Para não destoar dos dias anteriores acordei rabugenta, e com dores na anca e no braço, a dormir a noite inteira na mesma posição, e com pesadelos... enfim de cada vez que me mexo acordo com o frio, a cama à minha volta parece um ice-berg, volto à posição em que estava. E a rabugice, tem o condão de me fazer ver aquilo que normalmente não vejo, mesmo que esteja em frente dos olhos. Já sei como as coisas se processam, mas acabo sempre por escolher o caminho mais fácil. Talvez porque o caminho alternativo seja mais doloroso, mas, talvez seja o que deveria seguir. Adiar o caminho mais escuro não me vai fazer chegar a lado nenhum, só me vai fazer andar em círculos, adiando dores e sofrimento para depois. Então porque não enfrentar de uma vez o caminho escuro, e com pedras, ultrapassar esse obstáculo, transpor as dores da alma, porque agora são maiores que as do corpo? Odeio-me, e apetece-me desaparecer, e esconder-me num poço, e não, não quero que me atirem uma corda, quero lá ficar, para não ver o que está diante dos meus olhos, mas que me recuso a ver porque simplesmente é tão real, porque simplesmente me vai fazer seguir o caminho mais longo, mais escuro e com mais pedras a ultrapassar, e esse caminho certamente vou ter de o seguir em breve, mas agora só quero ficar no poço e ver apenas a luz do sol, se não chover...
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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sábado, 29 de novembro de 2008
Caminho
Para não destoar dos dias anteriores acordei rabugenta, e com dores na anca e no braço, a dormir a noite inteira na mesma posição, e com pesadelos... enfim de cada vez que me mexo acordo com o frio, a cama à minha volta parece um ice-berg, volto à posição em que estava. E a rabugice, tem o condão de me fazer ver aquilo que normalmente não vejo, mesmo que esteja em frente dos olhos. Já sei como as coisas se processam, mas acabo sempre por escolher o caminho mais fácil. Talvez porque o caminho alternativo seja mais doloroso, mas, talvez seja o que deveria seguir. Adiar o caminho mais escuro não me vai fazer chegar a lado nenhum, só me vai fazer andar em círculos, adiando dores e sofrimento para depois. Então porque não enfrentar de uma vez o caminho escuro, e com pedras, ultrapassar esse obstáculo, transpor as dores da alma, porque agora são maiores que as do corpo? Odeio-me, e apetece-me desaparecer, e esconder-me num poço, e não, não quero que me atirem uma corda, quero lá ficar, para não ver o que está diante dos meus olhos, mas que me recuso a ver porque simplesmente é tão real, porque simplesmente me vai fazer seguir o caminho mais longo, mais escuro e com mais pedras a ultrapassar, e esse caminho certamente vou ter de o seguir em breve, mas agora só quero ficar no poço e ver apenas a luz do sol, se não chover...
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