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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Voar...


(Praia de Figueirinha, Setúbal, 4 de Janeiro de 2010)


Essa liberdade que eu queria sentir...

domingo, 30 de agosto de 2009

Liberdade...


Nos últimos tempos, como não tenho companhia, decidi que em casa é que eu não fico. Não há companhia, paciência, também não fico á espera que me caia uma no prato da sopa, e lá vou eu ao cinema, passear, à praia na minha própria companhia. Aproveito para me conhecer melhor, afinal terei que viver comigo mesma para o resto da vida. Hoje, como não podia deixar de ser, fui à praia, com este calor não podia ficar na sauna da minha casa. Ora tudo não passaria de um dia normal de praia, com uns banhos de sol, outros de água, uma leitura à sombra pelo meio, não fosse a vizinhança. Sempre ouvi o pessoal dizer " a minha liberdade acaba quando começa a dos outros", e, nunca achei que fosse tão linear assim, afinal eu sempre fui tolerante com os outros. No entanto hoje, a praia estava cheia ( o que não tem acontecido noutros domingos naquela praia), e já eu estava com um banho fresquinho a lagartear ao sol, quando chega a vizinhança que abancou quase colada a mim, com tanto espaço ainda noutros locais. Dei o beneficio da dúvida, afinal como eu referi tenho por hábito ser tolerante. Eram três jovens de sexo masculino e fazer barulho é normal. Passado algum tempo chegam mais um jovem e duas raparigas e as coisas começam a ficar muito barulhentas, mas o pior está para vir. O espaço era curto e como estavam mesmo colados a mim, eu não pude deixar de apanhar com os "gases" de escape do grupinho que se formou. Sei que estávamos ao ar livre, e não é proibido fumar na rua, mas a praia é um sítio público, e quando se está praticamente colado aos vizinhos há que moderar um pouco os vícios, e evitar certas coisas. Ora tudo começa quando eu ouço um deles começar a falar da noite anterior que foi não sei para onde e que meteu duas de ácido, mais não sei quantas de outra substância ilegal qualquer e que aquilo não deu em nada, que não conseguiu curtir uma valente, que bebeu assim e assado. A conversa a partir daí derivou durante um bocado à volta das ganzas e dos ácidos e muita risota pelo meio com as cenas que fazem quando metem substâncias no organismo. Confesso que sou tolerante e a conversa em si não me espantou e nem assustou, até ao momento em que começam a enrolar tabaco e umas coisas mais pelo meio. Ora caneco, não me bastava ter de levar com o fumo do tabaco, ainda tive de levar com as ganzas deles e com todos os seus derivados. Isto durou a tarde toda, ora tabaco, ora ganzas, e eu a ter de fumar com eles as mesmas merdas, estando eu na praia, um local onde devia poder respirar livremente e sentir apenas a brisa do mar salgado. Agora compreendo de facto como a minha liberdade acaba, onde começa a dos outros. É que estando num local ao ar livre, não podia protestar, até porque a miúda que estava do meu outro lado barafustou por causa do barulho porque queria dormir e foi motivo para haver risota e comentários grosseiros. Ora eu sou tolerante, mas também os outros deveriam ter consciência da proximidade das outras pessoas na praia e asbterem-se de certos vícios que acabam por não só os prejudicar a eles, mas também a quem está próximo.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abril


A internet já está consertada. Dentro das 48 horas previstas, o técnico lá consertou isto, e já navego a cento e cem à hora!
Passaram hoje 34 anos sobre o dia da Revolução, ou dia da Liberdade como é chamado! 34 anos passados e muita coisa mudou, umas para melhor, outras não sei se poderemos sequer dizer que mudaram, quanto mais para melhor. Temos muito mais liberdade, isso é facto inegável. Antes seria impensável haver internet, quanto mais escreverem-se blogs, onde escrevemos o que queremos e bem entendemos, comentamos e mandamos bitaites. Há liberdade de expressão, que antes não havia, e duas, três pessoas na rua, a falar, já não constitui nenhum problema. Há manifestações na rua, há direito à greve e não há PIDE. Há direito a votar, e escolher que nos governa. Ora aí está algo que parece que afinal, se não está na mesma, onde é que mudou? Escolhemos que nos governa em períodos de tempo, que parecem eternidades, tendo em conta a quantidade de asneiras que somos obrigados a suportar durante esse tempo. É que não há pachorra. Governo, atrás de governo, durante 34 anos, e cada vez estamos mais mal governados.
E ainda se admiram se os jovens não sabem nada de história contemporânea, e não estão voltados para a política. A avaliar as coisas como estão, parece que nada irá mudar em termos governativos, será mais do mesmo, ora está o PS, ora o PSD, a dança das cadeiras será sempre esta. A crise parece ser mundial, e nós como fraco país que fomos ( não digo sempre fomos, porque já fomos grandes, mas isso é história) e seremos, não vamos ver grandes alterações nos próximos tempos, só se for para pior... O Petróleo, governa o mundo, e parece que a crise mundial acaba por afectar os cereais, que por sua vez afectam o resto o mundo inteiro que depende dos cereais, e este ciclo é um circulo vicioso, que a seu tempo se verá se tem consequências drásticas ou não. Nós, que somos um país quase na cauda do mundo, 34 anos depois da revolução da Liberdade deixámos de ser auto-suficientes na produção de cereais, principalmente arroz, uma das bases da alimentação. 34 anos depois do 25 de Abril, a agricultura está de rastos, a economia está pior que nunca, e estamos quase tão mal em termos de ordenados, e de trabalho (não emprego, que isso é para quem não gosta de trabalhar), como estávamos antes de Abril. Viva a Liberdade, ou eu não poderia ter escrito nada do que aqui escrevi. No entanto espero que tanta liberdade não nos leve a ficar pior do que antes da Revolução.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

No smoking

Pergunto eu, na minha ignorância de portuguesa, quando é que os portugueses conseguem ter pelo menos dois dedos de testa e entender algumas das coisas que se passam neste país, tal qual elas são para ser entendidas? O que já se disse e o que ainda se irá dizer sobre a nova lei do tabaco... e eu vou também meter a minha ignorância ao barulho. Quer-me parecer que os portugueses entendem esta lei como proibitiva de fumarem. Serei eu que sou ignorante, ou a lei não proíbe ninguém de fumar? A proibição é nos lugares onde se fuma, mas não proíbe ninguém de fumar pois não? Quem quer fumar é livre de o fazer, tem é uma restrição em termos de espaço onde o pode fazer. E acho que já deveria ter sido posta em prática há muito tempo, mas por cá andamos como os caracóis... com cornos, ranhosos, e muito lentos... Muitos que fumam acham-se no direito de poluir o ar que os outros respiram, e criticam a lei, como se os outros fossem obrigados a respirarem um ar poluído de boa vontade. O ar puro que respiro não interfere com o espaço deles, porque é que o ar poluído deles tem de interferir com o meu? A minha liberdade acaba quando interfere na liberdade dos outros, e vice-versa. Se quem fuma acha que é um direito, uma liberdade, é sim senhor, mas essa liberdade acaba quando interfere na liberdade de terceiros. Sei que nem todos os fumadores são assim, sei que há fumadores conscientes, que não interferem na liberdade dos outros, e a esses só há que agradecer, por se lembrarem que quem gosta de ar puro. A lei não proíbe ninguém de fumar, limita os locais onde isso pode ser feito. Vamos lá ser um povo consciente, e perceber de uma vez por todas como as coisas são na realidade. Vamos aceitar a lei, e respirar melhor se faz favor!