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sábado, 7 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Para o meu Popeye

E porque o meu Popeye está retido em alto mar, aqui fica uma homenagem ao meu rico marinheiro. Miss you...





Olivia P.!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Oh, mar salgado, quanta da tua água...


Ando com saudades dos meus passeios à beira mar. Desde que iniciei este trabalho, não voltei a ter tempo para ir pisar a areia molhada, molhar os pés na água salgada, fugir da rebentação das ondas. Durante o Verão nem fui à praia. Depois, veio o horário de Inverno e a situação ficou ainda mais complicada. Os dias tornaram-se pequenos, até demais. Saía do trabalho, e pouco depois de estar em casa era noite. Aos fins de semana, não gosto muito de ir para a beira mar, geralmente estão muitas pessoas e eu gosto da praia só para mim. Egoísmo puro, eu sei, mas adoro a praia praticamente deserta, poder caminhar pela beira da água, sem tropeçar em ninguém, sem que seja olhada de lado, só porque em pleno Inverno ando descalça com os pés na água. Adoro a comunhão dos meus pensamentos em liberdade com a música das ondas que me beijam os pés. Nada me acalma mais, que esta relação de amor que eu tenho com o mar, e que me está a fazer falta, não, que não tenha as ideias em ordem, não, que a vida esteja do avesso, antes pelo contrário, mas talvez o sangue que me corre nas veias, tenha uma mistura de água do mar.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Sorriso maroto...


Tenho tantas saudades tuas amor. Nunca o tempo demorou a passar como desta vez. Ainda falta tanto para que voltes. O frio lá fora não ajuda. Aí também não, eu sei. Fazes-me falta. As tuas palavras, os teus gestos, o teu imenso abraço, o teu sorriso maroto quando me tentas baralhar. Sim, tu baralhas-me, mas com gosto. Vou dar corda ao relógio, pode ser que resulte.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Apenas saudades!

" Noruega, perto de Dramen" foto do mor

Iria até ao fim do mundo, iria buscar o sol, a lua e as estrelas. Abdicaria de tudo o que conheço desta vida se preciso fosse, viraria este mundo do avesso se me fosse pedido, lutaria com feras, bichos maus e dragões. Enfrentaria tempestades, vendavais, calores abrasadores. Pisaria brasas, vidros, espinhos, descalça se disso dependesse a felicidade do meu amor. Mas a vida é mais simples afinal, e basta um sorriso apenas!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dedicatória

A vida lá em casa, era maravilhosa! Havia paz, muito riso, muita cumplicidade, muita brincadeira e muito amor! Os fins de semana eram passados em família, em casa, ou no monte em comunhão com a natureza. As brincadeiras com os miúdos era muito divertidas, de vez em quando deixava-os ganhar os jogos que eles próprios inventavam, só para ver aquelas caras alegres. Os anos iam passando, os miúdos crescendo e os estudos roubavam-lhes algum tempo, assim como os passeios com os amigos, os namoricos eram conversa habitual. Nunca reclamei, era o ciclo natural da vida, e continuámos sempre a divertir-nos quando estávamos em família. Nunca faltou nada lá em casa, e era isso que importava.
Um dia, a minha saúde mudou, e as coisas por casa também mudaram. Subitamente, onde havia amor, carinho, cumplicidade, brincadeira, passou a haver desconfiança e afastamento. Não entendi a razão, perguntava-me porquê? Comecei a ouvir conversas em surdina, outras vezes os semblantes mudavam quando eu entrava, mas porquê, se era uma doença simples, cujo tratamento seguido á risca iria fazer com que voltasse tudo a ser como antes. No entanto, não era esse rumo que as coisas estavam seguir. Continuavam indiferentes, muitas vezes perguntei porquê, mas nunca me responderam. A minha saúde foi ficando cada vez mais fraca, o medicamento acabou e não se comprou mais, a falta da vida de antes, fazia com cada dia ficasse pior. Um dia, achei que tudo ia voltar a ser como antes, afinal no fim de semana íamos para o monte, éramos novamente uma família. No caminho, parámos naquela vila onde era habitual, para esticar as pernas, e apanhar um pouco de ar. Estava distraído a olhar os patos no lago, como era habitual, gostava de os ver sempre muito aprumadinhos, alisando as penas, mergulhando, enfim vida de pato. De repente senti um silêncio, um frio na espinha. Olhei para trás, e não os vi. Fui até ao estacionamento ver se me esperavam no carro, mas o carro não estava lá. O que se estava a passar, estariam a brincar? Só podia. Deixei-me ficar, afinal não adiantava sair, se voltassem podíamos desencontrar-nos. Passaram-se longos minutos, que deram lugar a horas, não estava a entender, que se estava a passar? Comecei a ficar com fome, resolvi procurar o que comer, mas de repente todos olhavam para mim de lado, outros afastavam-se e até puxavam as crianças pelo braço com força. Ia andando, resolvi tomar o caminho para casa, quem sabe voltassem para trás e não estando no jardim, resolvessem também ir para casa, para nos encontramos. Os carros apitavam-me, entrei num portão aberto, resolvi que iria ali pedir algo para matar a fome, mas quando me viram, correram comigo, ofenderam-me, atiraram pedras, chamaram-me Sarnento... Então percebi... Aqueles que em tempos tinham sido a minha família, abandonaram-me, foram embora, deixaram-me ficar para trás porque eu tinha sarna. Senti uma dor tão grande. Porquê? Porquê? Que fizeram aos momentos felizes, às alegrias partilhadas? Só me apetecia chorar, a fome cada vez mais me torturava... Fui caminhando, entrava em algumas portas, era logo escorraçado, sempre chamado de sarnento. Os carros apitavam, outros quase me atropelaram, também já não importava... agora estava por minha conta... e nem a fome conseguia saciar, aquela doença que teimava em me fazer coçar cada vez com mais frequência, sem tratamento não iria abandonar-me... Porquê? Porquê eu? Continuei no caminho, cada vez mais fraco... até onde iria, não sei, mas continuei...
Dedicado a ti, que caminhavas naquela estrada, com o ar mais triste do mundo, que um dia tiveste um lar, mas que foste abandonado ao teu destino, porque aqueles que te amaram um dia, não tiveram a capacidade de te ajudar... Perdoa-me por também eu não te puder ajudar... acredita que me dói, ter passado e ver-te nesse sofrimento, acredita que maldigo os que te deixaram no caminho...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O relógio (final)


...falaram de banalidades. Ele passou-lhe a mão na cara, para lhe afastar o cabelo que lhe caía para os olhos. Sentiu-se estremecer, de repente apetecia-lhe fugir, onde se estava a meter...devia estar a enlouquecer. Ele percebeu o nervosismo dela, e pegou-lhe na mão dando-lhe um beijo suave. Disse-lhe que era uma mulher muito sensual, que a desejava. Foi quanto bastou, para que se lembrasse que se queria vingar dos homens, que queria que ficassem a seus pés, para que sentissem a mesma dor do abandono que ela estava a sentir. Puxou-o para si, beijou-o com muita sensualidade, e fez a mão dele deslizar para as suas nádegas. Ele levantou-se e pegou-lhe ao colo, levando-a para a cama. Ela desapertou-lhe a gravata, e lentamente enquanto o beijava desapertava-lhe a camisa. Ele puxou-lhe o vestido negro revelando toda a sua sensualidade. O conjunto de lingerie que vestia, era de um vermelho diabólico, o que aguçou ainda mais o desejo dele. Desapertou-lhe a parte superior da mesma, e sugou cada um dos mamilos, fazendo-a arrepiar-se. Ela fê-lo livrar-se da restante roupa e empurrou-o fazendo-o ficar deitado de bruços sobre a cama. Começou por lhe percorrer a linha da coluna entre beijos e lambidas que o faziam desejar virar-se, mas aguardou que ela o permitisse. Ela continuou a percorrer o corpo dele agora no sentido inverso. Levantou-se e foi buscar algo que havia trazido. Ele voltou-se, vendo-a vir em sua direcção com um lenço de seda e um par de algemas. Ela ordenou-lhe que pusesse as mãos acima da cabeça, ele obedeceu de imediato. Algemou-o, e afastou-se para ligar a música numa melodia suave enquanto fazia uma dança sensual e despia a restante lingerie que ainda vestia. Algemado ele não podia fazer nada, queria poder tocá-la. A sua nudez revelava um corpo bem delineado, que faria qualquer homem desejá-la e não apenas um vez. Pegou no lenço a usou-o para lhe vendar os olhos. Ela sabia que assim seria mais fácil para ela continuar o jogo. Ele deixou-se estar, sabia que não se iria arrepender. Ela beijou-o suavemente, e foi descendo percorrendo o corpo dele muito lentamente. Parou junto ao seu centro de prazer, rodeou-o com uma mão muito suavemente e uma ligeira pressão, começou por beijar e depois seguiu com toda a calma, enquanto o movimento da sua mão combinado com a sua boca o faziam dar gemidos de prazer. Ele pedia-lhe que parasse, sentia que a qualquer momento podia chegar ao ponto máximo, e ainda pretendia continuar, não ficar por ali. Ela acedeu, e soltou-o das algemas, sem lhe retirar a venda dos olhos. Ele estava livre para lhe tocar. Sentou-se na beira da cama e puxou-a para si, ela sentou-se sobre ele, sentindo-o entrar em si suavemente. Movimentava os quadris ao ritmo que as mãos dele nas suas nádegas a guiavam. Os movimentos que ele impunha eram agora mais rápidos, e chegou ao máximo do prazer em poucos instantes. Beijou-a. Ela levantou-se, tomou um duche, vestiu as suas roupas, preparando-se para ir embora. Antes de sair, ele disse-lhe que queria repetir outras vezes. Ela apenas lhe disse, que as condições se mantinham, que lhe ligasse quando o pretendesse fazer. Apanhou um táxi na porta do hotel e foi para casa, não pensou nos motivos que a tinham levado a fazer de acompanhante de luxo, apenas pensou se seria capaz de continuar. Passou a mão no envelope do dinheiro, e recordou o que se acabara de passar, e sentiu que perante a hipótese de F. querer repetir já tinha ganho a primeira parte do jogo.
Além de F. outros clientes apareceram, alguns propunham-lhe exclusividade, que sempre recusou, ela queria jogar. Viajou, ficou nos hotéis mais luxuosos que conhecia, mas nunca deixou o emprego. Desde aquela noite, que passou a ter uma vida dupla, de dia a sua vida de sempre, à noite e alguns fins de semana, acompanhante de luxo, nunca se arrependendo de ter iniciado este jogo. Agora sempre que em algum lugar olhasse para um relógio, e este tivesse os ponteiros exactamente um sobre o outro, ria-se com vontade, porque sabia que de certeza em algum lugar havia um homem a pensar nela, mesmo sendo o amor de outra qualquer, para ela era o que bastava, era nela que eles pensavam.
FIM
(Esta é uma história de ficção, em algum momento revelando factos ocorridos. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou histórias reais é pura coincidência)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Oh, tão fofo...

Porque me apetece... e porque se não fosse um coelhinho com uma cenoura, seria meu Elvis com um salmão... bastava trocar as orelhinhas ao coelhinho por umas mais curtas e pontudas e era um gato igualzinho ao meu...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vale a pena...

Apesar de gostar muito de ler, confesso que não o faço tanto como gostaria. Não que os livros sejam caros, que são efectivamente, mas existem as bibliotecas municipais para alguma coisa, não, que não tenha tempo, para ler há sempre um espacinho no relógio atarefado, mas porque ultimamente me tenho desleixado neste campo. Estou a ler dois livros ao mesmo tempo, sendo que um deles já está há bastante tempo na mesa de cabeceira. O outro livro que estou a ler, relata a história de um fuzileiro americano no Iraque, e tudo o que fez para conseguir salvar um cachorro, que lhe apareceu um dia onde estavam acampados. A história não seria nada de surpreendente, não fosse o local onde se passa, bem como toda a situação envolvente, e todas as regras que os fuzileiros e soldados têm de respeitar. Segundo os regulamentos, nenhum soldado/fuzileiro pode adoptar, dar comer, criar qualquer laço afectivo com ninguém, ou mesmo com um animal, sob pena de as as emoções se sobreporem a toda a disciplina militar e acabarem por se tornarem vulneráveis e se desfocarem da missão militar que cumprem, podendo por perigo toda a unidade. No entanto, eles estão no Iraque após a invasão, e como é natural, algo que os vai fazer sair um pouco, ainda que em meio inóspito, daquela guerra constante, tem de ser escondido ainda para mais se estão a violar os regulamentos militares. Então o tenente Jay Copelman, relata toda a história desde que o cachorro apareceu, até o conseguir trazer para o seu país. Pelo meio, claro, vai contando toda a envolvência, quer emocional, quer em termos físicos do meio em que se encontram. Além de um relato emocional sobre a história do Lava ( o cachorro), temos uma visão da guerra um pouco mais abrangente que aquela que vemos nas notícias, com algumas histórias, e relatos das situações vividas dentro dos acampamentos, pelos soldados americanos, que nunca saberíamos de outro modo, que não, numa história contada por um soldado. Aconselho este livro, pela história do salvamento e pela visão desta guerra de doidos, que de outra forma não teríamos.


domingo, 1 de junho de 2008

Porque me apetece!

Ivete Sangalo - Se eu não te amasse tanto assim!



Lindo! pena o som, mas em todo o caso o poema é lindo!

domingo, 25 de maio de 2008

Deu "Sodade"

Cesária Évora - Sodade



Porque a música é linda, e porque Saudade é tão somente um sentimento que só nós sabemos dizer SAUDADE! E porque sim!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Hoje estou assim...





Não sei se inspirada pelo post do Jorge, se inspirada por um anjo que me tocou, hoje estou assim, sem grande coisa para escrever!

domingo, 18 de maio de 2008

Anjo, esta é para ti!

Hoje deixo um video, muito bonito. Within Temptation - Angels.



Para o meu Anjo!

sexta-feira, 28 de março de 2008

O roncar do motor


Os dois caminhavam de mão dada, pela rebentação das ondas. O sol há muito que se havia escondido, dando lugar a uma lua cheia de Verão magnifica. Outros casais namoravam sentados, deitados ao longo da praia. A praia era extensa e os dois lá iam ao longo da costa, jurando amar-se até não terem mais memória de si próprios. Ancorados junto à costa os barcos de recreio faziam-nos sonhar. Alguns eram mesmo grandes. Quase a chegar à ponta da praia onde as rochas se sobrepunham ao extenso areal, pararam, e um longo beijo selou aquela caminhada. Despiram a roupa e mergulharam para se refrescarem do calor daquela noite. Enroscados nos braços um do outro, entre-olharam-se e sorriram, como se tivessem poderes telepáticos, nadaram até um enorme iate ancorado a pouquíssimos metros de ambos. Subiram a bordo, e era magnificico. Da proa a vista do mar, da lua era ainda mais poética. Havia ali algumas espreguiçadeiras com chapéus de sol, que as amparavam durante o dia. Ela sentou-se e puxou-o pela mão para se juntar a ela. Longos beijos, e caricias foram dando lugar a uma excitação que ambos não conseguiam abrandar. As mãos dele depressa a libertaram do bikini, deixado-a completamente à mercê dos seus desejos. Ela não se fez rogada e os calções que ele tão habilmente apertara não demoraram a seguir o mesmo trajecto do bikini. Ele beijava-a suavemente no dorso e ia descendo lentamente, um arrepio percorria-a de alto a baixo. Chegando á cintura virou-se para ele, deitando-se na espreguiçadeira. As mãos dela podiam agora acariciá-lo nos ombros largos. Ele continuava agora com beijos longos e demorados entre as coxas dela. Ela pediu-lhe que se voltasse, ao que ele obedeceu. Ocupou-se dele com o mesmo entusiasmo com que ele se ocupava dela. A sensação da boca dela em contacto com a sua masculinidade, não podia ser descrita, e ele devolvia-lhe a mesma devoção. Ela começou a sentir as forças fugirem-lhe explodindo intensamente com as caricias ardentes dos lábios dele. Ele sem quase se dar conta explodia de ardor quase ao mesmo tempo. Voltou-se e beijou-a com tanto amor, quanto lhe era possível. Ela retribuiu. As mãos de ambos percorriam os corpos um do outro acirrando ainda mais a vontade de ali permanecerem até que as forças de ambos se esgotassem. O roncar de um motor nas proximidades fê-los saltar de repente, mal tiveram tempo de pegar nas roupas de banho. Mergulharam, e a maré tinha descido um pouco, conseguiram rapidamente chegar à proximidade da margem. Ainda na água vestiram-se, não fosse haver outras pessoa na praia. Saíram, e ouviram o roncar do motor junto ao iate, e viram subir dois homens para o mesmo. Um longo beijo selou a chegada de ambos à margem sãos e salvos! Depois não se contiveram e riram, riram até se lhes acabarem as forças, com a perspectiva de poderem ser apanhados em barco alheio. Vestiram-se, deram as mãos e foram para casa, acabar o que o roncar do motor os impedira de acabar.


segunda-feira, 17 de março de 2008

Decisão...




Hoje dicidi que te odeio. Odeio-te com todas as minhas forças, e de hoje em diante será assim! Para sempre! Não mais terás direito ao meu amor. Decidi, que não te amo, como decido que roupa vestir. Não tens mais ordem para me roubar sorrisos sem sequer te ver. Decidi que te odeio, tal como odeio coentros, decidi que és um coentro na minha vida. Nem o cheiro suporto, só de pensar arrepio-me. De hoje em diante odeio-te, odeio lembrar-me de ti, odeio saber que exististe na minha vida. Hoje decidi que te odeio, porque te amei mais do que podia. Odeio tudo o que me fizeste crescer, odeio que tenhas sequer olhado para mim. Hoje decidi que te odeio, por tudo que vivi nos teus braços. Odeio que te tenhas lembrado de mim, quando o mar te levou longe. Odeio ter deixado que te ligasses novamente na minha corrente. Odeio que me tenhas chamado anjo, odeio tê-lo devolvido. Hoje decidi que te odeio.



Uma vez o amor perguntou ao ódio:
-Por que tu me odeias tanto?!
O ódio respondeu:
-Porque um dia te amei demais.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A carta (final)


(continuação)


Não percebo, o porquê de me iludires, parecias ser sincero comigo. Não percebo o porquê das mensagens em que me chamaste amor, que eu achei precipitadas, mas nunca te disse, não entendo de todo, as palavras que me fazias chegar todos os dias, que afinal, não eram verdadeiras. Eu odeio o Natal, e tu fizeste-me acreditar que um dia podia gostar desta época. Agora ainda odeio mais.
Também sei que as circunstâncias da vida por vezes alteram as relações entre as pessoas, mas aqui, as circunstâncias em nada contribuíram. Ainda me ecoam as últimas palavras que ouvi directamente de ti, numa fria manhã de Maio. Nessa manhã, percebi, que eu já não era mais motivo de interesse. Na noite anterior, já tinha percebido… a distância… E foi essa distância que, me levou a cometer aquele que eu acho que foi o maior erro da minha vida. Prefiro pensar que foi esse erro, que fez com que tudo se desmoronasse. È mais fácil, para mim pensar que fui eu que provoquei o teu afastamento, pela minha criancice. Nunca me disseste porquê, que me podias magoar mais se o fizesses. Magoou, muito mais não perceber, não saber o porquê… Para quem dizia não ter intenção de magoar, também não evitaste de o fazer. E eu fiquei sem perceber. Existe um ditado que diz que nunca devemos dizer nunca, mas eu digo, o que se passou nunca vou saber… essa será para sempre uma dúvida que vai existir dentro de mim… Lamento o meu erro, sei que para ti, só se erra uma vez, mas será que nunca erraste? Será que nunca pediste desculpa por um erro teu?
Hoje ainda me é difícil viver sem sentir o teu perfume, o calor do teu corpo, o sabor da tua boca. De todas as vezes que me deito numa cama acabada de estender, lembro-me de cada vez que o fazia contigo…
Um dia sei que vai diminuir esta mágoa, mas agora ainda é difícil, viver um só dia em que não me lembre do que vivi.
Apesar de tudo isto, desejo que sejas feliz! Sim, desejo-te toda a felicidade do mundo, e que nunca ninguém consiga magoar-te.
Esta mensagem atiro-a ao mar, que sempre foi meu confidente, o mar a levará onde quiser.

Estas são as palavras que nunca te direi:

Quero-te!
Amo-te!

Ficou o meu desabafo, para sempre tua A.


( esta mensagem foi mesmo lançada ao mar dentro de uma garrafa, qual o seu destino jamais se saberá... serviu como desabafo de uma alma inconformada, a quem o mar roubou o coração, e o entregou a uma estrela do mar...)

segunda-feira, 3 de março de 2008

No gume da espada


Tantas vezes me pergunto porque o fizeste, outras tantas porque aceitei o teu pedido? Achei que ia lidar com isso como gente grande, e afinal os fantasmas estavam cá todos, à espera de um deslize. Fizeste despoletar o cadeado que mantinha o alçapão fechado. Uma vez aberto, saíram para me perseguir, não me deixando mais, fazer uso da razão. Perdi todo e qualquer discernimento no que a ti, diz respeito. Voltei a ter medo de mim, não de ti. Perdi-me, não sei que terreno pisar. Fujo, dos meus próprios pensamentos, não vá eu cometer uma loucura, porque há momentos... não sei quem me põe travão, provavelmente o meu Anjo. Não sou de cometer loucuras, mas tu, consegues fazer-me perder a noção do que posso, ou do que devo fazer... As mágoas da dor que senti, os medos com que fiquei, os erros que cometi, o amor que senti (sinto), são esses fantasmas que soltaste. Fizeste de mim, o que sou hoje, mulher, mas também criaste em mim, um lado oculto, que me prende a liberdade... estou presa dentro de mim mesma, possuída por todo o tipo de sentimentos, não sei se fujo, se me deixo andar...
Estou no gume da espada, se fico inerentemente irei cortar-me, se salto vou mesmo cair!
Que fazer: saltar, arriscar estampar-me, ou ficar e aguentar as feridas? Por vezes penso que é melhor saltar, arriscar o precipício?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Não quero

não quero sentir o teu cheiro na minha pele...

não quero lembrar o teu sorriso...

não quero sonhar contigo outra vez...

não quero arrepiar-me só de lembrar o teu beijo...

não quero sentir o sabor a mar da tua pele...

não quero a protecção dos teus braços...

não quero o calor do teu corpo junto do meu...

não quero fazer amor contigo...

não quero lembrar o teu toque suave...

não quero acordar ao teu lado...

não quero voltar a ver-te...

Quero esquecer-te.

Mas como conseguirei fazê-lo, se não me

esqueço de te lembrar?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

São horas...


São horas de ir para a cama...
não quero, não sinto sono...
ainda me está na pele o teu odor,
odor a mar, odor de mel, não há
água que o tire da minha pele...
ainda me arrepio, de cada vez
que fecho os olhos e o sinto,
como se estivesses aqui.
São horas de ir para a cama...
não quero, tu não estás mais aqui,
não sentirei o teu calor, não sentirei
mais os teus lábios de mel, nem
a suavidade das tuas mãos,
no meu corpo sedento de ti.
São horas de ir para a cama...
não quero, estou perdida na noite,
não tenho mais o teu abraço,
nem o teu suave respirar,
e o teu sorriso ao despertar.
São horas de ir para a cama...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Odeio


As longas noites da tua ausência
Odeio não partilhar o calor do teu edredon
Odeio não sentir o calor do teu corpo
Odeio não sentir o sabor a mar da tua pele
Odeio não saborear o mel da tua boca
Odeio não acordar nos teus braços
Odeio não fazer amor contigo
Odeio que não me ames
Odeio amar-te mais, do que te odeio.