheiros que teimam em reavivar memórias. De que lhe adiantou apagar e-mail, número de telefone, foto, cortar toda e qualquer ligação nas redes sociais, se tudo o resto teima em permanecer? Ela sabe que irá conseguir ultrapassar, mas sabe que irá demorar, afinal ela criou uma concha onde se fechou, e só quando a abrir irá finalmente deixar entrar mais alguém no seu universo. A concha, já a protegeu, mas não poderá permanecer lá dentro, irá sufocar com a solidão, com a dor que teima em guardar para si, e que só sabe dividir com o mar, mas o mar não lhe dá resposta, não leva a dor para longe. Por mais que tente sorrir, parecer feliz, ela sabe que os seus olhos a desmentem sem o menor pudor. Ela sabe que os seus olhos reflectem tudo o que a sua alma sente, mesmo que tente esconder.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Pedaços...

Ainda não passou muito tempo desde que ela viu destruídos os seus sonhos, os seus desejos, o seu amor pisado sem dó nem piedade. Sabe que nunca irá recuperar totalmente, mas já consegue ver as coisas de outra forma, já está no caminho que trilhou. Encontrou amizade, encontrou cumplicidade, e sabe que estar feliz, não depende dos outros mas de si. Encontrou, (ou foi encontrada, já não sabe), quem pegou nos pedaços destruídos e a ajudou a colar, e a reparar os estragos. Tem um coração remendado diz ela, mas isso não importa para quem a ajudou a reparar os danos, é assim que nos tornamos mais fortes. Sorri, ao lembrar as mensagens trocadas, as coisas que já disse, e que se deixou levar a dizer. Sim, sentiu novamente vontade de se entregar nos caprichos da vida, sentiu vontade de sair da linha uma ou outra vez. Não o fez ainda, por ser tão racional, por pensar demais antes de fazer qualquer coisa. Lembrou-se da conversa que acabou por mudar o rumo da história, e sabe que da próxima não haverão barreiras imaginárias, que impeçam que duas pessoas possam dar as mãos...
terça-feira, 12 de maio de 2009
(Des)confiança
Ela tem andado numa roda viva. Não, que a vida pessoal tenha dado um salto colossal, pelo contrário está serena, mas a vida profissional tem-na mantido bastante ocupada. A semana anterior foi intensa, teve de substituir a pessoa responsável por um departamento, e não estava suficientemente preparada para tão intensa tarefa. No entanto safou-se, teve alguma ajuda pontual de uma colega, e o saldo final foi positivo, fora o facto de ter acabado a semana completamente esgotada a nível psicológico. Nunca pensou que pudesse ter tanta responsabilidade nas mãos, mas confiaram nela para fazer o trabalho e sem outra solução teve de aceitar. Sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter de o fazer novamente, pois o colega vai necessitar de férias de novo.
A sua vida pessoal está calma, está a habituar-se a estar sozinha. O amor deixou de ser prioritário, e vive apenas um dia de cada vez. O amor sereno que conheceu, já tomou outro caminho, ela mesmo se encarregou de o desviar. Sabe que pode amar de muitas formas, mas perdeu a confiança nos outros, e por si só, isso basta, para que ela não deixe que alguma relação vá em frente. A solidão que a sua alma sente é atroz, mas ela não se deixa trespassar. Sabe dentro de si que não é mulher ciumenta quando confia em alguém, mas sabe que não confia em ninguém. Os dias que se seguem serão de introspecção, para se encontrar a si mesma dentro de alguém que nem ela sequer conhece, depois do que passou. Sabe que mesmo que se encontre nessa solidão da alma, lá irá permanecer porque vai continuar sem confiar em ninguém. Sabe que o tempo que passou depois daquele dia ainda foi curto, sabe que o tempo pode ajudar, mas dentro de si permanece uma dor, que jamais se extinguirá, e essa dor não deixa que ela volte a confiar outra vez. Vai ter de aprender a viver consigo mesma, e com a sua solidão que agora será sua companheira, de dia ou de noite. Sabe que poderá viver um triângulo amoroso, ela, o seu amor e a sua solidão.
A sua vida pessoal está calma, está a habituar-se a estar sozinha. O amor deixou de ser prioritário, e vive apenas um dia de cada vez. O amor sereno que conheceu, já tomou outro caminho, ela mesmo se encarregou de o desviar. Sabe que pode amar de muitas formas, mas perdeu a confiança nos outros, e por si só, isso basta, para que ela não deixe que alguma relação vá em frente. A solidão que a sua alma sente é atroz, mas ela não se deixa trespassar. Sabe dentro de si que não é mulher ciumenta quando confia em alguém, mas sabe que não confia em ninguém. Os dias que se seguem serão de introspecção, para se encontrar a si mesma dentro de alguém que nem ela sequer conhece, depois do que passou. Sabe que mesmo que se encontre nessa solidão da alma, lá irá permanecer porque vai continuar sem confiar em ninguém. Sabe que o tempo que passou depois daquele dia ainda foi curto, sabe que o tempo pode ajudar, mas dentro de si permanece uma dor, que jamais se extinguirá, e essa dor não deixa que ela volte a confiar outra vez. Vai ter de aprender a viver consigo mesma, e com a sua solidão que agora será sua companheira, de dia ou de noite. Sabe que poderá viver um triângulo amoroso, ela, o seu amor e a sua solidão.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Outra direcção...
Ela anda nervosa. As novidades da sua vida não seriam nada de espantar, não fosse ela nunca ter sido uma mulher de cativar muitos homens. Agora sem perceber como, as coisas mudaram, não lhes dá troco, mas acha uma certa graça. Se calhar é da idade, ou da autoconfiança em si que ganhou. Não se exibe, mas percebe muitas vezes que não passa despercebida. Sabe com toda a certeza qual o seu ponto forte... os olhos azuis. Muitas vezes tem de conter o riso, ouve piropos que a fazem sorrir, outros que lhe dão a certeza que na sua idade está muito melhor do que esteve aos 25 anos. A maturidade talvez seja a sua melhor aliada. Por outro lado sente-se uma garota. Não percebeu ainda com uma nova história deu uma reviravolta de 180º graus na sua vida. Ainda tem dificuldade em perceber como se desenrolou no curto espaço de tempo, a empatia, como em pouco tempo tudo passou do 0 a 100. Sente-se uma garota, que está a aprender a caminhar nos meandros das relações maduras, entre duas pessoas adultas que sabem o que querem uma da outra, mas que não definem um caminho a seguir, apenas se deixam levar pelo vento, enquanto os for levando na mesma direcção. Não estão preocupados se o vento mudar e cada um for levado noutra direcção. O sentimento é calmo, pode ser um amor, mas um amor adulto como tantos outros, mas que não tem um caminho traçado. Ela sabe que o amor da sua vida não é este, este foi apenas um acaso que se tornou num acaso feliz. Ela sabe que pode amar de formas diferentes, como agora. E tudo começou por um par de algemas que nunca existiu, mas que mudou todo o rumo de um texto, todo o rumo de uma história.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Amor é....
terça-feira, 31 de março de 2009
As lágrimas, afinal...
Ela deitou-se, e chorou! Chorou tudo o que havia para chorar, embora chegasse a chorar sem lágrimas, estava seca, mas logo percebeu o ponto em que estava. Estava no chão, daí para baixo nada mais havia, portanto agora teria que subir. Percebeu que não tinha perdido nada. Ele não tinha sequer chegado a gostar dela, quanto mais a amar, ela não tinha passado de um jogo nas mãos de um garoto. Ela tinha uma certeza, que guardou apenas para si, e sorriu, sorriu após alguns dias de tanto sofrimento. Ainda haveria de ser feliz, sozinha, ao lado de alguém, não queria saber, de uma coisa tinha certeza, nada tinha perdido, a vida tem razões que a razão desconhece, e o mundo dá muitas voltas. Sabia que ainda iam haver dias maus, mas estava preparada para eles, já não seriam novidade. A dor continuava por lá, mais serena, ainda pronta para emergir a qualquer momento se alguém tivesse a ousadia de a despertar, mas ela ia dar troco, afinal o que não nos mata, torna-nos mais fortes.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Queria chorar...

Ela foi para a praia com um nó na garganta e um turbilhão nas ideias, que achou que iria conseguir eliminar. Várias vezes tentou apagar o sufoco que teimava em assombrá-la, mas não conseguia. Mal as lágrimas se assomavam, secavam de imediato. Nem conseguia chorar, tal a dor que a consumia. Precisava encontrar forças suficientes para se libertar daquele peso. A quietude da água não ajudava em nada, e os pensamentos dela rodopiavam entre o que sentia e o que queria conseguir sentir. Ela queria apenas conseguir chegar à indiferença, chegar ao tempo em que se lhe dissessem que ele havia morrido, ela conseguisse ignorar da mesma forma que conseguiu fazer na semana anterior quando morreu o amigo do pai, que tanto prejudicou a sua família. Queria chegar ao ponto em que para ela, ele fosse apenas uma pedra da calçada. Tentava por todos os meios controlar-se, não lhe enviar uma mensagem para apenas lhe dizer Adeus, mas achou que nem isso ele merecia... Penitenciou-se por ser tão burra, por ter achado que ele merecia todo o seu amor, que ele a quisesse como a fizera crer. A sua mente não conseguia desligar e ela sabia que iria piorar, a mola que a mantinha calma e serena, segura à vida, partiu.
A partir de agora podia a qualquer momento perder o controlo de si mesma e fazer alguma asneira, e tantas que lhe passavam pela cabeça, podia descontrolar-se e deitar tudo a perder se se confronta-se com a mãe... Pedia aos Deuses e a todas as Fadas que a ajudassem a não perder o controlo e não descarregar a raiva que sentia. Mas como, se a mola que a segurava se havia partido... Tinha de tomar decisões para o seu futuro ou seria o fim de tudo, bastava descontrolar-se e deitaria tudo a perder.
Olhou para o mar e para a corrente que naquele momento se fazia sentir com o vazar da maré... o que lhe passou pela cabeça naquele momento só não se realizou porque... mas desejou que por alguma circunstância desta vida, esta se lhe acabasse, desejou que a morte viesse e a levasse de uma vez. Evitava assim sentir a dor que a consumia, e descontrolar-se e fazer ela própria alguma doidice. 26 de Março... em 16 anos era a segunda vez que este dia ficava marcado negativamente na sua vida...
Ela queria chorar e não conseguia, e necessitava mesmo de o fazer, sabia que a dor só iria aliviar se o conseguisse. Lembrou-se das palavras da amiga, que ela era uma lutador e que nuca desistia... era verdade, no entanto, sabia e sentia que jamais voltaria a acreditar no amor. A vida havia-a traído, desferira-lhe um golpe fundo, que mesmo que sarasse, deixaria uma marca que não a ia deixar esquecer... até o nome que havia escolhido se tivesse uma filha, era agora o nome daquela por quem acabara de ser trocada... que ironia... Lembrou-se de uma garrafa que tinha guardada em casa para repartir com ele... ironia da vida, agora seria apenas e só sua, inteira... pena que só se poderia degladiar com o puro malte quando estivesse só em casa... mas ia conseguir...
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