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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A perna da menina

1.313, é com este número que inicio o meu post de hoje. E porquê, porque, é o numero de visitas ao meu blog. Não sei se são muitas ou poucas tendo em conta o tempo de existência, mas achei engraçado, não por passar a barreira dos mil, mas pelo 313, que me lembrou imediatamente a matricula de carro do pato mais azarado do mundo, sim, o pato Donald. Que saudades de um livro de quadradinhos, mas, adiante. Tal como o Donald, eu não sou uma gaja de sorte, e hoje, tive azar. Tive um momento triste, na vindima, ninguém viu nada, e eu ri á parva, sozinha, mas as consequências, vieram depois. E que momento foi esse? Uma queda, ah pois, uma palhaçada monumental que ninguém viu. Tinha eu ido fazer uma mija, quando venho para continuar o trabalho (vindima), e ao pegar na minha celha ( objecto de plástico, que se usa nas vindimas, por aqui), que estava na carreira de vinha ao lado, da que eu estava a apanhar, tenho de passar para o meu lado. Situação absolutamente normal, não fosse eu ter tropeçado com uma "pata" no arame, e caído redonda no chão, tendo roçado com a parte posterior da barriga da perna na porcaria do arame. Como no campo ando com roupa adequada para o tal trabalho, só vi o estrago quando vim embora. A coisa tinha mau aspecto, uma nódoa negra enorme, com contusão no músculo, e doía um pouco. Nada de anormal, acontece, mas não é que com o passar das horas a coisa começou o ficar pior, o negro começou a alastrar, e agora vai desde a curva do joelho, até meio da barriga da perna e a parte da contusão está meio cor de vinho tinto. Tem um mau especto do caneco. Já estou devidamente medicada, espero eu de que... mas não gosto da aparência da "coisa", para além de, de vez em quando, doer um pouco. Não me bastam as tendinites que andam "assanhadas", agora tenho uma perna com aspecto de quem levou uma tareia, lol. É preciso não ter sorte... Se pusesse uma música, seria a do Pedro Barroso : "Olha a perninha, e a perninha da menina..."

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Banha da cobra

Ok, papelada entregue no centro de emprego! Perspectivas de trabalho? Algumas, o que perante as notícias de hoje, já é muito bom.
O meu post hoje vai apenas falar do conteúdo das caixas de correio virtual, ou da porcaria que circula na net, mais concretamente o dito spam. Na minha caixa do google, todos os dias tenho um série de anúncios a produtos para aumento de pénis, e outros produtos afins. Não entendo como conseguem enganar homens e algumas mulheres que compram tal coisa porque acham que a "ferramenta" do companheiro não tem o tamanho desejado. Quando é que as pessoas vão perceber que tamanho não é tudo? Quando é que vão perceber que a habilidade para usar a "ferramenta" é que conta? De que serve uma "coisa" grande, se depois o serviço não presta? Enfim, a banha da cobra sempre teve adeptos, e com isto, não é diferente. Não vou falar da minha experiência, até porque não vem ao caso, mas coitado de quem se deixa enganar a pensar que vai ter algo maior no seu corpo, quando já cresceu tudo o que havia para crescer...
Ás caixas de correio virtual chega cada coisa..., só quero ver quando começarem com a estratégia dos panfletos nas caixas de correio normal, é ver o pessoal a esconder rapidamente os panfletos com a "oferta", para encomendar depois secretamente, é ver as velhas com um sorriso de esperança, até á desilusão de perderem umas massas da reforma, sem verem a "coisa" crescer,
lol.
E agora vou dormir, que a vindima ainda não acabou, e ainda há massa de pimento para moer á tarde...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Os carimbos...

Ok, estou oficialmente desempregada. Amanhã no meu posto de trabalho, vai surgir uma nova cara, com um contrato precário, e que como é obvio, não vai dar meia para a esquerda. Mas a merda de país que temos é assim. E eu lá vou para a fila do centro de emprego, entregar os papéis, e depois esperar que se dignem depositar-me mensalmente, a porcaria do ordenado mínimo, enquanto não houver uma empresa que se digne a contratar alguém com vontade de trabalhar, mas que não lambe o cú aos superiores. Vou ter de andar á procura de trabalho ( coisa que eu faço sem problemas, pois pretendo mesmo trabalhar), e arranjar três "carimbos" todos os meses para provar que fui mesmo á procura de trabalho. O caos está, no facto, de que já há empresas que se recusam a carimbar os papéis, e que não há trabalho. Nem no campo, quando terminar a vindima, é a merda total.
Agora vou dormir, que amanhã vou arranjar uns trocos, na vindima, sempre são livres de impostos, e sempre dão para o dia a dia, e á tarde vou então tratar da papelada, em vez de ir por o "canastro" a descansar do esforço dispendido.

domingo, 30 de setembro de 2007

Continuando a comparar...

Ainda sobre os vibradores e os homens, comparando uns e outros. Desta vez vou dar o beneficio do meu post aos homens.
Estou a tentar encontrar pontos a favor, mas está complicado... Ok, era brincadeira. De facto, quando existe algo entre uma mulher e um homem é melhor a companhia deste, que a de um objecto impessoal e "frio". É tão bom, quando temos alguém que nos diz ao ouvido Amo-te, ou és linda, ou ainda, sabe tão bem estar contigo. A companhia de um homen é ainda melhor, quando sentimos o calor dos seus beijos, o toque suave das suas mãos no nosso corpo, o calor do seu corpo depois de... Nada se compara a um corpo encaixado no nosso, para dormir até ao dia seguinte. É optimo acordar, ao lado de alguém que nos diz bom dia, e nos dá um beijo carinhoso, que dá energia para enfrentar qualquer dia de trabalho. Sabe maravilhosamente bem, deitarmo-nos acompanhadas daquela pessoa nos dias de frio, ou de tempestade, enquanto lá fora o mundo "desaba", faz-nos sentir protegidas. E que dizer dos banhos a dois, que se prolongam enquanto houver "energia", ou até, o gáz acabar,lol. Felizmente já existe gaz canalizado por quase todo o lado...
Enfim, nestes anos todos, quem me disse amo-te ao ouvido foi alguém que descobri nunca ter amado em dia algum, e que nunca dormiu encaixado em mim. Quem eu amei(ainda amo, não posso negar o que é evidente, mas vai passar...), foi no entanto quem nunca me disse Amo-te, mas, foi quem me proporcionou as melhores noites da minha vida, e o acordar mais suave que poderia ter, até um dia..., e foi também quem mais me "marcou"... pena que no final me tenha magoado tanto.
Por isso, por agora, vou continuar a achar que os vibradores são melhores que os homens.

The rain

Mesmo que viva 100 anos, vou sempre gostar desta banda, e de todas as músicas deles.
Deixo esta, que ouço muitas vezes, porque a acho muito bonita. E porque, condiz o tempo que está hoje, a chuva, lol. Agora, acho que se aproxima uma trovoada, ou isso, ou anda algum maluco com um canhão na rua...

sábado, 29 de setembro de 2007

Um dia...

Há dias assim, nem são bons , nem são maus. Hoje foi um desses dias, acordaram-me cedo, por volta das 6.10h, visto que o meu despertador fez gazeta e não tocou ás 5.30h, daí que o meu pai, teve de bater na porta para me lembrar que eu prometi ir trabalhar a um sábado para a vindima. Enfim, eu lembro-me de cada coisa, mas que posso fazer, terça feira estarei no desemprego, e tenho de fazer uns sacrifícios, para uns extras. E já prometi que a partir de terça, vou para a vindima, até acabar, pelo menos é livre de impostos, dá é cabo do coiro, lol. Digamos que ficamos com o "canastro" um pouco torcido, mas depois passa, afinal são só 6h por dia, e mesmo os miseráveis 30€, livres dos tais impostos, dão imenso jeito para quem vai estar sem trabalho até, sabe-se lá, quando. O trabalho é duro, mas o pessoal, que por lá anda é porreiro, tudo bem acima dos 40 anos, mas somos todos da mesma idade, afinal tratam-me como igual (casa dos 30, eh,eh), e dizemos umas bacoradas engraçadas. Como ia contando, apesar de ter ido trabalhar, o restante do dia foi bastante normal, o que não invalidou que o meu pensamento trabalhasse a cento e cem, como é hábito. Vou para o desemprego, mas, não vou ficar de braços caídos á espera da miséria do desemprego, não. Vou fazer tudo para ter um trabalho, não gosto de estar sem ter uma ocupação, e tenho os meus objectivos traçados, que apenas espero adiar, por pouco tempo. E surgiu um novo objectivo, mais difícil de alcançar que os outros, afinal, um dia quase todas as pessoas desejam ter filhos. No meu caso, há muito que é um grande desejo, mas, nem sempre a vida nos proporciona as condições ideais, para o tão desejado rebento surgir. Gostava que quando acontecesse fosse um(a) filho(a), fruto de um amor sincero e profundo, mas, a vida apenas me concedeu um amor assim por pouco tempo, e mesmo amor, só da minha parte. Como enganar alguém para conseguir ter um filho, para mim, nem se coloca em questão, resta-me criar condições para um dia me candidatar a fazer parte das listas de espera para uma adopção. Sim, pretendo adoptar uma criança. O facto de ser sozinha, só complica a coisa no aspecto económico, pois terei de ter uma situação bem estruturada, pois, terei de ser só eu a conseguir que tudo se conjugue para que possa conseguir o meu objectivo. Amor para dar, nunca irá faltar de certeza, o facto de uma criança não ser nosso filho biológico, não nos faz amar menos, se calhar antes pelo contrário. O vazio, que sinto, por não poder partilhar o amor que passei a sentir pela filha do meu ex, mesmo sem nunca a ter conhecido pessoalmente. Sim, nunca a conheci, a relação durou muito pouco tempo, mas deu para amar aquela criança, que apenas via nas fotos, e perceber que sou capaz de amar incondicionalmente, até mesmo depois de não estar mais com o meu ex. Lamento, não poder ter notícias, não poder ver e falar com a criança, e não poder transmitir-lhe o meu amor por ela, independentemente de eu não estar mais com o pai. Torna-se difícil, quando andamos a passear e vemos alguma coisa, roupa por exemplo, que imediatamente nos faz pensar que havia de ficar bem naquela pessoa, e nada podermos fazer. Não lhe falta amor, antes pelo contrário, pelo menos da parte do pai, pois ele nasceu para ser pai daquela criança, disso, não há menor dúvida. Enfim, nada posso fazer, foi uma relação quase secreta, portanto, só tenho de guardar este amor, com todo o carinho.
Mas que um dia irei conseguir, ter o meu filho, ou filha, para amar com toda a força do meu ser, isso vou.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Os mirones

Hoje lá fui eu novamente para o meu local favorito. Levei bikini, pensando que o tempo estaria, pior que ontem, mas ainda assim "comestível". Engano puro, estava ventoso, talvez também porque a maré estava a encher, mas, ainda assim, o vento dava uma trégua de vez em quando. Havia poucas pessoas na praia apesar de ser sexta feira, e eu lá "aterrei", num local que estava meio deserto, como eu gosto, mesmo assim, senti os olhares dos poucos que por ali estavam, não que eu estivesse a fazer um strip ou algo semelhante, mas uma magricela aterrar de repente na praia, tirar a roupa, e ficar em bikini, sentar-se e algum tempo depois começar a rir com um livro na mão, dá uma certo ar ..., lol. Ainda me deitei na toalha e como é obvio, sofri um "apagão", que é como quem diz, deixei-me dormir. Foi um sono curto, mas restaurador, só que o vento não me deu hipótese de restaurar mais um bocadinho. Sempre que por ali estou, se fecho os olhos, é "apagão" certo, desligo do mundo, á minha volta deixam de existir pessoas, apenas o som das ondas a bater na areia, e, mesmo que falem para mim, eu não estou lá, apago mesmo. Após o sono reparador, lá peguei no meu livro, e como sempre foi o rir. A história é rica em pormenores, anda para a frente e volta atrás, vai novamente á frente, volta atrás, só que pelo meio tem algumas cenas mesmo hilariantes. Prometo que quando tiver um tempo extra, venho aqui deixar algumas partes que eu acho mais cómicas. Vale a pena ler este livro - 100 anos de solidão - de G. G. Marquez. É um best seller, e depois de o lermos percebemos porquê, é uma lição de vida. O frio começou a apertar, tinha umas coisas pendentes e resolvi vir embora, mas hoje não foi como os outros dias, no final, senti uma certa agonia, que não costumo sentir. Após chegar ao meu carro, senti-me observada, o que, me incomodou, não é normal, sentir esta agonia se me observam, estou habituada, por imensas razões, já estive em circunstâncias em que sou observada, e nunca isso me incomodou. Hoje senti mal estar, e não entendi a razão, porque foi real, estava a ser observada, isso eu percebi, e mesmo até agora me arrepiei, só de lembrar... Não sei quem ficou mais incomodado, se eu, se quem me observou...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As asas servem para voar

Oh sole mioooooo..........
enfim, há dias em que o cérebro processa tudo, menos o que realmente é importante, ou que realmente necessita ser processado. Hoje é um desses dias. Penso que tem a ver com a sensação de relaxamento que eu consigo, cada vez que vou para junto do mar. Hoje foi um desses dias, e só me recrimino por ter deixado a máquina fotográfica em casa. Estava um dia lindo, de um azul impecável, com um céu tão limpo, e sem a mínima neblina, uma visão perfeita da serra, da Tróia, da restante envolvente, e o Sado de um Azul, como só se consegue aqui, onde rio e mar se encontram. Havia muita gente na praia, na sua maioria pessoas reformadas, o que deve ser normal, o restante pessoal já regressou ao trabalho, só aparece depois do horário de trabalho, com os garotos para apanhar ar, fora os casais que enroscados desfrutam do final dos dias quentes, fora de casa, lol.
Hoje foi um dia porreiro, descobri uns "cotos", "saliências", "protuberâncias",nas minhas costas, que me preocuparam de imediato, afinal antes não estava lá nada. Pensei que fosse de tanto trabalhar, ou alguma "pancada"( fora a de nascença), que tivessem provocado alguma lesão. Pedi a uma amiga, que examinasse, visto que é quase impossível vermos as nossas costas, e a resposta não podia ser mais animadora. São ASAS. Não, não sou nenhum anjo caído, pelo contrário..., lol. As asas servem para voar, e eu estou a ganhar asas. Começam a despontar suavemente, as ASAS que me irão guiar daqui para fora, as asas da independência, do futuro sonhado nas longas noites da solidão. ASAS, sim, vou finalmente voar, sair do ninho, embora ainda vá demorar um pouco, mas, pronto é o despontar das asas que, quando estiverem consolidadas, irei erguer para o céu azul, e que me levarão onde o futuro permitir.
Sempre sonhei que conseguia voar, mas isso, são outros quinhentos, e um dia eu conto.

ai, ai

Olha, era apenas para dizer AI, mas, não é que a televisão que a minha irmã deixou na RTP1, acaba de anunciar que vai dar a 3ª série de LOST? Será que é desta? Tenho dúvidas. Além disso ainda vai dar primeiro um resumo das duas séries anteriores, coisa que é repetida... Há dias comentei um post na Lancheira sobre televisão e referi qualquer coisa sobre esta série, e não é que agora vão voltar a por isto no ar? Parece mentira, mas pelo menos, agora que vou estar de papo para o ar á conta dos vossos descontos, esta eu posso ver, lol. Tempo para me deitar tarde não vai faltar... ninguém reclama a minha presença noutro lado, lol. Posso ver TV e depois ser como algumas sras que conheço, que falam das novelas como se falassem dos vizinhos e da família. Xiii, só posso estar a alucinar... Ai, as coisas que uma gaja solteira, acaba por dizer. Se isto é assim aos trinta e picos imagine-se aos quarenta e por aí em diante.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Ainda os vibradores...

Ontem esqueci de mencionar....
os vibradores só têm um handi-cap... lol...
NÃO TÊM BOCA... logo não...
mas não se pode ter tudo, e para isso, existem os palermas que de vez em quando, deixamos que substituam os vibradores, apenas porque têm boca, lol...

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Vibradores....

Hoje vou falar de um assunto que para alguns é tabu. Vibradores, mais concretamente as razões para que algumas mulheres prefiram estes parceiros em vez dos outros...
As mulheres preferem os vibradores porque:
- Estão lá sempre a qualquer hora;
- Não se chateiam se incluirmos um homem na jogada, já dos homens não se pode dizer o mesmo se incluirmos um vibrador, acham que não estamos satisfeitas, que não gostamos deles, blá,blá.....;
- Não se importam se não estivermos com disposição para eles, nem desconfiam de nós por isso, muito menos se tivermos mesmo uma real dor de cabeça;
- Não perguntam pela enésima vez, ao fim de longos meses de relação se gostámos, nem se preocupam se estão em boa forma;
- Se não funcionam, é só trocar as pilhas, ficam como novos, não fazem nenhum drama;
- Podemos sempre descartar-nos de um, sem remorsos.;
- Não adormecem após os termos usado;
- Não usam as mulheres, são usados pelas mulheres;
- Alinham em qualquer brincadeira, mesmo que não estejam de acordo, sem se manifestarem;
- São pacientes, sabem esperar;
- Não se incomodam se não gostamos de alguma posição, esperam até que estejamos prontas para ceder.
Enfim há um sem número de razões para que as mulheres prefiram estes objectos de prazer, em vez dos homens que tem mais desvantagens que pontos a favor.
Por isso mesmo, lembrei-me de que tenho de passar na sex-shop por estes dias....

domingo, 23 de setembro de 2007

Emoções

Ultimamente ando um pouco mais calma. Aquele sufoco está mais atenuado, mas a razão tem ajudado. Voltei ao tempo da razão, sem emoção. E assim vai ser daqui para a frente, que é como nunca deveria ter deixado de ser. Se eu não tivesse deixado a razão de lado, e seguido as emoções, agora estaria certamente melhor do que estou hoje, mas os erros servem-nos de lição, e eu aprendi que para mim só vale a razão. Sempre fui mais racional, que emocional, e se não me dei bem, com a razão, também não posso dizer que me tenha dado mal, pois nunca tinha dado oportunidade a ninguém para me magoar. Ser racional ajudou-me a conseguir driblar os homens das cavernas que sempre me tentaram enganar. Quando me deixei levar pelas emoções, fui logo apanhada na rede por um, que sendo um predador, fez exactamente o que fazem alguns animais selvagens, perante uma presa que conhece as manhas do inimigo, usou o disfarce e o encanto para seduzir e conseguir o objectivo. Perante a perspectiva de morar sozinha, os cuidados redobram-se, e a razão vai ter de ser como uma armadura, sempre na frente, para evitar ser ferida pelo inimigo. Volto ao tempo em que só com um olhar, todos se assustam e nem sequer pensam em dirigir-me palavra. Volto a ter o ar mais antipático que consigo, tipo todos me devem e ninguém me paga, e que se lixe quem não gostar, porque eu não estou nem aí, desde que sobreviva nesta selva, sem ser ferida. Por causa das emoções, dei-me mal, estou a recuperar pouco a pouco, e com a certeza de que no futuro ainda vou voltar a sorrir, mas só para mim.

sábado, 22 de setembro de 2007

Vindimas

Mais um dia de vindima, amanhã... socorro, como é que me foram meter nisto? Eu devo ser doida, só posso ser. E o descanso? Trabalhar ao fim de semana, sem descanso, o que dá a necessidade... mas custa tanto levantar cedo, eu que sou de deitar tarde, oh vida ingrata. E agora vou-me deitar, porque, além de ter de me levantar cedo, estou sem cuecas, literalmente, e ando com os sentidos muito apurados, o que faz com que o meu próprio odor me recorde de momentos que apenas pretendo adormecer na minha memória... ou quem sabe solte a gaja que pus adormecida, dê largas á imaginação, e tenha uma noite fantástica a solo.
Porque amanhã é um novo dia...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Engordar o porquinho.

Só agora percebi porque é que, até agora, ainda não dei em doida. Porque tenho a praia, o mar e a serra. Sim, e por poder desfrutar dessas maravilhas que a natureza concedeu a quem por aqui vive, eu vou conseguindo manter a minha sanidade mental. Mais uma vez, fui até lá, levei o meu livro e sentei-me na areia a desfrutar daquela paz, do som do mar. Quem por ali está, deve pensar que eu sou doida, afinal o livro é hilariante e, eu levo o tempo a rir, sozinha, mas faz-me tão bem. Pena que o tempo mudou rapidamente, e tive de vir embora. A minha vontade era vestir o bikini, e ir para a água, porque nem estava frio, apenas uma chuvinha fina, e a água estava melhor que no Verão, mas, tinha mesmo de vir para este "buraco", a que chamo de casa. Ai se eu vivesse sozinha.... de certeza que tinha molhado o esqueleto, não tinha horário para chegar em casa, e podia fazer o que entendesse com o meu tempo, mas, mesmo não tendo horário para chegar em casa, viver em casa dos pais, tem os seus inconvenientes, e lá me pus a caminho. Tão cedo não vou poder deixar de fazer esta terapia com frequência, ou aí sim, vou endoidar de vez. Vou estar desempregada, e isso é uma coisa que me põe fora de órbita, mais o facto de estar a demorar para conseguir por as coisas em ordem na minha vida. O tempo parece parado, e eu sou impaciente, é tudo para ontem, e quem me conseguia fazer abrandar, já não está mais aqui, há muito tempo, quem sabe até nunca esteve, foi apenas ilusão minha. É o carro, que estou a demorar para encontrar, é a casa que não sei se vou conseguir ficar com ela, são estas pessoas com quem vivo, que de dia para dia, me identifico menos com elas. O futuro é uma incerteza, no qual eu estou disposta a apostar todas as minhas fichas, e arriscar perder ou ganhar. A certeza de que quero sair daqui, ter o meu espaço, mesmo que para isso tenha de enfrentar a amargura da solidão das quatro paredes em que me enfiar, não me deixa desistir.
E agora, vou deixar-me de lamentos e deitar, que amanhã, vou cumprir um dia de vindima, pois é, se quero sair daqui, não posso descartar certas hipóteses de engordar o porquinho.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Trovoada, novamente.

Não parece, mas, é uma foto da trovoada de hoje. Pois é, andei na rua a tentar fotografar os relâmpagos, lol. Não consegui grande coisa, afinal a velocidade da luz é a velocidade da luz... e a minha máquina é em velocidade "digital", o que inviabiliza qualquer tentativa de captar qualquer coisa rápida. A única coisa boa disto, é que, eram várias trovoadas em simultâneo, o que me permitiu ver um fenómeno muito bonito, e deveras impressionante. O céu iluminava-se por completo, os raios rasgavam o escuro da noite em várias direcções, e parecia rasgar-se por cima da minha cabeça. Eram trovoadas secas, ou não... porque começaram a ficar próximas, e eu vim para casa por respeito a tão grande poder da natureza e desatou a chover de seguida. A única certeza? Não vou desistir ainda de fotografar um relâmpago a rasgar o ceú.

Não são imagens perfeitas, mas são as possiveis. tendo em conta as limitações que tenho, com uma máquina digital, que demora sempre um pouco a fazer o disparo, depois de carregar no botão, lol. É interessante ver como o céu se ilumina, com cores diferentes, consoante, as nuvens estejam mais ou menos escuras, o dia a finalizar e a noite a aproximar-se. :)