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terça-feira, 31 de março de 2009

As lágrimas, afinal...

Ela deitou-se, e chorou! Chorou tudo o que havia para chorar, embora chegasse a chorar sem lágrimas, estava seca, mas logo percebeu o ponto em que estava. Estava no chão, daí para baixo nada mais havia, portanto agora teria que subir. Percebeu que não tinha perdido nada. Ele não tinha sequer chegado a gostar dela, quanto mais a amar, ela não tinha passado de um jogo nas mãos de um garoto. Ela tinha uma certeza, que guardou apenas para si, e sorriu, sorriu após alguns dias de tanto sofrimento. Ainda haveria de ser feliz, sozinha, ao lado de alguém, não queria saber, de uma coisa tinha certeza, nada tinha perdido, a vida tem razões que a razão desconhece, e o mundo dá muitas voltas. Sabia que ainda iam haver dias maus, mas estava preparada para eles, já não seriam novidade. A dor continuava por lá, mais serena, ainda pronta para emergir a qualquer momento se alguém tivesse a ousadia de a despertar, mas ela ia dar troco, afinal o que não nos mata, torna-nos mais fortes.

sábado, 28 de março de 2009

A fraquejar...

Ela continua de rastos sem conseguir verter uma lágrima... a coisa vai acabar mal. Tem um nó imenso na garganta, mas nada sai, o coração debate-se com a dor que a consome, e não reage aos estímulos que recebe. Vai passar outra noite em branco, em que vai continuar agoniada, com vontade de chorar, deitar tudo para fora, sem o conseguir fazer. As forças do corpo começam a fraquejar, quem sabe quando se lhe acabarem ela consiga finalmente render-se à dor e chorar, chorar até não conseguir mais, deitar tudo para fora, e finalmente descansar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Queria chorar...


Ela foi para a praia com um nó na garganta e um turbilhão nas ideias, que achou que iria conseguir eliminar. Várias vezes tentou apagar o sufoco que teimava em assombrá-la, mas não conseguia. Mal as lágrimas se assomavam, secavam de imediato. Nem conseguia chorar, tal a dor que a consumia. Precisava encontrar forças suficientes para se libertar daquele peso. A quietude da água não ajudava em nada, e os pensamentos dela rodopiavam entre o que sentia e o que queria conseguir sentir. Ela queria apenas conseguir chegar à indiferença, chegar ao tempo em que se lhe dissessem que ele havia morrido, ela conseguisse ignorar da mesma forma que conseguiu fazer na semana anterior quando morreu o amigo do pai, que tanto prejudicou a sua família. Queria chegar ao ponto em que para ela, ele fosse apenas uma pedra da calçada. Tentava por todos os meios controlar-se, não lhe enviar uma mensagem para apenas lhe dizer Adeus, mas achou que nem isso ele merecia... Penitenciou-se por ser tão burra, por ter achado que ele merecia todo o seu amor, que ele a quisesse como a fizera crer. A sua mente não conseguia desligar e ela sabia que iria piorar, a mola que a mantinha calma e serena, segura à vida, partiu.
A partir de agora podia a qualquer momento perder o controlo de si mesma e fazer alguma asneira, e tantas que lhe passavam pela cabeça, podia descontrolar-se e deitar tudo a perder se se confronta-se com a mãe... Pedia aos Deuses e a todas as Fadas que a ajudassem a não perder o controlo e não descarregar a raiva que sentia. Mas como, se a mola que a segurava se havia partido... Tinha de tomar decisões para o seu futuro ou seria o fim de tudo, bastava descontrolar-se e deitaria tudo a perder.
Olhou para o mar e para a corrente que naquele momento se fazia sentir com o vazar da maré... o que lhe passou pela cabeça naquele momento só não se realizou porque... mas desejou que por alguma circunstância desta vida, esta se lhe acabasse, desejou que a morte viesse e a levasse de uma vez. Evitava assim sentir a dor que a consumia, e descontrolar-se e fazer ela própria alguma doidice. 26 de Março... em 16 anos era a segunda vez que este dia ficava marcado negativamente na sua vida...
Ela queria chorar e não conseguia, e necessitava mesmo de o fazer, sabia que a dor só iria aliviar se o conseguisse. Lembrou-se das palavras da amiga, que ela era uma lutador e que nuca desistia... era verdade, no entanto, sabia e sentia que jamais voltaria a acreditar no amor. A vida havia-a traído, desferira-lhe um golpe fundo, que mesmo que sarasse, deixaria uma marca que não a ia deixar esquecer... até o nome que havia escolhido se tivesse uma filha, era agora o nome daquela por quem acabara de ser trocada... que ironia... Lembrou-se de uma garrafa que tinha guardada em casa para repartir com ele... ironia da vida, agora seria apenas e só sua, inteira... pena que só se poderia degladiar com o puro malte quando estivesse só em casa... mas ia conseguir...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Pedido de divórcio

Uma mulher é transferida para trabalhar noutra cidade. Depois de alguns dias manda um telegrama ao marido a dizer: 'Por favor, envia urgente os documentos para o divórcio. Encontrei o companheiro ideal: Possui as mesmas características do novo 407 Sedan da Peugeot'.
O marido desesperado corre a um concessionário e pergunta ao vendedor quais as características do carro e o vendedor responde: 'É MAIS POTENTE, MAIS COMPRIDO, MAIS LARGO, MAIS RÁPIDO NA SUBIDA, MAIS BONITO E NÃO BEBE MUITO.'
O marido compreende imediatamente o que a sua esposa quis dizer. Duas semanas depois, é ela que recebe um telegrama que dizia: 'Mandei os papéis do divórcio, assina rápido! Encontrei uma companheira ideal que reúne todas as qualidades da nova HILUX da Toyota'.
Curiosa, a mulher vai a um concessionário, pergunta sobre o tal carro e o vendedor responde: 'É MAIS RESISTENTE, SUPORTA MAIS PESO, TEM LUBRIFICAÇÃO AUTOMÁTICA, A CARROÇARIA É NOVA E MAIS ARREDONDADA, É MAIS BONITA E CONFORTÁVEL, POSSUI AIR-BAG DUPLO, É MAIS SILENCIOSA, NÃO VAZA ÓLEO E ACEITA ENGATE NA TRASEIRA'.


lolol. Hoje, para não chorar, deixo uma anedota, porque se fosse escrever algo da minha autoria, não iria ter tanta graça de certeza!