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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Solidão

Esta semana, não estou propriamente nos meu dias. Sinto-me perdida, no tempo e no espaço.
Sinto que preciso de mudanças, que me ponham a mexer. Estou numa apatia, enervante, sem que dela consiga sair, a estagnação em que me encontro, faz-me perder o interesse pelas coisas, por ir mais além. A cabeça, dá tantas voltas, mas nada resolve, nem para a frente, nem sequer para trás. Costumo sair mais forte das derrotas da vida, e agora sem batalha, sem combate, sinto que me rendi. Ao quê? Não sei! Talvez á apatia, talvez a uma solidão da alma, que corrói por dentro, mata pouco a pouco a vontade de seguir em frente. Preciso ver o mar! Mais que qualquer outra coisa, preciso ir sentir o som do mar, sentir a areia nos pés, a água que me revitaliza para a vida. E sim, vou levantar-me de novo, e seguir o caminho que tracei, que só eu posso fazê-lo, com todas as forças de que disponho.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Chamamento

Já sinto outra vez falta de pisar a areia da praia, de sentir a água nos pés, de sentir o cheiro a mar, o barulho das ondas a rebentarem fazendo uma espuma deliciosa. Quase há duas semanas que não vou lá e já sinto um vazio enorme, uma falta de algo que me completa, que me põe num estado zen, quase no nirvana. É incrível como algo tão simples como passear pela beira mar, nos pode deixar tão calmos, como se não houvesse amanhã. É de longe o único sitio onde eu me consigo abstrair do mundo, das coisas da vida e só ter como companhia o próprio mar. Se fecho os olhos, apenas passo a ouvir o rebentar das ondas na areia, tudo o resto deixo pura e simplesmente de ouvir, mesmo que a praia esteja atolada de pessoas, passo a ser apenas eu e o mar. Nunca percebi esta minha ligação com o mar, apesar de ter nascido bem perto, na bela cidade de Setúbal, nunca vivi perto do mar, nem lá ia muitas vezes a não ser no Verão uma vez ou outra para a praia, mas a certa altura da minha vida comecei a sentir esta paixão, esta espécie de chamamento para estar junto do mar. Quem sabe são estes meus olhos da cor do mar, a tentarem recarregar as baterias, porque sempre que lá estou ficam ainda mais azuis.Talvez daí tenha também surgido a minha paixão pelos faróis, esses belos e imponentes guias, que indicam porto seguro a quem anda no mar, quer em trabalho quer em lazer. Um dos sonho impossíveis que acalento é ter uma casa num farol, bem junto do mar. Seria ouro sobre azul, o expoente máximo a que poderia aceder um dia nesta vida, e com a companhia certa claro, dois gatos, e o homem da minha vida ( que não sei quem poderia ser, um já se foi...), mas depois logo pensaria nisso.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Encosta dos ranhosos

Hoje estou meio morta, a vindima está no fim, mas está a dar cabo do pessoal. A coisa está feia, para quem anda a apanhar aquela porcaria, e para o patrão, que tem pouca uva para fazer vinho. Deu caracol naquela porcaria, e os danados comeram metade da vinha, o que fez com que baixasse a produção, e ainda por cima está chato de apanhar. Dasse, tem tão pouca uva e cachos tão pequenos, que anda-se, anda-se a arrastar a porcaria das celhas e nunca mais enchem, o que faz com que o pessoal anda também a arrastar-se, mais parece um bando de aleijados, ainda por cima resmungões. Está tudo farto, tudo resmunga, o que vale é que já acaba segunda feira. O que ainda vai safando aquilo são as conversas parvas, e as idiotices que o pessoal diz uns dos outros, que por vezes, são de esgalhar a rir. Se eu fosse o produtor do vinho que sai dali, daria o nome " Encosta dos Ranhosos", á produção daquela merda, tal é o número de caracóis que vão junto á uva para o lagar... Havia de ser um rótulo impecável, com vendas acima da média, lol. Dias melhores virão, espero eu.
Há quase duas semanas que não ponho os pés no meu local favorito, o mar, a praia, mas sei que está óptima, pelo tempo que tem feito. Sinto a falta desse bocadinho de paz, que consigo de cada vez que lá vou, começo a ficar stressada, é urgente lá ir de novo.
Os fantasmas ainda não devolveram o relógio, presumo que o façam apenas quando acabar a pilha, o que tendo em conta que é recente, só o volte a ver daqui a um bom tempo. Por agora vou usando um da minha irmã.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Os mirones

Hoje lá fui eu novamente para o meu local favorito. Levei bikini, pensando que o tempo estaria, pior que ontem, mas ainda assim "comestível". Engano puro, estava ventoso, talvez também porque a maré estava a encher, mas, ainda assim, o vento dava uma trégua de vez em quando. Havia poucas pessoas na praia apesar de ser sexta feira, e eu lá "aterrei", num local que estava meio deserto, como eu gosto, mesmo assim, senti os olhares dos poucos que por ali estavam, não que eu estivesse a fazer um strip ou algo semelhante, mas uma magricela aterrar de repente na praia, tirar a roupa, e ficar em bikini, sentar-se e algum tempo depois começar a rir com um livro na mão, dá uma certo ar ..., lol. Ainda me deitei na toalha e como é obvio, sofri um "apagão", que é como quem diz, deixei-me dormir. Foi um sono curto, mas restaurador, só que o vento não me deu hipótese de restaurar mais um bocadinho. Sempre que por ali estou, se fecho os olhos, é "apagão" certo, desligo do mundo, á minha volta deixam de existir pessoas, apenas o som das ondas a bater na areia, e, mesmo que falem para mim, eu não estou lá, apago mesmo. Após o sono reparador, lá peguei no meu livro, e como sempre foi o rir. A história é rica em pormenores, anda para a frente e volta atrás, vai novamente á frente, volta atrás, só que pelo meio tem algumas cenas mesmo hilariantes. Prometo que quando tiver um tempo extra, venho aqui deixar algumas partes que eu acho mais cómicas. Vale a pena ler este livro - 100 anos de solidão - de G. G. Marquez. É um best seller, e depois de o lermos percebemos porquê, é uma lição de vida. O frio começou a apertar, tinha umas coisas pendentes e resolvi vir embora, mas hoje não foi como os outros dias, no final, senti uma certa agonia, que não costumo sentir. Após chegar ao meu carro, senti-me observada, o que, me incomodou, não é normal, sentir esta agonia se me observam, estou habituada, por imensas razões, já estive em circunstâncias em que sou observada, e nunca isso me incomodou. Hoje senti mal estar, e não entendi a razão, porque foi real, estava a ser observada, isso eu percebi, e mesmo até agora me arrepiei, só de lembrar... Não sei quem ficou mais incomodado, se eu, se quem me observou...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As asas servem para voar

Oh sole mioooooo..........
enfim, há dias em que o cérebro processa tudo, menos o que realmente é importante, ou que realmente necessita ser processado. Hoje é um desses dias. Penso que tem a ver com a sensação de relaxamento que eu consigo, cada vez que vou para junto do mar. Hoje foi um desses dias, e só me recrimino por ter deixado a máquina fotográfica em casa. Estava um dia lindo, de um azul impecável, com um céu tão limpo, e sem a mínima neblina, uma visão perfeita da serra, da Tróia, da restante envolvente, e o Sado de um Azul, como só se consegue aqui, onde rio e mar se encontram. Havia muita gente na praia, na sua maioria pessoas reformadas, o que deve ser normal, o restante pessoal já regressou ao trabalho, só aparece depois do horário de trabalho, com os garotos para apanhar ar, fora os casais que enroscados desfrutam do final dos dias quentes, fora de casa, lol.
Hoje foi um dia porreiro, descobri uns "cotos", "saliências", "protuberâncias",nas minhas costas, que me preocuparam de imediato, afinal antes não estava lá nada. Pensei que fosse de tanto trabalhar, ou alguma "pancada"( fora a de nascença), que tivessem provocado alguma lesão. Pedi a uma amiga, que examinasse, visto que é quase impossível vermos as nossas costas, e a resposta não podia ser mais animadora. São ASAS. Não, não sou nenhum anjo caído, pelo contrário..., lol. As asas servem para voar, e eu estou a ganhar asas. Começam a despontar suavemente, as ASAS que me irão guiar daqui para fora, as asas da independência, do futuro sonhado nas longas noites da solidão. ASAS, sim, vou finalmente voar, sair do ninho, embora ainda vá demorar um pouco, mas, pronto é o despontar das asas que, quando estiverem consolidadas, irei erguer para o céu azul, e que me levarão onde o futuro permitir.
Sempre sonhei que conseguia voar, mas isso, são outros quinhentos, e um dia eu conto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Engordar o porquinho.

Só agora percebi porque é que, até agora, ainda não dei em doida. Porque tenho a praia, o mar e a serra. Sim, e por poder desfrutar dessas maravilhas que a natureza concedeu a quem por aqui vive, eu vou conseguindo manter a minha sanidade mental. Mais uma vez, fui até lá, levei o meu livro e sentei-me na areia a desfrutar daquela paz, do som do mar. Quem por ali está, deve pensar que eu sou doida, afinal o livro é hilariante e, eu levo o tempo a rir, sozinha, mas faz-me tão bem. Pena que o tempo mudou rapidamente, e tive de vir embora. A minha vontade era vestir o bikini, e ir para a água, porque nem estava frio, apenas uma chuvinha fina, e a água estava melhor que no Verão, mas, tinha mesmo de vir para este "buraco", a que chamo de casa. Ai se eu vivesse sozinha.... de certeza que tinha molhado o esqueleto, não tinha horário para chegar em casa, e podia fazer o que entendesse com o meu tempo, mas, mesmo não tendo horário para chegar em casa, viver em casa dos pais, tem os seus inconvenientes, e lá me pus a caminho. Tão cedo não vou poder deixar de fazer esta terapia com frequência, ou aí sim, vou endoidar de vez. Vou estar desempregada, e isso é uma coisa que me põe fora de órbita, mais o facto de estar a demorar para conseguir por as coisas em ordem na minha vida. O tempo parece parado, e eu sou impaciente, é tudo para ontem, e quem me conseguia fazer abrandar, já não está mais aqui, há muito tempo, quem sabe até nunca esteve, foi apenas ilusão minha. É o carro, que estou a demorar para encontrar, é a casa que não sei se vou conseguir ficar com ela, são estas pessoas com quem vivo, que de dia para dia, me identifico menos com elas. O futuro é uma incerteza, no qual eu estou disposta a apostar todas as minhas fichas, e arriscar perder ou ganhar. A certeza de que quero sair daqui, ter o meu espaço, mesmo que para isso tenha de enfrentar a amargura da solidão das quatro paredes em que me enfiar, não me deixa desistir.
E agora, vou deixar-me de lamentos e deitar, que amanhã, vou cumprir um dia de vindima, pois é, se quero sair daqui, não posso descartar certas hipóteses de engordar o porquinho.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Anti-stress

Só há um sitio, onde eu consigo acalmar mesmo. A praia, ou perto do mar. Vale-me em sorte viver perto de ambos. Nada como um saltinho aquele lugar para por tudo em ordem, e conseguir por este coração atrofiado, a bater mais sereno. Já não está apertado na garganta, com estava há uns tempos. Agora sinto-me mais calma, e consigo ver as coisas com outros olhos. Pisar a areia, sentir a água nos pés, é uma sensação única, que me acalma. O som da rebentação, mesmo que suave, ajuda-me a conseguir por as ideias no lugar. Ninguém que diz , o que ele me disse, merece que eu gaste o meu tempo, as minhas energias, os meus neurónios, ou sequer o bater do meu coração.
Há muito tempo que não ia um bocadinho até á beira mar, mas no Verão é um pouco complicado, afinal a praia está lotada, e só mesmo para banhos e ás vezes nem para isso. Não que eu não goste de ir a banhos, mas gosto muito de ir só para passear um bocadinho pela beira da água, no resto do ano, é como uma terapia. E este ano, não tive tempo para ir a banhos, afinal as férias foram curtas e ainda fui trabalhar, em vez de descansar. Agora que vem o Outono, e as praia começa a estar vazia, vou mais vezes, assim consigo sempre fazer terapia anti-stress gratuita.

sábado, 28 de abril de 2007

Á beira-mar


É para aqui vou, sempre que estou em baixo. Estar aqui á beira-mar, traz-me tranquilidade, paz, e ajuda-me a tomar decisões, e não agir sem pensar, ou já teria feito uma série de disparates. Se bem que muitas vezes, devesse ceder, e agir por impulso, tipo aquelas coisas que nos ficam entaladas na garganta, por dizer, como um Gosto muito de ti, ou mesmo Amo-te. Essas palavras nunca as devemos calar, pois podemos não ter outra oportunidade de voltar a dizê-las...
Daqui podemos ver a Tróia, a Arrábida (já é em pleno Parque Natural da Arrábida) , o desaguar do Rio Sado no Atlântico, e quem sabe com alguma sorte os golfinhos que por cá vivem. Só é pena aquele masmorro que é a Secil, a cimenteira, que estraga um pouco a paisagem e ainda está a comer o "miolo" da nossa serra. Espero bem que nunca aqui ponham a porcaria da co-incineração de resíduos perigosos, afinal esta foi uma das ideias tristes que o "engº" Sócrates teve quando era ministro do ambiente. A gora que chegou ao poder toca de enviar para cá a porcaria que não quer queimar na terra dele, nada tolo o sr.... Virem queimar resíduos perigosos num Parque Natural, é uma ideia tão peregrina como tentarem que as vacas venham a produzir leite em pó, não tem lógica possível, mas como neste país tudo se faz, tudo se consegue, ainda temos de levar com a porcaria dos resíduos perigosos na Arrábida, e as ditas vacas é nunca irão dar leite em pó. Bom, vai daí, até isso ainda acaba por acontecer, com o aquecimento global, e as secas cada vez mais frequentes.....
Eu sei que os resíduos perigosos tem de ser eliminados, mas também há que tomar medidas para que se produzam cada vez menos resíduos, sejam eles perigosos ou não, porque a queima de resíduos faz emissões de gases na atmosfera, que contribuem para o aquecimento global, e isto tem um efeito bola de neve, um dia acaba por nos esmagar. Mas quem nos governa, e muitos outros, não estão preocupados, querem é ver as suas contas bancárias com grande número de dígitos, querem lá saber do mundo que cá deixam aos seus descendentes, eles que se desenrasquem, afinal é o que elas estão a fazer, desenrascam-se enquanto podem, afinal morrem antes das consequências se manifestarem, e querem lá saber se as temperaturas médias estão a subir, se os glaciares se derretem, se cada vez há mais furacões, ou cheias. Querem é produzir armas químicas, e uma infinidade de coisas que só servem para nos prejudicar. É certo que muitos produtos que utilizamos, na sua fabricação deixam muitos resíduos, mas há sempre forma de mudarem as coisas, ainda estamos a tempo de conservar um pouco, e salvar este planeta que por enquanto ainda é AZUL.
Enfim, eu adoro o mar, e adorava viver numa daquelas casas com vista para lá, mas também sei que não se deve construir perto desses locais, e que isso é só para os tais dos resíduos, e que têm muitos dígitos nas contas bancárias.