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quinta-feira, 19 de março de 2009

Escorpião


Ela sente o chão a fugir-lhe debaixo dos pés… como se de repente a terra tremesse e o chão se abrisse perante ela e se preparasse para a engolir. Ao mesmo tempo sente o veneno da picada de um escorpião a entrar-lhe no sistema sanguíneo, veloz como um raio, os pulmões começam a contrair lentamente e o ar que deveria faze-la respirar está longe de cumprir o seu caminho, ao mesmo tempo que o seu cérebro começa a ceder perante as imagens que passam em flash-back, aceleradas. Sente náuseas, arrepios que lhe percorrem da cabeça aos pés, ao mesmo tempo que suores lhe escorrem pelas costas, o seu coração contrai-se perante esta dor tão atroz. Porquê? Ainda é o pensamento que o cérebro dela consegue traduzir, dos últimos acontecimentos da sua vida, o que se passou? Sem conseguir entender mais nada, o veneno já se espalhou pelo seu corpo e lentamente se instalou no seu coração. O cérebro recebe mais uma ordem do coração, de hoje em diante jamais voltará a amar, apenas destilará todo o veneno com que foi picada… sem dó nem piedade...

sábado, 12 de janeiro de 2008

Veneno

A noite chegou, tudo cobriu com o seu negro manto!
O meu coração precipita-se, numa correria louca,
batendo descompassadamente. Nada do que existe
à minha volta, tem siginificado. As pessoas, que vagueiam
pela casa, nada me dizem, são como estranhos.
Sinto um vazio, um calafrio percorre o meu singelo corpo!
Sinto o sabor do veneno que tentas vezes me falaram.
A solidão mata! Agora sei! Morro cada dia, um pouco!
A falta de um sorriso, um toque suave, um beijo trocado
como prenúncio de uma louca noite de amor.
E a noite é tão longa, como longa é a minha solidão

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Porque estou assim... em dia não...

Hoje foi mais um dia não! Lá ando a precisar do mar novamente, isto está a tornar-se crítico. A solidão é uma MERDA. Estou a provar um veneno, muito amargo. E ainda estou em casa dos pais, quando me mudar, é que vai ser uma merda daquelas... Vou dar em doida. Amigos? Cada um tem a sua vida, todos são casados, com filhos pequenos, quem se vai importar com uma gaja solteira, que resolve viver sozinha, com um gato que parece um carneiro? Neste momento, não vivo uma solidão entre paredes, apenas uma solidão da alma. A vida não tem sido generosa comigo, no campo dos afectos, se em pequena, tinha mimos, depois de entrar para a escola, acabaram. Daí até hoje tornei-me uma pessoa carente, coisa que só quem me conhece bem, percebe, porque não deixo transparecer, geralmente mostro o meu lado alegre. Mas os anos passam, e a idade começa a ter um certo peso, que me faz sentir ainda pior. Busco no mar, a companhia, que não tenho fora dele. O mar é meu confidente, sabe das minhas mágoas, dos meus desejos mais secretos, das minhas fantasias, e responde-me com a calma que preciso para continuar, a viver cada dia, como se fosse o último.


Aqui ficam duas músicas, que gosto, e condizem com o meu estado de alma de hoje.