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segunda-feira, 26 de março de 2012

Tiro no escuro...

Também a vida são alguns tiros no escuro, eu já dei uns quantos... em alguns acertei em cheio, noutros falhei por completo. Mas é a cair que nos levantamos, e hoje também a minha alma arde como o fogo, e eu sou capaz de incendiar o que quer que seja à minha passagem! A cada dia sou uma pessoa melhor, e isso devo à vida, aos tombos e à minha força de mulher que não se deixa vencer por coisas de nada! A vida é muito mais que um coração destroçado, ou uma carreira profissional mal sucedida. Somos nós que tomamos o pulso da nossa vida nas mãos e a temos de orientar, sem deixar que sejam os outros a fazê-lo. Eu já estou a orientar a minha vida, como sempre quis! Tenho o que sempre desejei, independência, um lar, dois gatos, e só me faltam as férias de sonho em Itália e Grécia, e o concerto da minha banda favorita, tudo o que vier depois é bónus! Sim eu sou feliz!




quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Basta! Já chega...!

A vida não é justa, já aqui devo ter dito muitas vezes. Ontem deixei o meu gato na clínica veterinária, para ser operado ao tumor no nariz. Correu tudo bem, ele portou-se lindamente, mas o pós-operatório vai ser lento e doloroso, afinal foi-lhe removida parte do nariz. Tem sofrido este meu gato, e já era tempo de ter uma vida calma e justa, já são cerca de 13 anos de gato, o que em vida de gato, já está na fase da 3ª idade, e devia ter menos para sofrer, uma vez que nestes anos que já viveu, já teve uma grande dose de aventura e sofrimento. A ficha médica pode atestar tudo o que o meu gato já passou, e não foi pouco, e eu pergunto porquê mais esta? Eu quero fazer tudo o que puder pelo meu Gato, mas temo que se o sofrimento dele continue. Um tumor mesmo num animal, é um processo longo e penoso, e eu espero que amanhã a veterinária me diga que não há metastases, que não há perigo de o tumor estar a espalhar-se noutras partes do meu gato. É o meu melhor amigo, a minha companhia dos dias tristes, o meu apoio nas horas de mágoa. E porra, já chega de sofrimento, é apenas um gato, não merece passar por tanto.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

..........

Estou danada, irritada, para lá de pior que urso! Odeio ser usada, odeio que o meu tempo seja tomado como se eu não existisse para além das tarefas que tenho de fazer para que os outros tenham tempo de lazer, enquanto eu me f#-o a trabalhar, a varrer, a lavar tachos, a passar a ferro, mesmo depois de 8 horas de trabalho stressante. Eu sou um ser humano, que pensa, que se move, e que tem direito a descanso como toda a gente! Estou cansada de ser empregada doméstica por obrigação, de ser comandada como pau para toda a obra, como bombeiro para salvar todas as aflições. Não sou uma egoísta, que não ajuda ninguém, mas não usem o meu tempo todo como se eu fosse um robot, como se eu tivesse obrigação de andar com a vida dos outros nas minhas costas. Não façam depender de mim as vossas vidas, tomem a obrigação de as levar em frente sem dependerem de mim. Eu não sou um saco de boxe, eu também gosto que alguma vez alguém me faça o jantar, até porque eu não sou de por defeitos nos cozinhados do outros... De vez em quando também podiam por a minha roupa a secar, em vez de deixarem sempre a deles para eu por a secar, e ainda me chatearem se não estiver seca... Pois é... estou cansada, e a minha vida está dependente de muito pouca coisa para poder voar, mas até lá terei de aguentar ou rebentar as paredes que me prendem mesmo à força.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ai....





sou eu por agora...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Incidências...


Ontem no Telejornal da RTP deu uma notícia sobre as mulheres que retiram os seios por medo de contraírem cancro da mama. Algumas já o tinham numa mama, e resolvem retirar a outra para não terem uma segunda vez. Serei eu que sou parva, ou serão elas? Eu irei fazer tudo o que puder para que me retirem apenas os "caroços" e o menos tecido mamário possível, para conservar o mais que puder do pouco que a natureza me deu, elas mandam tudo aos peixes... não entendo... Sei que é doloroso passar por isto, e eu nem sou nenhum caso grave (até ver...), mas daí a mandar o que está bom fora... então o que faço eu que tenho as duas "tetas contaminadas" e antecedentes familiares? Se calhar é melhor pedir logo ao médico que me retire também os intestinos... por via das dúvidas... Será que devo conservar os pulmões? Nuca se sabe, apesar de neste caso não haverem antecedentes familiares... Vivo num local perfeito para estudos estatíscos em torno da incidência do cancro da mama. Aqui numa área muito restrita morreram 5/6 vizinhas com tumor mamário num espaço de poucos anos, e todas ( a morar) próximas umas das outras. Já para não falar das que foram com outras incidências, o cancro da mama tem muita incidência aqui nesta área ( local com poucos habitantes, isto é campo...). A juntar a isto tenho os antecedentes familiares de tumores mamários e intestinos, e não vou ficar á espera que as coisas avancem para o pior. Por causa do não é nada, volte daqui a 6 meses, a minha prima viu a vida andar para trás em poucos minutos. Antes dos 6 meses teve de ser mastectomizada. Foi do tipo fazer consulta de rotina, fazer biopsia, e já não saiu do hospital... Felizmente já fez a reconstrução mamária, após alguma quimio, perder o cabelo, essas coisas. De referir, que a minha prima vive na Suíça, e eu vivo neste fim de mundo, médico de família não tenho e para ter consulta tenho de bater numa dúzia de pessoas, gritar até me ouvirem em Palmela e mesmo assim tenho de recorrer às cunhas para conseguir consulta no hospital. Portanto ou ando depressa ou os 6 meses viram 6 anos e até lá, já eu morri quem sabe de um AVC que entretanto me dá por tanto stress à conta desta treta. Tenho uma tia na consulta de oncologia (tumor mamário também) a quem eu vou recorrer para uma cunha no HSB Setúbal, ou uma vizinha ( com leucemia) para o IPO em Lisboa. Uma coisa é certa, eu não vou ficar à espera de coisa nenhuma, até porque esta treta me dói num lado e no outro é silêncioso. Quero isto fora do meu corpo, eu não nasci para ser uma tábua, e as mamas fazem parte de mim, os caroços, esses nem pensar.

E mulheres por favor façam o auto-exame mensal, pela vossa vida! (homens também podem fazer rastreio de vez em quando, isto não é só coisa de mulheres)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Esperança...


A certeza de todas as coisas incertas! Está mais perto do que pensava... e não, não é o meu sonho a realizar-se, mas mais o passado que me tenta perseguir mais perto do que eu desejo. Já estou preparada, afinal a distância é curta e teremos de viver com ela, cada um com a sua felicidade! Ele com a loira falsa, eu com a toda uma vida pela frente e um sem fim de conquistas para realizar. E porque dos fracos não reza a história, eu não desisto da primeira conquista, daquele sonho de menina, que é o meu sonho maior! Quem sabe, onde ele está... a Esperança é a minha rua, a porta logo se vê...

domingo, 13 de setembro de 2009

Enrolada por uma cobra

Estou cansada! Estou muito cansada! Estou cansada das cobras desta vida! Estou cansada da cobra que me enrolou nesta vidinha de merda, de sobe, e desce, de sobe um passo, de seguida cai dois. Eu juro, juro, por tudo o que me é mais sagrado na vida que um dia, a cobra se enrola, se enrola em si mesma e morde a própria língua. Eu juro que tudo o que eu andar para trás a cobra terá de rastejar na vida em metros dobrados. Nunca pensei que alguma vez fosse odiar alguém, mas, tudo na vida tem um mas... odeio, odeio com todas as minhas forças. Cobra, chegará o dia em que te enrolas em ti mesma, e pagarás por tudo o que me fizeste sofrer nestes anos todos. Chegará o dia do teu juízo final, e se existe uma força superior que nos move, essa força vai manter-me viva para te ver rastejar, para te ver pagar todo o mal que me causaste.
(e pensar que um dia tive pena de ti... como eu era ingénua)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A vida é injusta...

É, a vida é injusta! Dos 3 pequenos do post anterior, um foi adoptado ;) e vai ter uma dona muito meiga e carinhosa, mas... infelizmente nada posso fazer pela menina e pelo outro menino :( :( :( :( e ninguém poderá :( :( :( :( Ontem à noite, um(a) condutor(a) cheio de pressa para chegar a sabe-se lá onde... não digo mais nada, acho que o disse é suficiente, não consigo segurar as lágrimas. Com eles também estava um outro cão preto, que talvez a passear na noite e ao passar por ali, tenha chamado a antenção dos pequenos e eles atravessaram a estrada. A Sra que ouviu o baque pelas três da manhã levantou-se e já nada pode fazer por nenhum. Já havia mais uma sra que viria de Alcácer do Sal para adoptar mais um, infelizmente não veio a tempo. Não consigo dizer, mais nada. Só peço que se existir justiça, quem abandonou e quem atropelou um dia tenha a recompensa pelas suas acções.

sábado, 15 de agosto de 2009

Uma vida pode mudar em segundos...


Hoje faz 16 anos que eu me estampei, literalmente. Uma paragem digestiva, provocada por uma garrafa de água gelada (foi o calor de Agosto, que estava como este ano), foi o suficiente para eu me estatelar contra um morro, e cair da mota dentro da estrada, numa curva. Tive sorte que alguém conhecido passou do lado contrário e me encontrou, e enfim daí até ao hospital ainda vai mais um metro de história. Este acidente mudou toda a minha vida, não porque deixasse marcas, que essas eram só pequenas queimaduras do alcatrão e um traumatismo craniano, mas passou rapidamente. Recuperei bem do acidente, mas mudei, perdi alguns interesses anteriores, e mudei intelectualmente. Quem sabe não tivesse tido o acidente e os anos seguintes teriam sido mais felizes, a nível pessoal. O que eu perdi por ter deixado que o acidente interferisse, quando não teve razões para tal. Ou que perdi por deixar que alguém se intrometesse na minha vida, mas ter 19 anos é daquelas coisas, em que ainda não mandamos em nós, e deixamos que a família se intrometa em coisas que deveria manter distância. Raio de mentalidade retardada...

Hoje estou bem, mas há uma parte do passado após o acidente que ainda provoca algum desconforto, coisas que poderiam ter sido evitadas, sofrimentos que deixarão marcas eternas. Foram quase 12 anos, de mágoa, de vida a escorrer por um canudo, até que consegui por os pés no chão e dizer basta, sou eu que comando a minha vida, sou que escolho quem quero ou não a meu lado, se quero ou não uma vida de sacrifício e de pancada. Passados estes anos, levei duas grandes lições: nem sempre amamos quem temos ao nosso lado, e nem sempre temos ao nosso lado quem amamos. Durante quase doze anos vivi um relação com alguém que afinal eu não amei, e ainda hoje não entendo como achei que era amor um sentimento que só me destruiu. Quando finalmente descobri o que era amor, quando encontrei aquela pessoa por quem seria capaz de mover o mundo só com um dedo, quando a vida me parecia sorrir, essa pessoa não ficou ao meu lado, magoou-me mais que quem me bateu vezes sem conta, magoou-me mais que quem me rebaixava, e me dizia coisas que me lembram a ninguém. Magoou-me sem me tocar com um dedo, magoou-me da pior forma que havia, sem uma palavra, sem um gesto, apenas o acto em si, foi mais do que eu podia suportar. E como um acidente sem grandes mazelas físicas pode mudar tanto uma vida.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Em camera lenta...

O Sr. das Chaves, passou por aqui e achou que o meu neurónio estava á altura de responder a um desafio, e encomendou logo um selo, para que eu não pudesse fugir.





Regras:

1-Publicar a imagem do selo e identificar a pessoa que o deu (já está);

2- Escolher 5 situações da tua vida, que mereciam ser repetidas em câmara-lenta ;

3- Passar o desafio a outros blogs e avisá-los ;


Ora a minha vida não tem muito que pudesse ser repetido em camera lenta, mas puxando o lustro ao neurónio cá vai:




1- A minha infância, toda ela podia ser repetida em camera lenta, os banhos no tanque no Verão com as bicicletas a pedal e tudo... as tardes em cima da tangerineira a comer as tangerinas e montes de livros de bd Disney a circularem de mão em mão e nós quase a cair para chegar as revistas aos vizinhos do galho ao lado, ir apanhar erva para os coelhos, levar o cão e escondermo-nos debaixo das ervas apanhadas a chamar o cão para nos descobrir, os campos inteiros de cevada do meu avô e do vizinho derrubados a rebolar por um monte de catraios, e tantas coisas que hoje já ninguém faz.



2- aquele momento na praia em que passou uma avioneta a largar bolas de praia e eu fiz uma corrida com um gajo todo jeitoso (20 anos) muito maior que eu (14 anos) e eu cheguei primeiro e fiquei com uma bola insuflável que diz "Helman's Maionese", a bem dizer foi uma corrida louca, e toda a gente na praia a aplaudir e a rir, por eu ter ganho ao grandão...lol.



3- A minha semana de intercâmbio de estudantes na Dinamarca, ai que saudades, das pessoas, da vila, do país, da cultura, do verde...



4- O momento em que a minha irmã, andava para trás e para diante a tirar cuecas da gaveta, umas seguidas das outras e eu lhe pergunto o que se estava a passar, e ela me diz que foi fazer xixi, e que agora não parava, e eu lhe respondo "_ vamos para o hospital rebentaram-te as águas, a tua filha quer nascer!" (duuuhhh, no fim da gravidez e eu é que ás 7 da manhã tenho de saber o que se passa, mas valia a pena ser revisto em slow motion).



5- A primeira palavra da chumpitucazinha, quando começou a ficar comigo depois de estar numa ama que não ensinou nada e a tinha "presa" na cadeira todo o dia. Logo pela manhã a calçar a meia eu ia dizendo o que estava a fazer, que ia calçar a meia e ela repete assim limpinho, sem erros: MEIA. Coisa mais linda da tia, que hoje me faz a cabeça em fanicos...



6- (este é um abuso, mas tinha de ser repetido em camera lenta) a minha cena hoje no trabalho quando muito calma pego numa carga de carros que tive de alterar e a antiga rasguei e sem ver rasguei junto a folha que faz parte da pasta onde tem o número da fila onde estão os pópós para o camionista carregar... e ao lado o meu colega desata a rir muito satisfeito da minha cara de parva... é que com o stress que tem andado naquele escritório este momento merecia ser visto e revisto, e rir à farta da minha cara de parva...



Já me esquecia dos desafiados, mas ainda me lembrei a tempo:


Jorge- O que é o Jantar
Smoo-Lua Secreta
Stiletto- Happy Stiletto
Espuma- A Espuma dos dias
Riscos- Riscos e Rabiscos
Gatito- Gato Pardo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

...


"Não faças da vida um rascunho, podes não ter tempo de passar a limpo."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Instinto

Ela anda senão feliz, pelo menos satisfeita. Não que a vida lhe corra bem, mas não pode dizer que corre mal. Encontrou motivos que pelo menos activaram uma parte de si que pensou estar condenada ao fracasso. Agora tem algo que a estimula, mentalmente, que a faz sorrir, que a traz num estado de alma tão calmo, como calmo pode ser um dia de primavera com sol e flores no campo. Já não quer sequer saber onde vai acabar mais uma história, simplesmente limita-se a vivê-la um dia de cada vez. Gosta das conversas que terminam com risadas de boa disposição, das conversas que terminam porque não há tempo, mas que terão continuação no dia seguinte e no outro e no outro ou quando houver tempo. Gosta de ser suavemente surpreendida pelas palavras inesperadas duma mensagem fora de horas, gosta de ser surpreendida pela manhã quando abre o computador, pelos beijos enviados a meio da madrugada, gosta de ser lembrada das formas mais inocentes e das formas mais cómicas, apelando aos sentidos mais instintivos do ser humano. Pela primeira vez deixa-se guiar pelo seu instinto, mesmo não sabendo onde a leva, e mesmo que não a leve a lado nenhum já valeu a pena por uma imensidão de coisas tão simples como saber que algures numa cidade meio distante existem pessoas que lhe provocam um sorriso só por existirem e terem passado pela sua vida ainda que por breves momentos.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um passo adiante...


Ela pára um pouco, para pensar nos acontecimentos da última semana. Podia estar numa situação diferente, mas o medo fê-la travar. De que lhe adiantou estar com medo, e medo de quê? De ir em frente com a sua vida, de fazer novos amigos, de voltar a sofrer? Por outro lado, pode verificar que na realidade as pessoas, todas, tem um lado oculto, que podem revelar mais cedo ou mais tarde, e se calhar até foi bom ter-se deixado ficar, voltou a ver o lado negro de outra pessoa, mas desta vez não sentiu dor, nem nada, não tinha vínculo nenhum. Serviu para perceber que não tem pressa, que a vida é feita de pedaços que se vão juntando dia a dia e não tudo de uma só vez, porque assim vão haver pontas por fechar, vão haver brechas pelo meio que poderão ser irreparáveis. Agora está por sua conta a nível pessoal. Não que seja mau, mas tem o seu lado menos bom. Já sentiu o gosto amargo da solidão. A decisão que terá de tomar, de ir viver só está a tornar-se complicada. Uma casa, quatro paredes e apenas ela, é assustador. Bastou ter saído sozinha, para comer um hamburguer, e ir ao cinema, para perceber que a solidão é uma companheira cruel, que a noite ajuda à crueldade da solidão e as duas juntas, são uma grande batalha a enfrentar. Ainda tem muito caminho a percorrer, não tem pressa de o fazer, sabe que vai encontrar obstáculos, que tem de transpor.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Duas faces.


Ela não sabe, quer sorrir, mas não consegue! Quer gritar, nada sai. O sol não a ilumina. A vida que antes lhe corria nas veias, subitamente desvaneceu. Bateu no fundo. Quer emergir, mas as forças não mais fazem parte dela. Sente-se cansada. Não pergunta porquê, nem quer sequer saber. Não interessa, ela apenas quer sentir de novo a vida que tinha, e não consegue. Precisa chorar, chorar de novo, libertar-se dessa dor, que mais não é que um peso, de que terá de se libertar para seguir em frente. Nem sabe o que procura em cada palavra amiga, em cada incentivo. Não acredita em mais nada, porque nada faz sentido. Tudo lhe soa a falso, não volta a acreditar. Mantém-se fiel aos seus princípios, aos seus ideais, antes uma verdade que magoa, que uma mentira piedosa. A máscara caiu... e agora conhece as duas faces, e já nenhuma a seduz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sonhos...


Hoje, andei meio incomodada o dia todo. Acordei com uma certa angústia, por causa de um sonho, e fiquei o dia todo com uma sensação esquisita e sinto-me cansada por isso. Em pouco tempo é a segunda vez que tenho um sonho idêntico, e não gosto em absoluto da sensação. Por duas vezes, quer dizer cada um dos sonhos é com familiares, mais concretamente primos(as) que morrem, na primeira vez um primo de acidente, e agora uma prima, de leucemia galopante. Da primeira vez, só descansei quando vi e falei com o meu primo para saber se estava tudo bem com ele. Hoje, com a minha prima, ainda não falei com ela, apesar de morarmos de frente uma para a outra, mas os horários das duas não se cruzam. No entanto sei que está tudo bem, os pais dela estiveram em casa o dia todo, falei com eles, mas fica uma sensação esquisita, uma angústia...

Se alguém souber de uma explicação para estas situações...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Donos do tempo


O post do Jorge, "A espera... o silêncio das palavras" , fez-me lembrar que eu não gosto de esperar, em absoluto, seja pelo que for. Também não gosto de fazer esperar. No entanto a vida é feita de tempos de espera. Para tudo o tempo tem de ser de espera, até para os cozinhados, para no final do mês receber o ordenado, às vezes para nos levantarmos temos de esperar que seja de novo outro dia. Ultimamente também a minha vida é feita de esperas, e se umas não me afligem, embora como já disse não goste de esperar, outras há que me fazem desesperar a passos largos. Usamos um relógio, mas não somos nós que mandamos no tempo que ele vai contando, apenas serve para nos orientarmos, não somos donos de nada. Temos de andar às ordens do tempo, e não é o tempo que anda às nossas ordens. Nem podia ser de outra forma, porque se nós pudéssemos mandar, era complicado porque cada um mandava à sua maneira, e o tempo é de todos, logo, não pode ser comandado independentemente por cada um de nós. E agora, vou ter de continuar a esperar... por um tempo contado, dia a dia, mês a mês, sem poder desesperar, porque vou ter vou muito tempo para isso quando chegar o dia D, ou então não...

sábado, 24 de maio de 2008

Arranjem tempo para beber um café com um amigo.


Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou
num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe.

A seguir perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio.

Todos estiveram de acordo em dizer que 'sim'.

O professor tomou então uma caixa de fósforos e a vazou dentro do frasco de
maionese.Os fósforos preencheram os espaços vazios entre as bolas de golfe.

O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles
voltaram a responder que 'Sim'.

Logo, o professor pegou uma caixa de areia e a vazou dentro do frasco.

Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor
questionou novamente se o frasco estava cheio.

Os alunos responderam-lhe com um 'Sim' retumbante.

O professor em seguida adicionou duas chávenas de café ao conteúdo do frasco
e preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes riram-se nesta ocasião. Quando os risos terminaram, o
professor comentou:

- 'Quero que percebam que este frasco é a vida.'

- 'As bolas de golfe são as coisas importantes - a família, os filhos, a
saúde, a alegria, os amigos, as coisas que vos
apaixonam. São coisas que mesmo que perdêssemos tudo o resto, a nossa vida
ainda estaria cheia.'

- 'Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho,a casa, o
carro etc. A areia é tudo o resto, as pequenas coisas.'

- 'Se primeiro colocamos a areia no frasco, não haverá espaço para os
fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida.
Se gastamos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos
lugar para as coisas que realmente são
importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as
tuas prioridades, e o resto é só areia.'

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou:

- Então e o que representa o café?

O professor sorriu e disse:

- ' Ainda bem que perguntas! Isso é só para lhes mostrar que por mais
ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com
um amigo. '.

Recebi, este texto no e-mail e decidi postar no blog, porque os amigos são importantes! Obrigado, pela tua amizade.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Miminho

E porque dia 8 estive num jantar de amigos, não deixei miminho a todos os seres que dão vida a este mundo, sim a nós mulheres, que fazemos deste mundo um local mais bonito, hoje deixo flores. Um campo de girassol, porque como estas plantas, nós procuramos sempre o lado iluminado e colorido desta vida!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Fantasma...

Eu cada dia mais me dou conta que estou num beco de onde não vejo como sair.Porque continuo a ser perseguida? Já se passaram anos, mas há fantasmas que não morrem nunca, e teimam em nos perseguir como que para nos lembrar que quando menos esperarmos estarão lá para nos fazerem mal outra vez? Quem me pode proteger? Ataca sempre em tempo contado, com uma precisão de relógio suiço. Fujo do telefone fixo como o diabo da cruz, mas mesmo assim disfarça-se para tentar ludibriar quem atende o telefone, e assim obter informações. Oh céus, nem com mentiras... Céus eu não te quero, nunca te amei! Vive a tua vida, deixa a minha em paz. Chega de me atazanar os dias, nem posso ouvir os cães de noite, que fico a pensar se estarás a vigiar, para saber se eu continuo aqui, se não me casei de verdade, como mandei que te disseseem, para veres se consegues chegar até mim de novo. És um pesadelo, do qual eu preciso livrar-me, chego a pensar coisas muitos más para te fazer... só para que nunca mais tenha notícias tuas... para que nunca mais ande a olhar para trás a ver se não estás lá para me atazanar a paciência. Esquece que existo, vive a tua vida longe de mim, por favor. És um fantasma horrivel, desprovido de valores morais, desprovido de qualquer nobre sentimento. Não foi contigo que aprendi a amar, nunca soube o que isso era contigo, só conheci o peso da tua ira, da tua falta de educação. Desaparece, quero paz.Quero ser feliz, com os meus outros fantasmas, esses sim, muito mais perto de um sonho que nunca realizei... mas ainda assim o mais belo sonho que sonhei.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Uma história em dois actos...

A moça, já andava pela casa dos trinta e... quando começou a pensar que já tinha idade demais, que estava quase a chegar aos "enta", e que não queria ser uma velha sozinha e rezingona. Trabalhava numa quinta de manhã, a tratar dos animais e da horta. De tarde, tinha outra ocupação bem diferente. Conduzia um furgão carregado de rações para cães e gatos, que entregava em lojas e casas de criadores. Gostava do que fazia, mas o facto de já ter tanta idade, só lhe causava angústia por não ter filhos. Um dia os donos da quinta resolvem fazer umas obras de melhoramentos. Aparecem os "trolhas", facto normal, eram brasileiros, normal também. Como as obras eram exteriores, as conversas começam a surgir, o tempo vai passando e começa ma surgir alguns interesses. As obras terminam, e um dos brasileiros, casado, e praticante de uma religião, que nem ela se lembra, resolve convidar a moça e o colega para assistirem ao culto e conhecerem a família. Lá vai ela, meio, sem vontade, mas já tinha dito que sim, até porque não é moça de grandes religiosidades. Achou imensa piada, pois aquilo mais parecia uma festa, cheia de música alegre, muita cantoria, etc e tal, mas claro prefere a sua própria religião. Finalizado culto, a família brasileira vai para casa, sobra a moça e o outro brasileiro. OK, sozinhos os dois, como até simpatizam decidem ir jantar, e lá vão. Em casa, os pais da moça estão ausentes, numa viagem de férias, e ficou a irmã que a espera para jantar. O tempo passa e em casa a irmã decide que quem não aparece não janta e papa o fundue sozinha, que não é moça de deixar um jantar daqueles estragar-se. Como sabe que a irmã é adulta também não telefona a perguntar nada. Entretanto o outro jantar lá acabou, e a moça veio para casa, não sem antes combinar com o novo amigo uma saída para um copo. Contou á irmã, que tinha simpatizado com o rapaz, ouviu uns conselhos de uma miúda ainda antes da casa dos trinta, mas continuou na dela. As saídas começaram, as coisas aqueceram e lá andavam os dois entretidos da vida. Como quem anda à chuva molha-se, as coisas acontecem e enfim a moça já não ia viver uma velhice sozinha, estava grávida. Iupiii, a irmã saltou de contente, afinal agora já era verdade, ia mesmo ficar para tia, lol.
Bem, casamento não ia haver, amancebados também não iam ser, mas assumiram a responsabilidade dos actos cometidos, cada um na sua casa.