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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Palavras presas...


Este blog já não é o que foi! Falta de inspiração? Talvez sim, talvez não. Cansaço? Sim, por vezes. Fim de um ciclo, quem sabe. Não quero abandonar o blog, mas há razões que me levam a conter as palavras, e a guardá-las dentro de mim, em tumulto consigo mesmas na ânsia de se verem libertas das grilhetas da minha alma. Nem tudo pode ser dito, mas nem tudo deve ficar retido, e neste momento não consigo separar ambas as partes, é como se se tratasse de um casamento entre almas gémeas, uma parte não vive sem a outra. A parte que quer sair não pode sair sem que a parte a reter se liberte do seu peso dentro da minha alma. Uma parte inviabiliza a outra, como se a anulasse simplesmente porque ao estar presa, não deixa que a liberdade tome conta da outra metade. Tenho tanto para dizer, e tão pouco me é dado a libertar. Quem sabe o sol ajude a fazer florescer novas palavras, e algumas se libertem por si próprias, abrindo o caminho para que outras se sigam .

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Horas de sono e anonimato...


A minha veia criativa deu de frosques. Não, não foi de férias, fosse isso e eu não me preocupava. Outras razões existem para que eu não consiga exprimir por texto tudo aquilo que sempre fiz, brincar com as palavras. O anonimato que antes tinha, era uma grande fonte de rendimento inspirativo, mas agora... já nada é como foi. Agora, há um travão em mim, há um travão no meu raciocínio, uma escolha criteriosa das palavras, porque a interpretação que delas for feita, pode ser usada contra mim, e certamente é. Valem-me as horas de sono, que nelas posso ser livre, voar por onde bem entender e usar as palavras a meu bel-prazer, tocando quem me fizer sorrir. Nas horas de sono, sou muitas outras coisas, sou mulher, e sou pássaro, ou sou gata e vagueio nos telhados em busca da lua cheia. Nas horas do sono, posso ir onde quiser em pouco tempo, e voltar e tornar a ir para outro lado apenas numa única noite. Nas horas de sono posso colher frutos das árvores, sem o dono saber e comê-los como um manjar divino, partilhá-los às escondidas e saboreá-los numa doce troca de olhares com um desconhecido de ar matreiro.

Já nada é igual, neste meu espaço, mas vou tentar não esmorecer, não deixar que a descoberta do meu eu, e a descoberta de um certo segredo que era este pedaço de mundo anónimo, me levem para longe do propósito que me trouxe até aqui, deixar por palavras tudo o que um simples neurónio solitário, congemina durante um dia, ou uma noite, depende do tempo.

quarta-feira, 12 de março de 2008

A carta (final)


(continuação)


Não percebo, o porquê de me iludires, parecias ser sincero comigo. Não percebo o porquê das mensagens em que me chamaste amor, que eu achei precipitadas, mas nunca te disse, não entendo de todo, as palavras que me fazias chegar todos os dias, que afinal, não eram verdadeiras. Eu odeio o Natal, e tu fizeste-me acreditar que um dia podia gostar desta época. Agora ainda odeio mais.
Também sei que as circunstâncias da vida por vezes alteram as relações entre as pessoas, mas aqui, as circunstâncias em nada contribuíram. Ainda me ecoam as últimas palavras que ouvi directamente de ti, numa fria manhã de Maio. Nessa manhã, percebi, que eu já não era mais motivo de interesse. Na noite anterior, já tinha percebido… a distância… E foi essa distância que, me levou a cometer aquele que eu acho que foi o maior erro da minha vida. Prefiro pensar que foi esse erro, que fez com que tudo se desmoronasse. È mais fácil, para mim pensar que fui eu que provoquei o teu afastamento, pela minha criancice. Nunca me disseste porquê, que me podias magoar mais se o fizesses. Magoou, muito mais não perceber, não saber o porquê… Para quem dizia não ter intenção de magoar, também não evitaste de o fazer. E eu fiquei sem perceber. Existe um ditado que diz que nunca devemos dizer nunca, mas eu digo, o que se passou nunca vou saber… essa será para sempre uma dúvida que vai existir dentro de mim… Lamento o meu erro, sei que para ti, só se erra uma vez, mas será que nunca erraste? Será que nunca pediste desculpa por um erro teu?
Hoje ainda me é difícil viver sem sentir o teu perfume, o calor do teu corpo, o sabor da tua boca. De todas as vezes que me deito numa cama acabada de estender, lembro-me de cada vez que o fazia contigo…
Um dia sei que vai diminuir esta mágoa, mas agora ainda é difícil, viver um só dia em que não me lembre do que vivi.
Apesar de tudo isto, desejo que sejas feliz! Sim, desejo-te toda a felicidade do mundo, e que nunca ninguém consiga magoar-te.
Esta mensagem atiro-a ao mar, que sempre foi meu confidente, o mar a levará onde quiser.

Estas são as palavras que nunca te direi:

Quero-te!
Amo-te!

Ficou o meu desabafo, para sempre tua A.


( esta mensagem foi mesmo lançada ao mar dentro de uma garrafa, qual o seu destino jamais se saberá... serviu como desabafo de uma alma inconformada, a quem o mar roubou o coração, e o entregou a uma estrela do mar...)

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Momentos....

Ás vezes há letras de músicas, que descrevem na perfeição, alguns momentos da nossa vida... esta por exemplo eu já conhecia, mas nunca tinha reparado nas palavras com atenção, agora que estou na fossa.... mas como diz a letra da música....
O segredo continua a ser meu.....

Excerto de letra da música Alone, dos Heart


You don't know how long I have wanted
To touch your lips and hold you tight
You don't know how long I have waited
And I was gonna tell you tonight
But the secret is still my own
And my love for you is still unknown
Alone