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domingo, 30 de agosto de 2009

Liberdade...


Nos últimos tempos, como não tenho companhia, decidi que em casa é que eu não fico. Não há companhia, paciência, também não fico á espera que me caia uma no prato da sopa, e lá vou eu ao cinema, passear, à praia na minha própria companhia. Aproveito para me conhecer melhor, afinal terei que viver comigo mesma para o resto da vida. Hoje, como não podia deixar de ser, fui à praia, com este calor não podia ficar na sauna da minha casa. Ora tudo não passaria de um dia normal de praia, com uns banhos de sol, outros de água, uma leitura à sombra pelo meio, não fosse a vizinhança. Sempre ouvi o pessoal dizer " a minha liberdade acaba quando começa a dos outros", e, nunca achei que fosse tão linear assim, afinal eu sempre fui tolerante com os outros. No entanto hoje, a praia estava cheia ( o que não tem acontecido noutros domingos naquela praia), e já eu estava com um banho fresquinho a lagartear ao sol, quando chega a vizinhança que abancou quase colada a mim, com tanto espaço ainda noutros locais. Dei o beneficio da dúvida, afinal como eu referi tenho por hábito ser tolerante. Eram três jovens de sexo masculino e fazer barulho é normal. Passado algum tempo chegam mais um jovem e duas raparigas e as coisas começam a ficar muito barulhentas, mas o pior está para vir. O espaço era curto e como estavam mesmo colados a mim, eu não pude deixar de apanhar com os "gases" de escape do grupinho que se formou. Sei que estávamos ao ar livre, e não é proibido fumar na rua, mas a praia é um sítio público, e quando se está praticamente colado aos vizinhos há que moderar um pouco os vícios, e evitar certas coisas. Ora tudo começa quando eu ouço um deles começar a falar da noite anterior que foi não sei para onde e que meteu duas de ácido, mais não sei quantas de outra substância ilegal qualquer e que aquilo não deu em nada, que não conseguiu curtir uma valente, que bebeu assim e assado. A conversa a partir daí derivou durante um bocado à volta das ganzas e dos ácidos e muita risota pelo meio com as cenas que fazem quando metem substâncias no organismo. Confesso que sou tolerante e a conversa em si não me espantou e nem assustou, até ao momento em que começam a enrolar tabaco e umas coisas mais pelo meio. Ora caneco, não me bastava ter de levar com o fumo do tabaco, ainda tive de levar com as ganzas deles e com todos os seus derivados. Isto durou a tarde toda, ora tabaco, ora ganzas, e eu a ter de fumar com eles as mesmas merdas, estando eu na praia, um local onde devia poder respirar livremente e sentir apenas a brisa do mar salgado. Agora compreendo de facto como a minha liberdade acaba, onde começa a dos outros. É que estando num local ao ar livre, não podia protestar, até porque a miúda que estava do meu outro lado barafustou por causa do barulho porque queria dormir e foi motivo para haver risota e comentários grosseiros. Ora eu sou tolerante, mas também os outros deveriam ter consciência da proximidade das outras pessoas na praia e asbterem-se de certos vícios que acabam por não só os prejudicar a eles, mas também a quem está próximo.

sábado, 6 de junho de 2009

Drogas...

(imagem do Sr João Palmela, em http://fotografiadejoaopalmela.blogs.sapo.pt/)


O tempo passou e ela meteu-se em sarilhos novamente, porque será que não aprende de uma vez que não é um gato? Porque será que não aprende com o ditado que diz que a curiosidade matou o dito? Foi um recuar no tempo, voltar ao dia em que o mundo deixou de ter cor para ela. Se estava tão bem, porquê voltar atrás? Perdeu o peso que tanto lhe custara a recuperar, em apenas 24 horas. Voltou a tomar drogas, e de novo anda quase a dormir de pé, mas pelo menos a dor já não a incomoda, e sente que está a retomar o caminho de que se desviou 48 horas antes. Sabe que é uma luta inglória, e que desta vez as drogas não podem ser postas de lado sem que esteja totalmente recuperada. Sabe que vai levar muito tempo, e que terá que ser muito forte, mas ela só quer sair da depressão em que caiu, só quer deixar de sentir que o mundo não é colorido e que existe mais vida para além da dor. Não desistiu dos objectivos que traçou, apenas sabe que será um pouco mais difícil alcançá-los, mas vai em frente, vai recuperar cada grama perdido esta semana, nem que se arrebente a andar de bicicleta e arrebente com as máquinas no ginásio. Prometeu a si mesma não descurar os cuidados básicos com a pele, que por agora parece uma lixa. Prometeu não voltar costas à luta que tem de travar com o seu coração e com o cérebro, para que juntos e coordenados possam esquecer que há pessoas que fazem as outras sofrer a troco de nada. Sim ela vai deixar de ser tão tola, e recuperar outra vez, e agora definitivamente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Na fonte


Hoje não me apetece escrever coisas profundas! Como tal apetece-me falar de tráfico de droga! O quê? Perguntais vós! Passou-se, pensarão porventura! Tráfico de droga, mas a que propósito isso vem? Simples, aqui fala-se de tudo, e apetece-me falar um pouco de algo que é flagelo mundial, que destrói famílias inteiras, que mata jovens e menos jovens. Outros vivem à grande, e à conta da desgraça dos outros, enriquecendo a torturando muitas vezes outros que para eles trabalham. Os governos fazem caça aos traficantes, apanham-se grandes carregamentos, a polícia persegue os traficantes por terra, ar, mar, prende hoje, solta amanhã! Os pequenos são sempre apanhados, os grandes ficam à solta e ainda ameaçam os pequenos que estão presos para que não os denunciem! A droga apanhada, é destruída, e será que é mesmo toda destruída? E nas cadeias, a droga entra como? Se as visitas são revistadas, continua a entrar droga nas cadeias, mas os guarda-prisionais dizem nada saber! Enfim, que ela circula, em grandes quantidades, que mata, que destrói é a realidade! Então porquê dar caça a quem trafica, ou quem consome? Que tal irem à fonte? Se eu andasse a fazer vinho a martelo, era condenada por falsificação, e ia ver os sol nascer aos quadradinhos. Ora a droga circula porque os governos lucram com isso! E o que dizer da contrafacção de artigos de marca, tais como sapatos, roupas e outros artigos do género? Porque é que andam atrás dos pobres dos ciganos que compraram com factura ( e se seguirem a factura, não?), porque é que vão à "boutique alcofa" fazer rusgas e apreensões? E que tal irem às fábricas que produzem esse material? Sim, porque grande parte desse material é fabricado em fábricas que aparentemente produzem marcas próprias. Mas se lhes aparecerem de surpresa de madrugada, ou durante o dia, mandarem agentes isentos, daqueles que não comem á mesa com os patrões, e que não os avisam, iam descobrir a carecada e acabavam com essas coisas na fonte. Da maneira que esta situação se desenrola, são sempre os mesmos a pagar a factura, enquanto que quem lucra são sempre os mesmos, mas esses são amigos do amigo... são intocáveis!

Porque às vezes também posso falar de coisas sérias!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

As plantinhas do quintal....

Ultimamente, é frequente ouvir-se nos noticiários qualquer coisa sobre plantações de haxixe, liamba, ou lá como lhe queiram chamar, nos quintais, aí por esse país. Nada de anormal, fora o facto da maioria dos "agricultores", dizer que não sabia do que se tratava:
"_ Ah, eu não sabia e tal, foi um rapazote que me deu umas sementes, e eu fui testar, mas não sabia e tal, lancei as sementes e tal, e olhe nasceram aí umas plantas, pá aí, umas dezenas delas, e tal, não tive culpa, eu nem sabia o que era."
Outro:
"_ Eh, pá, um rapaz estava a fumar disso, deu-me umas 6 sementes, e eu joguei-as fora aí no quintal, e depois nasceram uma plantinhas, e olhe achei-as engraçadas e deixei ficar, pela graça, nunca pensando, que fosse dar uma barraca destas, e tal. ( Na casa deste apanharam 290gr de sementes, uma série de plantas já crescidas e a secar, e uma dezena de sacos com "erva", já embalada). "
Pois, e o Pai Natal existe, o Coelhinho da Páscoa também, e o pessoal planta no quintal coisas que não conhece, a ver quem sabe se é um pé de feijão, que os leva á galinha dos ovos de ouro.
Eu gostava de acreditar que mesmo no interior profundo ainda existe esse tipo de inocência, mas tá difícil. Onde moro, já há mais de 25 anos, tive dois pés dessa porcaria no quintal, que um tio trouxe, mas há 25 anos, já isso era ilegal, e o meu pai, acabou logo com isso. E moro no campo, e nessa época o obscurantismo ainda abundava por aqui, e mesmo assim, até eu que era "pitusquela", sabia o que eram as plantas que estavam a crescer, até que as vi morrer no fogo, para evitar males maiores. Portanto, não saber o que são 20 plantas que se tem no quintal, já é inocência a mais.