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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Coração de Novembro...


Ela não tem mais aquele brilho nos olhos, aquele sorriso largo que abraça o mundo. Vive, dentro de si própria, consigo mesma, na sua tristeza. Faz de tudo para ninguém perceber, mas os seus olhos, esses não mentem, nem mesmo nas fotografias. Por muito que sorria, o brilho azul mar dos seus olhos, é agora pálido, e triste. Ela junta todos os cacos como se de peças de um puzzle se tratassem. Compõe o puzzle daquele tempo, peça a peça, a tentar perceber onde é que falta uma peça. Dá voltas e voltas, encaixa, desencaixa, volta a encaixar, nada nem uma falha, nem uma peça a menos. Assim não podia adivinhar, jamais podia adivinhar. Olha para o calendário, 12 de Novembro, faz um ano que lhe colocou nas mãos um coração, uma caixa de bombons em forma de coração, com duas mensagens explicitas, uma de parabéns pelo aniversário, outra... que aquele era o seu próprio coração, que lhe colocava nas mãos. Durante os meses seguintes, o seu sorriso abraçava o mundo, os seus olhos tinham aquele brilho que tem os que amam e se sentem amados. Durante os meses seguintes, viveu para o dia do regresso do seu amor. Ele regressou e no primeiro minuto, já tarde da noite disse-lhe que estava em terra, que no dia seguinte, o dia era deles, e assim foi. Ele falou-lhe como se fosse um homem de princípios, que nunca iria tomar uma atitude de sacana. Foi de fim de semana, regressou diferente, e sem sequer a avisar, sem lhe dizer nada, declara publicamente o seu amor a outra. Ela desmoronou, o sorriso apagou, já não abraça sequer o espaço do seu quarto, quanto mais o mundo, o seu olhar já não brilha, nem mesmo junto ao mar, os óculos escuros são a sua capa, são a cara das suas fotos pessoais.
Ela não tem mais aquele brilho nos olhos...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Posso entrar?

Quero perceber e não consigo! Tento e não encontro uma resposta! O que te levou até ali de novo? Não deixaste um sinal, uma forma de perceber, o porquê da tua nova chegada qual princípe errante, a pedir socorro, mas que não deixa que o socorram. Eu quero partir para o socorro, ser bombeiro, e tratar as feridas que parecem dilacerar os dias que a ausência corrói mais e mais. Quero abrandar os ventos frios que te congelam o sorriso, matar a tristeza que te tolda o olhar, ser o calor que te fará voltar! Não és um princípe errante, és tão somente um princípe arrebatador de almas! Arrebatas as almas que tocas com teu o olhar. Aprisionaste-me com um simples olhar. Fiquei refém de ti para um tempo que só Deus sabe. Partiste, fiz-te partir, não sei... Mas de novo me tocaste, agora sem um olhar. E eu refém de ti, perdida na tristeza do teu olhar, quero entrar nesse mundo para te resgatar de ventos frios, dos portos em que te abrigas, fazer o sol brilhar. Deixa-me entrar, ser o teu porto de abrigo!