Hoje lá fui ver o mar, molhar os pés, descomprimir tanto stress dos dias anteriores. Foi óptimo, senti-me mesmo calma, assentei a poeira e as ideias, embora não tanto como gostava porque não tendo ido sozinha, a conversa e as brincadeiras e gritarias da minha sobrinha impedem maior concentração. É que a sacana quando sai, abusa. Tirei muitas fotos que ainda não descarreguei, só logo, sim porque será logo à noite. Acabei a noite no msn a conversar e a desabafar.
E pronto o mar tem este dom de me fazer descomprimir, de me deixar zen, e hoje o cérebro já está em stand by, o que significa que não estou com grandes ideias para continuar. Vou só ali dar nas orelhas ao Gato Pardo. Eu ia dar nas orelhas ao Gato Pardo, mas parece que não fui a tempo, porque ia fazer o link e o blog já era. Amigo Gato, onde quer que estejas, só te desejo tudo de bom, e que um dia voltes para nos fazer rir, chorar, pensar, porque o que escrevias fazia-nos bem. A blogosfera não será mais a mesma sem os teus escritos, mas há que respeitar a tua decisão, e olha visita-nos na mesma. Felicidades.
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Chamamento
Já sinto outra vez falta de pisar a areia da praia, de sentir a água nos pés, de sentir o cheiro a mar, o barulho das ondas a rebentarem fazendo uma espuma deliciosa. Quase há duas semanas que não vou lá e já sinto um vazio enorme, uma falta de algo que me completa, que me põe num estado zen, quase no nirvana. É incrível como algo tão simples como passear pela beira mar, nos pode deixar tão calmos, como se não houvesse amanhã. É de longe o único sitio onde eu me consigo abstrair do mundo, das coisas da vida e só ter como companhia o próprio mar. Se fecho os olhos, apenas passo a ouvir o rebentar das ondas na areia, tudo o resto deixo pura e simplesmente de ouvir, mesmo que a praia esteja atolada de pessoas, passo a ser apenas eu e o mar. Nunca percebi esta minha ligação com o mar, apesar de ter nascido bem perto, na bela cidade de Setúbal, nunca vivi perto do mar, nem lá ia muitas vezes a não ser no Verão uma vez ou outra para a praia, mas a certa altura da minha vida comecei a sentir esta paixão, esta espécie de chamamento para estar junto do mar. Quem sabe são estes meus olhos da cor do mar, a tentarem recarregar as baterias, porque sempre que lá estou ficam ainda mais azuis.Talvez daí tenha também surgido a minha paixão pelos faróis, esses belos e imponentes guias, que indicam porto seguro a quem anda no mar, quer em trabalho quer em lazer. Um dos sonho impossíveis que acalento é ter uma casa num farol, bem junto do mar. Seria ouro sobre azul, o expoente máximo a que poderia aceder um dia nesta vida, e com a companhia certa claro, dois gatos, e o homem da minha vida ( que não sei quem poderia ser, um já se foi...), mas depois logo pensaria nisso.
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