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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Instinto

Ela anda senão feliz, pelo menos satisfeita. Não que a vida lhe corra bem, mas não pode dizer que corre mal. Encontrou motivos que pelo menos activaram uma parte de si que pensou estar condenada ao fracasso. Agora tem algo que a estimula, mentalmente, que a faz sorrir, que a traz num estado de alma tão calmo, como calmo pode ser um dia de primavera com sol e flores no campo. Já não quer sequer saber onde vai acabar mais uma história, simplesmente limita-se a vivê-la um dia de cada vez. Gosta das conversas que terminam com risadas de boa disposição, das conversas que terminam porque não há tempo, mas que terão continuação no dia seguinte e no outro e no outro ou quando houver tempo. Gosta de ser suavemente surpreendida pelas palavras inesperadas duma mensagem fora de horas, gosta de ser surpreendida pela manhã quando abre o computador, pelos beijos enviados a meio da madrugada, gosta de ser lembrada das formas mais inocentes e das formas mais cómicas, apelando aos sentidos mais instintivos do ser humano. Pela primeira vez deixa-se guiar pelo seu instinto, mesmo não sabendo onde a leva, e mesmo que não a leve a lado nenhum já valeu a pena por uma imensidão de coisas tão simples como saber que algures numa cidade meio distante existem pessoas que lhe provocam um sorriso só por existirem e terem passado pela sua vida ainda que por breves momentos.

sexta-feira, 28 de março de 2008

O roncar do motor


Os dois caminhavam de mão dada, pela rebentação das ondas. O sol há muito que se havia escondido, dando lugar a uma lua cheia de Verão magnifica. Outros casais namoravam sentados, deitados ao longo da praia. A praia era extensa e os dois lá iam ao longo da costa, jurando amar-se até não terem mais memória de si próprios. Ancorados junto à costa os barcos de recreio faziam-nos sonhar. Alguns eram mesmo grandes. Quase a chegar à ponta da praia onde as rochas se sobrepunham ao extenso areal, pararam, e um longo beijo selou aquela caminhada. Despiram a roupa e mergulharam para se refrescarem do calor daquela noite. Enroscados nos braços um do outro, entre-olharam-se e sorriram, como se tivessem poderes telepáticos, nadaram até um enorme iate ancorado a pouquíssimos metros de ambos. Subiram a bordo, e era magnificico. Da proa a vista do mar, da lua era ainda mais poética. Havia ali algumas espreguiçadeiras com chapéus de sol, que as amparavam durante o dia. Ela sentou-se e puxou-o pela mão para se juntar a ela. Longos beijos, e caricias foram dando lugar a uma excitação que ambos não conseguiam abrandar. As mãos dele depressa a libertaram do bikini, deixado-a completamente à mercê dos seus desejos. Ela não se fez rogada e os calções que ele tão habilmente apertara não demoraram a seguir o mesmo trajecto do bikini. Ele beijava-a suavemente no dorso e ia descendo lentamente, um arrepio percorria-a de alto a baixo. Chegando á cintura virou-se para ele, deitando-se na espreguiçadeira. As mãos dela podiam agora acariciá-lo nos ombros largos. Ele continuava agora com beijos longos e demorados entre as coxas dela. Ela pediu-lhe que se voltasse, ao que ele obedeceu. Ocupou-se dele com o mesmo entusiasmo com que ele se ocupava dela. A sensação da boca dela em contacto com a sua masculinidade, não podia ser descrita, e ele devolvia-lhe a mesma devoção. Ela começou a sentir as forças fugirem-lhe explodindo intensamente com as caricias ardentes dos lábios dele. Ele sem quase se dar conta explodia de ardor quase ao mesmo tempo. Voltou-se e beijou-a com tanto amor, quanto lhe era possível. Ela retribuiu. As mãos de ambos percorriam os corpos um do outro acirrando ainda mais a vontade de ali permanecerem até que as forças de ambos se esgotassem. O roncar de um motor nas proximidades fê-los saltar de repente, mal tiveram tempo de pegar nas roupas de banho. Mergulharam, e a maré tinha descido um pouco, conseguiram rapidamente chegar à proximidade da margem. Ainda na água vestiram-se, não fosse haver outras pessoa na praia. Saíram, e ouviram o roncar do motor junto ao iate, e viram subir dois homens para o mesmo. Um longo beijo selou a chegada de ambos à margem sãos e salvos! Depois não se contiveram e riram, riram até se lhes acabarem as forças, com a perspectiva de poderem ser apanhados em barco alheio. Vestiram-se, deram as mãos e foram para casa, acabar o que o roncar do motor os impedira de acabar.