Se camelos e aviões são incompatíveis, porque raio vêm construir o aeroporto nesta banda? Se calhar os camelos são os de Ota e Alenquer, e os otários somos nós.
Só para começo da merda o meu projecto de construção já está embargado, sem hipótese de aprovação nos próximos 7/8 anos. Mas porque raio não consegui eu convencer os meus pais a vender o terreno antes? E a minha casinha? Óbvio que o pessoal de Canha está satisfeito, vivem no lado contrário às pistas, eles dum lado da nacional 10 e as pistas do outro. Eles a nascente, as pistas do lado poente com orientação N/S, bem mesmo na direcção da minha lúgubre casota, acabando em terrenos do concelho de Palmela. E sim, o aeroporto fica praticamente todo em terrenos do Montijo e Palmela, porque raio se fala tanto em Alcochete, se nós aqui é que vamos levar com os aviões na tola todo o santo dia? E sim, já está definida uma directiva que vai impedir novas construções num raio de 25 km, em volta do aeroporto ( segundo eles novas cidades, em privilégio das já existentes). E a minha casinha, como é que vai ser, o meu sonho destruído, a merda do terreno passou a valer 0, desde a hora de almoço de hoje. Quando se especulou a hipótese de Rio Frio, houve um embargo à construção durante anos, agora será totalmente proibido, e depois não querem que o pessoal abandone os campos, se não podemos construir dentro do que é nosso, vamos viver para a cidade e viemos cultivar as terras todos os dias? Para comprar casa na cidade tem que se vender o terreno, e se não se deixa construir quem quer o terreno? Vou ter de viver em casa dos pais até andar de bengala, tá visto. O preço a pagar pelo progresso de Lisboa, para mim é muito alto, eu lá quero saber de turistas? Eu queria era ter a minha casa no campo, no sossego do deserto, não me importando de ser camelo, se isso significar viver em Paz.
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Bufa
Ontem quando me ia deitar, antes de desligar a televisão fiz um zapping rápido para ver o que se passava, e não sei em que canal foi apanho uma "publicidade" a meio, com animais a "cagar", e outras cenas do género e o barulho era mesmo esse, de peidos e bestas a cagar. Era uma cena da Quercus que acaba assim: Bufa a bufa.................... aumenta o efeito de estufa.
Quer dizer, depois da lei do tabaco, se o governo ouve uma cena destas, querem ver que vai imperar a Lei da Rolha?
Quer dizer, depois da lei do tabaco, se o governo ouve uma cena destas, querem ver que vai imperar a Lei da Rolha?
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Caramelos
Vou dar uma de Jay Leno,( perdão se me engano e foi o outro comediante) e vou escrever as minhas próprias piadas.
Eu vivo algures, pelas bandas de Palmela, e como é praticamente tudo zona agrícola, já se sabe que o pessoal quando abre a boca, na maioria das vezes é para dizer coisas trocadas. Ora cá vou deixar alguns exemplos do falar caramelo ( sim que o pessoal que povoou estas bandas era originário da zona caramela no norte de Portugal, eram os caramelos de ir e vir, porque trabalhavam cá, e iam a casa no fim de semana, até que foram ficando, daí que ao pessoal aqui do campo chamem caramelos, e não saloios, que esses são os da banda norte de Lisboa).
Mas cá vão algumas pérolas do falar caramelo:
blancia - melancia
fregnete - camioneta
caminete (da carreira) - autocarro
lipopote - hipopótamo
pirum - perú
cacifro - frigideira
jorze - Jorge
vai lá fecar - vai buscar
ilifante - elefante
bassoira - vassoura
alpistra - alpista
canairos - canários
e tantas outras que agora não me lembro, mas ouvir este pessoal, é um exercício deveras estimulante para o cérebro tendo de descodificar algumas pérolas, algumas bem cabeludas, no entanto só me recordo destas. Um dia escrevo um livro sobre as raízes e sobre as gentes da minha terra, que apesar de tudo são malta porreira.
Eu vivo algures, pelas bandas de Palmela, e como é praticamente tudo zona agrícola, já se sabe que o pessoal quando abre a boca, na maioria das vezes é para dizer coisas trocadas. Ora cá vou deixar alguns exemplos do falar caramelo ( sim que o pessoal que povoou estas bandas era originário da zona caramela no norte de Portugal, eram os caramelos de ir e vir, porque trabalhavam cá, e iam a casa no fim de semana, até que foram ficando, daí que ao pessoal aqui do campo chamem caramelos, e não saloios, que esses são os da banda norte de Lisboa).
Mas cá vão algumas pérolas do falar caramelo:
blancia - melancia
fregnete - camioneta
caminete (da carreira) - autocarro
lipopote - hipopótamo
pirum - perú
cacifro - frigideira
jorze - Jorge
vai lá fecar - vai buscar
ilifante - elefante
bassoira - vassoura
alpistra - alpista
canairos - canários
e tantas outras que agora não me lembro, mas ouvir este pessoal, é um exercício deveras estimulante para o cérebro tendo de descodificar algumas pérolas, algumas bem cabeludas, no entanto só me recordo destas. Um dia escrevo um livro sobre as raízes e sobre as gentes da minha terra, que apesar de tudo são malta porreira.
Um cantinho só para ti M.
Porque sim, porque esta música tem um significado muito importante para a minha história, que um dia gostaria de contar aos netos, se lá chegar.Não é a primeira vez que a coloco, mas de vez em quando deixo-me levar por esta nostalgia dos momentos bonitos vividos ao sabor de um mar salgado, que se me trouxe algo bom, depressa levou.
Onde quer que estejas nesse mar imenso, sim, eu sei que foste cumprir o teu sonho. Não precisei que me dissessem , porque há coisas que simplesmente se sentem, por isso, sei que foste seguir o teu sonho, onde quer que estejas, esta música é para ti.
Que o mar onde navegas, seja sempre tão calmo como tu foste, e que a realização desse sonho te complete. Para mim é o fim de um ciclo, que agora se fechou sem se ter completado, mas há que seguir em frente. De hoje em diante, o desejo será apenas que estejas bem, onde quer que estejas, porque aqui sei que não mais irás estar, apesar de eu te guardar num cantinho só para ti.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Happy Birthday
Pois é, o meu gato preto hoje fez três anos! Quer dizer fez três anos que o achei. Foi uma sexta-feira, dia 7 de Janeiro. Ia eu com a minha irmã em direcção a Benavente, quando ao passar junto a Alcochete, na estrada junto à antiga ponte das enguias, quando vemos este "bicho" muito encolhido na beira da estrada. Voltámos para trás, muito devagar, não fosse ele assustar-se e fugir para a estrada e isso seria fatal. Puro engano, quando viu a carrinha encostar, levantou-se e veio na direcção da mesma a miar. Era tão pequenino. Eu saí para o apanhar e ele veio ter comigo, a miar e fazer aquele ron-ron, que teima em fazer sempre que lhe tocamos. Peguei nele, e só fazia ron-ron. Estava tão magro, e não era preto, mas vermelho de tão fraco que estava. Naquele dia só levávamos ração de cão, e era a única opção possível para lhe matar a fome naquela hora. Abri uma amostra de comida para cachorro, são biscoitos mais pequenos e macios. A fome era mais negra que ele, que a primeira dentada juntou a palma da minha mão aos biscoitos. Ui, que dentes tão fininhos. Já passaram três anos, hoje é um lindo gato preto, sim, agora é preto! Talvez por ter comido ração para cachorro porta-se como um cão, esperando por nós como os cães fazem. Como não sei em que dia nasceu, comemoro hoje, o dia em que o encontrei. Hoje houve festa, mas ele não conseguiu esperar pelo fim dos parabéns, lol. Parabéns Catino.
Afinal eram três.... actos.
Por volta das 22h 30m, lá nasceu a pequena, que por estar tanto tempo sem água, teve de ser reanimada, um pouco de negligência médica, como é normal num país como o delas, até poruqe o obstetra que as havia seguido não estava de serviço, e os outros como não tinham recebido dinheiro das consultas atrasam tudo até ao momento em que pode ser tarde. Reanimada a criança, é levada para o ventilador, por precaução, pois, depois de casa roubada trancas na porta, tivessem agido como deveriam, e este processo era desnecessário. Quando a moça acorda da anestesia, lá percebe que não tem a sua menina ao pé, e como não se podia levantar, além de que tinha acabado de ser "costurada", lá teve de se aguentar. No dia seguinte logo pela manhã é autorizada a descer para ver aquele ser que tinha carregado por tantos meses, desata a chorar de emoção, mas a enfermeira, tonta quer levá-la dali porque pensa que é por ver a filha dentro do ventilador. Idiota, a moça ainda não tinha visto a filha, não tinha tocado na sua menina. Tão pequenina, e tão indefesa, apesar de apenas ter só um fiozinho na sua minúscula mãozinha que a ligava nem se sabe onde. Lá teve de permanecer por 36 horas. Na hora da visita apareceu a tia, mais a avó sargento, e o avô, para não verem o novo elemento da família. O pai brasileiro já tinha visto a pequena no ventilador, e tinha-se farto de chorar. A tia estava danada, porque ele tinha mais direitos que ela, e ela não podia ir ver aquela que tantos pontapés lhe dava quando encostava a cabeça na barriga onde habitava para conversar com ela, e lhe explicar como eram as coisas cá do outro lado.
Passadas as 36 horas lá foram buscar a pequena para ser entregue á mãe, e para que pudesse finalmente mamar, que biberon dentro do ventilador não é a mesma coisa que as tetas da mãe.
E que impaciente ela era, mal acordava, desatava a berrar, apenas se calando quando sentia a teta para mamar, depois de fralda mudada calava-se e dormia. Na hora da visita lá apareceu a tia, que mal a viu pega nela como se fosse uma profissional e tivesse feito aquilo toda a sua vida, afinal também tinha estado grávida durante aquele tempo, e instinto é instinto.
Alguns dias depois a pequena recebem alta hospitalar, primeiro a bébé e só dois dias depois a mãe, o que dá ser-se trintona...ups.
Em casa tudo corre bem, a miúda só come e dorme, mas abre umas goelas, quando acorda para comer, que só cala quando a mãe lhe põe a sua teta enorme na boca. Aí acabou, o silêncio reina novamente.
Os meses vão passando, chega o Natal, a pequena já tem quatro meses, está espertalhona, mas é muito sossegada, menos na hora de comer, é impaciente desde que nasceu.
O pai, tinha resolvido ir á sua terra no sul do Brasil, pois há três anos que para cá tinha vindo... logo fazer o quê...? Da sua terra telefona para saber da sua menina. Quem atende o telefone é o avô babado, porque esse nunca fez birra desde o inicio, até andava todo inchado.
A moça estava na sala com a sua menina, a tia, a avó sargento que já estava mais macia, quando o telefone tocou e o avô foi atender. Comenta que deve ser o S. assim se chama o dito cujo do pai da criança. Sim porque Sidney, não é só a capital da Austrália, e os brasileiros tem a mania de dar nomes assim aos filhos. Lá o telefone é atendido e grita o avô lá do canto onde está o telefone: "Oh B. vem cá que está aqui o Cisne, ao telefone!!" Eh, eh, eh! Está mais para pato marreco que para cisne, a risota foi geral, mas quem mal sabe falar português lá vai entender nomes destes...
Os anos foram passando, a pequena foi crescendo, e revelando que se não foi trocada no hospital, deve haver outro mistério em volta do seu nascimento, porque a tia acha que ela é filha de Bin Laden, uma perfeita terrorista. Já perguntou inúmeras vezes à irmã se tem certeza que esteve mesmo com o brasileiro, se no escuro não deu por umas barbas grandes, mas a resposta é negativa, e o mistério nunca vai ser resolvido. a miúda continua terrorista e fala tal qual um árabe. Enfim a vida lá vai continuando por aquelas bandas, a tia gosta muito daquela terrorista, o avô também e a avó já dobrou, mas continua a ser tal qual um sargento.
Passadas as 36 horas lá foram buscar a pequena para ser entregue á mãe, e para que pudesse finalmente mamar, que biberon dentro do ventilador não é a mesma coisa que as tetas da mãe.
E que impaciente ela era, mal acordava, desatava a berrar, apenas se calando quando sentia a teta para mamar, depois de fralda mudada calava-se e dormia. Na hora da visita lá apareceu a tia, que mal a viu pega nela como se fosse uma profissional e tivesse feito aquilo toda a sua vida, afinal também tinha estado grávida durante aquele tempo, e instinto é instinto.
Alguns dias depois a pequena recebem alta hospitalar, primeiro a bébé e só dois dias depois a mãe, o que dá ser-se trintona...ups.
Em casa tudo corre bem, a miúda só come e dorme, mas abre umas goelas, quando acorda para comer, que só cala quando a mãe lhe põe a sua teta enorme na boca. Aí acabou, o silêncio reina novamente.
Os meses vão passando, chega o Natal, a pequena já tem quatro meses, está espertalhona, mas é muito sossegada, menos na hora de comer, é impaciente desde que nasceu.
O pai, tinha resolvido ir á sua terra no sul do Brasil, pois há três anos que para cá tinha vindo... logo fazer o quê...? Da sua terra telefona para saber da sua menina. Quem atende o telefone é o avô babado, porque esse nunca fez birra desde o inicio, até andava todo inchado.
A moça estava na sala com a sua menina, a tia, a avó sargento que já estava mais macia, quando o telefone tocou e o avô foi atender. Comenta que deve ser o S. assim se chama o dito cujo do pai da criança. Sim porque Sidney, não é só a capital da Austrália, e os brasileiros tem a mania de dar nomes assim aos filhos. Lá o telefone é atendido e grita o avô lá do canto onde está o telefone: "Oh B. vem cá que está aqui o Cisne, ao telefone!!" Eh, eh, eh! Está mais para pato marreco que para cisne, a risota foi geral, mas quem mal sabe falar português lá vai entender nomes destes...
Os anos foram passando, a pequena foi crescendo, e revelando que se não foi trocada no hospital, deve haver outro mistério em volta do seu nascimento, porque a tia acha que ela é filha de Bin Laden, uma perfeita terrorista. Já perguntou inúmeras vezes à irmã se tem certeza que esteve mesmo com o brasileiro, se no escuro não deu por umas barbas grandes, mas a resposta é negativa, e o mistério nunca vai ser resolvido. a miúda continua terrorista e fala tal qual um árabe. Enfim a vida lá vai continuando por aquelas bandas, a tia gosta muito daquela terrorista, o avô também e a avó já dobrou, mas continua a ser tal qual um sargento.
Dia D.
O tempo ia passando, e a moça não tinha coragem para contar aos pais, apesar da sua pródiga idade, e de ser independente, tinha medo da mãe, o sargento, como lhe chamavam, ela a irmã e o pai. Já tinham passado 5 meses, era Maio e fazia um calor de morte, mas ela andava atabafada num casaco de malha polar, porque debaixo do mesmo havia uma barriga bem grande. Alguns parentes já comentavam por andar encasacada, e diziam que naquela idade já não aquecia... mal sabiam eles do que já tinha aquecido... Mas há coisas que por mais que se escondam, acabam por aparecer, lol, e há outras pessoas que sabem, que contam a outras, e um dia lá acontece que a conversa em casa é inevitável, até porque o sargento soube por outras pessoas. Assunto resolvido, liberta-se do casaco e assume então a sua enorme barriga. Mais quatro meses passados, gravidez vigiada desde o inicio, por causa da idade. Uma só desilusão pelo caminho, ela queria um rapaz, nunca se imaginou mãe de uma menina, nem gostava de cor de rosa, mas a amniocentese revelou que nem sempre os desejos se realizam e ia ser mãe de uma menina. Por causa disso andou uns tempos amuada, mas o pequeno ser lá começou a dar os pontapés que queria e foi amansando a dona do espaço que ocupava. Durante aquele tempo a avó sargento é que não dava mostras de ceder, andava emburrada, por causa do que os vizinhos pensavam, mas toda a gente apoiava a moça, e isso ainda a emburrava mais.
Chegou dia D, pela madrugada começou a andar pela casa, do quarto para a casa de banho repetidamente, e o barulho que fazia acordou a irmã, que lhe pergunta a razão para tantas idas á gaveta da cómoda que fazia barulho e incomodava no outro quarto. Um momento insólito acontece. A moça responde que tinha ido fazer xixi, e que não parava..... "Ok, veste-te, vamos para o hospital! Rebentaram-te as águas!" diz-lhe a irmã. " Hã?, mas ainda não acabou o tempo!?" A irmã desata a rir, com a situação, era tão inexperiente quanto ela, mas não era tola, a situação era mais que óbvia. Lá foram, e a irmã lá entregou o "pacote" na maternidade do hospital da área. A moça lá esteve um dia inteiro à espera que surgisse o trabalho de parto, ligada ao CTG, que media os batimentos cardíacos do bébé, mas apesar de estar sem água, parecia não ter vontade de sair. Os médicos tentaram provocar o trabalho de parto, mas havia ali qualquer resistência. Lá resolvem partir para uma cesariana, porque embora não estivesse com vontade de sair, o bébé já não podia continuar ali dentro do ventre da mãe, sem água.
Chegou dia D, pela madrugada começou a andar pela casa, do quarto para a casa de banho repetidamente, e o barulho que fazia acordou a irmã, que lhe pergunta a razão para tantas idas á gaveta da cómoda que fazia barulho e incomodava no outro quarto. Um momento insólito acontece. A moça responde que tinha ido fazer xixi, e que não parava..... "Ok, veste-te, vamos para o hospital! Rebentaram-te as águas!" diz-lhe a irmã. " Hã?, mas ainda não acabou o tempo!?" A irmã desata a rir, com a situação, era tão inexperiente quanto ela, mas não era tola, a situação era mais que óbvia. Lá foram, e a irmã lá entregou o "pacote" na maternidade do hospital da área. A moça lá esteve um dia inteiro à espera que surgisse o trabalho de parto, ligada ao CTG, que media os batimentos cardíacos do bébé, mas apesar de estar sem água, parecia não ter vontade de sair. Os médicos tentaram provocar o trabalho de parto, mas havia ali qualquer resistência. Lá resolvem partir para uma cesariana, porque embora não estivesse com vontade de sair, o bébé já não podia continuar ali dentro do ventre da mãe, sem água.
Uma história em dois actos...
A moça, já andava pela casa dos trinta e... quando começou a pensar que já tinha idade demais, que estava quase a chegar aos "enta", e que não queria ser uma velha sozinha e rezingona. Trabalhava numa quinta de manhã, a tratar dos animais e da horta. De tarde, tinha outra ocupação bem diferente. Conduzia um furgão carregado de rações para cães e gatos, que entregava em lojas e casas de criadores. Gostava do que fazia, mas o facto de já ter tanta idade, só lhe causava angústia por não ter filhos. Um dia os donos da quinta resolvem fazer umas obras de melhoramentos. Aparecem os "trolhas", facto normal, eram brasileiros, normal também. Como as obras eram exteriores, as conversas começam a surgir, o tempo vai passando e começa ma surgir alguns interesses. As obras terminam, e um dos brasileiros, casado, e praticante de uma religião, que nem ela se lembra, resolve convidar a moça e o colega para assistirem ao culto e conhecerem a família. Lá vai ela, meio, sem vontade, mas já tinha dito que sim, até porque não é moça de grandes religiosidades. Achou imensa piada, pois aquilo mais parecia uma festa, cheia de música alegre, muita cantoria, etc e tal, mas claro prefere a sua própria religião. Finalizado culto, a família brasileira vai para casa, sobra a moça e o outro brasileiro. OK, sozinhos os dois, como até simpatizam decidem ir jantar, e lá vão. Em casa, os pais da moça estão ausentes, numa viagem de férias, e ficou a irmã que a espera para jantar. O tempo passa e em casa a irmã decide que quem não aparece não janta e papa o fundue sozinha, que não é moça de deixar um jantar daqueles estragar-se. Como sabe que a irmã é adulta também não telefona a perguntar nada. Entretanto o outro jantar lá acabou, e a moça veio para casa, não sem antes combinar com o novo amigo uma saída para um copo. Contou á irmã, que tinha simpatizado com o rapaz, ouviu uns conselhos de uma miúda ainda antes da casa dos trinta, mas continuou na dela. As saídas começaram, as coisas aqueceram e lá andavam os dois entretidos da vida. Como quem anda à chuva molha-se, as coisas acontecem e enfim a moça já não ia viver uma velhice sozinha, estava grávida. Iupiii, a irmã saltou de contente, afinal agora já era verdade, ia mesmo ficar para tia, lol.
Bem, casamento não ia haver, amancebados também não iam ser, mas assumiram a responsabilidade dos actos cometidos, cada um na sua casa.
Bem, casamento não ia haver, amancebados também não iam ser, mas assumiram a responsabilidade dos actos cometidos, cada um na sua casa.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Batota...
Ora bem, os amigos Jorge, do blog O que é o jantar e a Smootha do blog Contas e Pevides desafiram-me com algo que eu já tinha sido desafiada há uns tempos. E como sou coerente, vou fazer batota, lol. Vou deixar o desafio que já havia respondido, porque continuo a mesma pessoa.
Se eu fosse um mês seria... Maio, porque é o mais pequeno, só tem quatro letras... não porque além de ser o mês em que nasci, tem um não sei quê que me faz gostar de Maio, se calhar as flores, a chuvas, essas coisas.
Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-feira, porque nasci à sexta-feira, e sou azarada como uma sexta-feira, até porque nasci num dia 13 invertido! Arre!
Se eu fosse um planeta seria... A lua, o que eu gosto da lua, o que este planeta pode fazer com o humor, e com o amor, lol.
Se eu fosse um móvel, seria... Uma cama, por todas as razões e mais algumas.
Se eu fosse um líquido seria... Água, pura e cristalina, bem essencial à vida humana, animal e vegetal.
Se eu fosse um pecado seria... Hum, esta agora, apesar de ser um esqueleto, seria a Gula, sem sombra de dúvida, porque sim, eu como como um elefante, e a gula também pode ser aplicada noutros aspectos, que não a comida, e eu aplicava-o bem no M. sim.... tão poucas horas tinham as n.....
Se eu fosse uma pedra seria... um diamante em bruto, por lapidar, para encontra um joalheiro que o quisesse fazer.
Se eu fosse um metal seria... Latão, porque às vezes eu tenho cá uma lata... um latão...
Se eu fosse uma árvore seria... Um velho e sábio carvalho, ok, sábios não sei se os carvalhos são, pelo menos nos desenhos animados são.
Se eu fosse um fruto... uma castanha, porque quando acabam ando o resto do ano à espera delas de novo.
Se eu fosse uma flor ou planta seria... Um amor-perfeito, são tão belos, mas duram tão pouco, como os meus amores...
Se eu fosse um clima seria... Tropical com toda a certeza. Tal como eu, tão depressa está calor com desata a chover, e sim é um sonho ir para uma viagem para essas bandas.
Se eu fosse um instrumento seria... Talvez uma guitarra. Eu ainda vou aprender a tocar, e depois vou fazer concorrência às banda heavy, nas guitarradas.
Se eu fosse um elemento seria... Ar, elemento do meu signo, e algo tão essencial como a água.
Se eu fosse uma cor seria... Ui, pode ser transparente? não é cor? Sei lá, branco, porque gosto de clareza.
Se eu fosse um animal seria... Um felino, sem sombra para dúvidas. Porque sou tigre no chinês, porque gosto de todos os felinos, e porque tenho uma afinidade com eles, que não se explica! Perguntem aos meus quatro.
Se eu fosse um som seria... O som do mar. Adoro ouvir o som do mar, é tão relaxante, é o único som que me consegue fazer abstrair do mundo, quem lê o blog desde o inicio já deve ter lido isso mais que uma vez.
Se eu fosse uma letra de uma música seria... Epá, Vulnerable dos Roxtte.
Se eu fosse uma música seria... Ora deixa ver... I want to know what love is - Foreigner, ou Wish you where here -Blackmore's Night Band, sei que era só uma, mas eu poderia ser tantas outras... Se eu fosse um estilo de música seria... Qualquer um, eu não sou nada esquisita quando ouço música.
Se eu fosse um perfume seria... Um que só eu sei, ai, que coisa já me arrepiei...
Se eu fosse um sentimento seria... Amor, e não consigo explicar porquê.
Se eu fosse um livro seria... Os Maias, tão trágico como eu.
Se eu fosse uma comida seria... Arroz de Pato, ou qualquer outra especialidade de arroz, desde que feita por mim.
Se eu fosse um lugar seria... Uma ilha tropical, ainda por desbravar.
Se eu fosse um gosto seria... A mar salgado, porque foi este o gosto que me ficou gravado na pele! Se eu fosse um cheiro seria... "The smell of your skin lingers on me now..." portanto cheiro a marinheiro serve?
Se eu fosse uma palavra seria... Ai, esta agora, deixa ver, viagem, sim porque a minha mente viaja tanto que eu só poderia ser uma viagem.
Se eu fosse um verbo seria... Pensar, que é o que faço 48 horas por dia!
Se eu fosse um objecto seria... que coisa, já fui mulher objecto, chega? Não? Um computador, porque é tão util e comporta tanta coisa, e implica muitas outras.
Se eu fosse uma roupa seria... Lençol, para dormir sentindo uma pele macia a tocar-me.
Se eu fosse uma parte do corpo seria... Coração, onde estão parte dos comandos, que a outra parte está no cérebro.
Se eu fosse um desenho animado seria... tá-se mesmo a ver Olivia Palito.
Se eu fosse um filme seria... As palavras que nunca te direi, por isso mesmo, por tanto que ficou por dizer, e porque o mar não o engoliu, mas levou-o para longe... de mim.
Se eu fosse uma forma seria... Redonda, porque vou sempre parar ao ponto de onde parti...
Se eu fosse uma estação seria... A de S. Apolónia! Ai não era dessas, bem o Verão, porque eu só vivo bem com calor, dou-me mal com humidades.
Se fosse uma frase seria... "Numa fracção de segundo podes perder tudo, desaparecer. É quando percebes que não és nada..." Ayrton Senna Tão real, como a própria vida.
Como os bloggers que costumo visitar, já estão desafiados, vou só desafiar as amigas Sopro, Tontices ( que má que eu sou...), e a menina de Trinta.
Se eu fosse um mês seria... Maio, porque é o mais pequeno, só tem quatro letras... não porque além de ser o mês em que nasci, tem um não sei quê que me faz gostar de Maio, se calhar as flores, a chuvas, essas coisas.
Se eu fosse um dia da semana seria... Sexta-feira, porque nasci à sexta-feira, e sou azarada como uma sexta-feira, até porque nasci num dia 13 invertido! Arre!
Se eu fosse um planeta seria... A lua, o que eu gosto da lua, o que este planeta pode fazer com o humor, e com o amor, lol.
Se eu fosse um móvel, seria... Uma cama, por todas as razões e mais algumas.
Se eu fosse um líquido seria... Água, pura e cristalina, bem essencial à vida humana, animal e vegetal.
Se eu fosse um pecado seria... Hum, esta agora, apesar de ser um esqueleto, seria a Gula, sem sombra de dúvida, porque sim, eu como como um elefante, e a gula também pode ser aplicada noutros aspectos, que não a comida, e eu aplicava-o bem no M. sim.... tão poucas horas tinham as n.....
Se eu fosse uma pedra seria... um diamante em bruto, por lapidar, para encontra um joalheiro que o quisesse fazer.
Se eu fosse um metal seria... Latão, porque às vezes eu tenho cá uma lata... um latão...
Se eu fosse uma árvore seria... Um velho e sábio carvalho, ok, sábios não sei se os carvalhos são, pelo menos nos desenhos animados são.
Se eu fosse um fruto... uma castanha, porque quando acabam ando o resto do ano à espera delas de novo.
Se eu fosse uma flor ou planta seria... Um amor-perfeito, são tão belos, mas duram tão pouco, como os meus amores...
Se eu fosse um clima seria... Tropical com toda a certeza. Tal como eu, tão depressa está calor com desata a chover, e sim é um sonho ir para uma viagem para essas bandas.
Se eu fosse um instrumento seria... Talvez uma guitarra. Eu ainda vou aprender a tocar, e depois vou fazer concorrência às banda heavy, nas guitarradas.
Se eu fosse um elemento seria... Ar, elemento do meu signo, e algo tão essencial como a água.
Se eu fosse uma cor seria... Ui, pode ser transparente? não é cor? Sei lá, branco, porque gosto de clareza.
Se eu fosse um animal seria... Um felino, sem sombra para dúvidas. Porque sou tigre no chinês, porque gosto de todos os felinos, e porque tenho uma afinidade com eles, que não se explica! Perguntem aos meus quatro.
Se eu fosse um som seria... O som do mar. Adoro ouvir o som do mar, é tão relaxante, é o único som que me consegue fazer abstrair do mundo, quem lê o blog desde o inicio já deve ter lido isso mais que uma vez.
Se eu fosse uma letra de uma música seria... Epá, Vulnerable dos Roxtte.
Se eu fosse uma música seria... Ora deixa ver... I want to know what love is - Foreigner, ou Wish you where here -Blackmore's Night Band, sei que era só uma, mas eu poderia ser tantas outras... Se eu fosse um estilo de música seria... Qualquer um, eu não sou nada esquisita quando ouço música.
Se eu fosse um perfume seria... Um que só eu sei, ai, que coisa já me arrepiei...
Se eu fosse um sentimento seria... Amor, e não consigo explicar porquê.
Se eu fosse um livro seria... Os Maias, tão trágico como eu.
Se eu fosse uma comida seria... Arroz de Pato, ou qualquer outra especialidade de arroz, desde que feita por mim.
Se eu fosse um lugar seria... Uma ilha tropical, ainda por desbravar.
Se eu fosse um gosto seria... A mar salgado, porque foi este o gosto que me ficou gravado na pele! Se eu fosse um cheiro seria... "The smell of your skin lingers on me now..." portanto cheiro a marinheiro serve?
Se eu fosse uma palavra seria... Ai, esta agora, deixa ver, viagem, sim porque a minha mente viaja tanto que eu só poderia ser uma viagem.
Se eu fosse um verbo seria... Pensar, que é o que faço 48 horas por dia!
Se eu fosse um objecto seria... que coisa, já fui mulher objecto, chega? Não? Um computador, porque é tão util e comporta tanta coisa, e implica muitas outras.
Se eu fosse uma roupa seria... Lençol, para dormir sentindo uma pele macia a tocar-me.
Se eu fosse uma parte do corpo seria... Coração, onde estão parte dos comandos, que a outra parte está no cérebro.
Se eu fosse um desenho animado seria... tá-se mesmo a ver Olivia Palito.
Se eu fosse um filme seria... As palavras que nunca te direi, por isso mesmo, por tanto que ficou por dizer, e porque o mar não o engoliu, mas levou-o para longe... de mim.
Se eu fosse uma forma seria... Redonda, porque vou sempre parar ao ponto de onde parti...
Se eu fosse uma estação seria... A de S. Apolónia! Ai não era dessas, bem o Verão, porque eu só vivo bem com calor, dou-me mal com humidades.
Se fosse uma frase seria... "Numa fracção de segundo podes perder tudo, desaparecer. É quando percebes que não és nada..." Ayrton Senna Tão real, como a própria vida.
Como os bloggers que costumo visitar, já estão desafiados, vou só desafiar as amigas Sopro, Tontices ( que má que eu sou...), e a menina de Trinta.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Escritos para ti....
Onde quer que o mar te tenha levado....
Quero sentir, sentindo,
o que outrora senti,
Quero sentir, sentindo,
de novo o amor que perdi.
Quero sonhar, sonhando,
um sonho que sonhei,
quero sonhar de novo,
um sonho que só eu sei.
Quem me dera ser caneta,
na mão de um escritor,
para contar em palavras,
o que sinto por ti, amor.
Amor, sentimento tão belo,
que conduz ao ciúme,
é um sentimento de inveja,
que queima como lume.
Cabelo preto como ébano,
boca macia como cetim,
olhos negros que incendeiam,
e são tudo para mim.
Quero sentir, sentindo,
o que outrora senti,
Quero sentir, sentindo,
de novo o amor que perdi.
Quero sonhar, sonhando,
um sonho que sonhei,
quero sonhar de novo,
um sonho que só eu sei.
Quem me dera ser caneta,
na mão de um escritor,
para contar em palavras,
o que sinto por ti, amor.
Amor, sentimento tão belo,
que conduz ao ciúme,
é um sentimento de inveja,
que queima como lume.
Cabelo preto como ébano,
boca macia como cetim,
olhos negros que incendeiam,
e são tudo para mim.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Parabéns ao Bin Laden
Bem se o Bin Laden conseguiu o que queria, não sei, até porque também não se sabe ao certo se o dito cujo não queria era participar também na corrida. Lá que o Lisboa/Dakar foi cancelado, isso foi. Agora se o Bin Laden tem culpa, nunca saberemos. A segurança é realmente o mais importante, mas qual é a piada de ir fazer um ralie para o deserto da Mauritânia sem se correrem riscos? Onde é que fica a adrenalina, e a emoção se à partida já se sabe que está tudo pronto para que não hajam terroristas pelo caminho? Se calhar o que o pai dos terroristas queria era dar um pouco de emoção à corrida, fazer subir a adrenalina e por o pessoal numa luta renhida para chegar a Dakar em primeiro. Estragaram os planos ao homem, que vive mais escondido que um morcego durante o dia. Tinha de vir o sr Sarkozy armado em protector dos concorrentes indefesos cancelar a corrida. Caramba, isso não se faz.Por outro lado se o que Bin Laden queria era provocar medo, conseguiu o que queria. O mundo ocidental, borrou-se de medo com uma ameaça, logo, ele ficou a rir-se dos palermas que ficaram com medo e como não é tolo, vai aproveitar-se da situação.
E pronto lá apanhei uma desilusão, que não é maior que a dos concorrentes e patrocinadores, e promotores, e etc e tal, mas que é a minha desilusão. Andava eu toda lampeira para ir ver passar os nossos concorrentes, mais os americanos no jeep dos CSI, lol. O que eu dava para ver passarem os Humer, que carro mais giro. O cómico da situação é que hoje, em plena ponte 25 de Abril, eu com a minha irmã a caminho de Sintra, vemos em sentido Sul, passarem alguns destes pópós todos artilhados. Comentámos que seriam alguns carros de apoio com material, que vão sempre na frente, afinal alguns vão primeiro para passarem para Marrocos, questões logísticas, ou lá o que seja. Antes da ponte já tínhamos visto alguns camiões, e depois mais aqueles "carritos", e lá íamos a falar do assunto, sem sabermos do cancelamento. Óbvio que eram os carros concorrentes, mas nós nem imaginávamos.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Gajas
Isto de ser gaja tem que se lhe diga!! Dá uma trabalheira ser gaja, que se os gajos imaginassem... Isto de ter de parecer sempre bem, ter umas mãos de anjo, cabelo cuidado, ser livre de pelos, andar perfumada, bem vestida, etc e tal, é daquelas coisas que nos deveriam pagar para fazer. E que ainda por cima nós é que temos de pagar para andar neste estado de graça, para não assustarmos ninguém. Na idade da pedra é que era. As gajas tinham pelo até às orelhas, e as unhas de um urso, com terra desde o sabugo até à ponta, e cheiravam a bicho morto, o que atraía os machos, e se preciso fosse ainda lhes davam com uma moca nos cornos e os gajos até se regalavam, a ainda gostavam mais delas. A evolução veio estragar as coisas. Se uma gaja se descuida com a depilação, ouve logo o gajo dizer que parece um ouriço, que pica, e coiso e tal que até perde a pica, e vira-lhe as costas com até amanhã seco, como se estivesse a falar com uma parede. Se vão sair e a roupa não é do agrado do dito cujo, ouve insinuações pouco amistosas, que fazem logo a gaja ficar de mau humor a pensar se troca ou não de roupa, e logo ali estragam o resto do passeio. Além de tudo isto, ainda há a situação do trabalho, ou uma gaja se apruma, e anda toda aperaltada, ou corre o risco de parecer um fantasma, que nem os chefes sabem que é a rapariga que lhes apronta os relatórios, as actas e marca as reuniões. Depois, uma gaja nunca sabe o que vai encontrar no caminho para o trabalho, no supermercado, na perfumaria, etc e tal, e se dá de caras com um príncipe mal encantado, ou quem sabe com um sapo mal amanhado mas muito charmoso que lhe dá a volta à cabeça?
Ora perante todas estas situações, para além de tudo o que preocupa o dia a dia de uma gaja, ainda tem de haver a preocupação de escolher o melhor perfume, a maquilhagem mais adequada, a roupa que melhor assenta, a manicura sempre impecável, não esquecendo a depilação. Irra e tudo isto, leva um enorme fatia do orçamento, já para não falar do ginásio, da alimentação, para não ter gorduras onde não fazem falta.
Ora ser gaja, é ou não uma trabalheira do caraças? Os gajos até podem andar todos rotos, com uma barba de metro e meio, cheirarem a cavalo que tem sempre uma resma de gajas ( estúpidas idiotas diga-se, em abono da verdade), uma gaja se anda nestas condições, sem a barba é claro, é logo passada para trás, como se fosse uma pedinte. Arre... o tempo que uma gaja perde com tanta aprumação... e depois nem tem um gajo para lhe dizer que está maravilhosa, que tem uma pele de seda, enfim chegar-lhe a mão ao coiro e sabe-se lá o que poderia vir a seguir...Grrrr.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
No smoking
Pergunto eu, na minha ignorância de portuguesa, quando é que os portugueses conseguem ter pelo menos dois dedos de testa e entender algumas das coisas que se passam neste país, tal qual elas são para ser entendidas? O que já se disse e o que ainda se irá dizer sobre a nova lei do tabaco... e eu vou também meter a minha ignorância ao barulho. Quer-me parecer que os portugueses entendem esta lei como proibitiva de fumarem. Serei eu que sou ignorante, ou a lei não proíbe ninguém de fumar? A proibição é nos lugares onde se fuma, mas não proíbe ninguém de fumar pois não? Quem quer fumar é livre de o fazer, tem é uma restrição em termos de espaço onde o pode fazer. E acho que já deveria ter sido posta em prática há muito tempo, mas por cá andamos como os caracóis... com cornos, ranhosos, e muito lentos... Muitos que fumam acham-se no direito de poluir o ar que os outros respiram, e criticam a lei, como se os outros fossem obrigados a respirarem um ar poluído de boa vontade. O ar puro que respiro não interfere com o espaço deles, porque é que o ar poluído deles tem de interferir com o meu? A minha liberdade acaba quando interfere na liberdade dos outros, e vice-versa. Se quem fuma acha que é um direito, uma liberdade, é sim senhor, mas essa liberdade acaba quando interfere na liberdade de terceiros. Sei que nem todos os fumadores são assim, sei que há fumadores conscientes, que não interferem na liberdade dos outros, e a esses só há que agradecer, por se lembrarem que quem gosta de ar puro. A lei não proíbe ninguém de fumar, limita os locais onde isso pode ser feito. Vamos lá ser um povo consciente, e perceber de uma vez por todas como as coisas são na realidade. Vamos aceitar a lei, e respirar melhor se faz favor!
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Cliché
Novo ano, e tudo aquilo que já é cliché por estas alturas... os pedidos do costume, as metas a alcançar, as resoluções de fim de ano, blá, blá e agora é que é a doer. Se os meses de final de ano passam depressa, os iniciais mais parece que andam a conta gotas até ao Verão. É o regressar ao dia a dia, já a pensar no que virá a seguir. Para mim, por agora tudo se mantém na mesma, continuo desempregada ( sim um dos pedidos foi mesmo trabalho), e nem me parece que seja uma situação que vá mudar, afinal as coisas neste país, não estão a melhorar, antes pelo contrário. Uma coisa tenho certeza vou ter tempo para praticar algum desporto, os dias estão a começar a crescer, e a bicicleta está ali a ganhar ferrugem para quê? E eu estou a precisar de ganhar músculo, ou vou andar a assustar muita gente, que vai olhar para mim e achar que está a ver mal, que os esqueletos andam a fugir dos laboratórios, lol.
Pelo menos já me passou o síndrome de fim de ano, que costuma durar mais tempo. Ou então não...
Bem vamos ver o que este novo ano vai trazer de bom, não só para mim, mas para todos. Sei que as coisas não estão assim muito boas em termos gerais. Aqui onde moro, percebeu-se bem que a crise é maior do que aparentemente se mostra. Do fogo artíficio habitual, este ano, viu-se um quarto, e em muitas casas nem um foguete para amostra. Em três décadas esta foi a passagem de ano mais "xoxa" que eu vi por estas bandas, não só pela falta de luz e cor, mas também pela ausência de barulho. Se calhar foi do frio...
Para mim, nem foi boa, nem má, foi... e nem me apeteceu comer, nem beber, até porque o meu fígado perdeu alguma capacidade para destilar álcool, como estou tão magra, deixei de conseguir absorver as mesmas quantidades que antes conseguia. Não que me embedasse, mas o que bebia, era bem digerido, e agora estes dias todos a beber aperitivos, vinhos, espumante, e o fígado já mostrou um sinal vermelho a dizer stop. Durante um mês ou dois, não vou poder sequer saborear um belo Moscatel de Setúbal, nem um Porto, ou mesmo um whisky manhoso.
Enfim, ser gaja ás vezes tem as suas desvantagens.
Pelo menos já me passou o síndrome de fim de ano, que costuma durar mais tempo. Ou então não...
Bem vamos ver o que este novo ano vai trazer de bom, não só para mim, mas para todos. Sei que as coisas não estão assim muito boas em termos gerais. Aqui onde moro, percebeu-se bem que a crise é maior do que aparentemente se mostra. Do fogo artíficio habitual, este ano, viu-se um quarto, e em muitas casas nem um foguete para amostra. Em três décadas esta foi a passagem de ano mais "xoxa" que eu vi por estas bandas, não só pela falta de luz e cor, mas também pela ausência de barulho. Se calhar foi do frio...
Para mim, nem foi boa, nem má, foi... e nem me apeteceu comer, nem beber, até porque o meu fígado perdeu alguma capacidade para destilar álcool, como estou tão magra, deixei de conseguir absorver as mesmas quantidades que antes conseguia. Não que me embedasse, mas o que bebia, era bem digerido, e agora estes dias todos a beber aperitivos, vinhos, espumante, e o fígado já mostrou um sinal vermelho a dizer stop. Durante um mês ou dois, não vou poder sequer saborear um belo Moscatel de Setúbal, nem um Porto, ou mesmo um whisky manhoso.
Enfim, ser gaja ás vezes tem as suas desvantagens.
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