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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Horário trocado...


Não gosto deste novo horário de Inverno, para além de já não haver muitas horas de sol, escurece muito cedo, e o tempo depois de sair do trabalho não dá para um c---ão... deixei o ginásio, e provavelmente só voltarei na Primavera, quando os dias forem maiores e o jantar começar a ser servido mais tarde... é que agora a minha gente janta cedo, e se eu fosse ao ginásio teria de jantar sozinha, além de que por vezes ainda teria de fazer eu jantar, porque quando são grelhados eu gosto de tudo acabado de cozinhar. Se vivesse sozinha, não teria problema nenhum com horários, afinal teria a casa por minha conta e podia cozinhar a qualquer hora, sem me preocupar se me teriam guardado jantar, ou se teria de o fazer numa cozinha ocupada em estado de sítio. Depois como anoitece muito cedo, depois de anoitecer já não me apetece fazer nada, só mandriar, e aqui não tenho grandes oportunidades de o fazer, porque alguém me chateia para ir á farmácia, ou ir buscar isto ou aquilo, não sei onde, e mesmo eu não posso encostar à boxe, pegar num livro que seja para ler, que se me apanham, sou logo convocada para ir fazer isto, aquilo, ou mais aquilo, já que estou sem fazer nada... para a minha gente ler um livro á não fazer nada... como se não bastasse com este tempo perco a noção de tempo, troco os dias do calendário, e quando achei que faltavam duas semanas para as férias, faltavam três... por isso, esta semana ainda tenho de ir bulir, e ao que parece, está a ser uma semana famosa... tudo por causa de um modelo novo de pópó, que está para sair, mas que para já não pode sair, até que a marca dê luz verde, mas que já saíram uns para apresentação, e só para onde eles querem, entre outras confusões de carros que deveriam estar bloqueados e não estão, e que de repente estão para carga, mas não podem ir porque não estão "prontos das avarias"... céus... eu e o LMG, devemos merecer o céu... só pode...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O relógio (final)


...falaram de banalidades. Ele passou-lhe a mão na cara, para lhe afastar o cabelo que lhe caía para os olhos. Sentiu-se estremecer, de repente apetecia-lhe fugir, onde se estava a meter...devia estar a enlouquecer. Ele percebeu o nervosismo dela, e pegou-lhe na mão dando-lhe um beijo suave. Disse-lhe que era uma mulher muito sensual, que a desejava. Foi quanto bastou, para que se lembrasse que se queria vingar dos homens, que queria que ficassem a seus pés, para que sentissem a mesma dor do abandono que ela estava a sentir. Puxou-o para si, beijou-o com muita sensualidade, e fez a mão dele deslizar para as suas nádegas. Ele levantou-se e pegou-lhe ao colo, levando-a para a cama. Ela desapertou-lhe a gravata, e lentamente enquanto o beijava desapertava-lhe a camisa. Ele puxou-lhe o vestido negro revelando toda a sua sensualidade. O conjunto de lingerie que vestia, era de um vermelho diabólico, o que aguçou ainda mais o desejo dele. Desapertou-lhe a parte superior da mesma, e sugou cada um dos mamilos, fazendo-a arrepiar-se. Ela fê-lo livrar-se da restante roupa e empurrou-o fazendo-o ficar deitado de bruços sobre a cama. Começou por lhe percorrer a linha da coluna entre beijos e lambidas que o faziam desejar virar-se, mas aguardou que ela o permitisse. Ela continuou a percorrer o corpo dele agora no sentido inverso. Levantou-se e foi buscar algo que havia trazido. Ele voltou-se, vendo-a vir em sua direcção com um lenço de seda e um par de algemas. Ela ordenou-lhe que pusesse as mãos acima da cabeça, ele obedeceu de imediato. Algemou-o, e afastou-se para ligar a música numa melodia suave enquanto fazia uma dança sensual e despia a restante lingerie que ainda vestia. Algemado ele não podia fazer nada, queria poder tocá-la. A sua nudez revelava um corpo bem delineado, que faria qualquer homem desejá-la e não apenas um vez. Pegou no lenço a usou-o para lhe vendar os olhos. Ela sabia que assim seria mais fácil para ela continuar o jogo. Ele deixou-se estar, sabia que não se iria arrepender. Ela beijou-o suavemente, e foi descendo percorrendo o corpo dele muito lentamente. Parou junto ao seu centro de prazer, rodeou-o com uma mão muito suavemente e uma ligeira pressão, começou por beijar e depois seguiu com toda a calma, enquanto o movimento da sua mão combinado com a sua boca o faziam dar gemidos de prazer. Ele pedia-lhe que parasse, sentia que a qualquer momento podia chegar ao ponto máximo, e ainda pretendia continuar, não ficar por ali. Ela acedeu, e soltou-o das algemas, sem lhe retirar a venda dos olhos. Ele estava livre para lhe tocar. Sentou-se na beira da cama e puxou-a para si, ela sentou-se sobre ele, sentindo-o entrar em si suavemente. Movimentava os quadris ao ritmo que as mãos dele nas suas nádegas a guiavam. Os movimentos que ele impunha eram agora mais rápidos, e chegou ao máximo do prazer em poucos instantes. Beijou-a. Ela levantou-se, tomou um duche, vestiu as suas roupas, preparando-se para ir embora. Antes de sair, ele disse-lhe que queria repetir outras vezes. Ela apenas lhe disse, que as condições se mantinham, que lhe ligasse quando o pretendesse fazer. Apanhou um táxi na porta do hotel e foi para casa, não pensou nos motivos que a tinham levado a fazer de acompanhante de luxo, apenas pensou se seria capaz de continuar. Passou a mão no envelope do dinheiro, e recordou o que se acabara de passar, e sentiu que perante a hipótese de F. querer repetir já tinha ganho a primeira parte do jogo.
Além de F. outros clientes apareceram, alguns propunham-lhe exclusividade, que sempre recusou, ela queria jogar. Viajou, ficou nos hotéis mais luxuosos que conhecia, mas nunca deixou o emprego. Desde aquela noite, que passou a ter uma vida dupla, de dia a sua vida de sempre, à noite e alguns fins de semana, acompanhante de luxo, nunca se arrependendo de ter iniciado este jogo. Agora sempre que em algum lugar olhasse para um relógio, e este tivesse os ponteiros exactamente um sobre o outro, ria-se com vontade, porque sabia que de certeza em algum lugar havia um homem a pensar nela, mesmo sendo o amor de outra qualquer, para ela era o que bastava, era nela que eles pensavam.
FIM
(Esta é uma história de ficção, em algum momento revelando factos ocorridos. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou histórias reais é pura coincidência)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O relógio

Ela olhou para o relógio pela centésima vez naquele dia. Não, os ponteiros não se cruzavam na dança do amor, como antes. Sentiu-se completamente sem forças. Sentiu como se o mundo lhe tivesse fugido debaixo dos pés. Nunca tinha dado importância ao facto de olhar para o relógio e os ponteiros estarem unidos como um só, tal como dois amantes em pleno acto de amor, até que ao tempo em que estiveram juntos, e ele lhe confessou que tinha saudades dela, quando não estavam juntos, que ela não lhe saía do pensamento. Desde essa altura, que sorria sempre que olhava para o relógio, porque por ironia os ponteiros na sua dança regular estavam em posição de missionário, como ela dizia. De um dia para o outro tudo mudou, os ponteiros deixaram de viver em união, em comunhão de sentidos, de cada vez que ela olhava para o relógio. Desanimou, e o mundo ruiu, quando percebeu que era verdade que o pensamento dele, já não era ocupado por ela, que outra havia entrado e ocupado o lugar que era seu até então. Perceber nas entrelinhas, nas palavras escondidas dele, fê-la sentir-se miserável, usada. A raiva tomou posse dela naquele momento. Não podia ser possível, tudo ao mesmo tempo a desabar na sua vida, e a única coisa que a mantinha de sorriso no rosto, esfumava-se também. Apetecia dizer-lhe as coisa mais cruéis que o pensamento dela lhe debitava à velocidade de um raio, mas conteve-se, tinha noção que as coisa ditas no calor do momento podem ter proporções piores que um furacão, embora fosse isso que lhe apetecia provocar naquela hora. Odiou o relógio tanto como começava a odiá-lo naquele momento, como podia ele fazer-lhe o que tanto criticava que outros fizessem, depois de tudo o que viveram, depois de tudo o que lhe tinha dito... Percebeu que com tudo o que lhe estava a acontecer, tinha perdido toda a ingenuidade que a caracterizava... não era mais a mesma... a revolta, a raiva que sentia, tomaram conta dela naquele momento, e na sua cabeça tudo se descontrolou, desapertou o relógio do pulso e jogou-o com raiva no caixote do lixo, prometendo a si mesma nunca mais deixar que alguém voltasse a fazer-lhe o mesmo. Jurou que daquele dia em diante os homens iriam ser um jogo em suas mãos, e não seria ela a ser usada...
Pegou nas fotos mais sensuais que tinha, e lançou mãos ao seu novo projecto...


(continua...)

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Donos do tempo


O post do Jorge, "A espera... o silêncio das palavras" , fez-me lembrar que eu não gosto de esperar, em absoluto, seja pelo que for. Também não gosto de fazer esperar. No entanto a vida é feita de tempos de espera. Para tudo o tempo tem de ser de espera, até para os cozinhados, para no final do mês receber o ordenado, às vezes para nos levantarmos temos de esperar que seja de novo outro dia. Ultimamente também a minha vida é feita de esperas, e se umas não me afligem, embora como já disse não goste de esperar, outras há que me fazem desesperar a passos largos. Usamos um relógio, mas não somos nós que mandamos no tempo que ele vai contando, apenas serve para nos orientarmos, não somos donos de nada. Temos de andar às ordens do tempo, e não é o tempo que anda às nossas ordens. Nem podia ser de outra forma, porque se nós pudéssemos mandar, era complicado porque cada um mandava à sua maneira, e o tempo é de todos, logo, não pode ser comandado independentemente por cada um de nós. E agora, vou ter de continuar a esperar... por um tempo contado, dia a dia, mês a mês, sem poder desesperar, porque vou ter vou muito tempo para isso quando chegar o dia D, ou então não...

terça-feira, 11 de março de 2008

Ponteiros


Hoje o dia não foi grande m----. Ando desmotivada, sem vontade de fazer o que quer, que seja. Amanhã vou ter um dia preenchido, porque o que era para ser feito hoje, está em atraso. Odeio quando me impedem de realizar as tarefas que planeei, e me absorvem o meu precioso tempo com se do tempo dos outros se tratasse. Será dificil de entender que o meu tempo, sou eu que regulo? Sou eu que sou dona do meu relógio, sou eu que divido as horas nele a meu gosto, que lhe regulo a velocidade a que devem mover-se os ponteiros? Normalmente eu já tenho necessidade de dias com 36 horas, quanto mais quando me monopolizam as minhas 24 horas... Preciso de saber de mim, porque me perdi no tempo dos outros. Sou consumida por dentro, as minhas entranhas contorcem-se, varridas num furacão que me faz sentir um vazio tão imenso quanto um deserto. De repente sinto-me oca, tudo me foi arrancado, perdi o norte, perdi a noção dos dias e das noites, tudo se baralhou no tempo dos outros. Quero o meu tempo de novo, fazer pares com os números, dar corda aos ponteiros, e fazê-los mover na dança que eu coreografar. A dança do tempo, que só eu sei, o tempo que vai demorar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Acertar ponteiros

Diz-se aqui neste canto de terra onde vivo que quando olhamos para as horas e os ponteiros do relógio se estão a "galar" ( xiii palavrinha xunga, para dizer que estão um mesmo em cima do outro), que o nosso amor está a pensar em nós. Então isto significa que o meu amor pensa em mim assim tantas vezes? É que tem dias que em quase todas as vezes que olho as horas, os danados estão in love. Isto se eu tivesse um amor... quer dizer eu tenho, ele é que não me tem a mim como amor... Portanto povo inculto, isso são balelas. E como eu queria que não fossem.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Encosta dos ranhosos

Hoje estou meio morta, a vindima está no fim, mas está a dar cabo do pessoal. A coisa está feia, para quem anda a apanhar aquela porcaria, e para o patrão, que tem pouca uva para fazer vinho. Deu caracol naquela porcaria, e os danados comeram metade da vinha, o que fez com que baixasse a produção, e ainda por cima está chato de apanhar. Dasse, tem tão pouca uva e cachos tão pequenos, que anda-se, anda-se a arrastar a porcaria das celhas e nunca mais enchem, o que faz com que o pessoal anda também a arrastar-se, mais parece um bando de aleijados, ainda por cima resmungões. Está tudo farto, tudo resmunga, o que vale é que já acaba segunda feira. O que ainda vai safando aquilo são as conversas parvas, e as idiotices que o pessoal diz uns dos outros, que por vezes, são de esgalhar a rir. Se eu fosse o produtor do vinho que sai dali, daria o nome " Encosta dos Ranhosos", á produção daquela merda, tal é o número de caracóis que vão junto á uva para o lagar... Havia de ser um rótulo impecável, com vendas acima da média, lol. Dias melhores virão, espero eu.
Há quase duas semanas que não ponho os pés no meu local favorito, o mar, a praia, mas sei que está óptima, pelo tempo que tem feito. Sinto a falta desse bocadinho de paz, que consigo de cada vez que lá vou, começo a ficar stressada, é urgente lá ir de novo.
Os fantasmas ainda não devolveram o relógio, presumo que o façam apenas quando acabar a pilha, o que tendo em conta que é recente, só o volte a ver daqui a um bom tempo. Por agora vou usando um da minha irmã.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Fantasmas

Ele há coisas... subitamente aqui em casa andam a desaparecer coisas. No domingo, desapareceu o meu relógio, hoje desapareceu um chocolate. Serão fantasmas? Estará a minha casa assombrada? Mas para que querem um relógio? Um chocolate, ainda se compreende, um relógio não vejo utilidade, agora a mim, faz muita falta. Onde andarão a esconder as coisas? O que irá desaparecer a seguir? Como é que os apanho? Com uma ratoeira, não deve dar, fogem pelas grades, aliás, se costumam passar pelas paredes, se não os consigo ver, acho que não vou conseguir caçar nenhum. E chamar os Ghostbusters, já nem deve dar, é provável que já se tenham reformado. Certo é que o meu relógio, sumiu, e o chocolate da minha irmã também, mas chocolates podem-se comprar mais, já o relógio, não é bem assim. Quer dizer, nas lojas chinesas, devem haver por lá imensos ao preço da chuva, mas eu quero mesmo é o meu, que não é chinês, mas é quase, é japonês, lol. Que coisa, porque é que desaparecem as coisas dos lugares onde as deixamos?
Enfim, deixando-me de cenas, onde estará o meu relógio?