O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Dia D.
Amanhã, o patrão desce cá abaixo e vem para me "dar nas orelhas" pelo erro que cometi. Espero sinceramente ser despedida a seguir, porque caso contrário irá tentar fazer-me a vida negra até ao final do contracto em Janeiro, a ver se eu me despeço. Onde fui calhar, num local carregado de stress durante oito horas diárias, em que nem tenho tempo para pensar que preciso respirar quanto mais respirar mesmo, e não há margem para erros. Erras, fazem-te a vida negra, ou despedem-te sem o menor espaço para resposta. A folga que tive quando ele foi embora noutro dia, eu e o colega pagamos isso nos dias que se seguem com juros e correcção temporária ao milésimo de segundo. Sei que errei, foi falta de atenção e muito stress, muita coisa para fazer ao mesmo tempo e tudo para um dia antes... "Enviei" uns popós para Beja, quando eram para Braga :( sei que isso causou prejuízo, mas eu não pedi a ninguém para me mudarem de sector, eu estou ali desde desde Maio. Eu ando num stress que o meu neurónio já dá mostras de demência, e disso são reflexo alguns posts no blog. E agora ainda me faltava mais esta para me ajudar a queimar de vez o desgraçado do neurónio. Bem, o futuro é uma incerteza de qualquer das formas, por isso vou dormir, que preciso muito de descanso.
sábado, 29 de novembro de 2008
Caminho
Para não destoar dos dias anteriores acordei rabugenta, e com dores na anca e no braço, a dormir a noite inteira na mesma posição, e com pesadelos... enfim de cada vez que me mexo acordo com o frio, a cama à minha volta parece um ice-berg, volto à posição em que estava. E a rabugice, tem o condão de me fazer ver aquilo que normalmente não vejo, mesmo que esteja em frente dos olhos. Já sei como as coisas se processam, mas acabo sempre por escolher o caminho mais fácil. Talvez porque o caminho alternativo seja mais doloroso, mas, talvez seja o que deveria seguir. Adiar o caminho mais escuro não me vai fazer chegar a lado nenhum, só me vai fazer andar em círculos, adiando dores e sofrimento para depois. Então porque não enfrentar de uma vez o caminho escuro, e com pedras, ultrapassar esse obstáculo, transpor as dores da alma, porque agora são maiores que as do corpo? Odeio-me, e apetece-me desaparecer, e esconder-me num poço, e não, não quero que me atirem uma corda, quero lá ficar, para não ver o que está diante dos meus olhos, mas que me recuso a ver porque simplesmente é tão real, porque simplesmente me vai fazer seguir o caminho mais longo, mais escuro e com mais pedras a ultrapassar, e esse caminho certamente vou ter de o seguir em breve, mas agora só quero ficar no poço e ver apenas a luz do sol, se não chover...
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