O discurso do vamos cortar nas despesas do Governo já cansa, os discurso de que os cortes serão os maiores desde mil eventos e troca o passo já enjoam... Até agora, são só impostos e mais impostos, ainda que os anunciados hoje só afectem a classe que ganha acima de 150.000€ anuais, e isso é mesmo para quem ganha muito dinheiro... porque se ganhassem o mesmo que eu, diriam mesmo que esses já são ricos... Resumindo, eu já começo a deitar fumo pelas orelhas e pondero mesmo participar nas manifestações que se começam a agendar. Chega de roubar o povo, é hora de o Governo cortar nas despesas dele mesmo, e não é a anunciar que se vão despedir funcionários públicos... que embora sejam em maior número que os necessários, só vão gerar reformas antecipadas e mais pessoas a viver de subsídio de desemprego. Parem de fazer previsões absurdas, tipo 2013, se não sabem sequer onde vão estar nos próximos 6 meses. CORTEM de uma vez nas MORDOMIAS, cortem nas sub-empreitadas, das sub-empreitadas, das sub-empreitadas, das empreitadas de obras públicas. Deixem de andar a gastar dinheiro dos contribuintes, a fazerem figura em périplo de viagem alguns países da Europa, para anunciarem as medidas que vão tomar para nos roubar ainda mais, porque cortes... só se for nos dedos... as medidas anunciam-se em casa, não é indo para a Espanha, França e Alemanha em visita, a gastar dos cofres do Estado. Não é com reuniões com a chanceler alemã, para lhe dizer que estamos muito bem, a lixar quem trabalha que chegamos lá. Não é com reuniões com a chanceler nazi, a explicar que se chumbou o PEC4, não porque fosse mau, mas porque se queria descredibilizar ainda mais o Governo em funções, e deitá-lo abaixo para ir para lá lixar os portugueses ainda mais que os outros que lá estiveram antes. Não é a mentir, a dizer que se foi mentor das medidas da Troika, se ainda não se tinham ganho eleições, se já havia um PEC4, com essas medidas. Sejam honestos de uma vez, CORTEM, mas cortem no despesismo do Estado. Cedam de uma vez a independência da Madeira, e deixem o jardineiro da treta a governar-se com o que roubou, e com o produto do próprio trabalho. Não se ponham em discurso para inglês ver, em território espanhol, a dizer que o rombo nas contas da ilha já estava contabilizado, e que já está colmatado... claro, o jardineiro faz um rombo de 500 milhões de €uros, e o Governo do Continente paga, para não fazer mossa nas contas do diferencial do PIB. Andamos a ser roubados para pagar o buraco do Governo, e ainda somos roubados para pagar os buracos no Jardim, no quintal de um jardineiro trafulha. CORTEM, mas cortem, de uma vez, e não no bolso de quem trabalha, que nesse já não há nem migalhas para os ratos... Chega de empurrar os portugueses para a miséria, e para a fome...
(Desabafei, mas não me sinto melhor, longe disso...)
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Tenho direito à greve!
Se a greve é um direito, posso fazer greve aos cortes no meu ordenado, nos meus subsídios, e no aumento do preço, dos bens que pretendo usar na minha cozinha? Posso fazer greve às regras do FMI? Isto já começa a ser pior que ir ao circo... é que no circo os palhaços ainda dão graça, já esta história começa a meter dó, e daqui a pouco vai começar a meter dor... dor na alma, dor no orgulho, e dor na carteira.
- -O Presidente da República, Cavaco Silva, reiterou hoje que "os sacrifícios têm de ser repartidos por todos" e sublinhou que ninguém se pode "eximir ao contributo necessário" para o país vencer "as adversidades do presente". (in sapo.pt)- -
Pois agora os sacrifícios tem de ser repartidos por todos, já a pança cheia foi só para alguns...
Nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento para se melhorar a competitividade, melhoram-se as condições de trabalho, e de vida das pessoas. Em Portugal para se ser competitivo, baixam-se as misérias de ordenados, cortam-se nos direitos e regalias dos trabalhadores e aumenta-se a carga fiscal, mata-se o pessoal à fome, e caminha-se a passos largos para pertencer ao 3º mundo.
Assim vamos indo...
- -O Presidente da República, Cavaco Silva, reiterou hoje que "os sacrifícios têm de ser repartidos por todos" e sublinhou que ninguém se pode "eximir ao contributo necessário" para o país vencer "as adversidades do presente". (in sapo.pt)- -
Pois agora os sacrifícios tem de ser repartidos por todos, já a pança cheia foi só para alguns...
Nos países desenvolvidos ou em desenvolvimento para se melhorar a competitividade, melhoram-se as condições de trabalho, e de vida das pessoas. Em Portugal para se ser competitivo, baixam-se as misérias de ordenados, cortam-se nos direitos e regalias dos trabalhadores e aumenta-se a carga fiscal, mata-se o pessoal à fome, e caminha-se a passos largos para pertencer ao 3º mundo.
Assim vamos indo...
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Uma carcaça....
Depois de um dia mau, um dia bem melhor. Após ter ido tratar do imbróglio de ontem, não me apeteceu rumar a casa, e como estou no desemprego, fui ao centro de emprego, a ver se encontrava alguma coisa para fazer, porque a vida de uma desempregada tem que se lhe diga, e porque ainda não me deram a papelada que agora nos fornecem, e estava preocupada com o raio dos carimbos. Lá me disseram que não precisava de fazer nada, que estava convocada para dia 9 do próximo mês, que haveria de receber a convocatória. Essa de não precisar fazer nada, fez-me rir, como é óbvio, eu lá sou de ficar á espera sem fazer nada? Resposta pronta e na hora : "_ Não preciso fazer nada? Preciso procurar trabalho...!!!" , ao que a funcionária esboçou um sorriso, do tipo seco, e deve ter pensado que era treta. Enfim, depois de ver que só há trabalho para carpinteiros, cozinheiros, serralheiros e outras coisas a acabar em "eiros" ( as cabecinhas pensadoras já devem estar rir, mas não, isso não pedem por lá), e para técnicos de vendas , que eu também sou, mas agora não me apetece, lá saí e fui a um hiper para comprar bens de primeira necessidade ( chocolate, verniz para as unhas, depilatório, xiii que mentirosa), foram mesmo bens essenciais, o orçamento não permite esse tipo de estrago.
Hora de almoço após sair do hiper, logo, faço um esforço, sim que para comer uma coisa daquelas eu preciso fazer um esforço, e vou comprar um "Happy meal"( passo a publicidade), só para trazer um brinquedo para a sobrinha. Um dia explico a cena de ter de fazer um esforço, mas lá gastei 3€, e com a refeição na caixinha rumei ao meu local de terapia, a praia. Comi o dito, com pouca vontade, mas vir para casa comer, não era opção, pelo menos hoje, e depois fui tomar a única droga de que dependo, o café, num tasco á beira mar, e como não podia ser de outra maneira, fui passear na beira da água. A certo ponto, lá me aparece um sr, de fato de surfista com um cão pela trela, conversa puxa conversa, e a páginas tantas, começa tipo a contar-me as desventuras de casado, que não era feliz, que pensava arranjar uma moça, que lhe pagava o apartamento, que queria ser feliz, a ver se colava, e por aí fora. Só me saem cromos. Ainda se fosse um gajo novo, cheio de charme, eu pisava o tapete, agora um fulano com idade para ser meu pai (58 anos tem o fulano, chiça)? Não sou preconceituosa, mas francamente, o velho atirou-se a mim....aiiii, que cena. Para cúmulo, ainda me pede o número de telefone, depois de eu lhe dizer, que não gosto de homens, e se me podia encontrar ali na praia outras vezes. Já viram a minha vida, uma gaja já não pode ir para um sitio sossegado, sem levar com uma cena destas? Que faço eu, quando voltar á praia e o fulano lá estiver? Já nem posso fazer terapia....
Enfim, lá venho eu para um outro mini-hiper, para levantar uma encomenda da La Redoute, e enfim, o ego de uma solteira tem destas coisas, fui á loja de roupa, e saio com uma jeans novas( até estou a precisar, foi só por isso). Não foi um dia produtivo, mas pelo menos foi positivo, mesmo com a cena do dito sr, a quem corre mal o casório. Que não se casasse, ou então procure um conselheiro matrimonial, mas não se ande a fazer a meninas que gostam de meninas, lol. Que eu gosto é de homens, não de carcaças, e nem de mulheres, mas não lhe ia dizer isso.
E para fechar o meu dia está a chover, que bom vai ser ir deitar-me e ouvir a chuva a cair, embora faltem alguns "gadjets", para ficar uma noite perfeita.
Hora de almoço após sair do hiper, logo, faço um esforço, sim que para comer uma coisa daquelas eu preciso fazer um esforço, e vou comprar um "Happy meal"( passo a publicidade), só para trazer um brinquedo para a sobrinha. Um dia explico a cena de ter de fazer um esforço, mas lá gastei 3€, e com a refeição na caixinha rumei ao meu local de terapia, a praia. Comi o dito, com pouca vontade, mas vir para casa comer, não era opção, pelo menos hoje, e depois fui tomar a única droga de que dependo, o café, num tasco á beira mar, e como não podia ser de outra maneira, fui passear na beira da água. A certo ponto, lá me aparece um sr, de fato de surfista com um cão pela trela, conversa puxa conversa, e a páginas tantas, começa tipo a contar-me as desventuras de casado, que não era feliz, que pensava arranjar uma moça, que lhe pagava o apartamento, que queria ser feliz, a ver se colava, e por aí fora. Só me saem cromos. Ainda se fosse um gajo novo, cheio de charme, eu pisava o tapete, agora um fulano com idade para ser meu pai (58 anos tem o fulano, chiça)? Não sou preconceituosa, mas francamente, o velho atirou-se a mim....aiiii, que cena. Para cúmulo, ainda me pede o número de telefone, depois de eu lhe dizer, que não gosto de homens, e se me podia encontrar ali na praia outras vezes. Já viram a minha vida, uma gaja já não pode ir para um sitio sossegado, sem levar com uma cena destas? Que faço eu, quando voltar á praia e o fulano lá estiver? Já nem posso fazer terapia....
Enfim, lá venho eu para um outro mini-hiper, para levantar uma encomenda da La Redoute, e enfim, o ego de uma solteira tem destas coisas, fui á loja de roupa, e saio com uma jeans novas( até estou a precisar, foi só por isso). Não foi um dia produtivo, mas pelo menos foi positivo, mesmo com a cena do dito sr, a quem corre mal o casório. Que não se casasse, ou então procure um conselheiro matrimonial, mas não se ande a fazer a meninas que gostam de meninas, lol. Que eu gosto é de homens, não de carcaças, e nem de mulheres, mas não lhe ia dizer isso.
E para fechar o meu dia está a chover, que bom vai ser ir deitar-me e ouvir a chuva a cair, embora faltem alguns "gadjets", para ficar uma noite perfeita.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Os carimbos...
Ok, estou oficialmente desempregada. Amanhã no meu posto de trabalho, vai surgir uma nova cara, com um contrato precário, e que como é obvio, não vai dar meia para a esquerda. Mas a merda de país que temos é assim. E eu lá vou para a fila do centro de emprego, entregar os papéis, e depois esperar que se dignem depositar-me mensalmente, a porcaria do ordenado mínimo, enquanto não houver uma empresa que se digne a contratar alguém com vontade de trabalhar, mas que não lambe o cú aos superiores. Vou ter de andar á procura de trabalho ( coisa que eu faço sem problemas, pois pretendo mesmo trabalhar), e arranjar três "carimbos" todos os meses para provar que fui mesmo á procura de trabalho. O caos está, no facto, de que já há empresas que se recusam a carimbar os papéis, e que não há trabalho. Nem no campo, quando terminar a vindima, é a merda total.
Agora vou dormir, que amanhã vou arranjar uns trocos, na vindima, sempre são livres de impostos, e sempre dão para o dia a dia, e á tarde vou então tratar da papelada, em vez de ir por o "canastro" a descansar do esforço dispendido.
Agora vou dormir, que amanhã vou arranjar uns trocos, na vindima, sempre são livres de impostos, e sempre dão para o dia a dia, e á tarde vou então tratar da papelada, em vez de ir por o "canastro" a descansar do esforço dispendido.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Números
Ora bem, hoje em dia tudo muda, agora é daqui a pouco não é, depois volta a ser novamente. Tudo muda á velocidade da luz, quer seja o clima, a cor do dinheiro, ou as relações entre as pessoas. Agora que decidi ir definitivamente morar sozinha, o meu trabalho, que sempre foi precário, o facto de ter um contracto, não me dá garantia de nada, tem prazo terminado a 1/10. Eu sempre soube que iria ser assim, mas chateia-me o facto de neste país sermos números e como tal somos tratados. Fazemos parte das estatísticas, quer estejamos a trabalhar ou desempregados. Se trabalhamos fazemos parte do X de população activa, se estamos desempregados, fazemos parte do X % de desempregados. Ora somos números quando deveríamos ser cidadãos, com direitos, e não apenas com deveres. Acho muito bem, que tenhamos de ser nós a procurar trabalho, em vez de se estar em casa a ganhar cu (engordar sem nada fazer), á espera da miséria do subsidio. Pelo menos a mim essa parte não afecta, pois sempre fui eu que procurei trabalho pelos meus meios, nunca fiquei á espera das ofertas do centro de emprego. Já estou á procura de trabalho, desde inicio deste mês, mas caramba, num país que nos trata como números, como se de um rebanho de ovelhas se tratasse, é uma tarefa complicada, porque não se preocupam em "criar pasto para as ovelhas produzirem". Depois vem falar que temos baixa produtividade, se não temos onde e como produzir, como vamos inverter a situação? Estes desgovernos, que nos desgovernam sucessivamente, só se preocupam com os tachos para eles e os amigos e com os ordenados chorudos que podem auferir enquanto o tacho durar e encher os bolsos á conta dos descontos dos que trabalham. Estou confusa, e acho que muito escrevi, mas nada de concreto consegui dizer. Afinal, vou ser um número, para o estado, para a segurança social e um problema para mim mesma, que não gosto de estar sem trabalho, e a merda que me vão pagar, (que em abono da verdade será o ordenado minímo, que é quase o mesmo que ganho a trabalhar), não chega para eu poder sair deste "moquifo", antes de dar em doida. E tudo isto, se tiver 540 dias de descontos, porque se não perfizer esse total de dias, ainda vou ganhar o ordenado minímo de 2004, que foi a última vez que fiz um "contrato" com o desemprego e que não gastei todo, porque sempre procurei trabalho. Aiiiiiiiiiiiiiiiii.
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