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terça-feira, 1 de julho de 2008

A rede...


A noite estava calma e serena. Ele passou o repelente de insectos no corpo e foi-se esticar na rede supensa debaixo da árvore do jardim. Fechou os olhos, e deixou-se levar pelos pensamentos. Não demorou muito a ser surpreendido no seu descanso. Ela apareceu, com dois copos na mão e perguntou-lhe se alinhava... Acedeu, a noite estava agradável e uma bebida vinha a calhar. Ela estendeu-se na espreguiçadeira ao lado e a conversa estava a cair para o cómico, estavam os dois a dizer piadas, sem graça por vezes, mas a bebida ajudava ao riso fácil. Acabadas as bebidas, ela levantou-se, pegou nos copos para os levar para dentro. Ele perguntou-lhe se ainda voltava. Ela sorriu, e o seu sorriso maroto, fê-lo compreender que seria melhor permanecer por ali e aguardar o que se iria seguir. Ela voltou, tinha passado repelente no corpo, e vinha preparada para ficar ali um bom tempo. Sentou-se na rede ao lado dele e deu-lhe um beijo longo. Ele estava preocupado que a rede não ia aguentar com os dois. Ela, sabia que a rede aguentava ainda um peso muito superiror ao dos dois e continuou a beijá-lo lentamente nas orelhas e no pescoço. Desapertou a parte de cima do bikini, e acabou por despir o restante. Sentou-se sobre ele e puxou-lhe a t-shirt para cima, deixando-o com o seu corpo bronzeado á mercê dos seu lábios sedentos dele. Continuou a beijá-lo, recebendo dele os beijos mais quentes que conhecia, as mãos dele deslizavam pelo seu corpo em suaves massagens que a faziam por vezes arrepiar em ondas de prazer. Ela desapertou o fio que lhe apertava os calções... A noite estava apenas a começar...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Os mirones

Hoje lá fui eu novamente para o meu local favorito. Levei bikini, pensando que o tempo estaria, pior que ontem, mas ainda assim "comestível". Engano puro, estava ventoso, talvez também porque a maré estava a encher, mas, ainda assim, o vento dava uma trégua de vez em quando. Havia poucas pessoas na praia apesar de ser sexta feira, e eu lá "aterrei", num local que estava meio deserto, como eu gosto, mesmo assim, senti os olhares dos poucos que por ali estavam, não que eu estivesse a fazer um strip ou algo semelhante, mas uma magricela aterrar de repente na praia, tirar a roupa, e ficar em bikini, sentar-se e algum tempo depois começar a rir com um livro na mão, dá uma certo ar ..., lol. Ainda me deitei na toalha e como é obvio, sofri um "apagão", que é como quem diz, deixei-me dormir. Foi um sono curto, mas restaurador, só que o vento não me deu hipótese de restaurar mais um bocadinho. Sempre que por ali estou, se fecho os olhos, é "apagão" certo, desligo do mundo, á minha volta deixam de existir pessoas, apenas o som das ondas a bater na areia, e, mesmo que falem para mim, eu não estou lá, apago mesmo. Após o sono reparador, lá peguei no meu livro, e como sempre foi o rir. A história é rica em pormenores, anda para a frente e volta atrás, vai novamente á frente, volta atrás, só que pelo meio tem algumas cenas mesmo hilariantes. Prometo que quando tiver um tempo extra, venho aqui deixar algumas partes que eu acho mais cómicas. Vale a pena ler este livro - 100 anos de solidão - de G. G. Marquez. É um best seller, e depois de o lermos percebemos porquê, é uma lição de vida. O frio começou a apertar, tinha umas coisas pendentes e resolvi vir embora, mas hoje não foi como os outros dias, no final, senti uma certa agonia, que não costumo sentir. Após chegar ao meu carro, senti-me observada, o que, me incomodou, não é normal, sentir esta agonia se me observam, estou habituada, por imensas razões, já estive em circunstâncias em que sou observada, e nunca isso me incomodou. Hoje senti mal estar, e não entendi a razão, porque foi real, estava a ser observada, isso eu percebi, e mesmo até agora me arrepiei, só de lembrar... Não sei quem ficou mais incomodado, se eu, se quem me observou...