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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Desculpa cão...


Hoje aconteceu-me uma daquelas cenas que não lembram a ninguém! Ao sair do trabalho, vejo um cão grande, num caminho ao lado da estrada que me traz a casa com um bicho na boca. Fui logo atrás do dito, ver do que se tratava. Não sabia se era um gato, um cabrito, eu só via as patas do bicho penduradas. Abro o vidro do carro e começo a chamar "_ Cãozinho, cãozinho..." O cão com o raio do bicho na boca, olha para mim. E... olha... o jantar! Uma lebre pendurada na boca de um cão! Tinha de roubar o jantar ao cão, fosse de que maneira fosse! Passei o carro para a frente do cão, e o danado mete-se pelos terrenos adentro... Páro o carro, saio e volto a chamar "_Cãozinho... cãozinho... cãozinho...??" seguindo-o. O cão pára e larga a lebre no chão, voltando-se para mim. Eu páro de frente com ele, e tento perceber se me quer morder, ou se quer festas... Quer festas, e eu faço umas cócegas na cabeça do cão e continuo a chamar cãozinho... Tento chegar-me para o lado da lebre e ver se ele me tenta morder, mas o cão, como cão que é, deixa que eu me aproxime da lebre e continue a fazer-lhe festas. Não tenho mais nem boas, deito a mão á lebre, e vejo o dono do cão lá ao longe, um velho que tem um terreno lá perto do meu trabalho. Meto-me no carro com a lebre a aí venho eu... Agradeço ao cão, mas não fico á espera que me morda. Em casa perguntam-me onde é que fui buscar a lebre... e eu "_ Roubei a um cão!" Tratei da dita lebre, e será o jantar amanhã!

Obrigado Cão, pelo meu jantar amanhã.

Agora sinto-me uma má gaja, porque roubei o jantar a um cão que confiou em mim! Tenho pena do cão, mas quem mandou ser tótó? É por causa de cães como este que eu gosto mais de gatos, um gato nunca me entregaria a caça, e eu não ia comer lebre ao jantar. Fui má em roubar a caça ao cão, mas é instintivo, e não adianta arrepender-me, voltaria a fazer de novo. Era incapaz de atropelar uma lebre na estrada se ela lá estivesse, mas esta já estava morta, e era muito jantar para um só cão. Além disso ele vive por ali, haverá de caçar mais.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dia do animal


Hoje foi dia de S. Francisco, protector dos animais, e como tal foi dia mundial do animal. Este ano, excepcionalmente, os meus não receberam um agradinho em forma de presente, mas têm um lar, comida boa, amor, e muiiiitooos mimos. Houve campanhas de adopção por todo o país, mas foi uma gota de água no deserto. Tanto que continua por fazer e vai continuar. Estive a ver umas revistas de animais que a minha irmã trouxe para casa esta semana. São revista já muito antigas, e ao folheá-las, percebi que está tudo na mesma, no que toca a legislação sobre os direitos dos animais, sobre punição a quem abandona, e os problemas continuam os mesmos, muitos animais abandonados, e muitas instituições aflitas para se conseguirem manter e cuidar de tanto animal que precisa de um lar. O que se pode exigir do Governo, se nem dos direitos dos cidadãos cuidam decentemente? Andamos a votar, legislatura atrás de legislatura, mudam os Governos ou não, mas no que toca a direitos dos animais, nunca ninguém mexe uma palha, está tudo igual à sessenta anos. Se pelo menos todos os animais ( com ou sem pedigree) tivessem de ser chipados e os donos devidamente identificados, e existisse uma lei que punisse severamente o abandono e os maus tratos, se calhar esta situação invertia-se muito. Se conseguiram obrigar a chipar e controlar a reprodução dos cães das chamadas raças perigosas, que tal alargar a lei a todos os outros animais, por forma a evitar situações de abandono? Já está meio caminho percorrido com a lei existente, é só alargar aos restantes animais, e um pouco mais de esforço punir verdadeiramente quem abandona. Sei que seria necessário que a base de dados dos chips funcionasse a nível nacional, nas clínicas veterinárias e postos de polícia e gnr. Mas seria tão fácil, e evitava tanto sofrimento. E pensar que hoje abriu a época de caça aos animais de pêlo como coelhos, e aos javalis...

Mas se as pessoas até abandonam os filhos e não são punidas por isso...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dedicatória

A vida lá em casa, era maravilhosa! Havia paz, muito riso, muita cumplicidade, muita brincadeira e muito amor! Os fins de semana eram passados em família, em casa, ou no monte em comunhão com a natureza. As brincadeiras com os miúdos era muito divertidas, de vez em quando deixava-os ganhar os jogos que eles próprios inventavam, só para ver aquelas caras alegres. Os anos iam passando, os miúdos crescendo e os estudos roubavam-lhes algum tempo, assim como os passeios com os amigos, os namoricos eram conversa habitual. Nunca reclamei, era o ciclo natural da vida, e continuámos sempre a divertir-nos quando estávamos em família. Nunca faltou nada lá em casa, e era isso que importava.
Um dia, a minha saúde mudou, e as coisas por casa também mudaram. Subitamente, onde havia amor, carinho, cumplicidade, brincadeira, passou a haver desconfiança e afastamento. Não entendi a razão, perguntava-me porquê? Comecei a ouvir conversas em surdina, outras vezes os semblantes mudavam quando eu entrava, mas porquê, se era uma doença simples, cujo tratamento seguido á risca iria fazer com que voltasse tudo a ser como antes. No entanto, não era esse rumo que as coisas estavam seguir. Continuavam indiferentes, muitas vezes perguntei porquê, mas nunca me responderam. A minha saúde foi ficando cada vez mais fraca, o medicamento acabou e não se comprou mais, a falta da vida de antes, fazia com cada dia ficasse pior. Um dia, achei que tudo ia voltar a ser como antes, afinal no fim de semana íamos para o monte, éramos novamente uma família. No caminho, parámos naquela vila onde era habitual, para esticar as pernas, e apanhar um pouco de ar. Estava distraído a olhar os patos no lago, como era habitual, gostava de os ver sempre muito aprumadinhos, alisando as penas, mergulhando, enfim vida de pato. De repente senti um silêncio, um frio na espinha. Olhei para trás, e não os vi. Fui até ao estacionamento ver se me esperavam no carro, mas o carro não estava lá. O que se estava a passar, estariam a brincar? Só podia. Deixei-me ficar, afinal não adiantava sair, se voltassem podíamos desencontrar-nos. Passaram-se longos minutos, que deram lugar a horas, não estava a entender, que se estava a passar? Comecei a ficar com fome, resolvi procurar o que comer, mas de repente todos olhavam para mim de lado, outros afastavam-se e até puxavam as crianças pelo braço com força. Ia andando, resolvi tomar o caminho para casa, quem sabe voltassem para trás e não estando no jardim, resolvessem também ir para casa, para nos encontramos. Os carros apitavam-me, entrei num portão aberto, resolvi que iria ali pedir algo para matar a fome, mas quando me viram, correram comigo, ofenderam-me, atiraram pedras, chamaram-me Sarnento... Então percebi... Aqueles que em tempos tinham sido a minha família, abandonaram-me, foram embora, deixaram-me ficar para trás porque eu tinha sarna. Senti uma dor tão grande. Porquê? Porquê? Que fizeram aos momentos felizes, às alegrias partilhadas? Só me apetecia chorar, a fome cada vez mais me torturava... Fui caminhando, entrava em algumas portas, era logo escorraçado, sempre chamado de sarnento. Os carros apitavam, outros quase me atropelaram, também já não importava... agora estava por minha conta... e nem a fome conseguia saciar, aquela doença que teimava em me fazer coçar cada vez com mais frequência, sem tratamento não iria abandonar-me... Porquê? Porquê eu? Continuei no caminho, cada vez mais fraco... até onde iria, não sei, mas continuei...
Dedicado a ti, que caminhavas naquela estrada, com o ar mais triste do mundo, que um dia tiveste um lar, mas que foste abandonado ao teu destino, porque aqueles que te amaram um dia, não tiveram a capacidade de te ajudar... Perdoa-me por também eu não te puder ajudar... acredita que me dói, ter passado e ver-te nesse sofrimento, acredita que maldigo os que te deixaram no caminho...

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Da praia para o blog...

Hoje escrevo este post, na praia! Sim estou numa esplanada enquanto escrevo. Costumo estar na beira da areia, geralmente sentada num tronco com o pc ao colo, mas hoje vim para aqui, porque avistei o homem dos cães, lol. O tal que há umas semanas se atirou a mim, e como é óbvio eu fugi a sete pés, não fosse ter de levar com a lenga-lenga outra vez...
O tempo não está muito animado, estão algumas nuvens que encobrem o sol, que neste momento já está quase escondido por trás da serra, mas que dá umas belas cores de Outono ambiente.
Não vou de certeza ficar com o meu estado de espírito em alta, mas vou ficar bem melhor. Na mesa em frente estão portugueses e franceses, em amena conversa de amigos. È bom ver pessoas em ambiente despreocupado, á conversa. Os pardais, andam aqui, á cata de migalhas, tento fotografá-los, mas os danados não ficam muito tempo parados, para que os consiga apanhar para uma foto. Saltitam de um lado para outro, fazem “corridas”, picardias uns com os outros, desaparecendo para logo de seguida voltarem em busca de mais migalhas.
A praia está agora deserta, e eu vou pegar na “tralha” e dar a minha volta, junto á beira da água, sem levar a foto dos pardais. Quem sabe consiga uma foto das gaivotas, que o mar está tão calmo, e algumas andam na água ao sabor da corrente.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Petição

A cena do gajo que deixou morrer á fome e á sede um cão, numa exposição que deveria ser de arte, mas foi apenas da estupidez humana, revoltou-me. Se há coisa que não tolero, são os maus tratos a animais. A juntar, todos os que visitaram a exposição, e mais o galerista que nada fizeram. Estupidez tem limites, e esta ultrapassou-os todos. O dito gajo, que de artista nada tem, queria tratamento igual, preso por uma corda, sem comer e sem água, e quando estivesse já bem fodido, com a situação queria a "piça", cortada em rodelas fininhas numa máquina de fiambre.... dasse que este mundo está perdido.
Deixo link da noticia na Sic, para quem não viu.

Há uma petição, para que o "artista", não seja aceite numa exposição na Costa Rica, onde vai representar o o país de onde é oriundo a Nicarágua.

http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html

Há gente que nem o ar que respira merece....

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Só mais um cheirinho...

"Depois da vizinha sair, Joana suspirou, Teresa tinha a sua cota de razão quando a avisava para o perigo de Joana se entusiasmar tão depressa com os rapazes, ainda mal tinha visto Ricardo duas vezes e já não conseguia deixar de sorrir ao pensar nele. E agora a vizinha que queria que ela o conhecesse, embora já tivesse pressuposto que isso fosse acontecer, não estava à espera que fosse assim tão depressa…
Joana não se conteve nem um minuto, correu para o telefone e ligou para Teresa, mas não obteve resposta, a amiga provavelmente estaria a tomar banho. Resolve então esperar para contar o que se acabara de passar, e dirige-se à cozinha para verificar se necessita ir comprar algo para levar para a praia, e preparar a merenda, tentando abstrair-se dos problemas e daquela visão de um “Deus Grego”. Na cozinha verifica que está com falta de fruta e legumes, bem como outros alimentos e faz uma pequena lista resolvendo ir ao minimercado da esquina para os ir buscar, grita por Spike para o levar consigo, pois este adora o Sr. António do minimercado, e o Sr. António também gosta muito do cão de Joana, por esta ser tão astuto e inteligente."