Nos últimos tempos, como não tenho companhia, decidi que em casa é que eu não fico. Não há companhia, paciência, também não fico á espera que me caia uma no prato da sopa, e lá vou eu ao cinema, passear, à praia na minha própria companhia. Aproveito para me conhecer melhor, afinal terei que viver comigo mesma para o resto da vida. Hoje, como não podia deixar de ser, fui à praia, com este calor não podia ficar na sauna da minha casa. Ora tudo não passaria de um dia normal de praia, com uns banhos de sol, outros de água, uma leitura à sombra pelo meio, não fosse a vizinhança. Sempre ouvi o pessoal dizer " a minha liberdade acaba quando começa a dos outros", e, nunca achei que fosse tão linear assim, afinal eu sempre fui tolerante com os outros. No entanto hoje, a praia estava cheia ( o que não tem acontecido noutros domingos naquela praia), e já eu estava com um banho fresquinho a lagartear ao sol, quando chega a vizinhança que abancou quase colada a mim, com tanto espaço ainda noutros locais. Dei o beneficio da dúvida, afinal como eu referi tenho por hábito ser tolerante. Eram três jovens de sexo masculino e fazer barulho é normal. Passado algum tempo chegam mais um jovem e duas raparigas e as coisas começam a ficar muito barulhentas, mas o pior está para vir. O espaço era curto e como estavam mesmo colados a mim, eu não pude deixar de apanhar com os "gases" de escape do grupinho que se formou. Sei que estávamos ao ar livre, e não é proibido fumar na rua, mas a praia é um sítio público, e quando se está praticamente colado aos vizinhos há que moderar um pouco os vícios, e evitar certas coisas. Ora tudo começa quando eu ouço um deles começar a falar da noite anterior que foi não sei para onde e que meteu duas de ácido, mais não sei quantas de outra substância ilegal qualquer e que aquilo não deu em nada, que não conseguiu curtir uma valente, que bebeu assim e assado. A conversa a partir daí derivou durante um bocado à volta das ganzas e dos ácidos e muita risota pelo meio com as cenas que fazem quando metem substâncias no organismo. Confesso que sou tolerante e a conversa em si não me espantou e nem assustou, até ao momento em que começam a enrolar tabaco e umas coisas mais pelo meio. Ora caneco, não me bastava ter de levar com o fumo do tabaco, ainda tive de levar com as ganzas deles e com todos os seus derivados. Isto durou a tarde toda, ora tabaco, ora ganzas, e eu a ter de fumar com eles as mesmas merdas, estando eu na praia, um local onde devia poder respirar livremente e sentir apenas a brisa do mar salgado. Agora compreendo de facto como a minha liberdade acaba, onde começa a dos outros. É que estando num local ao ar livre, não podia protestar, até porque a miúda que estava do meu outro lado barafustou por causa do barulho porque queria dormir e foi motivo para haver risota e comentários grosseiros. Ora eu sou tolerante, mas também os outros deveriam ter consciência da proximidade das outras pessoas na praia e asbterem-se de certos vícios que acabam por não só os prejudicar a eles, mas também a quem está próximo.
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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domingo, 30 de agosto de 2009
terça-feira, 27 de maio de 2008
No limite...
Eu sou portuga e basta! Estou há mais de um mês em casa, e sem grande coisa para fazer. No entanto como boa portuga que se preze deixo tudo para os finais... Seja lá o que for, guardo para o limite do tempo, das datas. Já me lixei á conta disso. Ainda há pouco tempo paguei uma coima nas finanças, por deixar para depois, o dar inicio de actividade de formadora. Antigamente podia-se ir lá depois, agora tem de se ir logo no dia, ou no dia a seguir já se paga coima e por sinal, a crise aperta também nas finanças( principalmente nas minhas), e não se contentam com menos de 50€, toma lá que já almoçaste. E se for mesmo á portuga e se deixa passar mais de um mês, a cena dobra, há sim, a crise é grande e atrasos pagam-se caro. Safei-me à justa e fiquei pela coima miníma. No entanto revolta-me que assim seja, porque não posso dar inicio de actividade hoje, se a data for de amanhã. Tem de ser no próprio dia, mas se me chamarem hoje às 19 horas, para ir trabalhar amanhã das 8 horas às 16:30 horas, como é que vou ás finanças? Na meia-hora de almoço, claro, e quem é que consegue ir às finanças, e almoçar em meia hora? Como se ir ás finanças fosse ir ali ao virar da esquina, e já está, aquilo até nem costuma ter filas tamanho combóio, e que é isso 30 minutos, dá e sobra para subir as escadas, olhar, tirar a senha, desesperar e sair a deitar fumo pelas orelhas, para ir comprar ao menos um rissol cheio de gordura e uma sandes para meter o rissol e comer às pressas, correndo o risco de engasgar, e voltar às finanças. Continuar a deitar fumo pelas orelhas, correndo o risco de ser posto na rua, por estar a esfumaçar o local ( e não pagar coima já é um pau), e ver mais pessoal a esfumaçar pelas orelhas, como eu, e a dizer impropérios a torto e a direito, como se isso fizesse os molengas dos funcionários andarem mais depressa, e deixassem de andar de papel na mão a pararem junto de cada colega, darem umas risadas, provavelmente das caras de ódio que o pessoal das filas lhes está a deitar e lá continuam no seu rame-rame, como se o tempo dos outros fosse o tempo deles, e portanto deixa andar.
Quero com isto dizer, que ou se vai lá deitar um cadito de fumo pelas orelhas, dizer uns impropérios, e fica-se sem almoço na melhor das hipóteses, ou deixa-se para o dia a seguir e o almoço já fica por 50€ mais os nervos em frangalhos, e o tempo disponível continua a ser a meia hora do almoço, porque antes das 8 horas as finanças ainda não abriram e depois das 16:30 horas já fecharam. Enfim, ser trabalhador a recibos verdes também não é fácil e nem nos facilitam a vida. Ou é hoje, ou é hoje, porque amanhã as finanças já querem uma comissão dos nossos rendimentos.
Tudo isto para dizer que ser portuga é deixar tudo para o fim, e eu que não aprendo com os erros, deixei o IRS, via Internet mesmo para o fim, ou seja, hoje. Lá me safei a tempo, mesmo na data limite, mas nem por isso estava lento ou entupiu. Espero agora que tudo esteja em ordem e correcto. Não há lugar a receber nada, só espero também não ter nada a pagar, afinal não ganhei assim tanto para andar a dar dinheiro para o Estado, do meu suor.
Quero com isto dizer, que ou se vai lá deitar um cadito de fumo pelas orelhas, dizer uns impropérios, e fica-se sem almoço na melhor das hipóteses, ou deixa-se para o dia a seguir e o almoço já fica por 50€ mais os nervos em frangalhos, e o tempo disponível continua a ser a meia hora do almoço, porque antes das 8 horas as finanças ainda não abriram e depois das 16:30 horas já fecharam. Enfim, ser trabalhador a recibos verdes também não é fácil e nem nos facilitam a vida. Ou é hoje, ou é hoje, porque amanhã as finanças já querem uma comissão dos nossos rendimentos.
Tudo isto para dizer que ser portuga é deixar tudo para o fim, e eu que não aprendo com os erros, deixei o IRS, via Internet mesmo para o fim, ou seja, hoje. Lá me safei a tempo, mesmo na data limite, mas nem por isso estava lento ou entupiu. Espero agora que tudo esteja em ordem e correcto. Não há lugar a receber nada, só espero também não ter nada a pagar, afinal não ganhei assim tanto para andar a dar dinheiro para o Estado, do meu suor.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Defeito ou feitio?

Eu tenho um grave defeito, que odeio! Para mim é dos piores defeitos que eu poderia ter! Sou desconfiada! Admito, e odeio sê-lo, mas, eu não consigo deixar de ser assim! Se eu desconfio de qualquer coisa, está tudo perdido, porque vou passar a estar de pé atrás, esperando a confirmação da minha desconfiança. Não confronto nada nem ninguém, fico de pé atrás, não demonstro, mas fico a corroer-me por tempo indeterminado. Mau é, que grande parte das vezes até tenho razão, e isso é que me choca ainda mais. Costuma-se dizer onde há fumo, há fogo. Por sorte não desconfio das pessoas de quem eu gosto mesmo, porque confio e sei que não existem razões para desconfiar dessas pessoas. Não gosto de ser assim, faço por não ser, mas há alturas em que não dá para não ser, a forma como as coisas sucedem, mostram que não são preto no branco como nos querem fazer crer e isso irrita-me. Tenho de melhorar esta parte em mim, com calma e paciência. Tenho de limar arestas, e deixar de por a carroça na frente do burro! E não, não é defeito, é feitio.
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