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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Chuva

Na chuva da noite,
caminho na relva,
com pés descalços,
porém estou nua.

Do alto da tua janela,
vejo-te a observar
uma louca na rua,
á espera de te amar!

Abres a tua porta,
saindo quase a voar,
invades-me o jardim,
para me abraçar!

Os teus braços fortes,
envoltos em mim,
aquecem este corpo,
num desejo sem fim.

Amas-me mesmo ali,
debaixo de chuva fria,
não importa a noite,
amas-me até ser dia!

A chuva me acorda,
deste quente pensar ,
continuarei sozinha,
até ao teu regressar!

Deste sonho que sonhei,
ficou o desejo de te ter,
mais que uma noite,
mais que pelo prazer!

Onde tu estás não sei,
mas aqui está a chover,
irei nua para a relva,
esperar por te ver!

sexta-feira, 28 de março de 2008

O roncar do motor


Os dois caminhavam de mão dada, pela rebentação das ondas. O sol há muito que se havia escondido, dando lugar a uma lua cheia de Verão magnifica. Outros casais namoravam sentados, deitados ao longo da praia. A praia era extensa e os dois lá iam ao longo da costa, jurando amar-se até não terem mais memória de si próprios. Ancorados junto à costa os barcos de recreio faziam-nos sonhar. Alguns eram mesmo grandes. Quase a chegar à ponta da praia onde as rochas se sobrepunham ao extenso areal, pararam, e um longo beijo selou aquela caminhada. Despiram a roupa e mergulharam para se refrescarem do calor daquela noite. Enroscados nos braços um do outro, entre-olharam-se e sorriram, como se tivessem poderes telepáticos, nadaram até um enorme iate ancorado a pouquíssimos metros de ambos. Subiram a bordo, e era magnificico. Da proa a vista do mar, da lua era ainda mais poética. Havia ali algumas espreguiçadeiras com chapéus de sol, que as amparavam durante o dia. Ela sentou-se e puxou-o pela mão para se juntar a ela. Longos beijos, e caricias foram dando lugar a uma excitação que ambos não conseguiam abrandar. As mãos dele depressa a libertaram do bikini, deixado-a completamente à mercê dos seus desejos. Ela não se fez rogada e os calções que ele tão habilmente apertara não demoraram a seguir o mesmo trajecto do bikini. Ele beijava-a suavemente no dorso e ia descendo lentamente, um arrepio percorria-a de alto a baixo. Chegando á cintura virou-se para ele, deitando-se na espreguiçadeira. As mãos dela podiam agora acariciá-lo nos ombros largos. Ele continuava agora com beijos longos e demorados entre as coxas dela. Ela pediu-lhe que se voltasse, ao que ele obedeceu. Ocupou-se dele com o mesmo entusiasmo com que ele se ocupava dela. A sensação da boca dela em contacto com a sua masculinidade, não podia ser descrita, e ele devolvia-lhe a mesma devoção. Ela começou a sentir as forças fugirem-lhe explodindo intensamente com as caricias ardentes dos lábios dele. Ele sem quase se dar conta explodia de ardor quase ao mesmo tempo. Voltou-se e beijou-a com tanto amor, quanto lhe era possível. Ela retribuiu. As mãos de ambos percorriam os corpos um do outro acirrando ainda mais a vontade de ali permanecerem até que as forças de ambos se esgotassem. O roncar de um motor nas proximidades fê-los saltar de repente, mal tiveram tempo de pegar nas roupas de banho. Mergulharam, e a maré tinha descido um pouco, conseguiram rapidamente chegar à proximidade da margem. Ainda na água vestiram-se, não fosse haver outras pessoa na praia. Saíram, e ouviram o roncar do motor junto ao iate, e viram subir dois homens para o mesmo. Um longo beijo selou a chegada de ambos à margem sãos e salvos! Depois não se contiveram e riram, riram até se lhes acabarem as forças, com a perspectiva de poderem ser apanhados em barco alheio. Vestiram-se, deram as mãos e foram para casa, acabar o que o roncar do motor os impedira de acabar.


quinta-feira, 13 de março de 2008

Um filme

(imagem retirada da internet)

... entraste no ---, um arrepio percorreu-me de alto a baixo. Fiquei calmamente, na vã esperança de uma aproximação. No meu imaginário já rodava o filme dos nossos corpos, em suaves ondas de prazer. As tuas mãos suaves percorrendo a minha pele, a tua boca deslizando, em beijos quentes no sentido descendente em velocidade lenta, enquanto o meu corpo se incendeia mais e mais. As minhas unhas roçam suavemente nas tuas costas, qual gata que pede mais e mais... sugo a tua orelha, arqueias o corpo numa onde de prazer que te leva num impulso a puxar-me de encontro ao teu centro de prazer num abraço apertado. Sinto a tua masculinidade, forte e sedenta de mim, abrando-te as intenções com um longo beijo, e vou descendo no teu corpo, beijando, sorvendo cada gota com sabor a sal, libertada no calor do momento. Ocupas-te de mim como eu de ti. Levamos o mesmo tempo a chegar ao ponto que pretendemos, numa sintonia que nunca conseguíramos. Sinto o calor da tua língua, dos teus lábios no interior das minhas coxas e começo lentamente a sentir-me em aceleração. Ocupo-me de ti, tentando fazer com que te sintas o ser mais desejado, e tentando abrandar a onda de prazer que me envolve naquele momento que, quero que seja de ambos. O tempo que se passa, não interessa, sorves cada gota da minha essência com o mesmo entusiasmo que eu sorvo a tua pujança de homem abandonado às mãos de uma gueixa. Uma explosão dos sentidos de ambos dá-se naquele momento, e dois corpos ardentes quebram por instantes, para logo depois recomeçar...
A aproximação, não se deu, mas o filme realizado no meu imaginário deixou-me com um sorriso, e como diz o ditado "a esperança é ...."


(eu devia estar a trabalhar... mas... deu-me para escrever, o inspirador disto tudo andava por aí,
e vai daí, soltei-me... pena que nunca vai ver...)