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domingo, 11 de novembro de 2007

Divagações tardias

Há coisas que para mim, tem um significado que desconheço, mas que as sinto como se eu fizesse parte delas, ou alguma vez lhes tenha pertencido. Uma delas é o mar, que em posts anteriores tenho falado dele. Outra das "coisas" que me fascinam são as ilha gregas e o mediterrâneo, e toda a história da Grécia antiga. Não sei porquê, por vezes tenho a sensação de ter vivido uma outra vida nesse tempo tão antigo, por aquelas paragens. Adoro aquela brancura de algumas das ilhas, a parte antiga de Atenas, e aquele mar tão azul. Sei que, é provavelmente uma parvoíce, isto de ter vivido na Grécia antiga, afinal, por vezes também tenho a sensação de ter conhecido Napoleão, e ter sido amante dele, lol. Logo este, que nem era um gajo bonito, e veio invadir-nos o território, e nem por isso gosto de França. OK, mas o post é sobre a Grécia, e o um dos meus grandes sonhos de viagem. Sim, um sonho é, fazer um cruzeiro pelas ilhas gregas, entre outras viagens. Se um dia tenho hipótese de lá por as "patas", certamente serei uma gaja com imensa sorte, e garanto, se morrer depois, morro realizada. Outra coisa que me fascina na Grécia, são os gatos. Sim, existem imensos nas ruas, por baixo das mesas das esplanadas, junto com os turistas. Seria juntar duas coisas que gosto, mar azul e poder fotografar uns bichanos, que tanto gosto e que como digo Deus criou apenas para me agradar, mas isso são outros quinhentos e fica para outro post.
Só de imaginar um por do sol, no mediterrâneo, é daquelas coisas, que só por si faz sonhar, quanto mais poder apreciar. Se calhar é por isso, que tanto gosto da nossa costa alentejana( do interior também), pelas vilas brancas e mar azul. Um dia mudo-me para Santorini. Enfim, divagações tardias....
Eia, cheio de hipreligações!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Chamamento

Já sinto outra vez falta de pisar a areia da praia, de sentir a água nos pés, de sentir o cheiro a mar, o barulho das ondas a rebentarem fazendo uma espuma deliciosa. Quase há duas semanas que não vou lá e já sinto um vazio enorme, uma falta de algo que me completa, que me põe num estado zen, quase no nirvana. É incrível como algo tão simples como passear pela beira mar, nos pode deixar tão calmos, como se não houvesse amanhã. É de longe o único sitio onde eu me consigo abstrair do mundo, das coisas da vida e só ter como companhia o próprio mar. Se fecho os olhos, apenas passo a ouvir o rebentar das ondas na areia, tudo o resto deixo pura e simplesmente de ouvir, mesmo que a praia esteja atolada de pessoas, passo a ser apenas eu e o mar. Nunca percebi esta minha ligação com o mar, apesar de ter nascido bem perto, na bela cidade de Setúbal, nunca vivi perto do mar, nem lá ia muitas vezes a não ser no Verão uma vez ou outra para a praia, mas a certa altura da minha vida comecei a sentir esta paixão, esta espécie de chamamento para estar junto do mar. Quem sabe são estes meus olhos da cor do mar, a tentarem recarregar as baterias, porque sempre que lá estou ficam ainda mais azuis.Talvez daí tenha também surgido a minha paixão pelos faróis, esses belos e imponentes guias, que indicam porto seguro a quem anda no mar, quer em trabalho quer em lazer. Um dos sonho impossíveis que acalento é ter uma casa num farol, bem junto do mar. Seria ouro sobre azul, o expoente máximo a que poderia aceder um dia nesta vida, e com a companhia certa claro, dois gatos, e o homem da minha vida ( que não sei quem poderia ser, um já se foi...), mas depois logo pensaria nisso.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As asas servem para voar

Oh sole mioooooo..........
enfim, há dias em que o cérebro processa tudo, menos o que realmente é importante, ou que realmente necessita ser processado. Hoje é um desses dias. Penso que tem a ver com a sensação de relaxamento que eu consigo, cada vez que vou para junto do mar. Hoje foi um desses dias, e só me recrimino por ter deixado a máquina fotográfica em casa. Estava um dia lindo, de um azul impecável, com um céu tão limpo, e sem a mínima neblina, uma visão perfeita da serra, da Tróia, da restante envolvente, e o Sado de um Azul, como só se consegue aqui, onde rio e mar se encontram. Havia muita gente na praia, na sua maioria pessoas reformadas, o que deve ser normal, o restante pessoal já regressou ao trabalho, só aparece depois do horário de trabalho, com os garotos para apanhar ar, fora os casais que enroscados desfrutam do final dos dias quentes, fora de casa, lol.
Hoje foi um dia porreiro, descobri uns "cotos", "saliências", "protuberâncias",nas minhas costas, que me preocuparam de imediato, afinal antes não estava lá nada. Pensei que fosse de tanto trabalhar, ou alguma "pancada"( fora a de nascença), que tivessem provocado alguma lesão. Pedi a uma amiga, que examinasse, visto que é quase impossível vermos as nossas costas, e a resposta não podia ser mais animadora. São ASAS. Não, não sou nenhum anjo caído, pelo contrário..., lol. As asas servem para voar, e eu estou a ganhar asas. Começam a despontar suavemente, as ASAS que me irão guiar daqui para fora, as asas da independência, do futuro sonhado nas longas noites da solidão. ASAS, sim, vou finalmente voar, sair do ninho, embora ainda vá demorar um pouco, mas, pronto é o despontar das asas que, quando estiverem consolidadas, irei erguer para o céu azul, e que me levarão onde o futuro permitir.
Sempre sonhei que conseguia voar, mas isso, são outros quinhentos, e um dia eu conto.

sábado, 28 de abril de 2007

Á beira-mar


É para aqui vou, sempre que estou em baixo. Estar aqui á beira-mar, traz-me tranquilidade, paz, e ajuda-me a tomar decisões, e não agir sem pensar, ou já teria feito uma série de disparates. Se bem que muitas vezes, devesse ceder, e agir por impulso, tipo aquelas coisas que nos ficam entaladas na garganta, por dizer, como um Gosto muito de ti, ou mesmo Amo-te. Essas palavras nunca as devemos calar, pois podemos não ter outra oportunidade de voltar a dizê-las...
Daqui podemos ver a Tróia, a Arrábida (já é em pleno Parque Natural da Arrábida) , o desaguar do Rio Sado no Atlântico, e quem sabe com alguma sorte os golfinhos que por cá vivem. Só é pena aquele masmorro que é a Secil, a cimenteira, que estraga um pouco a paisagem e ainda está a comer o "miolo" da nossa serra. Espero bem que nunca aqui ponham a porcaria da co-incineração de resíduos perigosos, afinal esta foi uma das ideias tristes que o "engº" Sócrates teve quando era ministro do ambiente. A gora que chegou ao poder toca de enviar para cá a porcaria que não quer queimar na terra dele, nada tolo o sr.... Virem queimar resíduos perigosos num Parque Natural, é uma ideia tão peregrina como tentarem que as vacas venham a produzir leite em pó, não tem lógica possível, mas como neste país tudo se faz, tudo se consegue, ainda temos de levar com a porcaria dos resíduos perigosos na Arrábida, e as ditas vacas é nunca irão dar leite em pó. Bom, vai daí, até isso ainda acaba por acontecer, com o aquecimento global, e as secas cada vez mais frequentes.....
Eu sei que os resíduos perigosos tem de ser eliminados, mas também há que tomar medidas para que se produzam cada vez menos resíduos, sejam eles perigosos ou não, porque a queima de resíduos faz emissões de gases na atmosfera, que contribuem para o aquecimento global, e isto tem um efeito bola de neve, um dia acaba por nos esmagar. Mas quem nos governa, e muitos outros, não estão preocupados, querem é ver as suas contas bancárias com grande número de dígitos, querem lá saber do mundo que cá deixam aos seus descendentes, eles que se desenrasquem, afinal é o que elas estão a fazer, desenrascam-se enquanto podem, afinal morrem antes das consequências se manifestarem, e querem lá saber se as temperaturas médias estão a subir, se os glaciares se derretem, se cada vez há mais furacões, ou cheias. Querem é produzir armas químicas, e uma infinidade de coisas que só servem para nos prejudicar. É certo que muitos produtos que utilizamos, na sua fabricação deixam muitos resíduos, mas há sempre forma de mudarem as coisas, ainda estamos a tempo de conservar um pouco, e salvar este planeta que por enquanto ainda é AZUL.
Enfim, eu adoro o mar, e adorava viver numa daquelas casas com vista para lá, mas também sei que não se deve construir perto desses locais, e que isso é só para os tais dos resíduos, e que têm muitos dígitos nas contas bancárias.