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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Tábuas e pregos, precisam-se...

Oh! A cara de espanto deste...
(Imagem da internet, não é do Algarve, eu nem sei onde isso fica...)


Tem surgido nas notícias, relatos de avistamentos de tubarões nas praias do Algarve. Segundo as parangonas das revistas cor de rosa, a classe política costuma rumar ao Algarve nesta época... As autoridades e os entendidos e conhecedores dos mares da região, os pescadores, afirmam ser uma situação bastante normal, dizem que o mais provável é serem tubarões martelo à procura de alimento, sardinhas e cavalas. Eu digo que andam à procura de tábuas e pregos... para construir uma arca de Noé... esta país está a afundar...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Rescaldo...


... de um início atribulado!
As coisas não estão muito boas para quem está de férias! Eu!
O tempo está a revelar-se uma porcaria, para quem tem planos para ir para a praia e descansar os neurónios, ou neste caso o único neurónio existente e já todo queimadinho.
Como se não bastasse, para começar bem as férias, logo no sábado, achei por bem usar o instinto para salvar um prato com sardinhas e não fui de modas, agarrei num ferro em brasa. Resultado? O prato partido, as sardinhas sem a parte "traseira", e três dedos queimados, muitos ais, e muitos f#d@$$€, e muita adrenalina gasta em alguns minutos, em corridas para salvar o resto do almoço, e conseguir parar a dor das queimaduras com uma pomada SOS. E como três dedos queimados ainda eram pouco para iniciar as férias em grande, no domingo, não fui de modas, e dois dos dedos queimados, acharam por bem que não lhes apetecia ir comigo ver uma loja de sofás, e ficaram para trás no momento em que fechei a porta do carro... Auch... pois foi isso, mais do mesmo, mais ais, mais palavrões da pior espécie, desta vez os olhos tentaram atraiçoar-me à má fila, mas o tempo estava seco e eu resisti e secaram logo aquelas gotas malandras que estavam prontas para rolar cara abaixo. Nada mal, afinal até ia ficar de férias, podia muito bem, até ter os dedos todos enfaixados que não ia necessitar deles para trabalhar. Por sinal, apenas o dedo indicador, ainda está mais ressentido, com menor sensibilidade, e ainda negro e dorido, mas nada que me impeça de fazer a vidinha normal. O tempo é que me está a querer estragar as férias, é que neste momento não há guito para poder alterar os planos, e ir meter-me em exposições, museus, etc, se começar a chover. Enfim, não há-de ser nada.

domingo, 30 de agosto de 2009

Liberdade...


Nos últimos tempos, como não tenho companhia, decidi que em casa é que eu não fico. Não há companhia, paciência, também não fico á espera que me caia uma no prato da sopa, e lá vou eu ao cinema, passear, à praia na minha própria companhia. Aproveito para me conhecer melhor, afinal terei que viver comigo mesma para o resto da vida. Hoje, como não podia deixar de ser, fui à praia, com este calor não podia ficar na sauna da minha casa. Ora tudo não passaria de um dia normal de praia, com uns banhos de sol, outros de água, uma leitura à sombra pelo meio, não fosse a vizinhança. Sempre ouvi o pessoal dizer " a minha liberdade acaba quando começa a dos outros", e, nunca achei que fosse tão linear assim, afinal eu sempre fui tolerante com os outros. No entanto hoje, a praia estava cheia ( o que não tem acontecido noutros domingos naquela praia), e já eu estava com um banho fresquinho a lagartear ao sol, quando chega a vizinhança que abancou quase colada a mim, com tanto espaço ainda noutros locais. Dei o beneficio da dúvida, afinal como eu referi tenho por hábito ser tolerante. Eram três jovens de sexo masculino e fazer barulho é normal. Passado algum tempo chegam mais um jovem e duas raparigas e as coisas começam a ficar muito barulhentas, mas o pior está para vir. O espaço era curto e como estavam mesmo colados a mim, eu não pude deixar de apanhar com os "gases" de escape do grupinho que se formou. Sei que estávamos ao ar livre, e não é proibido fumar na rua, mas a praia é um sítio público, e quando se está praticamente colado aos vizinhos há que moderar um pouco os vícios, e evitar certas coisas. Ora tudo começa quando eu ouço um deles começar a falar da noite anterior que foi não sei para onde e que meteu duas de ácido, mais não sei quantas de outra substância ilegal qualquer e que aquilo não deu em nada, que não conseguiu curtir uma valente, que bebeu assim e assado. A conversa a partir daí derivou durante um bocado à volta das ganzas e dos ácidos e muita risota pelo meio com as cenas que fazem quando metem substâncias no organismo. Confesso que sou tolerante e a conversa em si não me espantou e nem assustou, até ao momento em que começam a enrolar tabaco e umas coisas mais pelo meio. Ora caneco, não me bastava ter de levar com o fumo do tabaco, ainda tive de levar com as ganzas deles e com todos os seus derivados. Isto durou a tarde toda, ora tabaco, ora ganzas, e eu a ter de fumar com eles as mesmas merdas, estando eu na praia, um local onde devia poder respirar livremente e sentir apenas a brisa do mar salgado. Agora compreendo de facto como a minha liberdade acaba, onde começa a dos outros. É que estando num local ao ar livre, não podia protestar, até porque a miúda que estava do meu outro lado barafustou por causa do barulho porque queria dormir e foi motivo para haver risota e comentários grosseiros. Ora eu sou tolerante, mas também os outros deveriam ter consciência da proximidade das outras pessoas na praia e asbterem-se de certos vícios que acabam por não só os prejudicar a eles, mas também a quem está próximo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ai, ai..

Daqui a oito horas estou de volta ao mundo do stress! Acabou o descanso, e que saudades eu vou ter do meu cantinho na praia. É a vida possível, por agora.

segunda-feira, 16 de março de 2009

As férias, finalmente...

Finalmente estou de férias! Demorou, mas consegui! E agora com tanto tempo disponível nem sei que vou fazer com ele... se por um lado tenho tanta coisa para fazer, por outro não me apetece gastar o tempo das férias com limpezas e arrumações... e lá fora o sol convida a uns passeios daqueles que tanto gosto pela beira-mar. Depois tenho as coisas do meu carro "novo" para tratar, como ir levá-lo a uma limpeza profunda, fazer a troca das escovas limpa-vidros, o rádio novo, que não gosto deste que vem no carro, etc e tal. Além disso comprei uma briga feia em casa, porque a minha mãe não queria que eu comprasse o carro, que ia usando o do meu pai, que assim o meu pai (que não tem carta) vende o carro, que não vai usar o carro , que vai estar parado, enfim uma imensidão de desculpas para me fazer ter as despesas de manutenção, e tudo o que dá despesa num carro mas no fim não ter carro. Então se é para ter despesas comprei um e agora posso dizer o "meu carro"! Depois da banhoca e da limpeza eu ponho as fotos do meu rodinhas. E agora vou ver se gozo as férias, que já merecia há muito tempo...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Oh, mar salgado, quanta da tua água...


Ando com saudades dos meus passeios à beira mar. Desde que iniciei este trabalho, não voltei a ter tempo para ir pisar a areia molhada, molhar os pés na água salgada, fugir da rebentação das ondas. Durante o Verão nem fui à praia. Depois, veio o horário de Inverno e a situação ficou ainda mais complicada. Os dias tornaram-se pequenos, até demais. Saía do trabalho, e pouco depois de estar em casa era noite. Aos fins de semana, não gosto muito de ir para a beira mar, geralmente estão muitas pessoas e eu gosto da praia só para mim. Egoísmo puro, eu sei, mas adoro a praia praticamente deserta, poder caminhar pela beira da água, sem tropeçar em ninguém, sem que seja olhada de lado, só porque em pleno Inverno ando descalça com os pés na água. Adoro a comunhão dos meus pensamentos em liberdade com a música das ondas que me beijam os pés. Nada me acalma mais, que esta relação de amor que eu tenho com o mar, e que me está a fazer falta, não, que não tenha as ideias em ordem, não, que a vida esteja do avesso, antes pelo contrário, mas talvez o sangue que me corre nas veias, tenha uma mistura de água do mar.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

I'm back!


Estive ausente, e não foi por causa do trabalho. Foi por causa da ligação à Internet, que morreu. Agora já foi ressuscitada, mas mesmo assim, não está de fiar, ainda não se aguenta e cai de vez em quando! Sei que estas coisas acontecem, a quase toda a gente, mas quando nos acontece a nós, achamos que somos únicos, que somos uns desgraçados, e enfim, as coisas complicam-se. Eu fico "passada da marmita", e começo a barafustar, faço reclamações, de tal maneira que qualquer dia sou conhecida no apoio a cliente e ninguém me atende... ;)
À conta desta avaria, formatei o computador, sem necessidade, porque o problema era mesmo da linha e da ligação, grrrr. O computador estava bom, não precisava ser formatado, perdi muitas aplicações que agora tenho que voltar a instalar, mais a impressora, mais a troca do anti-vírus que os drivers trazem, por outro da minha conveniência, blá, blá. A culpa de tudo isto? Do sapo, que não dá conta do recado, e nós é que temos de aturar as birras dele em não querer trabalhar. Vamos ver o tempo que vai aguentar, com este calor que anda aí, não tenho muitas certezas que vá durar, acho que vai voltar a fazer gazeta para ir para a praia.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O livro

"O por do sol na praia era sempre algo muito bonito e as duas amigas ficaram, a observar aquele momento mágico, sem dizer nada, por uns bons minutos. Um jovem, que também observava o momento, mete conversa com as duas amigas:
_ Olá, sou o Nuno, posso sentar-me aqui perto de vós?
_ Olá Nuno sou a Teresa, esta é a Joana, claro, senta-te.
_ Gosto muito de observar o por do sol aqui nesta praia, tem uma certa magia, que me faz sentir tão calmo.
_ Vens aqui muitas vezes? _ Pergunta Teresa.
_ Sempre que posso, agora no Verão venho mais vezes, porque estou em férias, e não deixo de vir observar um momento tão bonito. E tu vens aqui muitas vezes?
_ Quando posso, venho mesmo no Inverno. Moras na cidade?
_ Não, moro na aldeia, que fica perto da saída norte da cidade. Como é bastante perto, e trabalho aqui próximo, venho muitas vezes passear na praia, no Inverno também, mas nunca te vi por aqui. E a tua amiga, não fala? Tem algum problema?
Teresa, estava tão entretida com o novo conhecido que tinha-se esquecido completamente de Joana, e esta também parecia estar ausente, tendo-se limitado a sorrir quando o jovem se sentou junto delas.
_ Joana, estás aqui? _ Chama Teresa, mas a amiga parecia só estar ali fisicamente. _ Joana? – Chamou novamente Teresa, vendo que a amiga não ia responder, a não ser que lhe desse um toque, e foi exactamente o que fez. _ Joana, estás aqui? – e deu-lhe um toque no braço.
_ Desculpa, estava a pensar na minha casa…
_ Sim, pois. Ouve lá, achas que me enganas? Olha, estamos aqui a falar da praia e tu, nem pareces estar aqui. Este é o Nuno, apresento-te novamente porque acho que há pouco não ouviste nada. "


Algures no livro que estou a escrever!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Vale a pena estar aqui à conversa com o mar. A ele digo tudo o que me vai na alma, a ele confesso os meus pecados, sem receios. Ao mar confio as minhas lágrimas, de tristeza e de alegria. Dele recebo a paz que preciso, mesmo quando está revolto, transmite-me sempre algo positivo.

Um dos meus sonhos, era ter um enorme veleiro, e poder andar pelo mar, á deriva, passear pela costa e ir conhecer os pequenos pontos de luz que indicam porto seguro, os faróis. Tenho verdadeira paixão por esses pontos, que se erguem bem altos, e que indicam porto seguro a quem anda no mar. Um dia quando construir a minha casa, vou dar-lhe o nome de O Farol, porque será o meu porto seguro, será o local de onde partirei para ir ver o mar, mas será o meu ponto de luz, onde voltarei, sempre, com as energias renovadas. O meu sonho mais utópico, é viver num farol, à beira mar, com um gato e um grande amor. O gato, já tenho o Elvis, o grande amor é tão utópico como o próprio sonho de viver num farol, e o farol, bem, resta-me esperar que sem saber, tenha um parente muito rico, que ao morrer me deixe um de herança.

Tenho imensa pena de não poder vir aqui á noite, mas uma gaja sózinha a passear junto ao mar, de noite, não é a melhor ideia...

Da praia para o blog...

Hoje escrevo este post, na praia! Sim estou numa esplanada enquanto escrevo. Costumo estar na beira da areia, geralmente sentada num tronco com o pc ao colo, mas hoje vim para aqui, porque avistei o homem dos cães, lol. O tal que há umas semanas se atirou a mim, e como é óbvio eu fugi a sete pés, não fosse ter de levar com a lenga-lenga outra vez...
O tempo não está muito animado, estão algumas nuvens que encobrem o sol, que neste momento já está quase escondido por trás da serra, mas que dá umas belas cores de Outono ambiente.
Não vou de certeza ficar com o meu estado de espírito em alta, mas vou ficar bem melhor. Na mesa em frente estão portugueses e franceses, em amena conversa de amigos. È bom ver pessoas em ambiente despreocupado, á conversa. Os pardais, andam aqui, á cata de migalhas, tento fotografá-los, mas os danados não ficam muito tempo parados, para que os consiga apanhar para uma foto. Saltitam de um lado para outro, fazem “corridas”, picardias uns com os outros, desaparecendo para logo de seguida voltarem em busca de mais migalhas.
A praia está agora deserta, e eu vou pegar na “tralha” e dar a minha volta, junto á beira da água, sem levar a foto dos pardais. Quem sabe consiga uma foto das gaivotas, que o mar está tão calmo, e algumas andam na água ao sabor da corrente.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Sindroma anual...

Bom, lá consegui fazer algumas das coisas que tinha planeado, e claro fui ver o mar. Que falta me fazia. Não deu para estar muito tempo, a noite estava já a cair e tinha outras coisas que não podiam passar de hoje, portanto foi apenas um pouco de Paz nesta mente perturbada que é a minha por estas alturas. Mas foi bom, ter lá ido depois das 17h, o sol já estava quase escondido por trás da serra, mas o mar estava tão calmo, e tão vazio, que quase não se percebia aquela sujeira que foi trazida pelas ondas de inicio de Outono, muito caniço seco, que se acumulou na areia com as marés de Setembro, e que agora lá permanece bem ao cimo da areia. Deu para ligar o portátil e escrever qualquer coisa que ficou por terminar, mas que por agora não tem pressa de ser feito. Os compromissos e a mana que telefonava a cada 2 minutos, fizeram-me arrumar a "trouxa" e vir embora. Mas a Paz interior que trouxe comigo valeu a pena. Sei que a Paz não vai durar, pois, já percebi o porquê do meu estado dos últimos dias. É o síndroma do Natal. Até 4 ou 5 de Janeiro do próximo ano, vou andar neste estado. Eu tento contrariar, mas é mais forte que eu, não consigo passar por isto de outra forma. Todos os anos é assim, e este será ainda pior, por algo que aconteceu no ano passado, que me fez pensar que eu poderia um dia vir a gostar desta época, mas como a vida é uma merda, e algumas pessoas também, eu detesto mesmo todo este tempo até ao inicio do ano. Eu gostava mesmo era de me poder esconder por esta altura, hibernar até tudo isto passar. Faço votos de que no próximo ano, já esteja na minha casa e então vou hibernar qual urso polar, dentro da sua gruta. Não quero ver ninguém, vou estar fechada no meu mundo de solidão, mas Natal, para mim é mesmo isso, tempo de hibernar.
Até passar a crise vou tentar ir mais vezes ver o mar, levar o portátil, escrever mais um pouco do meu livro, e de outras coisas que a mente vá ditando.
Fica esta imagem do dia, mas ainda tenho de aprender a tirar melhor partido da máquina fotográfica.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Planos furados...

Tudo o que havia para fazer hoje, ficou para trás. Desta vez, não foi por inércia minha. De manhã deixaram um pequeno ser na minha cama, com um recado:" _ Leva-a ao hospital, que está com muita tosse!" O meu cérebro que só costuma acordar lá mais por volta das 10h, arrecadou a mensagem sem fazer o processamento da mesma naquela hora, dei meia volta e adormeci um pouco... Triiimmmm, quê, levar ao hospital? Hã, quem? Ok, o cérebro lá acordou, e eu lá processei a mensagem: a minha sobrinha está com tosse, está um pouco murcha, e a minha irmã, que nestas alturas passa a ser a tia, deixou a garota para eu levar hospital, por ela. Enfim, nada que seja novidade, afinal, eu já levei mais secas que a mãe, eu já quase bati em médicos, já discuti com enfermeiras e empregadas nos hospitais, porque, a mãe não abre a boca para nada, porque a tia é madrinha, está sempre disponível, blá,blá, e lá foi a tia/mãe depois de almoço para o SAP levar uma seca do caneco, para o médico olhar para a garota, apenas escutar os pulmões, sem lhe ver a garganta e uma receita e três medicamentos depois estávamos na rua. Agora espero que os medicamentos façam o efeito para o qual foram prescritos, pobre sobrinha se continuar a tossir. Não tenho filhos, mas tenho esta prioridade igual a qualquer filho, sinto-me como mãe desta pequena "piratinha", como eu lhe chamo carinhosamente, pela maneira como ela se comporta. Para piratinha, até que hoje se portou muito bem, que mesmo doente ela não costuma dar tréguas.
Amanhã é o dia, de tratar das coisas de tia, de ir dar um passeio terapêutico à praia, e enfim, começar a por as coisas nos eixos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Chamamento

Já sinto outra vez falta de pisar a areia da praia, de sentir a água nos pés, de sentir o cheiro a mar, o barulho das ondas a rebentarem fazendo uma espuma deliciosa. Quase há duas semanas que não vou lá e já sinto um vazio enorme, uma falta de algo que me completa, que me põe num estado zen, quase no nirvana. É incrível como algo tão simples como passear pela beira mar, nos pode deixar tão calmos, como se não houvesse amanhã. É de longe o único sitio onde eu me consigo abstrair do mundo, das coisas da vida e só ter como companhia o próprio mar. Se fecho os olhos, apenas passo a ouvir o rebentar das ondas na areia, tudo o resto deixo pura e simplesmente de ouvir, mesmo que a praia esteja atolada de pessoas, passo a ser apenas eu e o mar. Nunca percebi esta minha ligação com o mar, apesar de ter nascido bem perto, na bela cidade de Setúbal, nunca vivi perto do mar, nem lá ia muitas vezes a não ser no Verão uma vez ou outra para a praia, mas a certa altura da minha vida comecei a sentir esta paixão, esta espécie de chamamento para estar junto do mar. Quem sabe são estes meus olhos da cor do mar, a tentarem recarregar as baterias, porque sempre que lá estou ficam ainda mais azuis.Talvez daí tenha também surgido a minha paixão pelos faróis, esses belos e imponentes guias, que indicam porto seguro a quem anda no mar, quer em trabalho quer em lazer. Um dos sonho impossíveis que acalento é ter uma casa num farol, bem junto do mar. Seria ouro sobre azul, o expoente máximo a que poderia aceder um dia nesta vida, e com a companhia certa claro, dois gatos, e o homem da minha vida ( que não sei quem poderia ser, um já se foi...), mas depois logo pensaria nisso.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Encosta dos ranhosos

Hoje estou meio morta, a vindima está no fim, mas está a dar cabo do pessoal. A coisa está feia, para quem anda a apanhar aquela porcaria, e para o patrão, que tem pouca uva para fazer vinho. Deu caracol naquela porcaria, e os danados comeram metade da vinha, o que fez com que baixasse a produção, e ainda por cima está chato de apanhar. Dasse, tem tão pouca uva e cachos tão pequenos, que anda-se, anda-se a arrastar a porcaria das celhas e nunca mais enchem, o que faz com que o pessoal anda também a arrastar-se, mais parece um bando de aleijados, ainda por cima resmungões. Está tudo farto, tudo resmunga, o que vale é que já acaba segunda feira. O que ainda vai safando aquilo são as conversas parvas, e as idiotices que o pessoal diz uns dos outros, que por vezes, são de esgalhar a rir. Se eu fosse o produtor do vinho que sai dali, daria o nome " Encosta dos Ranhosos", á produção daquela merda, tal é o número de caracóis que vão junto á uva para o lagar... Havia de ser um rótulo impecável, com vendas acima da média, lol. Dias melhores virão, espero eu.
Há quase duas semanas que não ponho os pés no meu local favorito, o mar, a praia, mas sei que está óptima, pelo tempo que tem feito. Sinto a falta desse bocadinho de paz, que consigo de cada vez que lá vou, começo a ficar stressada, é urgente lá ir de novo.
Os fantasmas ainda não devolveram o relógio, presumo que o façam apenas quando acabar a pilha, o que tendo em conta que é recente, só o volte a ver daqui a um bom tempo. Por agora vou usando um da minha irmã.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As asas servem para voar

Oh sole mioooooo..........
enfim, há dias em que o cérebro processa tudo, menos o que realmente é importante, ou que realmente necessita ser processado. Hoje é um desses dias. Penso que tem a ver com a sensação de relaxamento que eu consigo, cada vez que vou para junto do mar. Hoje foi um desses dias, e só me recrimino por ter deixado a máquina fotográfica em casa. Estava um dia lindo, de um azul impecável, com um céu tão limpo, e sem a mínima neblina, uma visão perfeita da serra, da Tróia, da restante envolvente, e o Sado de um Azul, como só se consegue aqui, onde rio e mar se encontram. Havia muita gente na praia, na sua maioria pessoas reformadas, o que deve ser normal, o restante pessoal já regressou ao trabalho, só aparece depois do horário de trabalho, com os garotos para apanhar ar, fora os casais que enroscados desfrutam do final dos dias quentes, fora de casa, lol.
Hoje foi um dia porreiro, descobri uns "cotos", "saliências", "protuberâncias",nas minhas costas, que me preocuparam de imediato, afinal antes não estava lá nada. Pensei que fosse de tanto trabalhar, ou alguma "pancada"( fora a de nascença), que tivessem provocado alguma lesão. Pedi a uma amiga, que examinasse, visto que é quase impossível vermos as nossas costas, e a resposta não podia ser mais animadora. São ASAS. Não, não sou nenhum anjo caído, pelo contrário..., lol. As asas servem para voar, e eu estou a ganhar asas. Começam a despontar suavemente, as ASAS que me irão guiar daqui para fora, as asas da independência, do futuro sonhado nas longas noites da solidão. ASAS, sim, vou finalmente voar, sair do ninho, embora ainda vá demorar um pouco, mas, pronto é o despontar das asas que, quando estiverem consolidadas, irei erguer para o céu azul, e que me levarão onde o futuro permitir.
Sempre sonhei que conseguia voar, mas isso, são outros quinhentos, e um dia eu conto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Engordar o porquinho.

Só agora percebi porque é que, até agora, ainda não dei em doida. Porque tenho a praia, o mar e a serra. Sim, e por poder desfrutar dessas maravilhas que a natureza concedeu a quem por aqui vive, eu vou conseguindo manter a minha sanidade mental. Mais uma vez, fui até lá, levei o meu livro e sentei-me na areia a desfrutar daquela paz, do som do mar. Quem por ali está, deve pensar que eu sou doida, afinal o livro é hilariante e, eu levo o tempo a rir, sozinha, mas faz-me tão bem. Pena que o tempo mudou rapidamente, e tive de vir embora. A minha vontade era vestir o bikini, e ir para a água, porque nem estava frio, apenas uma chuvinha fina, e a água estava melhor que no Verão, mas, tinha mesmo de vir para este "buraco", a que chamo de casa. Ai se eu vivesse sozinha.... de certeza que tinha molhado o esqueleto, não tinha horário para chegar em casa, e podia fazer o que entendesse com o meu tempo, mas, mesmo não tendo horário para chegar em casa, viver em casa dos pais, tem os seus inconvenientes, e lá me pus a caminho. Tão cedo não vou poder deixar de fazer esta terapia com frequência, ou aí sim, vou endoidar de vez. Vou estar desempregada, e isso é uma coisa que me põe fora de órbita, mais o facto de estar a demorar para conseguir por as coisas em ordem na minha vida. O tempo parece parado, e eu sou impaciente, é tudo para ontem, e quem me conseguia fazer abrandar, já não está mais aqui, há muito tempo, quem sabe até nunca esteve, foi apenas ilusão minha. É o carro, que estou a demorar para encontrar, é a casa que não sei se vou conseguir ficar com ela, são estas pessoas com quem vivo, que de dia para dia, me identifico menos com elas. O futuro é uma incerteza, no qual eu estou disposta a apostar todas as minhas fichas, e arriscar perder ou ganhar. A certeza de que quero sair daqui, ter o meu espaço, mesmo que para isso tenha de enfrentar a amargura da solidão das quatro paredes em que me enfiar, não me deixa desistir.
E agora, vou deixar-me de lamentos e deitar, que amanhã, vou cumprir um dia de vindima, pois é, se quero sair daqui, não posso descartar certas hipóteses de engordar o porquinho.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A balda

Hoje baldei-me ao trabalho...de despedida já não passo, lol. O despertador, descuidou-se, a sério, e eu depois não me apeteceu sair a correr para ir trabalhar, e deixei-me ficar. Saí da cama ás 10:30, na boa, dei uma geral na casa, almocei e saí para arranjar no centro médico uma justificação, mas no caminho, dei não me apeteceu e segui para onde já tinha destinado ir depois do centro médico, a praia. O tempo é que hoje estava uma caca, nublado, um cadito de vento, e enfim, não deu para banhos, apenas para estar por lá a ler um cadito. Comecei finalmente a ler o livro que está na minha cabeceira há quase um mês: 100 anos de solidão, de Garcia Marquez. O que eu me ri, á conta deste livro e ainda só li dois capítulos, pois são longos e ricos em pormenores, o que exige que seja lido devagar para podermos assimilar bem o conteúdo. Ainda um dia destes transcrevo algumas passagens mais cómicas, que são mesmo hilariantes, era ver-me sentada na praia, a ler, e de repente soltar uma gargalhada sonora á conta da leitura. Não havia muita gente por ali, é Setembro, o tempo não está grande coisa, mas quem por lá estava ou que por lá passava deve ter achado que eu sou doida, mas que se lixe, quero lá saber, nem os conheço, e se conhecesse seria igual. E a praia, que tem o dom de me acalmar, que bem que me fez. Pena que tive de vir embora, chamada pelo meu "chefe" da informática, porque precisa de uma foto digitalizada, das minha trombas. Eu que gosto tanto de ser fotografada... um saco preto na cabeça seria a forma ideal de me fotografar. Para meu azar, ou sorte, sei lá, o dito saiu e não deixou a máquina fotográfica com a "secretária", e lá ficou sem a foto e eu fula, porque tive de vir embora da praia, por causa de tirar a foto e deu em nada. Fiquei de fazer a porcaria da foto em casa e enviar, ...dasse...eu não gosto de ser fotografada. Esqueci-me de perguntar porque raio querem eles a minha foto. Bom, não tenho sono, mas tenho de ir dormir.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Anti-stress

Só há um sitio, onde eu consigo acalmar mesmo. A praia, ou perto do mar. Vale-me em sorte viver perto de ambos. Nada como um saltinho aquele lugar para por tudo em ordem, e conseguir por este coração atrofiado, a bater mais sereno. Já não está apertado na garganta, com estava há uns tempos. Agora sinto-me mais calma, e consigo ver as coisas com outros olhos. Pisar a areia, sentir a água nos pés, é uma sensação única, que me acalma. O som da rebentação, mesmo que suave, ajuda-me a conseguir por as ideias no lugar. Ninguém que diz , o que ele me disse, merece que eu gaste o meu tempo, as minhas energias, os meus neurónios, ou sequer o bater do meu coração.
Há muito tempo que não ia um bocadinho até á beira mar, mas no Verão é um pouco complicado, afinal a praia está lotada, e só mesmo para banhos e ás vezes nem para isso. Não que eu não goste de ir a banhos, mas gosto muito de ir só para passear um bocadinho pela beira da água, no resto do ano, é como uma terapia. E este ano, não tive tempo para ir a banhos, afinal as férias foram curtas e ainda fui trabalhar, em vez de descansar. Agora que vem o Outono, e as praia começa a estar vazia, vou mais vezes, assim consigo sempre fazer terapia anti-stress gratuita.

domingo, 29 de julho de 2007

Férias

Estou de férias, dass.... Está um calor de morte, o que para muito boa gente é uma boa, para mim é uma merda. Gosto imenso do Verão, mas, tenho muitas coisas para fazer em casa, e com este calor, praia é uma miragem, ir torrar, mesmo á sombra, não tem graça, e não é saudável. E as lindas praias que temos na Costa Azul, com a Arrábida a complementar o cenário, a desafiarem, mas não, decididamente, não, está calor demais para arriscar. O que apetece fazer com este calor? Huuummm, eu sei bem o que me apetece com este calor, mas não digo, até porque não me apetece fazer corar as pedras da calçada.....e porque pode haver gente menor a ler isto.... e porque ia ser género sauna, e eu estou já demasiado magra para "derreter mais um bocadito", lol.
Enfim estou de férias e não estou feliz, por isso.... aquela pessoa faz imensa falta... a calma que me transmitia, o sorriso permanente que me fazia ter, o toque, a voz suave, aiii..... eu devo ser burra....