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sábado, 29 de novembro de 2008

Caminho

Para não destoar dos dias anteriores acordei rabugenta, e com dores na anca e no braço, a dormir a noite inteira na mesma posição, e com pesadelos... enfim de cada vez que me mexo acordo com o frio, a cama à minha volta parece um ice-berg, volto à posição em que estava. E a rabugice, tem o condão de me fazer ver aquilo que normalmente não vejo, mesmo que esteja em frente dos olhos. Já sei como as coisas se processam, mas acabo sempre por escolher o caminho mais fácil. Talvez porque o caminho alternativo seja mais doloroso, mas, talvez seja o que deveria seguir. Adiar o caminho mais escuro não me vai fazer chegar a lado nenhum, só me vai fazer andar em círculos, adiando dores e sofrimento para depois. Então porque não enfrentar de uma vez o caminho escuro, e com pedras, ultrapassar esse obstáculo, transpor as dores da alma, porque agora são maiores que as do corpo? Odeio-me, e apetece-me desaparecer, e esconder-me num poço, e não, não quero que me atirem uma corda, quero lá ficar, para não ver o que está diante dos meus olhos, mas que me recuso a ver porque simplesmente é tão real, porque simplesmente me vai fazer seguir o caminho mais longo, mais escuro e com mais pedras a ultrapassar, e esse caminho certamente vou ter de o seguir em breve, mas agora só quero ficar no poço e ver apenas a luz do sol, se não chover...

domingo, 17 de agosto de 2008

The end!


O blog, vai terminar! Preciso renovar, reorientar o meu caminho, e a Internet vai deixar de fazer parte do meu dia a dia. A vida vai prosseguir noutros moldes, longe de vícios, numa desintoxicação necessária ao uso adequado do meu neurónio e da máquina que me faz mover. As batalhas perdidas são em maior número que as batalhas vencidas, como tal o saldo da guerra é totalmente negativo. Deveria ter aprendido a andar a pé, quando me sabotaram os travões pela primeira vez... mas achei que o meu caminho já só teria curvas, circulava a 100, e eis senão que lá surge uma encruzilhada... e eu com nova sabotagem nos travões... continuarei a escrever, à antiga, em papel, como sempre fiz, sem que alguém possa entrar nos meus sonhos, nos meus medos, nas minhas mais secretas idealizações que tantas vezes permiti ao publicá-las. Um dia quem sabe, talvez as possam ler, quando eu já não for mais a mesma que sou hoje, quando eu já conseguir sorrir ao olhar para o mundo que me rodeia, sem sentir que fui coberta pela penumbra de um eclipse, a qual nunca mais me abandonou. Um dia quem sabe eu seja capaz de superar o risco de circular sem travões numa estrada que não tem apenas curvas, mas algumas encruzilhadas. Por agora ainda não consigo, estampo-me com muita frequência, e as feridas não se vêem, mas magoam mais que as que sentem na pele. Desde há 15 anos são muitas curvas, muitas encruzilhadas, muitas marcas impossíveis de sarar, e eu preciso gritar, gritar alto, mas não aqui. O meu caminho será a pé, para que as quedas sejam menores.
Obrigado a todos os que se juntaram neste caminho, que agora abandono, prossigam com a vossa marcha. Obrigado por todos os comentários, que me foram ajudando a prosseguir, mas o caminho tornou-se pesado e muito difícil de prosseguir em frente. É um mal necessário, desintoxicar, para poder respirar de novo! Aprender a conduzir sem vícios, e antecipar as curvas e encruzilhadas.
Façam favor de serem felizes, eu serei, longe da Internet, longe do mundo que nos aproxima mesmo quando não nos conhecemos, mas que também nos afasta, quando não temos capacidade para perceber que já estamos a alta velocidade, mas sem travões.

sábado, 19 de julho de 2008

Fora do trilho

Estou chateada, emburrada, danada, e para lá de furiosa comigo mesma! Volto noutra altura, quando passar má onda, se é que passa. Eu não aprendo mesmo... 100% culpada. Não, não vou contar porquê, simplesmente eu tenho memória curta e esqueço-me rapidamente qual a direcção em que preciso ir, e saio do trilho com uma facilidade do catano. Depois, é isto, fico com a maior das neuras, e acabo muitas vezes por me tornar arrogante. Para tal, preciso fazer uma cura de desintoxicação( não é da net, mas pode ter a ver) e vou sair de fininho, para não estragar o resto, para que não caia de vez e a ver se aprendo de uma vez qual é o meu caminho.

sábado, 1 de março de 2008

O caminho


O dia passa e eu perdida nas ruas da minha memória! Como se não as conhecesse vou vagueando, rua acima, rua abaixo, sempre na esperança de encontrar a rua que me dá acesso ao caminho a seguir. Espreito nas janelas da amargura, passo pelas portas da solidão, dou uma olhada nas vielas de dias tristes, revejo conhecidos, recordo amigos, procuro sorrisos perdidos em tempos anteriores, ao próprio tempo, da minha lembrança. Continuo perdida, rua a rua, espreito aqui e ali, faz-se noite, reencontro velhos becos sem ninguém, gatos vadios que fogem de mim, assustados tal qual um filme de terceira categoria. Vagueio, sem destino, na esperança de numa rua qualquer, encontrar alguém que se tenha perdido, num qualquer dia do meu viver. Noite dentro, já meio desnorteada, espreito por uma janela iluminada, sorrio. Lá dentro, o olhar mais lindo que algum dia eu vi, lá dentro o sorriso mais belo que conheci. Deixo-me ficar a olhar aqueles olhos que me prenderam, embalada por tal sorriso. Saio dali, a sorrir, com o caminho iluminado, deixo para trás ruas escuras de memórias tristes, sem saber bem qual o caminho seguir, mas vai iluminado.


segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Solidão

Esta semana, não estou propriamente nos meu dias. Sinto-me perdida, no tempo e no espaço.
Sinto que preciso de mudanças, que me ponham a mexer. Estou numa apatia, enervante, sem que dela consiga sair, a estagnação em que me encontro, faz-me perder o interesse pelas coisas, por ir mais além. A cabeça, dá tantas voltas, mas nada resolve, nem para a frente, nem sequer para trás. Costumo sair mais forte das derrotas da vida, e agora sem batalha, sem combate, sinto que me rendi. Ao quê? Não sei! Talvez á apatia, talvez a uma solidão da alma, que corrói por dentro, mata pouco a pouco a vontade de seguir em frente. Preciso ver o mar! Mais que qualquer outra coisa, preciso ir sentir o som do mar, sentir a areia nos pés, a água que me revitaliza para a vida. E sim, vou levantar-me de novo, e seguir o caminho que tracei, que só eu posso fazê-lo, com todas as forças de que disponho.