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terça-feira, 11 de março de 2008

Ponteiros


Hoje o dia não foi grande m----. Ando desmotivada, sem vontade de fazer o que quer, que seja. Amanhã vou ter um dia preenchido, porque o que era para ser feito hoje, está em atraso. Odeio quando me impedem de realizar as tarefas que planeei, e me absorvem o meu precioso tempo com se do tempo dos outros se tratasse. Será dificil de entender que o meu tempo, sou eu que regulo? Sou eu que sou dona do meu relógio, sou eu que divido as horas nele a meu gosto, que lhe regulo a velocidade a que devem mover-se os ponteiros? Normalmente eu já tenho necessidade de dias com 36 horas, quanto mais quando me monopolizam as minhas 24 horas... Preciso de saber de mim, porque me perdi no tempo dos outros. Sou consumida por dentro, as minhas entranhas contorcem-se, varridas num furacão que me faz sentir um vazio tão imenso quanto um deserto. De repente sinto-me oca, tudo me foi arrancado, perdi o norte, perdi a noção dos dias e das noites, tudo se baralhou no tempo dos outros. Quero o meu tempo de novo, fazer pares com os números, dar corda aos ponteiros, e fazê-los mover na dança que eu coreografar. A dança do tempo, que só eu sei, o tempo que vai demorar.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um dia....

"Aquele dia, não tinha corrido mal, era um dia normal de trabalho, igual a tantos outros.
Chegando ao local onde habitualmente os outros chamam de casa e ela chama de "muquifo", dá de caras com aquele ser, que sinceramente, preferia não ter de levar com ela naquele dia. É que estava de bem com a vida, e não lhe apetecia de todo aturar aqueles amuos constantes e más disposições á conta de nada. A matrona da casa é um ser gordo, anafado e sempre rabugento, e faz questão de espalhar a sua bílis por quem quer que seja que habite no mesmo espaço, portanto naquele dia a pobre moça já sabia que ia ouvir reclamação fosse lá do que fosse, mesmo não tendo culpa de nada. Ela não lhe dava resposta, deixava-a naquele matraquear sem parar, e prosseguia com a sua "pacata" vida, logo haveriam de chegar reforços. A cabeça da moça no entanto não conseguia desligar daquela ladainha, "treco, treco malatreco", e porque torna e porque deixa. Céus, pensa ela, como é que alguém consegue ser tão mal disposto o tempo todo?
De repente, ouve um som conhecido, um certo soar de motor e alivia-se um pouco, começam a chegar reforços. O patriarca chega e a matrona acalma-se com o seu matraquear, mas por pouco tempo, logo recomeça de novo. O patriarca é um homem já com alguma idade, e já conhece bem o ser com quem partilha a vida há largos anos, não lhe apara os golpes, pula a cerca de vez em quando com uma tipa que lhe chupa o dinheiro, em troca de alguns segundos de diversão. Em alguns momentos também ele tem as suas explosões maus fígados, e diz que qualquer dia se vai embora......."