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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Em zigue-zague


Por vezes concluo que só posso ser masoquista. Procuro de formas variadas, maneira de sofrer. Se isto não é masoquismo, é o quê? Não me bastava já a dor que me consome há quase um ano, ainda fui procurar a forma de aumentar a mesma dor, mas porquê? Deveria estar quieta no meu mundo, já de si um casulo negro, e não procurar escurecer ainda mais o casulo. Nem eu sei o que estou a tentar provar a mim mesma, procurando a minha própria dor. Será que o meu instinto me instiga a procurar um dor tão grande, mas tão grande, que me deite completamente abaixo, e me deixe outra vez de rastos, para só assim eu perceber que tenho de me levantar por mim mesma, sem ajuda? Para quê dar conselhos aos outros, quando eu não estou a conseguir levantar-me da minha própria dor. Não serei eu a culpada de a mesma ainda estar a debater-se no meu interior, como uma bola que cresce, cresce sem parar? Levei com os pés, da pior forma que poderia imaginar, então porquê ainda me debater com a dor? Não sou eu que não presto, eu não fui dormir com outro no dia a seguir. Porque é que eu ainda levo noites sem dormir, se eu apenas dei o melhor de mim? Sigo um caminho em zigue-zague, uns dias a sorrir, outros quase mato as pessoas só com o olhar. Há que por um ponto final nesta dor. Há que matar os fantasmas que me atormentam, e quem sabe enfrentar os touro pelos cornos, deixar de ser a sofredora e passar a ser a mulher feliz que sempre desejei ser. Um dia, ainda vou bater de frente com os fantasmas e vou estar a rir, mas a rir tanto, que só isso será o bastante para que nunca mais me apoquentem, para que metam o rabo entre as pernas e percebam que eu consigo ser feliz, sem pisar no amor de ninguém.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Para o meu Popeye

E porque o meu Popeye está retido em alto mar, aqui fica uma homenagem ao meu rico marinheiro. Miss you...





Olivia P.!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Há mais mares que...


... marinheiros! É bem verdade, e se marinheiros, para mim só há um, mares há muitos. E eu sou de marés, e até ver fico. Não sei viver sem escrever, nem sem ir aos outros blogs deixar comentários. A má fase não passou totalmente, mas vai passando. Fui promovida no trabalho, se é que se pode dizer assim. Pode-se, claro que se pode, afinal passei da lavagem e tratamento das viaturas para o escritório da oficina. Se isto não é ser promovido então o que é? As responsabilidades mais que duplicaram, quadruplicaram, porque a maior parte das tarefas, e dos trabalhos passam pela oficina, e tudo tem de estar em conformidade com os trabalhos efectuados, para que no final de cada mês, tudo se conjugue para que se possam facturar os mesmos, aos clientes, e não hajam perdas para nenhum dos lados. Como tal, há muito trabalho informático a fazer, muita base de dados a ser trabalhada. Vamos ver, como me vou sair nas novas funções, eu gosto de tudo muito certinho, e pretendo fazer um trabalho sem erros, embora, não esteja isenta de errar, afinal não sou nenhuma máquina, e mesmo essas também erram de vez em quando.
O resto vai com as marés, mas sem marinheiro por perto :(.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Marinheiro sei que és...

Marinheiro de coração,
Alma de lutador,
Em busca do sonho
de uma vida cheia de cor.

O mar tem como amigo,
E como casa para viver
De lá tira o seu pão,
E tudo o que aprender!

Navegando em mar alto,
Lutando pela vida,
Em cada porto,
Nova saída!

Correndo perigos,
Com coragem de leão,
Enfrenta mares gelados,
Com a vida na mão…

Lutador de coração,
Marinheiro sei que és,
Regressas sempre a casa,
Com o mundo a teus pés!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Estrela do mar...

Há músicas que parecem ter sido escritas para contar histórias. Esta condiz na perfeição com um marinheiro que conheci... Uma verdadeira estrela do mar.
Aqui fica a homenagem, pode ser que um dia, quem sabe, a venha a ler.

Jorge Palma - Estrela do mar





Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia, sozinha, ao relento
E ali longe do tempo, acabei por dormir

Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara morena encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ele riu-se e disse baixinho: estrela do mar

"Sou o estrela do mar só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."

Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar

Em silêncio trocámos segredos e abraços
Inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para estrela do mar

"Estrela do mar
Só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou
No princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força
Ser dono de mim..."

tive o desplante de trocar aqui na letra, géneros para a história condizer melhor, porque faz de conta que seria eu a co(a)ntar a música.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Gaivota


imagem retirada da internet
http://morze.deviantart.com/art/no-journey-s-end-40813640



O meu coração voou,
qual gaivota em liberdade,
numa busca por amor,
e de alguma felicidade.

Nessa busca me perdi,
nos olhos negros, que encontrei,
não mais soube de mim,
até que acordei.

Foi um sonho que vivi,
em teus braços ao luar,
era um amor bonito,
pena ter de acordar.

Do sonho, tudo guardo,
nada quero esquecer,
desse amor que vivemos,
eterno até morrer.

Eras um marinheiro,
no mar está o teu coração,
apenas por ser ao mar,
eu perdoo essa traição.

À beira mar estarei,
se quiseres regressar
como farol que te guia,
não cansarei de esperar.