...saiu da loja com uns artigos bem interessantes, fez um bom investimento, pensou ela. Lembrou-se que tinha de ligar àquela amiga que era esteticista, porque desta vez tinha de tratar de si a fundo, e deixar de fazer essas coisas em casa, afinal preparava-se para algo em que tudo tinha de estar na perfeição. Meteu-se no carro e pelo caminho até ao local de onde iria sair como que renovada, com a pele de um bébé, as mãos de uma princesa, o pensamento voou para o seu passado recente... e para os homens que lhe tinha surgido no seu caminho. Repudiou o pensamento nele, mas não deixava de pensar que era quem mais amava que a magoava, lembrou-se daquele bombeiro, aquele de quem apenas sabia inicialmente que era bom...beiro, e que a comia com os olhos de cada vez que se cruzavam, e ela a ele, embora não tivesse interesse nele. Não conseguia deixar de sorrir, a troca de olhares entre ambos era visível por todos que estivessem por perto, aquilo nem ela sabia explicar, o gajo era bom e pronto, dava gosto olhar, e ele fazia-lhe o mesmo, mas nunca passaram dos olhares. Ela sabia que ele de certeza seria casado ou teria namorada, afinal ele não era dali daquelas bandas e para aparecer tanto por lá, só poderia ser por causa de alguém que morasse ali, e não errou, o dito bombeiro era genro de alguém lá do sítio. Depois lembrou-se daquele que era apaixonado por ela, que lhe declarava o seu amor sempre que se encontravam, mas que para ela não era mais que um amigo, por quem tinha muito carinho, mas que ela não conseguia ver, nem sentir como alguém que pudesse gostar para além da amizade que os unia desde os tempos de escola. Sentiu raiva de si mesma, porque se não estivesse de ideia fixa com o homem dos ponteiros, quem sabe o amigo poderia ter conseguido ser mais que amigo, quem sabe poderia ter-se apaixonado por ele, afinal as afinidades entre ambos eram muitas e já se conheciam há tanto tempo que os defeitos de cada um já se tinham tornado em banalidades perfeitamente ultrapassáveis. Agora ele já tinha desistido dela, e já estava feliz, de casamento marcado, ela seria dama da noiva dele, de quem também se tinha tornado grande amiga. Sentiu-se feliz pelo amigo, mas um pouco triste por perceber que poderia estar feliz com alguém que um dia a amou de verdade, mas não deixou-se levar pela conversa do bandido, de alguém que se fazia passar por homem de princípios, com muita moralidade. Que ricos princípios, que bela moralidade, que raiva...
Saiu do salão com alma renovada, foi para casa ligar o novo telemóvel, e ver se o site já estaria a dar os seus frutos. Preparou um whisky de puro malte, da garrafa que havia comprado para partilhar e que agora seria apenas sua, inteirinha. Ficou espantada com o número de visitas que o site estava a ter e com os comentários... logo, logo iria começar e ver os resultados... sentiu que começava a ser invadida por um nervoso miudinho... onde é que se estava a meter, que jogo era aquele que se estava a preparar para jogar? ...
(continua)
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
sábado, 27 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O relógio (2ª parte)
... o despertador tocou na hora que tinham acordado. Raios, protestou ela, mais um acordo que tinha de quebrar, que se lixasse o despertador e o acordo de ambos, ia mandá-lo para o desemprego, deu-lhe uma pancada e calou-o, voltou-se para o outro lado e voltou a adormecer. Pela primeira vez faltou ao emprego, não se importou com o facto, ia arranjar uma desculpa qualquer, era a primeira vez e daí não vinha mal à empresa, por um dia os outros que resolvessem os problemas que eles mesmos criavam. Acordou por horas de almoço, ainda pior do que quando se havia deitado, não podia dormir muito, e tinha dormido cerca de doze horas, o que por si só era motivo para acordar com uma birra descomunal, e juntando aos factos anteriores estava em ponto pólvora. Tomou um café, que era a única droga que conhecia até então. Ao pensamento afloraram todos os motivos que a faziam estar a sentir-se tão revoltada com a vida, e os propósitos a que se tinha decidido dedicar. Ligou o computador, e abriu o site que estava a criar, para as afinações finais. A coisa estava a tomar jeito, as fotos estavam divinas e o texto apelativo, começou a sentir um nervoso miudinho... ia arriscar muito com a publicação do site, e propunha-se a algo que sempre abominara, mas a sede de vingança de quem a magoara, tolhera-lhe e discernimento, e achava que assim se ia vingar e virar o jogo para o seu lado. O seu lado inocente, ainda que não percebesse, continuava lá. Carregou os ficheiros, fez publicar e... já estava, só restava esperar. Telefonou para a empresa, dizendo que estava com uma enorme enxaqueca, com febre, e mal disposta, com a voz de quem está mesmo mal, e assim conseguiu que lhe dessem o dia. Saiu para comer qualquer coisa, não lhe apetecia meter-se na cozinha, e para comprar outro telemóvel para o cartão que tinha guardado e nunca tinha sido usado, e que agora iria ser uma ferramenta de trabalho... trabalho? pensou, ela, não, era diversão, ou não era esse o seu plano, divertir-se em grande estilo, e ainda ganhar dinheiro com isso. Depois de comer um malfadado hamburguer que nem lhe soube a nada, lá comprou um telemóvel ultimo modelo, e rumou a uma sex-shop...
(continua)
(continua)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
O relógio
Ela olhou para o relógio pela centésima vez naquele dia. Não, os ponteiros não se cruzavam na dança do amor, como antes. Sentiu-se completamente sem forças. Sentiu como se o mundo lhe tivesse fugido debaixo dos pés. Nunca tinha dado importância ao facto de olhar para o relógio e os ponteiros estarem unidos como um só, tal como dois amantes em pleno acto de amor, até que ao tempo em que estiveram juntos, e ele lhe confessou que tinha saudades dela, quando não estavam juntos, que ela não lhe saía do pensamento. Desde essa altura, que sorria sempre que olhava para o relógio, porque por ironia os ponteiros na sua dança regular estavam em posição de missionário, como ela dizia. De um dia para o outro tudo mudou, os ponteiros deixaram de viver em união, em comunhão de sentidos, de cada vez que ela olhava para o relógio. Desanimou, e o mundo ruiu, quando percebeu que era verdade que o pensamento dele, já não era ocupado por ela, que outra havia entrado e ocupado o lugar que era seu até então. Perceber nas entrelinhas, nas palavras escondidas dele, fê-la sentir-se miserável, usada. A raiva tomou posse dela naquele momento. Não podia ser possível, tudo ao mesmo tempo a desabar na sua vida, e a única coisa que a mantinha de sorriso no rosto, esfumava-se também. Apetecia dizer-lhe as coisa mais cruéis que o pensamento dela lhe debitava à velocidade de um raio, mas conteve-se, tinha noção que as coisa ditas no calor do momento podem ter proporções piores que um furacão, embora fosse isso que lhe apetecia provocar naquela hora. Odiou o relógio tanto como começava a odiá-lo naquele momento, como podia ele fazer-lhe o que tanto criticava que outros fizessem, depois de tudo o que viveram, depois de tudo o que lhe tinha dito... Percebeu que com tudo o que lhe estava a acontecer, tinha perdido toda a ingenuidade que a caracterizava... não era mais a mesma... a revolta, a raiva que sentia, tomaram conta dela naquele momento, e na sua cabeça tudo se descontrolou, desapertou o relógio do pulso e jogou-o com raiva no caixote do lixo, prometendo a si mesma nunca mais deixar que alguém voltasse a fazer-lhe o mesmo. Jurou que daquele dia em diante os homens iriam ser um jogo em suas mãos, e não seria ela a ser usada...
Pegou nas fotos mais sensuais que tinha, e lançou mãos ao seu novo projecto...
(continua...)
Pegou nas fotos mais sensuais que tinha, e lançou mãos ao seu novo projecto...
(continua...)
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Raiva
Hoje é um daqueles dias... Haja paciência... porque eu estou sem ela. Um dia passo-me completamente da marmita, e as coisas complicam-se. Vamos ver até onde vai o limite deste elástico, que me parece que há muito que anda a ser esticado. Até tenho medo de mim própria, do que eu posso provocar se o elástico se partir. Isto não vai acabar bem! Seja qual for a forma como vai acabar, vai acabar mal para o meu lado de certeza. E depois a coisa fica ainda mais complicada...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ao segundo dia...
_Então sobrinha, o teu dia de escola, foi bom, aprendeste muita coisa?
_Sim, aprendi a fazer desenhos, a pintar............... e a calar-me!
Não há a menor dúvida, sai de certeza à tia... já aprender a calar-se acho que isso irá acontecer daqui a muitos, e looooongos anos, lol. É que a sair à tia, calar-se será difícil. Assim mesmo é que é, logo nos primeiros dias mostrar quem é, para depois ninguém estranhar no resto do ano escolar. Espero que tal como a tia, por mais "conversadeira" que a garota seja, pelo menos apreenda a matéria, mesmo quando parece estar noutro local fora da sala de aula.
_Sim, aprendi a fazer desenhos, a pintar............... e a calar-me!
Não há a menor dúvida, sai de certeza à tia... já aprender a calar-se acho que isso irá acontecer daqui a muitos, e looooongos anos, lol. É que a sair à tia, calar-se será difícil. Assim mesmo é que é, logo nos primeiros dias mostrar quem é, para depois ninguém estranhar no resto do ano escolar. Espero que tal como a tia, por mais "conversadeira" que a garota seja, pelo menos apreenda a matéria, mesmo quando parece estar noutro local fora da sala de aula.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
A primeira vez.........
(imagem retirada da internet, não foi a "mini-pirata" que desenhou)O ano lectivo já arrancou, e com ele a "mini-pirata de trazer por casa" foi por arrasto para a escola. Passaram seis anos desde aquela manhã em que eu levei a minha irmã que não parava de fazer xixi ( versão dela para as águas rebentadas, lol) para a maternidade. Isto foi a 21 de Agosto, mas foram seis anos rápidos. Mas a "pirata" sai à mãe e à tia... no primeiro dia já arranjou inimigos de "estimação", pois um "pirralhito" mais pequeno que ela, chamou-lhe feia. Só que ela não é totalmente como a mãe e a tia, não vai de modas e já foi fazer queixinhas à professora... no primeiro dia... isto promete... Mas um amigo mais velho, do ano a seguir, sem papas na língua vai de dizer ao outro miúdo que a tinha de deixar jogar à bola, senão a professora zangava-se com ele, porque ela tinha de aprender também. Sempre quero ver onde isto vai parar, a partir de amanhã está sozinha, por conta dela, os outros meninos que frequentam a ama têm aulas de manhã, ela e a amiga M. de tarde. Vai ser giro, ela é eléctrica, e não costuma levar desaforo para casa, costuma dar troco, hoje deve ter sido excepção. Acho que a minha irmã irá ser chamada à escola, mais que as vezes necessárias para as reuniões normais de turma... A ver vamos, mas está crescida a "cria de Bin-laden"... Sou uma tia orgulhosa.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Oh, tão fofo...
Porque me apetece... e porque se não fosse um coelhinho com uma cenoura, seria meu Elvis com um salmão... bastava trocar as orelhinhas ao coelhinho por umas mais curtas e pontudas e era um gato igualzinho ao meu...
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
O fim do mundo a voar... ou em cuecas...

Segundo esta notícia o mundo pode acabar na quarta feira! Bem podiam ter avisado mais cedo, que vou ficar com tanta coisa para fazer, tanta coisa por dizer! Do mal o menos, também assim se acabam as contas por pagar no final do mês... Parece que poderá haver um Big-bang igual ao que extinguiu os dinossauros. Novamente lá se vão os que por aí restam, que ainda há por aí uns disfarçados. Lá se vai a edição do meu livro. Que chatice, estes cientistas bem podiam esperar mais uns anitos não? Assim não vale, destroem os sonhos de uma pessoa só porque lhes apetece andar a fazer experiências para ver com o foi o Big-bang, e não satisfeitos provocam outro. Nunca vão saber qual é o resultado da experiência. Portanto, amigos se tem alguma coisa muito importante a dizer a alguém, façam-no agora, ou perdem a oportunidade para sempre, visto que na quarta-feira vamos todos pelos ares... voar sem asas, sem sequer ter bilhete de ida, quanto mais de regresso...
O que eu deixei por dizer, vou tentar dizê-lo nestes dias que faltam, mas se não te encontrar a tempo M. AMO-TE, a mim não me falta coragem, falta-me oportunidade...
(há tantos dias que não escrevo, e quando cá venho é para escrever uma cena destas... neurónio em curto-circuito, só pode, ou então é mesmo o fim do mundo em cuecas...)
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Do melhor!
Eu vinha aqui escrever qualquer coisa, mas o neurónio, ficou retido, entreteve-se com os tímpanos, no Youtube e pronto saiu esta pérola, que é do melhor que por cá se faz! Há muito que fazia falta esta frescura no fado, e na música portuguesa.
Deolinda - Fado Toninho
Bem agora vou ali descansar que ando com os sonos trocados, ou atrasados ou sei lá!
Eu volto, quando o neurónio se aprumar e em vez de se entreter com os tímpanos, se entretenha com os dedos...
Deolinda - Fado Toninho
Bem agora vou ali descansar que ando com os sonos trocados, ou atrasados ou sei lá!
Eu volto, quando o neurónio se aprumar e em vez de se entreter com os tímpanos, se entretenha com os dedos...
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Formiga
Como matar fácil uma formiga?

Sendo um animal, enorme, feroz e muito perigoso, existe uma forma fácil de eliminar tal elemento!
Põe-se sal, água-ardente, um palito e uma pedra! A formiga vai comer o sal, pensando que é açúcar, fica com sede e vai beber a água-ardente porque pensa ser água pura. Fica bêbada e zonza tropeça no palito, bate com a cabeça na pedra, morre de traumatismo craniano!
Simples, fácil, rápido e sem deixar vestígios. O crime perfeito!

Sendo um animal, enorme, feroz e muito perigoso, existe uma forma fácil de eliminar tal elemento!
Põe-se sal, água-ardente, um palito e uma pedra! A formiga vai comer o sal, pensando que é açúcar, fica com sede e vai beber a água-ardente porque pensa ser água pura. Fica bêbada e zonza tropeça no palito, bate com a cabeça na pedra, morre de traumatismo craniano!
Simples, fácil, rápido e sem deixar vestígios. O crime perfeito!
Marcadores:
animal feroz,
cabeça,
crime,
traumatismo,
zonza
Impressionada? ou impressa? Sei lá...

Quando comprei o PC portátil, demorei uma eternidade para instalar a impressora. Por várias razões, sendo uma delas o facto do sistema operativo ser Windows Vista, isto demorou, eu desisti, voltei a tentar, e tive de deixar o computador ligado quase 24 horas para que a instalação ficasse completa. Não ficou, porque a "incompatibilidade" com o Vista fez com que não se instalassem os drivers do scanner ( é uma impressora all in one), e não os consegui descarregar da Internet. No entanto como impressora e copiadora a máquina funcionava, deixei andar. Recentemente por causa das quebras de ligação de Internet e por causa do apoio ao cliente, acabei por formatar o computador, sem necessidade, diga-se, porque o problema não era mesmo o computador, e lá se foi a instalação da impressora. Lá fui eu descarregar os drivers, lá tentei instalar tudo novamente, mas como não me lembrava ( coisa parva, não me lembrar) que tinha de deixar isto ligado, a instalação não se efectuou e eu nunca mais me lembrei, até porque não imprimo muita coisa. Agora como vou precisar da impressora activa, a "mini-terrorista" tem uns desenhos para colorir muito giros, a tia também gosta, tem de os copiar, e lá vou eu imprimir. Imprimir o quê? Nem a impressora era detectada, lol. Bem vai ficar ligado o raio do computador o tempo que esta "traita" precisar para fazer a instalação da dita. Vamos lá ver se chego a colorir os desenhos antes que os lápis de cor ganhem bicho da madeira e vão parar à salamandra no Inverno. Já agora, será o fumo dos lápis de cor também ele colorido, se calhar ainda vou tentar queimar uns quantos, a caixa tem tantos...
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Há mais mares que...

... marinheiros! É bem verdade, e se marinheiros, para mim só há um, mares há muitos. E eu sou de marés, e até ver fico. Não sei viver sem escrever, nem sem ir aos outros blogs deixar comentários. A má fase não passou totalmente, mas vai passando. Fui promovida no trabalho, se é que se pode dizer assim. Pode-se, claro que se pode, afinal passei da lavagem e tratamento das viaturas para o escritório da oficina. Se isto não é ser promovido então o que é? As responsabilidades mais que duplicaram, quadruplicaram, porque a maior parte das tarefas, e dos trabalhos passam pela oficina, e tudo tem de estar em conformidade com os trabalhos efectuados, para que no final de cada mês, tudo se conjugue para que se possam facturar os mesmos, aos clientes, e não hajam perdas para nenhum dos lados. Como tal, há muito trabalho informático a fazer, muita base de dados a ser trabalhada. Vamos ver, como me vou sair nas novas funções, eu gosto de tudo muito certinho, e pretendo fazer um trabalho sem erros, embora, não esteja isenta de errar, afinal não sou nenhuma máquina, e mesmo essas também erram de vez em quando.
O resto vai com as marés, mas sem marinheiro por perto :(.
domingo, 17 de agosto de 2008
The end!

O blog, vai terminar! Preciso renovar, reorientar o meu caminho, e a Internet vai deixar de fazer parte do meu dia a dia. A vida vai prosseguir noutros moldes, longe de vícios, numa desintoxicação necessária ao uso adequado do meu neurónio e da máquina que me faz mover. As batalhas perdidas são em maior número que as batalhas vencidas, como tal o saldo da guerra é totalmente negativo. Deveria ter aprendido a andar a pé, quando me sabotaram os travões pela primeira vez... mas achei que o meu caminho já só teria curvas, circulava a 100, e eis senão que lá surge uma encruzilhada... e eu com nova sabotagem nos travões... continuarei a escrever, à antiga, em papel, como sempre fiz, sem que alguém possa entrar nos meus sonhos, nos meus medos, nas minhas mais secretas idealizações que tantas vezes permiti ao publicá-las. Um dia quem sabe, talvez as possam ler, quando eu já não for mais a mesma que sou hoje, quando eu já conseguir sorrir ao olhar para o mundo que me rodeia, sem sentir que fui coberta pela penumbra de um eclipse, a qual nunca mais me abandonou. Um dia quem sabe eu seja capaz de superar o risco de circular sem travões numa estrada que não tem apenas curvas, mas algumas encruzilhadas. Por agora ainda não consigo, estampo-me com muita frequência, e as feridas não se vêem, mas magoam mais que as que sentem na pele. Desde há 15 anos são muitas curvas, muitas encruzilhadas, muitas marcas impossíveis de sarar, e eu preciso gritar, gritar alto, mas não aqui. O meu caminho será a pé, para que as quedas sejam menores.
Obrigado a todos os que se juntaram neste caminho, que agora abandono, prossigam com a vossa marcha. Obrigado por todos os comentários, que me foram ajudando a prosseguir, mas o caminho tornou-se pesado e muito difícil de prosseguir em frente. É um mal necessário, desintoxicar, para poder respirar de novo! Aprender a conduzir sem vícios, e antecipar as curvas e encruzilhadas.
Façam favor de serem felizes, eu serei, longe da Internet, longe do mundo que nos aproxima mesmo quando não nos conhecemos, mas que também nos afasta, quando não temos capacidade para perceber que já estamos a alta velocidade, mas sem travões.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
10.000 maníacs...
Nos últimos tempos não tenho escrito quase nada, e nem tenho sido tão assídua nos blogs amigos como gostaria. A net ontem para não variar, voltou a "morrer". Telefonemas da praxe, as confusões do costume, e enfim lá ficou desta vez uma reclamação com carácter de resolução urgente e com vista ao tratamento definitivo da questão. Não sabia que eram precisos alguns meses de quedas sucessivas na ligação de internet, formatações desnecessárias do computador, ligações e reclamações aos berros com o apoio ao cliente, mais outras tantas configurações do modem, etc e tal, e alguns operadores do apoio ao cliente a desfazerem-se em desculpas em nome da empresa, para me darem andamento à questão. Tudo isto, a juntar à questão de tempo que deveria levar a uma resolução da avaria, e à questão de que pagamos para estar 24 horas ligados, mas o departamento técnico só trabalha no horário 8/17 horas. Logo, quem tem uma avaria na sua ligação de Internet está sujeito a este horário, portanto se o técnico necessitar prestar assistência no local, tem de faltar ao trabalho, ou não lhe resolvem a questão. Se fornecem um serviço que diz ser 24 horas, então porque não prestam assistência técnica num horário mais alargado, incluindo o fim de semana. Sempre davam trabalho a mais pessoas, e prestavam um serviço com qualidade.
A questão toda deste post, afinal, não é o raio da avaria ser ou não resolvida em tempo útil, que isso eu já sei que não será, mas sim, o número de visitas deste espaço gerido com um único neurónio. Como tenho utilizado net móvel, e esta é tão lenta, para o que quer que seja, nem me dei conta que estava a chegar ao visitante número 10.000. Muitos blogs atingem este número de visitas em pouco tempo, principalmente os que estão noutras plataformas. Este blog já por aqui anda há 16 meses, se bem que não comecei logo a usar o contador de visitas, mas, para um blog gerido com um único neurónio, que ainda por cima tem tantas avarias como a ligação à Internet da dona, não está mal, não senhora.
Para o visitante número 10.000, que por enquanto ainda não sei quem foi, não se manifestou, deixo uma lembrança. É de coração, que deixo uma foto de minha autoria, de uma bela flor de um cacto, porque como na vida, por detrás dos espinhos também existe beleza.

Obrigado a todos os que vistam este espaço, e perdem algum do seu tempo a ler e a comentar as minhas palavras, mesmo quando não fazem sentido.
E que venham mais outras 10.000 vistas, demore o tempo que demorar, o neurónio estará por aqui para as receber de sorriso aberto e sempre com uns posts à altura de si mesmo, um neurónio com muito ainda para dizer, mesmo que seja asneira...
A questão toda deste post, afinal, não é o raio da avaria ser ou não resolvida em tempo útil, que isso eu já sei que não será, mas sim, o número de visitas deste espaço gerido com um único neurónio. Como tenho utilizado net móvel, e esta é tão lenta, para o que quer que seja, nem me dei conta que estava a chegar ao visitante número 10.000. Muitos blogs atingem este número de visitas em pouco tempo, principalmente os que estão noutras plataformas. Este blog já por aqui anda há 16 meses, se bem que não comecei logo a usar o contador de visitas, mas, para um blog gerido com um único neurónio, que ainda por cima tem tantas avarias como a ligação à Internet da dona, não está mal, não senhora.
Para o visitante número 10.000, que por enquanto ainda não sei quem foi, não se manifestou, deixo uma lembrança. É de coração, que deixo uma foto de minha autoria, de uma bela flor de um cacto, porque como na vida, por detrás dos espinhos também existe beleza.
Obrigado a todos os que vistam este espaço, e perdem algum do seu tempo a ler e a comentar as minhas palavras, mesmo quando não fazem sentido.
E que venham mais outras 10.000 vistas, demore o tempo que demorar, o neurónio estará por aqui para as receber de sorriso aberto e sempre com uns posts à altura de si mesmo, um neurónio com muito ainda para dizer, mesmo que seja asneira...
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Donos do tempo

O post do Jorge, "A espera... o silêncio das palavras" , fez-me lembrar que eu não gosto de esperar, em absoluto, seja pelo que for. Também não gosto de fazer esperar. No entanto a vida é feita de tempos de espera. Para tudo o tempo tem de ser de espera, até para os cozinhados, para no final do mês receber o ordenado, às vezes para nos levantarmos temos de esperar que seja de novo outro dia. Ultimamente também a minha vida é feita de esperas, e se umas não me afligem, embora como já disse não goste de esperar, outras há que me fazem desesperar a passos largos. Usamos um relógio, mas não somos nós que mandamos no tempo que ele vai contando, apenas serve para nos orientarmos, não somos donos de nada. Temos de andar às ordens do tempo, e não é o tempo que anda às nossas ordens. Nem podia ser de outra forma, porque se nós pudéssemos mandar, era complicado porque cada um mandava à sua maneira, e o tempo é de todos, logo, não pode ser comandado independentemente por cada um de nós. E agora, vou ter de continuar a esperar... por um tempo contado, dia a dia, mês a mês, sem poder desesperar, porque vou ter vou muito tempo para isso quando chegar o dia D, ou então não...
Subscrever:
Mensagens (Atom)