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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Duro regresso...

Após 11 dias de merecido descanso regressei ao trabalho. Tal como eu esperava, existiam locais onde, nestes dias não passou a limpeza... Enfim, se eu acertasse no euromilhões, com a facilidade que adivinho estas coisas, eu já estaria na lista dos 10 mais ricos do mundo... Imagino que se eu resolver tirar duas semanas inteiras de férias, as chávenas do café na pia do lava louça, vão acabar por receber companheiras novas, quando já não houver mais nenhuma para ser usada (desta vez só sobrava uma), o chão do wc da oficina vai ter pelo chão algumas rãs, já que há fuga de água para o chão e sem limpeza diária, forma-se um charco, que é pisoteado fazendo um desenho psicadélico com formato de solas de vários tamanhos, e alguns mosquitos pelo ar. No balde de orgânicos da cozinha, cheira-me que encontrarei lá dentro, fungos de tamanho de um cão de fila brasileiro, que saltarão de lá com uma máscara de oxigénio, para me oferecerem, antes de eu desmaiar com o fedor que aquilo emana... o hipotético cenário descrito é ridículo, eu sei, mas é ao mesmo tempo muito real, tendo em conta o que encontrei só tendo estado de férias durante 11 dias... eu só gostava que isto terminasse, mas parece que se estão a preparar para que eu fique por lá muito tempo a limpar tudo e mais alguma coisa... de nada me valeram estes três anos e tal a ser profissional, a dar o melhor, se no fim, isso não teve importância, e me passam de empregada de escritório a empregada de limpezas rebaixada...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Doente terminal...

Por aqui anda no ar aquela sensação de algo que está a morrer aos poucos, como se sofresse de uma doença crónica em fase terminal... e que ninguém sabe como ajudar... mas que todos sofrem em silêncio, embora isso se note nos olhares cruzados e semblantes carregados... Temo que em breve esta morte lenta, nos leve a todos, para engrossar os números da estatística (acima de 12%) já de si muito combalida e repetida vezes sem conta nos noticiários. De ora em diante, é a lei da selva, o salve-se quem puder...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Revolta...

Não sei se ria, não sei se chore... o meu carro vai certamente para sucata se eu não lhe encontrar um turbo usado, é que não há mesmo dinheiro para um novo, isso é mais do que ganho num mês, e o carro é do tempo dos dinossauros,  e depois vejo certas coisas que me revoltam até ao último cabelo do peito... é tão mau ser assalariado... sinto que gozam comigo...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Afinal, em que...

... porra de merda de país vivemos nós?

idosa morta em casa durante 9 anos

Como é possível uma coisa destas? Como é que as autoridades não agiram, como é que os vizinhos não insistiram, como é que se leva uma casa a leilão das finanças sem se saber do paradeiro do proprietário durante anos? Ou como é para penhorar, tanto faz que esteja desaparecido, assassinado ou raptado, não tem importância o que aconteceu à pessoa em questão, desde que entre dinheiro nos  cofres das finanças? Se calhar agora até vão aparecer herdeiros caídos do céu repentinamente aos trambolhões.  9 anos???? Alguém me explica, porque para mim é difícil entender semelhante situação...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quanto tempo dura o mandato de um ditador?

Diz um ditador, ao seu povo em revolta:
"_ Não me demito! Vou cumprir o mandato até ao fim...!"

Eu sou burra, ou o quê? Alguém me explica o alcance desta declaração? É que me parece que a nós, aqui à beira mar plantados, à mercê de um Governo da treta, com um Presidente não menos da treta, iremos pagar caro esta declaração, ou seja, a casmurrice de um ditador do ouro negro, que é como quem diz, ditador do petróleo, ou da merda que faz mover o mundo. Nós e todo o Ocidente, onde não há exploração de petróleo ou outra energia qualquer, tipo a atómica, que dê milhões a ditadores, e outros que tais. Se os povos àrabes se revoltarem todos, as coisas vão passar de más a muito negras. Em todo o caso, acho que é mesmo o que devem fazer, revoltar-se, visto que de outra forma, estas ditaduras irão persistir, e estes povos continuarão a viver na miséria para que os barões do ouro negro vivam no Paraíso. Não há ninguém que derrube estes Governos?
Alguém me sabe dizer quanto tempo dura o mandato de um ditador? Pessoalmente acho que dura até que o povo deixe.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mania...

Eu sei que por vezes tenho a mania da perseguição... mas se, dou mais um passo atrás, eu juro por tudo o que me é mais querido que volto o feitiço contra o feiticeiro... Cansei... assim não dá, ou isto pára de uma vez, ou eu revolto-me a sério. A ver vamos...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O relógio

Ela olhou para o relógio pela centésima vez naquele dia. Não, os ponteiros não se cruzavam na dança do amor, como antes. Sentiu-se completamente sem forças. Sentiu como se o mundo lhe tivesse fugido debaixo dos pés. Nunca tinha dado importância ao facto de olhar para o relógio e os ponteiros estarem unidos como um só, tal como dois amantes em pleno acto de amor, até que ao tempo em que estiveram juntos, e ele lhe confessou que tinha saudades dela, quando não estavam juntos, que ela não lhe saía do pensamento. Desde essa altura, que sorria sempre que olhava para o relógio, porque por ironia os ponteiros na sua dança regular estavam em posição de missionário, como ela dizia. De um dia para o outro tudo mudou, os ponteiros deixaram de viver em união, em comunhão de sentidos, de cada vez que ela olhava para o relógio. Desanimou, e o mundo ruiu, quando percebeu que era verdade que o pensamento dele, já não era ocupado por ela, que outra havia entrado e ocupado o lugar que era seu até então. Perceber nas entrelinhas, nas palavras escondidas dele, fê-la sentir-se miserável, usada. A raiva tomou posse dela naquele momento. Não podia ser possível, tudo ao mesmo tempo a desabar na sua vida, e a única coisa que a mantinha de sorriso no rosto, esfumava-se também. Apetecia dizer-lhe as coisa mais cruéis que o pensamento dela lhe debitava à velocidade de um raio, mas conteve-se, tinha noção que as coisa ditas no calor do momento podem ter proporções piores que um furacão, embora fosse isso que lhe apetecia provocar naquela hora. Odiou o relógio tanto como começava a odiá-lo naquele momento, como podia ele fazer-lhe o que tanto criticava que outros fizessem, depois de tudo o que viveram, depois de tudo o que lhe tinha dito... Percebeu que com tudo o que lhe estava a acontecer, tinha perdido toda a ingenuidade que a caracterizava... não era mais a mesma... a revolta, a raiva que sentia, tomaram conta dela naquele momento, e na sua cabeça tudo se descontrolou, desapertou o relógio do pulso e jogou-o com raiva no caixote do lixo, prometendo a si mesma nunca mais deixar que alguém voltasse a fazer-lhe o mesmo. Jurou que daquele dia em diante os homens iriam ser um jogo em suas mãos, e não seria ela a ser usada...
Pegou nas fotos mais sensuais que tinha, e lançou mãos ao seu novo projecto...


(continua...)