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sábado, 1 de março de 2008

O caminho


O dia passa e eu perdida nas ruas da minha memória! Como se não as conhecesse vou vagueando, rua acima, rua abaixo, sempre na esperança de encontrar a rua que me dá acesso ao caminho a seguir. Espreito nas janelas da amargura, passo pelas portas da solidão, dou uma olhada nas vielas de dias tristes, revejo conhecidos, recordo amigos, procuro sorrisos perdidos em tempos anteriores, ao próprio tempo, da minha lembrança. Continuo perdida, rua a rua, espreito aqui e ali, faz-se noite, reencontro velhos becos sem ninguém, gatos vadios que fogem de mim, assustados tal qual um filme de terceira categoria. Vagueio, sem destino, na esperança de numa rua qualquer, encontrar alguém que se tenha perdido, num qualquer dia do meu viver. Noite dentro, já meio desnorteada, espreito por uma janela iluminada, sorrio. Lá dentro, o olhar mais lindo que algum dia eu vi, lá dentro o sorriso mais belo que conheci. Deixo-me ficar a olhar aqueles olhos que me prenderam, embalada por tal sorriso. Saio dali, a sorrir, com o caminho iluminado, deixo para trás ruas escuras de memórias tristes, sem saber bem qual o caminho seguir, mas vai iluminado.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Solidão

Esta semana, não estou propriamente nos meu dias. Sinto-me perdida, no tempo e no espaço.
Sinto que preciso de mudanças, que me ponham a mexer. Estou numa apatia, enervante, sem que dela consiga sair, a estagnação em que me encontro, faz-me perder o interesse pelas coisas, por ir mais além. A cabeça, dá tantas voltas, mas nada resolve, nem para a frente, nem sequer para trás. Costumo sair mais forte das derrotas da vida, e agora sem batalha, sem combate, sinto que me rendi. Ao quê? Não sei! Talvez á apatia, talvez a uma solidão da alma, que corrói por dentro, mata pouco a pouco a vontade de seguir em frente. Preciso ver o mar! Mais que qualquer outra coisa, preciso ir sentir o som do mar, sentir a areia nos pés, a água que me revitaliza para a vida. E sim, vou levantar-me de novo, e seguir o caminho que tracei, que só eu posso fazê-lo, com todas as forças de que disponho.

....

Já não sei o que procuro,
quando o tempo não passa.
Sinto-me perdida nas horas infinitas,
do tempo inútil que desperdiço, na
procura vã, do que não quero encontrar.
Sinto que estou perdida, num tempo
que não é este, sinto que procuro
o que não está neste tempo, mas daqui
não quero sair. E fico aqui perdida?