Não sei o que me espera nos próximos tempos. Consegui que uma parte do meu passado recente levasse um bilhete só de ida para o báu dos casos terminados. Consegui uma serenidade interior a nível emocional e afectivo que espero se mantenha por bom tempo. Não posso explicar o que aconteceu e que levou a este estado de alma, mas posso dizer que por vezes alguém nos dá a mão e nos leva sem pressas, por caminhos que nos conduzem onde deveríamos estar. Foi o que me aconteceu, e agradeço a quem me trouxe aqui. Um dia, talvez novamente noutra dimensão, voltaremos a dar a mão.
Dedico-te esta música, porque sabes que sim, gostava que estivesses aqui...
(gostei de ter caminhado a teu lado, e de ter tocado a tua mão, e sim devo ser louca, não me importa)
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Basta! Já chega...!
A vida não é justa, já aqui devo ter dito muitas vezes. Ontem deixei o meu gato na clínica veterinária, para ser operado ao tumor no nariz. Correu tudo bem, ele portou-se lindamente, mas o pós-operatório vai ser lento e doloroso, afinal foi-lhe removida parte do nariz. Tem sofrido este meu gato, e já era tempo de ter uma vida calma e justa, já são cerca de 13 anos de gato, o que em vida de gato, já está na fase da 3ª idade, e devia ter menos para sofrer, uma vez que nestes anos que já viveu, já teve uma grande dose de aventura e sofrimento. A ficha médica pode atestar tudo o que o meu gato já passou, e não foi pouco, e eu pergunto porquê mais esta? Eu quero fazer tudo o que puder pelo meu Gato, mas temo que se o sofrimento dele continue. Um tumor mesmo num animal, é um processo longo e penoso, e eu espero que amanhã a veterinária me diga que não há metastases, que não há perigo de o tumor estar a espalhar-se noutras partes do meu gato. É o meu melhor amigo, a minha companhia dos dias tristes, o meu apoio nas horas de mágoa. E porra, já chega de sofrimento, é apenas um gato, não merece passar por tanto.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Coração de Novembro...

Ela não tem mais aquele brilho nos olhos, aquele sorriso largo que abraça o mundo. Vive, dentro de si própria, consigo mesma, na sua tristeza. Faz de tudo para ninguém perceber, mas os seus olhos, esses não mentem, nem mesmo nas fotografias. Por muito que sorria, o brilho azul mar dos seus olhos, é agora pálido, e triste. Ela junta todos os cacos como se de peças de um puzzle se tratassem. Compõe o puzzle daquele tempo, peça a peça, a tentar perceber onde é que falta uma peça. Dá voltas e voltas, encaixa, desencaixa, volta a encaixar, nada nem uma falha, nem uma peça a menos. Assim não podia adivinhar, jamais podia adivinhar. Olha para o calendário, 12 de Novembro, faz um ano que lhe colocou nas mãos um coração, uma caixa de bombons em forma de coração, com duas mensagens explicitas, uma de parabéns pelo aniversário, outra... que aquele era o seu próprio coração, que lhe colocava nas mãos. Durante os meses seguintes, o seu sorriso abraçava o mundo, os seus olhos tinham aquele brilho que tem os que amam e se sentem amados. Durante os meses seguintes, viveu para o dia do regresso do seu amor. Ele regressou e no primeiro minuto, já tarde da noite disse-lhe que estava em terra, que no dia seguinte, o dia era deles, e assim foi. Ele falou-lhe como se fosse um homem de princípios, que nunca iria tomar uma atitude de sacana. Foi de fim de semana, regressou diferente, e sem sequer a avisar, sem lhe dizer nada, declara publicamente o seu amor a outra. Ela desmoronou, o sorriso apagou, já não abraça sequer o espaço do seu quarto, quanto mais o mundo, o seu olhar já não brilha, nem mesmo junto ao mar, os óculos escuros são a sua capa, são a cara das suas fotos pessoais.
Ela não tem mais aquele brilho nos olhos...
sábado, 6 de junho de 2009
Drogas...
(imagem do Sr João Palmela, em http://fotografiadejoaopalmela.blogs.sapo.pt/)O tempo passou e ela meteu-se em sarilhos novamente, porque será que não aprende de uma vez que não é um gato? Porque será que não aprende com o ditado que diz que a curiosidade matou o dito? Foi um recuar no tempo, voltar ao dia em que o mundo deixou de ter cor para ela. Se estava tão bem, porquê voltar atrás? Perdeu o peso que tanto lhe custara a recuperar, em apenas 24 horas. Voltou a tomar drogas, e de novo anda quase a dormir de pé, mas pelo menos a dor já não a incomoda, e sente que está a retomar o caminho de que se desviou 48 horas antes. Sabe que é uma luta inglória, e que desta vez as drogas não podem ser postas de lado sem que esteja totalmente recuperada. Sabe que vai levar muito tempo, e que terá que ser muito forte, mas ela só quer sair da depressão em que caiu, só quer deixar de sentir que o mundo não é colorido e que existe mais vida para além da dor. Não desistiu dos objectivos que traçou, apenas sabe que será um pouco mais difícil alcançá-los, mas vai em frente, vai recuperar cada grama perdido esta semana, nem que se arrebente a andar de bicicleta e arrebente com as máquinas no ginásio. Prometeu a si mesma não descurar os cuidados básicos com a pele, que por agora parece uma lixa. Prometeu não voltar costas à luta que tem de travar com o seu coração e com o cérebro, para que juntos e coordenados possam esquecer que há pessoas que fazem as outras sofrer a troco de nada. Sim ela vai deixar de ser tão tola, e recuperar outra vez, e agora definitivamente.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Pedaços...

Ainda não passou muito tempo desde que ela viu destruídos os seus sonhos, os seus desejos, o seu amor pisado sem dó nem piedade. Sabe que nunca irá recuperar totalmente, mas já consegue ver as coisas de outra forma, já está no caminho que trilhou. Encontrou amizade, encontrou cumplicidade, e sabe que estar feliz, não depende dos outros mas de si. Encontrou, (ou foi encontrada, já não sabe), quem pegou nos pedaços destruídos e a ajudou a colar, e a reparar os estragos. Tem um coração remendado diz ela, mas isso não importa para quem a ajudou a reparar os danos, é assim que nos tornamos mais fortes. Sorri, ao lembrar as mensagens trocadas, as coisas que já disse, e que se deixou levar a dizer. Sim, sentiu novamente vontade de se entregar nos caprichos da vida, sentiu vontade de sair da linha uma ou outra vez. Não o fez ainda, por ser tão racional, por pensar demais antes de fazer qualquer coisa. Lembrou-se da conversa que acabou por mudar o rumo da história, e sabe que da próxima não haverão barreiras imaginárias, que impeçam que duas pessoas possam dar as mãos...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Escorpião

Ela sente o chão a fugir-lhe debaixo dos pés… como se de repente a terra tremesse e o chão se abrisse perante ela e se preparasse para a engolir. Ao mesmo tempo sente o veneno da picada de um escorpião a entrar-lhe no sistema sanguíneo, veloz como um raio, os pulmões começam a contrair lentamente e o ar que deveria faze-la respirar está longe de cumprir o seu caminho, ao mesmo tempo que o seu cérebro começa a ceder perante as imagens que passam em flash-back, aceleradas. Sente náuseas, arrepios que lhe percorrem da cabeça aos pés, ao mesmo tempo que suores lhe escorrem pelas costas, o seu coração contrai-se perante esta dor tão atroz. Porquê? Ainda é o pensamento que o cérebro dela consegue traduzir, dos últimos acontecimentos da sua vida, o que se passou? Sem conseguir entender mais nada, o veneno já se espalhou pelo seu corpo e lentamente se instalou no seu coração. O cérebro recebe mais uma ordem do coração, de hoje em diante jamais voltará a amar, apenas destilará todo o veneno com que foi picada… sem dó nem piedade...
sábado, 31 de janeiro de 2009
Sorriso maroto...

Tenho tantas saudades tuas amor. Nunca o tempo demorou a passar como desta vez. Ainda falta tanto para que voltes. O frio lá fora não ajuda. Aí também não, eu sei. Fazes-me falta. As tuas palavras, os teus gestos, o teu imenso abraço, o teu sorriso maroto quando me tentas baralhar. Sim, tu baralhas-me, mas com gosto. Vou dar corda ao relógio, pode ser que resulte.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Marinheiro sei que és...
Marinheiro de coração,
Alma de lutador,
Em busca do sonho
de uma vida cheia de cor.
O mar tem como amigo,
E como casa para viver
De lá tira o seu pão,
E tudo o que aprender!
Navegando em mar alto,
Lutando pela vida,
Em cada porto,
Nova saída!
Correndo perigos,
Com coragem de leão,
Enfrenta mares gelados,
Com a vida na mão…
Lutador de coração,
Marinheiro sei que és,
Regressas sempre a casa,
Com o mundo a teus pés!
Alma de lutador,
Em busca do sonho
de uma vida cheia de cor.
O mar tem como amigo,
E como casa para viver
De lá tira o seu pão,
E tudo o que aprender!
Navegando em mar alto,
Lutando pela vida,
Em cada porto,
Nova saída!
Correndo perigos,
Com coragem de leão,
Enfrenta mares gelados,
Com a vida na mão…
Lutador de coração,
Marinheiro sei que és,
Regressas sempre a casa,
Com o mundo a teus pés!
sexta-feira, 14 de março de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Nascido para mim...
Ainda me lembro do dia em que o telemovel tocou a anunciar o teu nascimento. Saltei de alegria, meti-me no carro e saí a correr para te ver. Quando lá cheguei, os meus olhos procuraram-te entre os outros, e lá estavas tu, lindo, acabado de nascer para mim. De entre tantos, eras a opção menos má. Não eras como eu tinha desejado, nem de sexo, nem de aspecto, mas que podia eu fazer, mandar pintar? Resignei-me e peguei-te nas minhas mãos, desataste logo a "chorar", a tua mãe logo de volta de mim, a pedir-me que te pusesse novamente no meio dos outros. Marquei-te como meu, dali em diante serias meu. O tempo passou, eu ia-te visitar, cresceste e chegou o dia de te ir buscar. Já tinhas quase dois meses e segundo ordens da senhoria tinhas que sair. Trouxe-te para casa e depressa fizeste amizades, não estranhaste o afastamento da tua mãe. Ainda não tinha um nome para te dar, e ia ser uma decisão complicada, porque cá em casa eu já sei que nomes complicados não são atribuíveis, sob pena de gerarem confusões. Decidi que te daria um nome consoante a tua cara. Olhei para ti, e achei que eras parecido com alguém que eu conhecia desde miúda. Marco, era esse o nome que te ia dar. Só que, tal como os nomes complicados ouve logo quem viesse dizer que não tinha graça atribuir um nome desses, que o teu homónimo podia não gostar ( sei que ele até ia achar graça), e para não haver confusão decidi que não serias Marco. Como surgiu o nome que te atribui, já não me lembro, mas sei que ainda gerou comentários, e ainda hoje não o dizem lá muito bem. Na maioria das vezes chamam-te por outros nomes. Vinhas com um problema nos olhos, que só passou antibiótico( por causa dele, hoje não consigo dar-te nenhum medicamento que não seja injectável, fazes cada cena, é preciso um batalhão para te dar um comprimido) e também usei muita água de rosas. Não te tornaste logo neste fofo que és, eras meio anti-mimos, não gostavas que te agarrasse, e só querias comer ( e hoje e amanhã e nos dias todos). Fui um pouco cruel contigo, não te dei a comida na quantidade que desejavas, mas não queria um obeso em casa, por causa das doenças, e por questões de espaço. Não adiantou, questões genéticas não podem ser assim contrariadas, e lá te tornaste neste colosso que hoje és. Com o passar dos anos, foste como cotumo dizer, refinando, melhorando como o vinho do porto, até te tornares num dependente de mim, da minha companhia, da minha presença para te alimentar. Está aqui ao lado, sentado na mesma cadeira que eu, embora nos outros dias estejas no braço do sofá a olhar-me enquanto digito as palavras no teclado, enquanto esperas que me vá deitar, para ires comigo. Já gostas de mimos, de receber e de dar, já gostas de ficar ao colo, e já gostas de ficar debaixo dos cobertores, sem atrofiares, pudera por vezes as noites são mesmo muito frias.
Adoro esses teus olhos enormes, adoro que me adores. És o meu meninão, como te chamo, o meu nino lindão. Tens a cor que os teus genes permitiram, e hoje já não penso que queria uma menina toda cinzenta, tenho-te a ti, meu gatão. Elvis o Gato, nome de registo, e para que conste, és o rei sim, mas do meu coração.
Adoro esses teus olhos enormes, adoro que me adores. És o meu meninão, como te chamo, o meu nino lindão. Tens a cor que os teus genes permitiram, e hoje já não penso que queria uma menina toda cinzenta, tenho-te a ti, meu gatão. Elvis o Gato, nome de registo, e para que conste, és o rei sim, mas do meu coração.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Mar distante...

Ando á deriva, perdida, num mar distante de ti!
Ando à procura num mar imenso, de um amor que perdi!
Desse mar que te levou, só o nome eu sei,
Atlântico azul e grandioso, para sempre lamentarei.
Cada dia nesse mar, uma dor profunda me arrasta,
lembro o teu sorriso, mas isso, não basta!
Ausência de ti, tomo consciência de mim,
nada sou no mundo, porque tem de ser assim?
Perguntas que se arrastam, nesta imensa solidão,
vida cruel, que me matas do coração!
Ao mar faço pedidos, que seja calmo e pacífico,
para que regresses seguro, de sorriso magnífico.
Perdido para sempre, dentro do meu coração viverás,
que o teu sonhos se realizem, onde quer que Vaz.
sábado, 17 de novembro de 2007
Estava distraída...

"AMOR: Graças ao seu jeito comunicativo, você terá inúmeras oportunidades de fazer novas amizades. E será do meio desses contactos que poderá surgir o grande amor da sua vida, principalmente nesse mês, em que os anjos abrirão muitas chances de elevação no amor. Não estranhe se der de caras com uma paixão inesperada nem esconda seus sentimentos...."
Esta transcrição é de uma revista que encontrei, que havia comprado o ano passado em Setembro, e era uma revista daquelas tipo previsões, mas com salmos e os Anjos que regem cada signo. Ora isto, estava precisamente na mensagem do anjo que rege o meu signo para o mês de Outubro( de 2006). Na altura li isto e deve ter passado despercebido, como acontece normalmente, porque nunca acontece nada, compro pelas mensagens dos anjos que acho bonitas, se é que existem. Devem existir, porque no outro dia, quando encontrei a revista por acaso, estava a folhear, e parei na página do anjo do meu signo, Rafael. Petrifiquei ao ler isto, porque, nunca nada foi tão certo na minha vida como esta mensagem, que me passou despercebida, mas que de facto aconteceu. Eu dei de caras com o grande amor da minha vida, de forma inesperada, sim, tal como a mensagem dizia. Deixei que abrisse as portas do meu singelo coração, porque foi ele que as abriu e vivi intensamente esse amor, enquanto me foi permitido. Vivi um amor que para mim será eterno, mas que me fugiu das mãos, sem que eu saiba porquê... e isso é que vai fazendo a dor maior. Eu sei que num post, anterior disse que não voltaria a tocar neste assunto, mas após ler isto, voltou a bater no fundo do meu ser a falta que um simples sorriso faz, as noites vazias, um toque suave, ou mesmo aquela mensagem que com poucas letras diz tanto... Sei que ele encontrou outra pessoa, por isso nunca me disse o porquê, de se ter afastado, sem nada dizer, mas é a falta de uma resposta que deixa marcas profundas, por um lado a nostalgia do meu grande amor, por outro a mágoa de nunca mais o voltar a ter nos braços, para poder dizer suavemente AMO-TE. E dentro de mim, continua presa a mulher que um dia se quis soltar, e ele já não estava lá para a receber. Talvez por isso, eu tenha resolvido partir, para que os olhos não vejam, aquilo que o coração não pode sentir.
Esta transcrição é de uma revista que encontrei, que havia comprado o ano passado em Setembro, e era uma revista daquelas tipo previsões, mas com salmos e os Anjos que regem cada signo. Ora isto, estava precisamente na mensagem do anjo que rege o meu signo para o mês de Outubro( de 2006). Na altura li isto e deve ter passado despercebido, como acontece normalmente, porque nunca acontece nada, compro pelas mensagens dos anjos que acho bonitas, se é que existem. Devem existir, porque no outro dia, quando encontrei a revista por acaso, estava a folhear, e parei na página do anjo do meu signo, Rafael. Petrifiquei ao ler isto, porque, nunca nada foi tão certo na minha vida como esta mensagem, que me passou despercebida, mas que de facto aconteceu. Eu dei de caras com o grande amor da minha vida, de forma inesperada, sim, tal como a mensagem dizia. Deixei que abrisse as portas do meu singelo coração, porque foi ele que as abriu e vivi intensamente esse amor, enquanto me foi permitido. Vivi um amor que para mim será eterno, mas que me fugiu das mãos, sem que eu saiba porquê... e isso é que vai fazendo a dor maior. Eu sei que num post, anterior disse que não voltaria a tocar neste assunto, mas após ler isto, voltou a bater no fundo do meu ser a falta que um simples sorriso faz, as noites vazias, um toque suave, ou mesmo aquela mensagem que com poucas letras diz tanto... Sei que ele encontrou outra pessoa, por isso nunca me disse o porquê, de se ter afastado, sem nada dizer, mas é a falta de uma resposta que deixa marcas profundas, por um lado a nostalgia do meu grande amor, por outro a mágoa de nunca mais o voltar a ter nos braços, para poder dizer suavemente AMO-TE. E dentro de mim, continua presa a mulher que um dia se quis soltar, e ele já não estava lá para a receber. Talvez por isso, eu tenha resolvido partir, para que os olhos não vejam, aquilo que o coração não pode sentir.
Obrigado ao meu anjo, por existir, vou começar a estar mais atenta ás mensagens que ele enviar, e assim quem sabe perceber melhor a minha missão.
sábado, 10 de novembro de 2007
Dia de limpezas, em grande!!!!
Sendo sexta feira, foi dia de limpeza. Limpei o que restava de ti. Abri o coração, peguei na vassoura, e varri, varri, para te expulsar de vez. Estavas agarrado como uma lapa, mas já estou habituada a elas, e tal como faço na praia, não vou de modas e usei uma espátula. Processo rápido, saltaste disparado indo cair directo no esgoto. Boa, apenas abri a torneira, para que a água te levasse. Sumiste, e eu fiquei mais leve. Espero que a água te leve para longe, na corrente do esquecimento. Não voltas, que isso eu também sei. Depois deste processo, passei á parte de polir, e dar brilho, sim, porque agora, ele (o coração ;))tem um perfil renovado, está mais maduro, mais exigente, e lapas assim, "no more"! Eu fiquei, mais leve, tirei um enorme peso de dentro de mim, contigo, o que ganhei, não foi nada, o que perdi, foi tempo. Agora tu perdeste muito, porque não soubeste como lapidar um diamante em bruto, que tinhas nas mãos, mas eu vou encontrar o joalheiro perfeito, que me vai fazer brilhar e ofuscar o teu brilho de casca de lapa...
Fechou-se em definitivo um ciclo, na minha vida. Foi assim que fiz antes, é assim que farei novamente, porta fechada, chave fora, e quando necessário um pouco de cegueira... Resulta.
Fechou-se em definitivo um ciclo, na minha vida. Foi assim que fiz antes, é assim que farei novamente, porta fechada, chave fora, e quando necessário um pouco de cegueira... Resulta.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Recaída
Isto anda mau. Todo este tempo depois, já achando que a situação estaria em processo de cura quase total, acho que tive uma recaída... Sinto-me em baixo, tal como um cachorro abandonado. Sinto-me perdida, e acabo por recordar tudo o que vivi intensamente em três meses apenas. Talvez seja da aproximação daquela época que odeio, agora ainda mais... Odeio o Natal, para mim podia não existir. E a Passagem de Ano? Ainda gosto menos. Este novo ano começou exactamente com uma ausência... Daí para cá, tentei superar, andei de rastos, mas um dia voltei a sorrir, e esse sorriso esteve comigo por algum tempo. Pensei que também estaria a fazer sorrir, mas enganei-me... o meu sorriso voltou a desvanecer-se naquela manhã de Maio. Depois dessa manhã, tudo se desmoronou, e deixei de entender o que quer que fosse. Um impulso de raiva tomou conta de mim, e passei a entender ainda menos... Tentei assentar as ideias, fui conseguindo resolver algumas coisas dentro de mim e percebi que já não voltaria a ter o tal sorriso para mim. Cruamente, entendi que esta história nunca tinha realmente acontecido, a não ser, para mim. Entendi, que o que julgava ser uma história por escrever, não tinha sequer um principio, tinha sido apenas uma ilusão, que durou pouco tempo. De quem foi a culpa, nunca irei saber, tudo ficou ainda mais confuso. Tento não pensar, é impossível, não sentir, muito menos... há pequenos nadas que trazem á memória momentos, sentimentos, barulhos, gestos... tenho uma recaída... torno a sentir saudades, a falta de um sorriso, daquele olhar, do toque suave das mãos, do beijo ardente e profundo, da cama sempre acabada de fazer, das noites frias envolvidas nuns braços protectores... Que merda, porquê? Nunca irei entender, é a única certeza que tenho.Quem sabe um dia volte a amar, quando o tempo conseguir apagar o que o coração teima em recordar...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Anti-stress
Só há um sitio, onde eu consigo acalmar mesmo. A praia, ou perto do mar. Vale-me em sorte viver perto de ambos. Nada como um saltinho aquele lugar para por tudo em ordem, e conseguir por este coração atrofiado, a bater mais sereno. Já não está apertado na garganta, com estava há uns tempos. Agora sinto-me mais calma, e consigo ver as coisas com outros olhos. Pisar a areia, sentir a água nos pés, é uma sensação única, que me acalma. O som da rebentação, mesmo que suave, ajuda-me a conseguir por as ideias no lugar. Ninguém que diz , o que ele me disse, merece que eu gaste o meu tempo, as minhas energias, os meus neurónios, ou sequer o bater do meu coração.
Há muito tempo que não ia um bocadinho até á beira mar, mas no Verão é um pouco complicado, afinal a praia está lotada, e só mesmo para banhos e ás vezes nem para isso. Não que eu não goste de ir a banhos, mas gosto muito de ir só para passear um bocadinho pela beira da água, no resto do ano, é como uma terapia. E este ano, não tive tempo para ir a banhos, afinal as férias foram curtas e ainda fui trabalhar, em vez de descansar. Agora que vem o Outono, e as praia começa a estar vazia, vou mais vezes, assim consigo sempre fazer terapia anti-stress gratuita.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Ai as carências...
Pois é as carências afectivas, tem destas coisas, de fazerem comer doces, e por isso cá vai mais uma receita para quem estiver como eu....
Tarte de maracujá
10 maracujás
1 lata de leite condensado
1 gelatina de limão
1 pacote de bolacha Maria
125 gr de manteiga sem sal
2,5 dl de água a ferver
Faz-se a gelatina na água a ferver e reserva-se, enquanto arrefece.
Esmaga-se a bolacha, quase esfarelada, e mistura-se com a manteiga, amassando,
com as mãos. Forra-se uma tarteira, com esta massa de bolacha e manteiga,
comprimindo muito bem para fazer o fundo da tarte.
Abrem-se os maracujás e retira-se a polpa (sementes e sumo) que se junta ao leite
condensado, misturando com batedor de varas ou batedeira electrica. Seguidamente
junta-se a este preparado a gelatina já arrefecida, e mistura-se muito bem.
Por fim deita-se este preparado sobre a base de bolacha e vai ao frigorifico para
solidificar.
Tarte de maracujá
10 maracujás
1 lata de leite condensado
1 gelatina de limão
1 pacote de bolacha Maria
125 gr de manteiga sem sal
2,5 dl de água a ferver
Faz-se a gelatina na água a ferver e reserva-se, enquanto arrefece.
Esmaga-se a bolacha, quase esfarelada, e mistura-se com a manteiga, amassando,
com as mãos. Forra-se uma tarteira, com esta massa de bolacha e manteiga,
comprimindo muito bem para fazer o fundo da tarte.
Abrem-se os maracujás e retira-se a polpa (sementes e sumo) que se junta ao leite
condensado, misturando com batedor de varas ou batedeira electrica. Seguidamente
junta-se a este preparado a gelatina já arrefecida, e mistura-se muito bem.
Por fim deita-se este preparado sobre a base de bolacha e vai ao frigorifico para
solidificar.
Desta não tenho foto, mas garanto que vale a pena provar, além disso o maracujá tem propriedades calmantes, é rico em vitaminas, e deve fazer bem ao coração ou não fosse conhecido como "Passion Fruit", eh, eh.
domingo, 22 de julho de 2007
Pensar demais...
Um dos meus grandes defeitos é pensar demasiado. Acho que é um defeito, pois, a maioria das vezes só me faz complicar as coisas. Se o assunto envolve, trabalho, tento que saia algo de bom, agora se entro na esfera do campo das relações pessoais, mais estreitas, ui, sai merda na certa. Nesse campo, sou um autêntico afundanço, a minha auto-estima, anda sempre por baixo, e quando começo a pensar nas coisas, nunca penso no lado positivo, vejo sempre tudo pelo lado menos bom da coisa, e faço disparate. Não me perdoo, por ter sido o ser mais estúpido, que podia ter sido naquele dia 1 de Junho, exactamente 24 horas depois de ter feito 33 anos. Se a idade não é documento, pelo menos, a esta altura, já deveria ter algum juízo, e pensar com uma pessoa adulta que sou, e não como se tivesse 16 anos, e ainda fosse uma jovem inconsequente. Mas, não, naquele dia e seguintes, durante pelo menos mais de uma semana, a minha cabeça, não atinava com nada de razoável, e se nesse dia fiz porcaria, uma semana depois, piorei a coisa. Eu deveria ter um interruptor, que me fizesse desligar, quando entro nessa espiral de me sentir um ser inferior, sem razão, e só voltar a ligar quando recuperasse a razão, mas não, quando bate, o único neurónio activo, "passa-se da marmita", faz curto circuito, e desata a enviar mensagens negativas. Depois de fazer merda, vem aquele arrependimento, que me faz sentir ainda pior, me faz sentir o ser mais estúpido, mais detestável á face do globo terrestre. E agora, que passou algum tempo, vejo muito melhor que fiz mesmo uma grande asneira, mas naquela altura, sentia-me um ser inferior, talvez sem razão, talvez com razão, nunca irei saber. Serviu, para me tornar, mais racional, coisa que sempre fui, mas agora, sem me fazer de vitima, usando a verdadeira razão, e vendo as coisas como devem ser vistas, com olhos de ver, usando ao mesmo tempo um pouco de coração, mas com moderação, para não cair no exagero... e não tornar a fazer asneira.
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