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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ai, este dia... de trabalho...

("imagem surripiada" da net)

Eu aqui um dia inteiro à espera que passe o tempo, dá um calor nas vidraças que parece que é Verão aqui dentro, embora lá fora eu sei que está frio. As cadelas estão a bater uma sorna ali ao sol, cansadas depois de andarem a esburacar a relva. Podia soltá-las um pouco, mas depois vão roer as caixas eléctricas e os cabos das câmaras de vigilância, bem como descascar o tronco da palmeira mais um bocadinho. Navego na net, ouço música, e vejo um filme, como alguns doces, mas o raio do tempo que demora a passar na mesma. Eu tinha de me deixar convencer a vir para aqui hoje? Tinha? Eu a única alma humana, aqui fechada, com duas cadelas doidas ali ao lado e um colete à prova de bala que já me assustou, porque caiu do cabide, bateu no fundo armário, e fez um estrondo, que dei um salto da cadeira. Não é suposto haver aqui barulhos para além das cadelas, logo, eu aqui no sossego ouço um estrondo enorme, aquilo é pesado como tudo, claro que me assusto. Só que sei que não está cá mais ninguém, além de que está tudo trancado, recuperei e lembrei-me que já de manhã quando o vigilante saiu o cabide tinha cedido ao peso do desgraçado do colete. Tanta gente de folga e eu, que também tinha tolerância de ponto, deixo-me convencer e venho para o lugar da minha colega/amiga, mas só porque ela faz anos hoje e como tal, eu faço o lugar dela para que possa passar o dia em família. Noutro dia alguém me há-de compensar por isto.
Agora vou ver uma filme, para ver se o tempo anda mais depressa, isto se me vierem render ás 17:30h, é que com estes vigilantes nunca se sabe, tantas trocas fazem que ainda acabo por ter de aqui ficar ad eternum.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Ho, ho, ho!


Estou sem net, e aqui no trabalho só de escapadela...

Desejo a todos um Natal com muitos doces e muita Paz!

E já agora digam ao Pai Natal, que pode juntar um novo despertador aos presentes do post anterior!!! A imagem é uma prendinha para os vossos garotos pintarem, ou os pais...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Avisem o Pai Natal, por favor...


Alguém avisa o Pai Natal que eu preciso de um par de chinelos, uma agenda maneira, e um neurónio novo, ou em alternativa férias para este.

É que isto, este mês, está de morte, sempre são quinhentas e... viaturas para serem preparadas para entrega este mês, se bem que duzentas e algumas já estão no destino, mas eu ainda tenho muito trabalho informático e administrativo para fazer até final do mês... o pessoal da preparação é mais, logo conseguem fazer mais trabalho que eu, que estou sozinha com todo o trabalho administrativo, e informático, e ainda tenho de actualizar ficheiros para enviar para a marca... entre muitas outras tarefas... Já agora, se o Pai Natal, puder trazer um aumento de ordenado, eu agradeço, é que 450 € não são ordenado para tanto trabalho e responsabilidade... E agora vou fazer ó-ó, que para não me desabituar amanhã vou trabalhar para puder dar um avanço nas minhas tarefas administrativas, enquanto o restante pessoal vai continuar a preparar mais carros, para que o meu trabalho continue a aumentar mais rápido do que eu consigo resolver. A sorte é eu ser profissional e teimosa, e só vou parar quando tudo estiver ok, antes de dia 31... sim, sei que devo ser louca, até só posso ser... mas a facturação da oficina depende de grande parte do meu trabalho, logo no final do mês tem de estar tudo ok.

Ok, já percebi... já estou a ouvir a sirene da ambulância, para me levar... melhor parar e ir fazer ó-ó.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Xiça penico...



Alguém me explica o que se passou no Brasil, para que ande tanta gente a pesquisar por XANA??? Sim, eu sei qual o significado da palavra por lá, e não tem que ver com o diminutivo do meu nome... Mas repentinamente toda a gente pesquisa o mesmo e depois todos vem de visita ao meu estaminé, e claro nem param para ver a qualidade dos meus escritos, saem logo, afinal por cá NÃO HÁ PORNOGRAFIA, a Xana aqui é outra e está muito bem e recomenda-se. Já agora gostava de saber o que se passa, quem é que fez um filme para maiores de idade, daqueles com bolinha vermelha, para andar tudo a pesquisar o mesmo. Quase só tive visitas do Brasil, dos mais variados Estados e todas pesquisam o mesmo. Não é por nada, se alguém me puder esclarecer, agradeço, já que nunca houve tanta visita do Brasil no meu estaminé.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Diz-me o que cuscas...

... eu digo se vieste ao lugar certo!

Resolvi fazer como o Dr.Cat e dar voz a quem cá chega procurando algo, que me parece que não encontra...
Cá vai disto, óh Calisto...

_ Homosexoais - esta é complicada, pare além do erro ortográfico, aqui não encontra nada, mas insiste na busca. Só posso dizer, olhe continue, agora já encontra pelo menos uma vez a palavra, lol.

_ Porque é que o meu gato só faz asneiras em casa... - pesquisa vinda da Bélgica, de um português presumo. Pois, parece que na Bélgica os gatos, são iguais aos de cá, fazem asneiras em casa. Olhe vá ao Dr. Cat, que quanto a esse problemas não há solução certa, cada gato é um gato, e o seu é um traquinas.

_ Comboio do futuro... - hummm, há-de passar a poucos metros daqui de casa, vai fazer alterar as estradas, vai cortar vinhas ao meio, logo aqui onde se produz um dos melhores vinhos do mundo, e sei o mesmo que sabem os restantes portugueses, que a obra há-de começar... um dia destes...

_ Rumo ao incerto... -Veio ao lugar certo, aqui nada é certo, a não ser a certeza de que nada é mesmo certo, daí que este blog vai mesmo rumo ao incerto, por isso este é o lugar certo. Confuso? Tem é de continuar a vir cá, para conseguir chegar ao incerto...

_ Cuecas ovelha choné. - Pois eu já vi muitos episódios, mas nunca a vi em cuecas, veio ao lugar errado. Aqui quando muito em cuecas só algum Deus Grego que eu resolva colocar a foto, agora ovelhas em cuecas, é como disse no ponto anterior... rumo ao incerto, não garanto nada.

_Visinhas a estender a roupa. - Eu tenho vizinhas, mas saio de casa cedo e chego tarde, não vejo ninguém a estender roupa. Se ler um pouco mais e se importar menos com as vizinhas, talvez não dê erro ortográfico ao escrever visinhas...

E agora vou para o poço, esperar por mais pesquisas, porque mesmo aqui no poço, sei o que se cusca por cá.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

???

Devo de estar azeda... os mosquitos andam à minha volta! Ou então é do poço!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Está frio...



Parece que por aqui está frio!!!



E aqui não está melhor!!!



Pai-Natal, não estás a fazer o que te pedi... vá lá, faz um esforço, sim?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Questão pertinente...

Porque cargas de água, passamos o tempo a ver nas novelas, filmes, séries e afins cenas do tipo acordarem o pessoal que está a dormir a perguntarem pela corda? E ainda por cima aflitissímos... a corda?, a corda?,a corda?, a corda? Mas para que raio é a corda, que ainda não percebi? E afinal se alguém está a dormir como sabe onde está a corda? ( não é para me irem tirar do poço, que eu já disse que não vale a pena, que não quero que me atirem a corda, portanto não é esta a resposta).
Se alguém souber que diga, porque eu não entendo, porque anda tanta gente á procura da corda...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

No fundo do poço com os vírus... e o Pai-Natal.


Querido Pai-Natal daqui do fundo do poço, não escapei aos vírus. Sim, esses sacanas entraram no poço e apanharam-me. Resultado? Um resfriado tamanho família, febre alta com arrepios e nem a roupa me chagava ao pelo, e nariz que parece um auto-tanque dos bombeiros a debitar água num incêndio na serra de Sintra em dia de vendaval. Não, não é gripe, porque com um bom anti-pirético e um pouco de cetirizina a coisa, está a andar sobre rodas, e lá fui bulir o dia todo. Só que a juntar a isto mamei uma aspirina, porque a cabeça estava a bater mal e mais o outro comprimido da praxe para conseguir fazer óó, e enfim, se me fizessem análises sanguíneas neste momento, de certeza que seria presa por tráfico de estupefacientes...
Portanto Pai-Natal se fores bonzinho, leva os vírus para longe do meu poço, sim? Pai-Natal visto que ao que parece eu sou crente e acredito em ti, dá uma luz, ou um raio que o parta na cabeça do meu patrão, e faz aquela " aventesma" acordar de uma vez e perceber que pagar ordenados com cheques depositados no banco com data valor de dois dias depois do fim do mês, é coisa do tempo dos afonsinhos, sim Pai-Natal? É que não adianta depositar no fim do mês, se a data valor é na semana seguinte, mais os dois dias úteis que vai ficar retido... e as minhas contas quem paga? Quero lá saber se ele não gosta de transferências porque enquanto o dinheiro passa de um lado para o outro não sabe onde ele anda... nem eu sei, só sei que de um dia para o outro está à minha disposição, assim enquanto chove e não molha eu é que me lixo, e acabo por receber sempre ao dia 4 ou 5. Isto já não se usa caramba, estamos quase em 2009 caramba, que meio de pagamento de ordenados é este? Ainda por cima, nós é que temos de pedir à empresa que escreva ordenado, nas costas do cheque para dar conhecimento que é o nosso ordenado que está a entrar na conta, e como se depois os funcionários do banco fossem ligar a isso, arre que assim já é demais...

E por fim Pai-Natal, manda fazer bom tempo lá para as bandas da Suécia e Noruega, sim? Pelo menos faz o Inverno lá ser menos rigoroso está bem? Sim, sim? Tu sabes porquê... e já agora aqui no poço também...

domingo, 30 de novembro de 2008

É asma... que a ovelha tem!



Até que no fundo do poço dá para rir de vez em quando!

sábado, 29 de novembro de 2008

Caminho

Para não destoar dos dias anteriores acordei rabugenta, e com dores na anca e no braço, a dormir a noite inteira na mesma posição, e com pesadelos... enfim de cada vez que me mexo acordo com o frio, a cama à minha volta parece um ice-berg, volto à posição em que estava. E a rabugice, tem o condão de me fazer ver aquilo que normalmente não vejo, mesmo que esteja em frente dos olhos. Já sei como as coisas se processam, mas acabo sempre por escolher o caminho mais fácil. Talvez porque o caminho alternativo seja mais doloroso, mas, talvez seja o que deveria seguir. Adiar o caminho mais escuro não me vai fazer chegar a lado nenhum, só me vai fazer andar em círculos, adiando dores e sofrimento para depois. Então porque não enfrentar de uma vez o caminho escuro, e com pedras, ultrapassar esse obstáculo, transpor as dores da alma, porque agora são maiores que as do corpo? Odeio-me, e apetece-me desaparecer, e esconder-me num poço, e não, não quero que me atirem uma corda, quero lá ficar, para não ver o que está diante dos meus olhos, mas que me recuso a ver porque simplesmente é tão real, porque simplesmente me vai fazer seguir o caminho mais longo, mais escuro e com mais pedras a ultrapassar, e esse caminho certamente vou ter de o seguir em breve, mas agora só quero ficar no poço e ver apenas a luz do sol, se não chover...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Ainda no poço

Porque me apetece recordar os "eighties"! E porque com este frio, se está bem no poço!


terça-feira, 25 de novembro de 2008

O bunker, ou o local onde o sol não entra!

Por vezes há acontecimentos que sendo maus para algumas pessoas, acabam por ser benéficos para nós. Desculpa N. mas até que dá jeito estares doentinha... assim posso ao substituir-te nas tuas funções estar aqui a escrever no meu "estaminé". Desculpa, não desejo a ninguém que esteja doente, mas já que aconteceu, vou tirar vantagem desse facto... É que lá no meu canto, não há tempo para navegar, muito menos quando eu retomar o meu lugar, porque vai estar tudo com algum atraso. Aqui as coisas correm mais devagar, que no meu espaço, mas enquanto aqui se vêem caras diferentes a toda a hora, enquanto se fala com imensas pessoas, no meu espaço as caras são as mesmas o dia inteiro, já para não falar do barulho... acho que vou pedir transferência do escritório, para a portaria, sempre tem menos barulho, e passam pessoas diferentes. O meu espaço, lá porque é o escritório da oficina, não necessita obrigatoriamente de estar junto à mesma, até porque o meu trabalho não interfere com o da oficina e o da oficina interfere com o meu, porque silêncio ali, é pura utopia, todo o dia, é matraquear de motores, bate chapas, máquinas de e equipamentos de pintura. Da mesma forma que os restantes escritórios estão na piso superior, o meu também poderia estar. Bem, mas não está, e eu estou de serviço na portaria, ou como costumo dizer, de guarda às cancelas, sou eu que permito ou não quem entra na cerca... :)
Amiga, desejo que melhores rápido porque nós somos muito boas, cada uma nas suas funções como é óbvio, e eu apesar do barulho gosto muito do meu "bunker" lá onde o sol não entra.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Morreu

Agora foi em definitivo, a minha net morreu, ou mataram-na de vez.
Aqui do trabalho não dá para andar a navegar e muito menos a escrever posts. Pode ser que um dia destes volte, mas por agora é quase impossivel. Estou dentro do poço e não estou com vontade de ir comprar nenhum serviço de internet até ver, estou a fazer uma cura de desintoxicação, e começo a habituar-me a não ter internet em casa, ou pelo menos ainda não estou a ressacar.
A vós que por aqui passam para me ler, só vos digo continuem, que eu ás escondidas vou vendo os vossos "estaminés". Um dia, volto.

domingo, 16 de novembro de 2008

Do fundo do poço...

Aqui no fundo do poço tenho umas músicas que me ajudam a gostar cada vez mais de cá estar. Hoje fica esta, que eu gosto muito, mas eu sou suspeita porque esta banda é das minhas favoritas.



Não encontrei o video original, fica este que tem um som muito bom, e graças a quem teve o trabalho de o fazer, antes assim, que nenhum.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

..............

A minha saúde mental está seriamente em risco! Estou numa fase negra e conturbada da minha existência. O pior é o que está para vir a seguir. Não vale a pena desejarem-me força, porque não vou ter, não há volta a dar. Vou ter de aguentar a dor, vou ter de aguentar a escuridão, só assim me poderei erguer novamente quando um dia conseguir visualizar a luz outra vez. Se sairei disto fortalecida? Tenho certeza que não, as mágoas deixarão marcas profundas, que jamais terão cura. Queria poder fugir, ir para uma ilha deserta, ficar sozinha, isolada do mundo, nunca mais ter contacto com a civilização, poder esquecer que sou humana, que a raça humana existe. Sem livros, sem ligação com o mundo, ou algo que me lembre quem fui, quem sou. É, estou a chegar ao fundo do poço que eu própria abri. Agora só eu posso encontrar forma de sair de lá outra vez, e para já não me apetece, e por favor, não me lancem a corda, que eu não quero agarrar, não quero subir. Preciso ficar dentro do poço, esquecida! Há coisas que não mudam mesmo!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

É do tempo ou talvez não...



Eu até vinha com vontade de começar a escrever alguma coisa diferente, mas estou a caminho de chocar uma amigdalite, pois, novamente eu sei... agora dei nisto... enfim, a juntar à debilidade emocional as coisas não estão boas para grandes devaneios literários ou jornalísticos, iria sair qualquer coisa sem graça. Voltarei em breve, prometo, se não ficar mesmo no choco, ou se resolver sair da crise, afinal sou eu que tenho de aprender de uma vez que o Pai Natal e o Coelhinho da Páscoa são seres imaginários.

( o desenho podem copiar, e pintar, lol)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Deu-me para reclamar...

Não venho ao blog há muito tempo, e hoje venho porque me apetece reclamar. De quê? De muitas coisas, e só porque em apetece. Da gaja, que hoje na estrada, me enervou porque andou a travar sem destino, a fazer tentens, e quando a vou ultrapassar mete-se à parva por ali adiante obrigando-me a uma manobra perigosa, porque eu já estava em ultrapassagem e não podia travar... do gajo que ia a 30 km hora quando ultrapassei a dita cuja e que me obrigou a fazer uma travagem entre a gaja e ela. Se uma faz asneira, outro anda tão devagar que mais valia andar de bicicleta, arre xiça, não é preciso andar a alta velocidade, mas andar quase parado...??? ou sou eu que sou implicante? Depois tenho de reclamar das empregadas da charcutaria de todos os super e hipers aqui da zona... todos, não é bem assim, porque há um onde me atendem como peço, mas é o que fica mais longe e fora de mão. Eu pergunto, custa assim tanto cortar fiambre ou presunto, ou lá o que quer seja, fininho como eu peço? Custa? Há dois então onde me dizem que as máquinas não cortam bem, que estragam...e eu que até digo que não faz mal, que não é para comer inteiro, engraçado que são em locais diferentes mas a gerência é a mesma e são ambos da mesma cadeia... será que só lhes forneceram máquinas ranhosas? E porque será que se for a um local da mesma cadeia, noutras terras fora da zona, até cortam como lhes peço...? Para além do facto de andarem a apregoar na televisão que são os mais baratos, aqui nesta zona são os mais caros... mas não são os únicos, parece que por aqui ninguém sabe usar a máquina de fatiar. A excepção, vou fazer publicidade, afinal merecem, são as senhoras da charcutaria do Continente do Fórum Montijo. Já desde os tempos do Carrefour, aqui sempre me fatiaram tudo como pedi, sem margem para qualquer reclamação. Pena que é o mais longe e só lá vou de vez em quando. De salientar que deixo de comprar fatiados para não ter de os devolver... por mau atendimento...
Mais? O gato que mordeu no meu Elvis e que lhe deixou uma orelha em estado bem mau... se passas por aqui meto-te um foguete lá no sitio onde o sol não entra e vais de fininho para lua... Era o que deveria fazer, mas visto que eu não faço mal aos animais, e gatos são gatos, a culpa mesmo é do dono que não dá comida ao pobre bicho e ele vem para a casa dos vizinhos fazer estragos, o melhor é meter o foguete no dono e mandá-lo sem bilhete de regresso para Plutão. A sorte dele é que não sei quem ele é, porque os gatos que por aqui andam nunca são de ninguém... mesmo que usem coleira... deviam ter de pagar a conta do Vet, para aprenderem a cuidar dos animais que tem e não irem fazer estragos fora de casa.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dedicatória

A vida lá em casa, era maravilhosa! Havia paz, muito riso, muita cumplicidade, muita brincadeira e muito amor! Os fins de semana eram passados em família, em casa, ou no monte em comunhão com a natureza. As brincadeiras com os miúdos era muito divertidas, de vez em quando deixava-os ganhar os jogos que eles próprios inventavam, só para ver aquelas caras alegres. Os anos iam passando, os miúdos crescendo e os estudos roubavam-lhes algum tempo, assim como os passeios com os amigos, os namoricos eram conversa habitual. Nunca reclamei, era o ciclo natural da vida, e continuámos sempre a divertir-nos quando estávamos em família. Nunca faltou nada lá em casa, e era isso que importava.
Um dia, a minha saúde mudou, e as coisas por casa também mudaram. Subitamente, onde havia amor, carinho, cumplicidade, brincadeira, passou a haver desconfiança e afastamento. Não entendi a razão, perguntava-me porquê? Comecei a ouvir conversas em surdina, outras vezes os semblantes mudavam quando eu entrava, mas porquê, se era uma doença simples, cujo tratamento seguido á risca iria fazer com que voltasse tudo a ser como antes. No entanto, não era esse rumo que as coisas estavam seguir. Continuavam indiferentes, muitas vezes perguntei porquê, mas nunca me responderam. A minha saúde foi ficando cada vez mais fraca, o medicamento acabou e não se comprou mais, a falta da vida de antes, fazia com cada dia ficasse pior. Um dia, achei que tudo ia voltar a ser como antes, afinal no fim de semana íamos para o monte, éramos novamente uma família. No caminho, parámos naquela vila onde era habitual, para esticar as pernas, e apanhar um pouco de ar. Estava distraído a olhar os patos no lago, como era habitual, gostava de os ver sempre muito aprumadinhos, alisando as penas, mergulhando, enfim vida de pato. De repente senti um silêncio, um frio na espinha. Olhei para trás, e não os vi. Fui até ao estacionamento ver se me esperavam no carro, mas o carro não estava lá. O que se estava a passar, estariam a brincar? Só podia. Deixei-me ficar, afinal não adiantava sair, se voltassem podíamos desencontrar-nos. Passaram-se longos minutos, que deram lugar a horas, não estava a entender, que se estava a passar? Comecei a ficar com fome, resolvi procurar o que comer, mas de repente todos olhavam para mim de lado, outros afastavam-se e até puxavam as crianças pelo braço com força. Ia andando, resolvi tomar o caminho para casa, quem sabe voltassem para trás e não estando no jardim, resolvessem também ir para casa, para nos encontramos. Os carros apitavam-me, entrei num portão aberto, resolvi que iria ali pedir algo para matar a fome, mas quando me viram, correram comigo, ofenderam-me, atiraram pedras, chamaram-me Sarnento... Então percebi... Aqueles que em tempos tinham sido a minha família, abandonaram-me, foram embora, deixaram-me ficar para trás porque eu tinha sarna. Senti uma dor tão grande. Porquê? Porquê? Que fizeram aos momentos felizes, às alegrias partilhadas? Só me apetecia chorar, a fome cada vez mais me torturava... Fui caminhando, entrava em algumas portas, era logo escorraçado, sempre chamado de sarnento. Os carros apitavam, outros quase me atropelaram, também já não importava... agora estava por minha conta... e nem a fome conseguia saciar, aquela doença que teimava em me fazer coçar cada vez com mais frequência, sem tratamento não iria abandonar-me... Porquê? Porquê eu? Continuei no caminho, cada vez mais fraco... até onde iria, não sei, mas continuei...
Dedicado a ti, que caminhavas naquela estrada, com o ar mais triste do mundo, que um dia tiveste um lar, mas que foste abandonado ao teu destino, porque aqueles que te amaram um dia, não tiveram a capacidade de te ajudar... Perdoa-me por também eu não te puder ajudar... acredita que me dói, ter passado e ver-te nesse sofrimento, acredita que maldigo os que te deixaram no caminho...

domingo, 12 de outubro de 2008

Estas ovelhas são o máximo!

Eh, eh, eh,eh! O que eu me rio à pala destes bonecos!



Grande Choné!

domingo, 5 de outubro de 2008

A dívida

Já lá vão uns dias... quer dizer, muitos dias... o amigo Gato Pardo premiou uns blogs, entre o quais, o meu ;) . Prometi publicar em pouco tempo, e não o fiz... mas faço-o agora. Obrigado sr. Gato!


Considerem-se premiados os amigos:
Riscos e Rabiscos
Lua Secreta
O que é o jantar
Gato Pardo ( sim, também)
Tontices e Doidices
Perfeito Disparate
A Espuma Dos dias
Não pus os links aqui, mas estão ali do lado direito, porque são os blogs que visito sempre.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O relógio (final)


...falaram de banalidades. Ele passou-lhe a mão na cara, para lhe afastar o cabelo que lhe caía para os olhos. Sentiu-se estremecer, de repente apetecia-lhe fugir, onde se estava a meter...devia estar a enlouquecer. Ele percebeu o nervosismo dela, e pegou-lhe na mão dando-lhe um beijo suave. Disse-lhe que era uma mulher muito sensual, que a desejava. Foi quanto bastou, para que se lembrasse que se queria vingar dos homens, que queria que ficassem a seus pés, para que sentissem a mesma dor do abandono que ela estava a sentir. Puxou-o para si, beijou-o com muita sensualidade, e fez a mão dele deslizar para as suas nádegas. Ele levantou-se e pegou-lhe ao colo, levando-a para a cama. Ela desapertou-lhe a gravata, e lentamente enquanto o beijava desapertava-lhe a camisa. Ele puxou-lhe o vestido negro revelando toda a sua sensualidade. O conjunto de lingerie que vestia, era de um vermelho diabólico, o que aguçou ainda mais o desejo dele. Desapertou-lhe a parte superior da mesma, e sugou cada um dos mamilos, fazendo-a arrepiar-se. Ela fê-lo livrar-se da restante roupa e empurrou-o fazendo-o ficar deitado de bruços sobre a cama. Começou por lhe percorrer a linha da coluna entre beijos e lambidas que o faziam desejar virar-se, mas aguardou que ela o permitisse. Ela continuou a percorrer o corpo dele agora no sentido inverso. Levantou-se e foi buscar algo que havia trazido. Ele voltou-se, vendo-a vir em sua direcção com um lenço de seda e um par de algemas. Ela ordenou-lhe que pusesse as mãos acima da cabeça, ele obedeceu de imediato. Algemou-o, e afastou-se para ligar a música numa melodia suave enquanto fazia uma dança sensual e despia a restante lingerie que ainda vestia. Algemado ele não podia fazer nada, queria poder tocá-la. A sua nudez revelava um corpo bem delineado, que faria qualquer homem desejá-la e não apenas um vez. Pegou no lenço a usou-o para lhe vendar os olhos. Ela sabia que assim seria mais fácil para ela continuar o jogo. Ele deixou-se estar, sabia que não se iria arrepender. Ela beijou-o suavemente, e foi descendo percorrendo o corpo dele muito lentamente. Parou junto ao seu centro de prazer, rodeou-o com uma mão muito suavemente e uma ligeira pressão, começou por beijar e depois seguiu com toda a calma, enquanto o movimento da sua mão combinado com a sua boca o faziam dar gemidos de prazer. Ele pedia-lhe que parasse, sentia que a qualquer momento podia chegar ao ponto máximo, e ainda pretendia continuar, não ficar por ali. Ela acedeu, e soltou-o das algemas, sem lhe retirar a venda dos olhos. Ele estava livre para lhe tocar. Sentou-se na beira da cama e puxou-a para si, ela sentou-se sobre ele, sentindo-o entrar em si suavemente. Movimentava os quadris ao ritmo que as mãos dele nas suas nádegas a guiavam. Os movimentos que ele impunha eram agora mais rápidos, e chegou ao máximo do prazer em poucos instantes. Beijou-a. Ela levantou-se, tomou um duche, vestiu as suas roupas, preparando-se para ir embora. Antes de sair, ele disse-lhe que queria repetir outras vezes. Ela apenas lhe disse, que as condições se mantinham, que lhe ligasse quando o pretendesse fazer. Apanhou um táxi na porta do hotel e foi para casa, não pensou nos motivos que a tinham levado a fazer de acompanhante de luxo, apenas pensou se seria capaz de continuar. Passou a mão no envelope do dinheiro, e recordou o que se acabara de passar, e sentiu que perante a hipótese de F. querer repetir já tinha ganho a primeira parte do jogo.
Além de F. outros clientes apareceram, alguns propunham-lhe exclusividade, que sempre recusou, ela queria jogar. Viajou, ficou nos hotéis mais luxuosos que conhecia, mas nunca deixou o emprego. Desde aquela noite, que passou a ter uma vida dupla, de dia a sua vida de sempre, à noite e alguns fins de semana, acompanhante de luxo, nunca se arrependendo de ter iniciado este jogo. Agora sempre que em algum lugar olhasse para um relógio, e este tivesse os ponteiros exactamente um sobre o outro, ria-se com vontade, porque sabia que de certeza em algum lugar havia um homem a pensar nela, mesmo sendo o amor de outra qualquer, para ela era o que bastava, era nela que eles pensavam.
FIM
(Esta é uma história de ficção, em algum momento revelando factos ocorridos. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou histórias reais é pura coincidência)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O relógio ( 5ª parte)

... o trabalho como era de esperar, estava todo atravancado. Boa, pensou, assim teria muito com que se ocupar durante o dia, e deixava o encontro que ia ter para se preocupar depois. Foi ao bar da empresa, necessitava de açúcar para equilibrar as energias, comprou um chupa-chupa, e deliciou-se, perante os olhares aparvalhados dos colegas snobs, riu-se na cara deles. De repente, sentia-se forte, achava que nada a podia afectar, porque pior do que estava, já não iria ficar. Aqueles snobs, que cirandavam na empresa o dia todo, a "lamber as botas", aos superiores metiam-lhe dó. Criavam cada embaraço, que depois ela muitas vezes, resolvia em pouco tempo. O trabalho não lhe deu margem para se desconcentrar, e nem deu pelo tempo passar. Saiu apressada, tinha atravessar meia cidade para chegar a casa, e geralmente o trânsito não fluía muito bem. Precisava arranjar-se, ficar impecável, e tomar algo que a fizesse relaxar, sem a fazer ficar K.o. Tomou um bom duche, hidratou a pele, o resto já tinha tratado com a esteticista, o cabelo não precisava de grande trato, tinha uma cabeleira ondulada natural muito bonita, que lhe assentava muito bem. O telefone voltou a tocar, não era o mesmo número, atendeu com naturalidade. Alguém queria marcar uma noite numa exposição em Sevilha, necessitava ser acompanhado por uma mulher bonita, sensual e que fosse o centro das atenções, tinha achado que ela seria essa pessoa, pelas fotos que tinha visto. A proposta estendia-se pela noite, em hotel, para tudo o que ela desejasse... Seria no fim de semana seguinte. Sentiu-se arreliada, para aceitar a proposta teria de revelar a verdadeira identidade, para a passagem aérea, e não sabia se deveria fazê-lo ou não. Pediu que a contactasse no dia seguinte, para ter tempo de pensar. Eram horas de sair, e jogo estava apenas a começar...
Sentou-se no bar, observando o ambiente, tentou avaliar nos homens presentes e tendo em conta a voz que tinha ouvido no telefone e o que ele lhe tinha dito se algum deles se enquadrava na imagem que tinha montado na sua cabeça. Havia um ao balcão, que lhe parecia ser aquele que a iria abordar, mas quando este atendeu uma chamada percebeu de imediato que não era. Pediu uma bebida, e aguardou. Alguém que acabara de entrar, dirigia-se na sua direcção, quase ficou sem ar, era um homem deslumbrante, começou a ficar um pouco nervosa, temia que não fosse conseguir ir em frente com o jogo que se tinha proposto. "_ Eva?" Indagou ele. "_ Sim." respondeu quase sem voz. Apresentaram-se e combinaram os pormenores do jantar, ele entregou-lhe um envelope com o pagamento combinado. Ficaram com algum tempo para se conhecerem melhor, afinal iriam passar as próximas horas juntos. A conversa começou a rolar, em pouco tempo estava mais calma e sentia-se segura, nem se lembrava porque se tinha metido naquela situação. A hora do jantar estava próxima, dirigiram-se para o restaurante do hotel, onde eram aguardados. Entre os presentes, bem acompanhados, todos se voltaram para ela, sentiu-se um pouco incomodada, mas nada que não conseguisse ultrapassar. O jantar foi decorrendo, com conversas muito variadas, quase nada sobre negócios, mas F. parecia-lhe ser alguém influente no grupo, era muito atencioso com ela. Um dos outros intervenientes e uma bela mulher que o acompanhava foram também seus companheiros de conversa. O jantar terminou, sem que percebesse se afinal, tinham negociado alguma coisa, ou apenas tinham conversado e os negócios deixados para outro dia, que não aquele.
Subiram, para o quarto, a suite marcada por F. era a melhor, tal como ela tinha exigido, fazia parte do combinado. Havia champagne, que ele lhe serviu, enquanto iniciaram conversa...

(continua...nada de impaciência, está quase a terminar...)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O relógio (4ª parte)

... abriu o armário em busca daquele vestido preto, sensual, e que tão bem lhe acentava. Telefonou para a amiga de longa data, para lhe contar o que se tinha passado, mas não as suas ideias de vingança. Sabia que se contasse, a amiga ia fazer de tudo para tentar demovê-la com toda a certeza. Aceitou jantar com a amiga, para conversarem, para poder desabafar e aliviar o que sentia, e conseguir levar os seus intentos em diante, mas sem revelar nunca os seu planos. Necessitava mais que nunca, estar em paz com as suas ideias, para poder ser aquilo que tinha em mente, para poder jogar e controlar o jogo à sua vontade. Deu consigo a pensar quem iria ser o seu primeiro jogador, e quanto tempo levaria até que aparecesse quem quisesse arriscar jogar com ela. Saiu de casa da amiga, bem tarde, as conversas de ambas terminavam sempre muito para além do jantar. Tomou um longo duche e foi ver como estava a situação no site. Estremeceu, quando começou a ver as mensagens que eram em maior número que o esperado. No entanto não passavam de meras mensagens, e alguns comentários ás suas fotos. Deitou-se, ainda tinha que ir trabalhar, a sua vingança não passava por deixar de trabalhar, pelo menos até ver onde conseguia chegar...
Não despediu o despertador, tudo não passou de uma ameaça, continuava a ter de acordar com ele quer quisesse ou não. Espreguiçou-se ao primeiro toque e saltou da cama de imediato, tomou um duche para acordar e bebeu um copo de leite, vestiu umas jeans, uma t-shirt sensual e apelativa que guardava e saiu para o trabalho. Tinha acabado de sair do perímetro da cidade, quando toca o seu novo telemóvel. Gelou por completo, por segundos ficou sem reacção, quase bateu no carro à sua frente. De imediato se recompôs, ligou o auricular no aparelho e atendeu a chamada. "_ Bom dia, miss Eva?" usou a voz mais sensual que conseguiu: "_ Sim, sou eu!"
" Chamo-me F. vi o seu site, gostei muito, poderíamos conversar?" Encostou o carro e respondeu que sim... sem deixar de pensar, se iria conseguir jogar o jogo... do outro lado do telefone parecia-lhe estar um homem com uma voz muito quente, sensual, alguém que parecia ser um charme. Dizia ser empresário representante de uma griffe de alta costura, solteiro, na casa dos quarenta anos. Viajava com frequência, necessitava de alguém que o acompanhasse para um jantar de negócios, que poderia prolongar-se... Após perceber a proposta, que lhe estava a ser feita, marcou o encontro para as 19 horas, no bar do hotel onde seria o jantar. Desligou o telefone, e sentiu-se desfalecer, até onde iria aquela loucura? Seguiu para o emprego, nervosa como nunca, mas tinha até às 19 horas para ficar calma... muito calma...

(continua..., sim ainda não é desta... eu também estou nervosa com esta escrita...)

sábado, 27 de setembro de 2008

O relógio (3ª parte)

...saiu da loja com uns artigos bem interessantes, fez um bom investimento, pensou ela. Lembrou-se que tinha de ligar àquela amiga que era esteticista, porque desta vez tinha de tratar de si a fundo, e deixar de fazer essas coisas em casa, afinal preparava-se para algo em que tudo tinha de estar na perfeição. Meteu-se no carro e pelo caminho até ao local de onde iria sair como que renovada, com a pele de um bébé, as mãos de uma princesa, o pensamento voou para o seu passado recente... e para os homens que lhe tinha surgido no seu caminho. Repudiou o pensamento nele, mas não deixava de pensar que era quem mais amava que a magoava, lembrou-se daquele bombeiro, aquele de quem apenas sabia inicialmente que era bom...beiro, e que a comia com os olhos de cada vez que se cruzavam, e ela a ele, embora não tivesse interesse nele. Não conseguia deixar de sorrir, a troca de olhares entre ambos era visível por todos que estivessem por perto, aquilo nem ela sabia explicar, o gajo era bom e pronto, dava gosto olhar, e ele fazia-lhe o mesmo, mas nunca passaram dos olhares. Ela sabia que ele de certeza seria casado ou teria namorada, afinal ele não era dali daquelas bandas e para aparecer tanto por lá, só poderia ser por causa de alguém que morasse ali, e não errou, o dito bombeiro era genro de alguém lá do sítio. Depois lembrou-se daquele que era apaixonado por ela, que lhe declarava o seu amor sempre que se encontravam, mas que para ela não era mais que um amigo, por quem tinha muito carinho, mas que ela não conseguia ver, nem sentir como alguém que pudesse gostar para além da amizade que os unia desde os tempos de escola. Sentiu raiva de si mesma, porque se não estivesse de ideia fixa com o homem dos ponteiros, quem sabe o amigo poderia ter conseguido ser mais que amigo, quem sabe poderia ter-se apaixonado por ele, afinal as afinidades entre ambos eram muitas e já se conheciam há tanto tempo que os defeitos de cada um já se tinham tornado em banalidades perfeitamente ultrapassáveis. Agora ele já tinha desistido dela, e já estava feliz, de casamento marcado, ela seria dama da noiva dele, de quem também se tinha tornado grande amiga. Sentiu-se feliz pelo amigo, mas um pouco triste por perceber que poderia estar feliz com alguém que um dia a amou de verdade, mas não deixou-se levar pela conversa do bandido, de alguém que se fazia passar por homem de princípios, com muita moralidade. Que ricos princípios, que bela moralidade, que raiva...
Saiu do salão com alma renovada, foi para casa ligar o novo telemóvel, e ver se o site já estaria a dar os seus frutos. Preparou um whisky de puro malte, da garrafa que havia comprado para partilhar e que agora seria apenas sua, inteirinha. Ficou espantada com o número de visitas que o site estava a ter e com os comentários... logo, logo iria começar e ver os resultados... sentiu que começava a ser invadida por um nervoso miudinho... onde é que se estava a meter, que jogo era aquele que se estava a preparar para jogar? ...

(continua)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O relógio (2ª parte)

... o despertador tocou na hora que tinham acordado. Raios, protestou ela, mais um acordo que tinha de quebrar, que se lixasse o despertador e o acordo de ambos, ia mandá-lo para o desemprego, deu-lhe uma pancada e calou-o, voltou-se para o outro lado e voltou a adormecer. Pela primeira vez faltou ao emprego, não se importou com o facto, ia arranjar uma desculpa qualquer, era a primeira vez e daí não vinha mal à empresa, por um dia os outros que resolvessem os problemas que eles mesmos criavam. Acordou por horas de almoço, ainda pior do que quando se havia deitado, não podia dormir muito, e tinha dormido cerca de doze horas, o que por si só era motivo para acordar com uma birra descomunal, e juntando aos factos anteriores estava em ponto pólvora. Tomou um café, que era a única droga que conhecia até então. Ao pensamento afloraram todos os motivos que a faziam estar a sentir-se tão revoltada com a vida, e os propósitos a que se tinha decidido dedicar. Ligou o computador, e abriu o site que estava a criar, para as afinações finais. A coisa estava a tomar jeito, as fotos estavam divinas e o texto apelativo, começou a sentir um nervoso miudinho... ia arriscar muito com a publicação do site, e propunha-se a algo que sempre abominara, mas a sede de vingança de quem a magoara, tolhera-lhe e discernimento, e achava que assim se ia vingar e virar o jogo para o seu lado. O seu lado inocente, ainda que não percebesse, continuava lá. Carregou os ficheiros, fez publicar e... já estava, só restava esperar. Telefonou para a empresa, dizendo que estava com uma enorme enxaqueca, com febre, e mal disposta, com a voz de quem está mesmo mal, e assim conseguiu que lhe dessem o dia. Saiu para comer qualquer coisa, não lhe apetecia meter-se na cozinha, e para comprar outro telemóvel para o cartão que tinha guardado e nunca tinha sido usado, e que agora iria ser uma ferramenta de trabalho... trabalho? pensou, ela, não, era diversão, ou não era esse o seu plano, divertir-se em grande estilo, e ainda ganhar dinheiro com isso. Depois de comer um malfadado hamburguer que nem lhe soube a nada, lá comprou um telemóvel ultimo modelo, e rumou a uma sex-shop...

(continua)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O relógio

Ela olhou para o relógio pela centésima vez naquele dia. Não, os ponteiros não se cruzavam na dança do amor, como antes. Sentiu-se completamente sem forças. Sentiu como se o mundo lhe tivesse fugido debaixo dos pés. Nunca tinha dado importância ao facto de olhar para o relógio e os ponteiros estarem unidos como um só, tal como dois amantes em pleno acto de amor, até que ao tempo em que estiveram juntos, e ele lhe confessou que tinha saudades dela, quando não estavam juntos, que ela não lhe saía do pensamento. Desde essa altura, que sorria sempre que olhava para o relógio, porque por ironia os ponteiros na sua dança regular estavam em posição de missionário, como ela dizia. De um dia para o outro tudo mudou, os ponteiros deixaram de viver em união, em comunhão de sentidos, de cada vez que ela olhava para o relógio. Desanimou, e o mundo ruiu, quando percebeu que era verdade que o pensamento dele, já não era ocupado por ela, que outra havia entrado e ocupado o lugar que era seu até então. Perceber nas entrelinhas, nas palavras escondidas dele, fê-la sentir-se miserável, usada. A raiva tomou posse dela naquele momento. Não podia ser possível, tudo ao mesmo tempo a desabar na sua vida, e a única coisa que a mantinha de sorriso no rosto, esfumava-se também. Apetecia dizer-lhe as coisa mais cruéis que o pensamento dela lhe debitava à velocidade de um raio, mas conteve-se, tinha noção que as coisa ditas no calor do momento podem ter proporções piores que um furacão, embora fosse isso que lhe apetecia provocar naquela hora. Odiou o relógio tanto como começava a odiá-lo naquele momento, como podia ele fazer-lhe o que tanto criticava que outros fizessem, depois de tudo o que viveram, depois de tudo o que lhe tinha dito... Percebeu que com tudo o que lhe estava a acontecer, tinha perdido toda a ingenuidade que a caracterizava... não era mais a mesma... a revolta, a raiva que sentia, tomaram conta dela naquele momento, e na sua cabeça tudo se descontrolou, desapertou o relógio do pulso e jogou-o com raiva no caixote do lixo, prometendo a si mesma nunca mais deixar que alguém voltasse a fazer-lhe o mesmo. Jurou que daquele dia em diante os homens iriam ser um jogo em suas mãos, e não seria ela a ser usada...
Pegou nas fotos mais sensuais que tinha, e lançou mãos ao seu novo projecto...


(continua...)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Raiva


Hoje é um daqueles dias... Haja paciência... porque eu estou sem ela. Um dia passo-me completamente da marmita, e as coisas complicam-se. Vamos ver até onde vai o limite deste elástico, que me parece que há muito que anda a ser esticado. Até tenho medo de mim própria, do que eu posso provocar se o elástico se partir. Isto não vai acabar bem! Seja qual for a forma como vai acabar, vai acabar mal para o meu lado de certeza. E depois a coisa fica ainda mais complicada...


terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ao segundo dia...

_Então sobrinha, o teu dia de escola, foi bom, aprendeste muita coisa?
_Sim, aprendi a fazer desenhos, a pintar............... e a calar-me!

Não há a menor dúvida, sai de certeza à tia... já aprender a calar-se acho que isso irá acontecer daqui a muitos, e looooongos anos, lol. É que a sair à tia, calar-se será difícil. Assim mesmo é que é, logo nos primeiros dias mostrar quem é, para depois ninguém estranhar no resto do ano escolar. Espero que tal como a tia, por mais "conversadeira" que a garota seja, pelo menos apreenda a matéria, mesmo quando parece estar noutro local fora da sala de aula.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A primeira vez.........

(imagem retirada da internet, não foi a "mini-pirata" que desenhou)


O ano lectivo já arrancou, e com ele a "mini-pirata de trazer por casa" foi por arrasto para a escola. Passaram seis anos desde aquela manhã em que eu levei a minha irmã que não parava de fazer xixi ( versão dela para as águas rebentadas, lol) para a maternidade. Isto foi a 21 de Agosto, mas foram seis anos rápidos. Mas a "pirata" sai à mãe e à tia... no primeiro dia já arranjou inimigos de "estimação", pois um "pirralhito" mais pequeno que ela, chamou-lhe feia. Só que ela não é totalmente como a mãe e a tia, não vai de modas e já foi fazer queixinhas à professora... no primeiro dia... isto promete... Mas um amigo mais velho, do ano a seguir, sem papas na língua vai de dizer ao outro miúdo que a tinha de deixar jogar à bola, senão a professora zangava-se com ele, porque ela tinha de aprender também. Sempre quero ver onde isto vai parar, a partir de amanhã está sozinha, por conta dela, os outros meninos que frequentam a ama têm aulas de manhã, ela e a amiga M. de tarde. Vai ser giro, ela é eléctrica, e não costuma levar desaforo para casa, costuma dar troco, hoje deve ter sido excepção. Acho que a minha irmã irá ser chamada à escola, mais que as vezes necessárias para as reuniões normais de turma... A ver vamos, mas está crescida a "cria de Bin-laden"... Sou uma tia orgulhosa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Oh, tão fofo...

Porque me apetece... e porque se não fosse um coelhinho com uma cenoura, seria meu Elvis com um salmão... bastava trocar as orelhinhas ao coelhinho por umas mais curtas e pontudas e era um gato igualzinho ao meu...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O fim do mundo a voar... ou em cuecas...


Segundo esta notícia o mundo pode acabar na quarta feira! Bem podiam ter avisado mais cedo, que vou ficar com tanta coisa para fazer, tanta coisa por dizer! Do mal o menos, também assim se acabam as contas por pagar no final do mês... Parece que poderá haver um Big-bang igual ao que extinguiu os dinossauros. Novamente lá se vão os que por aí restam, que ainda há por aí uns disfarçados. Lá se vai a edição do meu livro. Que chatice, estes cientistas bem podiam esperar mais uns anitos não? Assim não vale, destroem os sonhos de uma pessoa só porque lhes apetece andar a fazer experiências para ver com o foi o Big-bang, e não satisfeitos provocam outro. Nunca vão saber qual é o resultado da experiência. Portanto, amigos se tem alguma coisa muito importante a dizer a alguém, façam-no agora, ou perdem a oportunidade para sempre, visto que na quarta-feira vamos todos pelos ares... voar sem asas, sem sequer ter bilhete de ida, quanto mais de regresso...
O que eu deixei por dizer, vou tentar dizê-lo nestes dias que faltam, mas se não te encontrar a tempo M. AMO-TE, a mim não me falta coragem, falta-me oportunidade...


(há tantos dias que não escrevo, e quando cá venho é para escrever uma cena destas... neurónio em curto-circuito, só pode, ou então é mesmo o fim do mundo em cuecas...)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Do melhor!

Eu vinha aqui escrever qualquer coisa, mas o neurónio, ficou retido, entreteve-se com os tímpanos, no Youtube e pronto saiu esta pérola, que é do melhor que por cá se faz! Há muito que fazia falta esta frescura no fado, e na música portuguesa.

Deolinda - Fado Toninho



Bem agora vou ali descansar que ando com os sonos trocados, ou atrasados ou sei lá!
Eu volto, quando o neurónio se aprumar e em vez de se entreter com os tímpanos, se entretenha com os dedos...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Formiga

Como matar fácil uma formiga?




Sendo um animal, enorme, feroz e muito perigoso, existe uma forma fácil de eliminar tal elemento!
Põe-se sal, água-ardente, um palito e uma pedra! A formiga vai comer o sal, pensando que é açúcar, fica com sede e vai beber a água-ardente porque pensa ser água pura. Fica bêbada e zonza tropeça no palito, bate com a cabeça na pedra, morre de traumatismo craniano!
Simples, fácil, rápido e sem deixar vestígios. O crime perfeito!

Impressionada? ou impressa? Sei lá...


Quando comprei o PC portátil, demorei uma eternidade para instalar a impressora. Por várias razões, sendo uma delas o facto do sistema operativo ser Windows Vista, isto demorou, eu desisti, voltei a tentar, e tive de deixar o computador ligado quase 24 horas para que a instalação ficasse completa. Não ficou, porque a "incompatibilidade" com o Vista fez com que não se instalassem os drivers do scanner ( é uma impressora all in one), e não os consegui descarregar da Internet. No entanto como impressora e copiadora a máquina funcionava, deixei andar. Recentemente por causa das quebras de ligação de Internet e por causa do apoio ao cliente, acabei por formatar o computador, sem necessidade, diga-se, porque o problema não era mesmo o computador, e lá se foi a instalação da impressora. Lá fui eu descarregar os drivers, lá tentei instalar tudo novamente, mas como não me lembrava ( coisa parva, não me lembrar) que tinha de deixar isto ligado, a instalação não se efectuou e eu nunca mais me lembrei, até porque não imprimo muita coisa. Agora como vou precisar da impressora activa, a "mini-terrorista" tem uns desenhos para colorir muito giros, a tia também gosta, tem de os copiar, e lá vou eu imprimir. Imprimir o quê? Nem a impressora era detectada, lol. Bem vai ficar ligado o raio do computador o tempo que esta "traita" precisar para fazer a instalação da dita. Vamos lá ver se chego a colorir os desenhos antes que os lápis de cor ganhem bicho da madeira e vão parar à salamandra no Inverno. Já agora, será o fumo dos lápis de cor também ele colorido, se calhar ainda vou tentar queimar uns quantos, a caixa tem tantos...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Há mais mares que...


... marinheiros! É bem verdade, e se marinheiros, para mim só há um, mares há muitos. E eu sou de marés, e até ver fico. Não sei viver sem escrever, nem sem ir aos outros blogs deixar comentários. A má fase não passou totalmente, mas vai passando. Fui promovida no trabalho, se é que se pode dizer assim. Pode-se, claro que se pode, afinal passei da lavagem e tratamento das viaturas para o escritório da oficina. Se isto não é ser promovido então o que é? As responsabilidades mais que duplicaram, quadruplicaram, porque a maior parte das tarefas, e dos trabalhos passam pela oficina, e tudo tem de estar em conformidade com os trabalhos efectuados, para que no final de cada mês, tudo se conjugue para que se possam facturar os mesmos, aos clientes, e não hajam perdas para nenhum dos lados. Como tal, há muito trabalho informático a fazer, muita base de dados a ser trabalhada. Vamos ver, como me vou sair nas novas funções, eu gosto de tudo muito certinho, e pretendo fazer um trabalho sem erros, embora, não esteja isenta de errar, afinal não sou nenhuma máquina, e mesmo essas também erram de vez em quando.
O resto vai com as marés, mas sem marinheiro por perto :(.

domingo, 17 de agosto de 2008

The end!


O blog, vai terminar! Preciso renovar, reorientar o meu caminho, e a Internet vai deixar de fazer parte do meu dia a dia. A vida vai prosseguir noutros moldes, longe de vícios, numa desintoxicação necessária ao uso adequado do meu neurónio e da máquina que me faz mover. As batalhas perdidas são em maior número que as batalhas vencidas, como tal o saldo da guerra é totalmente negativo. Deveria ter aprendido a andar a pé, quando me sabotaram os travões pela primeira vez... mas achei que o meu caminho já só teria curvas, circulava a 100, e eis senão que lá surge uma encruzilhada... e eu com nova sabotagem nos travões... continuarei a escrever, à antiga, em papel, como sempre fiz, sem que alguém possa entrar nos meus sonhos, nos meus medos, nas minhas mais secretas idealizações que tantas vezes permiti ao publicá-las. Um dia quem sabe, talvez as possam ler, quando eu já não for mais a mesma que sou hoje, quando eu já conseguir sorrir ao olhar para o mundo que me rodeia, sem sentir que fui coberta pela penumbra de um eclipse, a qual nunca mais me abandonou. Um dia quem sabe eu seja capaz de superar o risco de circular sem travões numa estrada que não tem apenas curvas, mas algumas encruzilhadas. Por agora ainda não consigo, estampo-me com muita frequência, e as feridas não se vêem, mas magoam mais que as que sentem na pele. Desde há 15 anos são muitas curvas, muitas encruzilhadas, muitas marcas impossíveis de sarar, e eu preciso gritar, gritar alto, mas não aqui. O meu caminho será a pé, para que as quedas sejam menores.
Obrigado a todos os que se juntaram neste caminho, que agora abandono, prossigam com a vossa marcha. Obrigado por todos os comentários, que me foram ajudando a prosseguir, mas o caminho tornou-se pesado e muito difícil de prosseguir em frente. É um mal necessário, desintoxicar, para poder respirar de novo! Aprender a conduzir sem vícios, e antecipar as curvas e encruzilhadas.
Façam favor de serem felizes, eu serei, longe da Internet, longe do mundo que nos aproxima mesmo quando não nos conhecemos, mas que também nos afasta, quando não temos capacidade para perceber que já estamos a alta velocidade, mas sem travões.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

10.000 maníacs...

Nos últimos tempos não tenho escrito quase nada, e nem tenho sido tão assídua nos blogs amigos como gostaria. A net ontem para não variar, voltou a "morrer". Telefonemas da praxe, as confusões do costume, e enfim lá ficou desta vez uma reclamação com carácter de resolução urgente e com vista ao tratamento definitivo da questão. Não sabia que eram precisos alguns meses de quedas sucessivas na ligação de internet, formatações desnecessárias do computador, ligações e reclamações aos berros com o apoio ao cliente, mais outras tantas configurações do modem, etc e tal, e alguns operadores do apoio ao cliente a desfazerem-se em desculpas em nome da empresa, para me darem andamento à questão. Tudo isto, a juntar à questão de tempo que deveria levar a uma resolução da avaria, e à questão de que pagamos para estar 24 horas ligados, mas o departamento técnico só trabalha no horário 8/17 horas. Logo, quem tem uma avaria na sua ligação de Internet está sujeito a este horário, portanto se o técnico necessitar prestar assistência no local, tem de faltar ao trabalho, ou não lhe resolvem a questão. Se fornecem um serviço que diz ser 24 horas, então porque não prestam assistência técnica num horário mais alargado, incluindo o fim de semana. Sempre davam trabalho a mais pessoas, e prestavam um serviço com qualidade.
A questão toda deste post, afinal, não é o raio da avaria ser ou não resolvida em tempo útil, que isso eu já sei que não será, mas sim, o número de visitas deste espaço gerido com um único neurónio. Como tenho utilizado net móvel, e esta é tão lenta, para o que quer que seja, nem me dei conta que estava a chegar ao visitante número 10.000. Muitos blogs atingem este número de visitas em pouco tempo, principalmente os que estão noutras plataformas. Este blog já por aqui anda há 16 meses, se bem que não comecei logo a usar o contador de visitas, mas, para um blog gerido com um único neurónio, que ainda por cima tem tantas avarias como a ligação à Internet da dona, não está mal, não senhora.


Para o visitante número 10.000, que por enquanto ainda não sei quem foi, não se manifestou, deixo uma lembrança. É de coração, que deixo uma foto de minha autoria, de uma bela flor de um cacto, porque como na vida, por detrás dos espinhos também existe beleza.



Obrigado a todos os que vistam este espaço, e perdem algum do seu tempo a ler e a comentar as minhas palavras, mesmo quando não fazem sentido.
E que venham mais outras 10.000 vistas, demore o tempo que demorar, o neurónio estará por aqui para as receber de sorriso aberto e sempre com uns posts à altura de si mesmo, um neurónio com muito ainda para dizer, mesmo que seja asneira...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Donos do tempo


O post do Jorge, "A espera... o silêncio das palavras" , fez-me lembrar que eu não gosto de esperar, em absoluto, seja pelo que for. Também não gosto de fazer esperar. No entanto a vida é feita de tempos de espera. Para tudo o tempo tem de ser de espera, até para os cozinhados, para no final do mês receber o ordenado, às vezes para nos levantarmos temos de esperar que seja de novo outro dia. Ultimamente também a minha vida é feita de esperas, e se umas não me afligem, embora como já disse não goste de esperar, outras há que me fazem desesperar a passos largos. Usamos um relógio, mas não somos nós que mandamos no tempo que ele vai contando, apenas serve para nos orientarmos, não somos donos de nada. Temos de andar às ordens do tempo, e não é o tempo que anda às nossas ordens. Nem podia ser de outra forma, porque se nós pudéssemos mandar, era complicado porque cada um mandava à sua maneira, e o tempo é de todos, logo, não pode ser comandado independentemente por cada um de nós. E agora, vou ter de continuar a esperar... por um tempo contado, dia a dia, mês a mês, sem poder desesperar, porque vou ter vou muito tempo para isso quando chegar o dia D, ou então não...

sábado, 9 de agosto de 2008

Prémios de Verão!!!

No outro dia fui presenteada com dois prémios pela amiga Pessoinha! Já deveria ter dado conta do recado aqui no meu "estaminé", mas a net aqui tem dias... e como tal, eu ás vezes venho só fazer de médico a fazer consultas (visitar os blogs amigos) e passar receitas (deixar comentários).
Obrigado, é sempre bom receber prémios, mesmo quando não temos o "estaminé" actualizado, como era o caso.





"And the prize goes to:"

A doida de serviço
Surfista na espuma
Caladinho, mas fala bem!
Há tempos que não se janta aqui...

Estes "serem" os nomeados do Verão, no Outono logo se vê...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Verde é o B....

Livra, isto de ir ao banco anda assim meio perigoso. E eu que tenho conta neste banco, que volta e meia é assaltado. Que assaltem os bancos, menos mal, mas fazerem reféns é que não... Já nem se pode ir depositar as fracas migalhas que nos restam sem que corramos risco de ser sequestrados e ter uma arma apontada a nós. Infelizmente este assalto/sequestro terminou de forma menos "amigável", se é que se pode dizer assim, com os sequestradores a serem atingidos pela polícia, tendo um deles sido atingido mortalmente e o outro está gravemente ferido, ao que parece. As negociações com os sequestradores não tiveram o efeito esperado, e as pessoas sequestradas tiveram o susto de uma vida.Nem sempre as coisas correm da melhor forma nas negociações deste tipo de acontecimento. E já não se pode ir ao banco, é o que é!

domingo, 3 de agosto de 2008

Morto de fome!

Acho que quem fez estes videos conhece o Elvis o gato... e em vez de haver um dono, devia ser eu nos videos! Este é sem dívida nenhuma o meu Elvis o gato quando quer comida!



Igualzinho, sem tirar nem por! A cópia perfeita até no tamanho do gato!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Apanhada outra vez, ai as minhas goelas...


"Fosgassssssseeee"! Isto de ter amig(a)dalites três ou quatro vezes por ano, não está com nada! Vou ter de ir ao médico, averiguar o que se está a passar comigo, e perguntar se posso ir à faca. Sim, porque desde há cinco anos que isto se repete, três a quatro vezes por ano. E se umas vezes, tomo antibiótico, outras os médicos acham que só mesmo aquelas injecções que me põe o traseiro em chamas e as pernas a coxear durante uns dias ( a famosa penicilina, antibiótico injectável, portanto) é que resolvem a questão. Este ano já vou na segunda amigdalite, e ainda faltam cinco meses para o final do ano. Para piorar a coisa, tenho febres altas, e dores no corpo, lá tenho de juntar um medicamento para aliviar a situação, e assim ando nos "drunfes", mas a garganta continua em fogo, e ainda tenho um ouvido apanhado do clima, à conta da amiga da lite, que eu nunca fui apresentada a essa tal de lite, pode lá ela ser amiga de alguém... "Fosgasse" chamem o dr. House por favor...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Gente armada ao pingarelho...


O meu trabalho está a correr bem, mas uma coisa tenho de confessar... estou farta de engenheiros, directores gerais de marketing, directores de vendas, de produção, etc e tal, e outros que tais, esposas peruas incluídas na mesma molhada. É que não tenho paciência para certas coisas, tais como algumas exigências na preparação dos "artigos" para entrega a estes personagens. Não há pachorra, não há mesmo. Nem uma cagadela de mosca, se pode encontrar, nem o menor sinal de que lá esteve um grão de pó. Tem de ir tudo limpo e esfregadinho, a brilhar, oleado, como manda o figurino, para entregar aos figurões... E para quê? Para daqui a um mês, aparecerem com o "artigo" lá no estaminé, para ser lavado e limpo, tudo como manda o figurino, mas com a aparência de terem ido à guerra, de terem ido à praia e a terem trazido, de terem andado numa caça à melga a ver quantas ficam coladas no "artigo", e de terem metido os catraios lá dentro a fazerem raves e rambóias, até parecer que o artigo saiu da fábrica no tempo dos dinossauros... E pior que isto, ainda, é que se armam em esquisitos e fazem verdadeiras inspecções à lupa à cata de um deslize. Também há excepções, também há quem seja civilizado, estime o artigo, e não seja exigente à quinta categoria, e simplesmente peça o serviço básico de tratamento do "artigo".
Sinceramente, para quê tanta esquisitice, armados ao pingarelho, se quando vão ao Wc e o papel higiénico é curto, cagam os dedos tal como o mais comum dos mortais.........????????????

domingo, 27 de julho de 2008

Mudanças


Este fim de semana foi tempo de alterações! Não na vida, mas cá por casa. Começaram por ser limpezas que depressa se transformaram em pinturas... Isto de ser gaja, tem que se lhe diga... Como as limpezas estavam a ser cansativas e perecia que ia tudo ficar na mesma, trata-se do assunto com tinta, lol. Pois, vai de ir à tinta, escolher outra cor, porque afinal, o que estava a cansar era a cor das paredes. Limpar dá muito trabalho, então pintar... Só mesmo as gajas para terem estas ideias tristes. Como gajos cá em casa não há, muito menos com dotes para tal tarefa ( nunca vi o meu pai pintar uma parede que fosse) lá teve de ser, mãos à obra, que as paredes estavam a clamar por mudanças. A "mini-terrorista" de serviço, tratou logo de começar a reclamar, mal viu o balde da tinta, que a casa ia ficar um horror, e tal, que nunca tinha visto ninguém pintar paredes de castanho, que a mãe e a tia deviam ser doidas, enfim, reclamou e tratou de contar aos vizinhos. Hoje de manhã, começou-se a pintar as paredes ( o tecto havia sido pintado ontem à tarde), e a "mini-terrorista" a servir de fiscal de obras, não vai de modas e começa por elogiar a cor das paredes, que afinal não era castanho como ela pensava... castanho era o balde onde vinha a tinta... Ia e vinha, e o tempo todo a dar pressa às pintoras de serviço, para acabarem depressa porque ela queria ver o resultado final ( nós nem por isso, afinal estávamos a ter tanto trabalho só porque não tínhamos mais nada para fazer). Enfim, depois da manhã inteira e quase toda a tarde, lá demos com o serviço por terminado, paredes pintadas, móveis no lugar, e a sala ficou outra, com as paredes desta vez de amarelo. Agora com esta nova cor, até os móveis ( dos quais eu não gosto) ficam melhor integrados, e os sofás até parece que brilham. Acontece que os sofás foram comprados (há 4 anos) numa cor fizesse contraste com um conjunto de cortinados que a minha mãe comprou, no tempo em que foram feitas as obras de casa ( há 1o anos portanto) onde se pintaram as paredes de branco e assim foram sendo pintadas até ontem. Ontem ao escolher a tinta, também foi de acordo com o raio dos cortinados. Então porque raio é que o desmazelo aqui é tão grande que ainda ninguém teve coragem de pegar na porcaria do conjunto dos tecidos e fazer o raio das bainhas e dos pendentes para pendurar os ditos na janela? Teria justificação, se não houvesse máquina de costurar cá em casa, e se ninguém a soubesse utilizar, mas não, ela existe, e todas a sabem utilizar. No entanto deu uma trabalheira, mas ficou muito bonita. Só que da próxima, contrata-se um pintor....

domingo, 20 de julho de 2008

Perfume, o teu perfume...hum..........

Hoje deixo um vídeo, bem português, porque por cá também se faz boa música, e porque estou para aqui virada!



O teu perfume, é o que está entranhado na minha pele, há muito tempo, é o perfume que me faz adormecer quando a calma não está comigo...

sábado, 19 de julho de 2008

Fora do trilho

Estou chateada, emburrada, danada, e para lá de furiosa comigo mesma! Volto noutra altura, quando passar má onda, se é que passa. Eu não aprendo mesmo... 100% culpada. Não, não vou contar porquê, simplesmente eu tenho memória curta e esqueço-me rapidamente qual a direcção em que preciso ir, e saio do trilho com uma facilidade do catano. Depois, é isto, fico com a maior das neuras, e acabo muitas vezes por me tornar arrogante. Para tal, preciso fazer uma cura de desintoxicação( não é da net, mas pode ter a ver) e vou sair de fininho, para não estragar o resto, para que não caia de vez e a ver se aprendo de uma vez qual é o meu caminho.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Pedido de divórcio

Uma mulher é transferida para trabalhar noutra cidade. Depois de alguns dias manda um telegrama ao marido a dizer: 'Por favor, envia urgente os documentos para o divórcio. Encontrei o companheiro ideal: Possui as mesmas características do novo 407 Sedan da Peugeot'.
O marido desesperado corre a um concessionário e pergunta ao vendedor quais as características do carro e o vendedor responde: 'É MAIS POTENTE, MAIS COMPRIDO, MAIS LARGO, MAIS RÁPIDO NA SUBIDA, MAIS BONITO E NÃO BEBE MUITO.'
O marido compreende imediatamente o que a sua esposa quis dizer. Duas semanas depois, é ela que recebe um telegrama que dizia: 'Mandei os papéis do divórcio, assina rápido! Encontrei uma companheira ideal que reúne todas as qualidades da nova HILUX da Toyota'.
Curiosa, a mulher vai a um concessionário, pergunta sobre o tal carro e o vendedor responde: 'É MAIS RESISTENTE, SUPORTA MAIS PESO, TEM LUBRIFICAÇÃO AUTOMÁTICA, A CARROÇARIA É NOVA E MAIS ARREDONDADA, É MAIS BONITA E CONFORTÁVEL, POSSUI AIR-BAG DUPLO, É MAIS SILENCIOSA, NÃO VAZA ÓLEO E ACEITA ENGATE NA TRASEIRA'.


lolol. Hoje, para não chorar, deixo uma anedota, porque se fosse escrever algo da minha autoria, não iria ter tanta graça de certeza!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

I'm back!


Estive ausente, e não foi por causa do trabalho. Foi por causa da ligação à Internet, que morreu. Agora já foi ressuscitada, mas mesmo assim, não está de fiar, ainda não se aguenta e cai de vez em quando! Sei que estas coisas acontecem, a quase toda a gente, mas quando nos acontece a nós, achamos que somos únicos, que somos uns desgraçados, e enfim, as coisas complicam-se. Eu fico "passada da marmita", e começo a barafustar, faço reclamações, de tal maneira que qualquer dia sou conhecida no apoio a cliente e ninguém me atende... ;)
À conta desta avaria, formatei o computador, sem necessidade, porque o problema era mesmo da linha e da ligação, grrrr. O computador estava bom, não precisava ser formatado, perdi muitas aplicações que agora tenho que voltar a instalar, mais a impressora, mais a troca do anti-vírus que os drivers trazem, por outro da minha conveniência, blá, blá. A culpa de tudo isto? Do sapo, que não dá conta do recado, e nós é que temos de aturar as birras dele em não querer trabalhar. Vamos ver o tempo que vai aguentar, com este calor que anda aí, não tenho muitas certezas que vá durar, acho que vai voltar a fazer gazeta para ir para a praia.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Rabugenta, eu?


Hoje estou com a neura! O dia correu bem, foi melhor do que esperava, afinal foi o primeiro dia de um novo trabalho. A neura surgiu depois que cheguei ao "barraco". Na última noite, apesar do comprimido para dormir, eu não dormi. Acordava de hora a hora, sempre cansada, sempre com medo de não acordar a horas. É sempre assim, quando tenho que começar uma nova etapa da vida, não durmo nos primeiros dias, até que o meu relógio biológico se aperceba, que tem de seguir o ritmo, sem stress. Não bastasse eu não ter dormido, depois que cheguei a casa, stressei de vez. O sono, o cansaço, fazem com que só me apeteça sossego e paz, e claro eu não tenho isso nunca. E hoje, esta família parece possuída por uma vontade de fazer barulho, de gritarem, de andarem o tempo todo a saltar de canal em canal, com a televisão, com o som num nível que não é normal. Ou então, sou eu que com o sono, estou rabugenta. E agora vou dormir, a ver se consigo descansar. Só não sei como é que calo este pessoal barulhento... acho que vou boicotar as televisões... e por fita cola na boca a todos... Depois, noutro dia, com mais entusiasmo falo do meu trabalho.

terça-feira, 1 de julho de 2008

A rede...


A noite estava calma e serena. Ele passou o repelente de insectos no corpo e foi-se esticar na rede supensa debaixo da árvore do jardim. Fechou os olhos, e deixou-se levar pelos pensamentos. Não demorou muito a ser surpreendido no seu descanso. Ela apareceu, com dois copos na mão e perguntou-lhe se alinhava... Acedeu, a noite estava agradável e uma bebida vinha a calhar. Ela estendeu-se na espreguiçadeira ao lado e a conversa estava a cair para o cómico, estavam os dois a dizer piadas, sem graça por vezes, mas a bebida ajudava ao riso fácil. Acabadas as bebidas, ela levantou-se, pegou nos copos para os levar para dentro. Ele perguntou-lhe se ainda voltava. Ela sorriu, e o seu sorriso maroto, fê-lo compreender que seria melhor permanecer por ali e aguardar o que se iria seguir. Ela voltou, tinha passado repelente no corpo, e vinha preparada para ficar ali um bom tempo. Sentou-se na rede ao lado dele e deu-lhe um beijo longo. Ele estava preocupado que a rede não ia aguentar com os dois. Ela, sabia que a rede aguentava ainda um peso muito superiror ao dos dois e continuou a beijá-lo lentamente nas orelhas e no pescoço. Desapertou a parte de cima do bikini, e acabou por despir o restante. Sentou-se sobre ele e puxou-lhe a t-shirt para cima, deixando-o com o seu corpo bronzeado á mercê dos seu lábios sedentos dele. Continuou a beijá-lo, recebendo dele os beijos mais quentes que conhecia, as mãos dele deslizavam pelo seu corpo em suaves massagens que a faziam por vezes arrepiar em ondas de prazer. Ela desapertou o fio que lhe apertava os calções... A noite estava apenas a começar...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Casamentos e divórcios ecológicos...


Parece que no Brasil, saiu uma lei (ou está em estudo), que diz que vai obrigar os casais que se casam a plantar, contribuir para a plantação de 10 árvores novas! Em caso de ser um divórcio esse valor sobe para 25. Segundo o "deputado federal" (não tenho certeza), quando um casal dá o nó, está a iniciar uma nova família, logo está a aumentar o volume de lixo, o consumo de água, energia, o que ajuda no aumento do efeito estufa, depois nascem os filhos, logo esses valores aumentam. Em caso de divórcio, será uma família que se quebra, mas possivelmente duas novas se iniciam, porque cada um fica com sua casa, e mais tarde irá formar nova família, logo a produção de lixo, os gastos energéticos o todos esses atentados ambientais aumentam, logo o número de árvores a ser plantado, também aumenta. Será o munícipio da área de residência a decidir onde as árvores devem ser plantadas. Outra hipótese, é os novos casais, ou os casais desfeitos contribuírem monetariamente para a plantação de árvores.
Acho que é um exemplo a seguir, não só em Portugal, mas mundialmente. Sim, porque assim aumentam-se os espaços verdes, faz-se reflorestação e tenta-se diminuir o efeito de estufa. E não só, aumenta-se a produção de oxigénio, tão essencial a todas as formas de vida.
Quando se inicia uma nova família, é real o aumento do dispêndio de energia, da produção de mais lixo, afinal é uma nova casa, com tudo o que está inerente, e agora com todas as modernices que todos temos, para não falar dos gastos com água, e quando nascem os filhos, aumenta tudo de novo. Se não se encontram formas de debelar o aumento de tudo isto, e se, se continuam a abater árvores, sem se replantarem novas, um dia destes ainda vamos ter de usar máscaras de gás a ver se conseguimos alguma respiração... No entanto também não deveriam ser necessárias leis que obriguem as pessoas a contribuir para se plantarem árvores, as pessoas deveriam fazê-lo por iniciativa própria e as instituições governamentais, ou não, também. É uma questão de consciência, mas se ninguém a tem, então que se criem estas leis ou outras semelhantes.
Em Portugal, se tal acontecesse, acho que os múltiplos de 25, iam ser os mais usados, a avaliar pelo número de divórcios que temos por cá, iríamos portanto passar a ser um país bastante ecológico...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Até quando....?


Tudo tem um principio, um desenrolar, e um fim! Tudo tem uma razão para começar, mas para terminar também. Parece-me que a "vida" de um blog, será uma dessas coisas, tem um inicio, um desenrolar e um culminar. A sua duração pode ser mais ou menos longa, como a vida. Eu apenas queria escrever, dar a ler as minhas ideias, as minhas maluquices, forças e fraquezas quando iniciei este blog. Já se passou mais de um ano, muito já consegui deixar escrito, alegrias, tristezas, parvoíces, pensamentos profundos ou nem por isso. Estou agora numa fase, que não ata, nem desata, simplesmente tá-se. As ideias que porventura se afloram ao pensamento deste único neurónio durante o dia, esfumam-se com as horas, não ficando qualquer vestígio da pujança com que surgiram. Vou tentar, não acabar por aqui, no entanto, parece-me que é assim que começa o declínio, com a falta de textos, a falta das palavras que trazem as pessoas até este espaço. Se este espaço se quedar nos próximos tempos, deixo a garantia de continuar a meter o nariz onde normalmente costumo fazê-lo, nos vossos blogs, e claro continuo a comentar, umas vezes, eu própria, outras quem sabe, enviando a cabra, que alguns de vós já conhecem. Tudo dependerá, do teor dos posts e claro de quem estiver encarregue da utilização do neurónio, eu ou a cabra. Agradeço a todos que costumam passar aqui e ler as minhas palavras, e prometo tentar revigorar este espaço, mas não é garantido que o consiga fazer. Pode ser apenas um momento de pouca actividade do neurónio que deu asas a este blog, pode ser do calor, mas pode ser ferrugem na engrenagem do mesmo, e isso é mais difícil de remover. Tudo tem o seu tempo, vamos ver o tempo que tem o meu blog...

domingo, 22 de junho de 2008

No coments...

Bem parece que fui premiada por falar demais, ou por fazer uns comentários "jeitosos" na blogosfera, lol. O Jorge, do blog O que é o jantar, premiou-me com este selo:




Obrigado Jorge, mas, "não havia necessidade", chechechce.
Parece que estas coisas de prémios devem ser passados a outras pessoas que achamos que merecem cá vai:


Lua Secreta, toma lá vai buscar...;
Reticências da Alma, a ver se não bebes um chá de sumiço...;
Tontices e Doidices, aparece sempre como anónima, mas depois indetifica-se, lol.,

Pessoinha, pensavas que por te terem premiado que eu não premiava também, pois...
Jorge, também cá estás;


Sim, agora não há fuga possível, meus amigos, estão aqui os vossos nomes escarrapachados e claro, é porque o prémio que vos ofereço, é mais que merecido.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Bola de cristal


Bem, terminou o sonho! Agora é que vão ser elas, sem futebol! Ah sim, porque isto da bola, andava a manter o pessoal entretido, e não andavam a ligar muito à crise que se está a viver. Agora que o sonho se desfez, e sem nada para entreter é que a porca torce o rabo, sim porque agora é que esta gente vai por os pés no chão, e vai senti-lo a fugir debaixo dos pés. Vêm aí as férias, mas também o regresso às aulas (ok, ainda nem começaram as férias escolares) e da forma que as coisas estão, já estou a ver as caretas feias com que nos vamos cruzar todos os dias, sendo que começa já amanhã... Eu tinha esperança de só começar a ver caras feias, no próximo mês... mas vieram os "cabrões dos salsichas" e acabaram com o sonho, se bem que o Chelsea o tenha feito primeiro, anunciando a contratação do Scolari (podiam ter esperadado mais um cadinho). Enfim, sem bola, para animar, até a cerveja vai ficar nas prateleiras, mais os amendoins, os tremoços e os caracóis. E nem falo de futurismo na selecção, porque de repente a minha bola de cristal ficou muito escura, e não se vê nada... acho que está como o resto da nação... sem se perceber ver o que vem a seguir!


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Lavar as vistas...


(Matthew MacConaughey) (Matthew MacConaughey)

No outro dia, esqueci-me deste "menino loiro", que eu nem vou à bola com loiros, mas com este até ia à bola, à praia, ao centro comercial, restaurante, ... enfim, onde ele me levasse. Digam lá que até nem se importavam de ser aquela "cachorra" ali da imagem, hum, hum. E agora vou ali, dar uma volta e escolher uns cromos daqueles que animam os campos de futebol do Euro2008, se eu não voltar é porque fiquei lesionada das vistas...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Vale a pena...

Apesar de gostar muito de ler, confesso que não o faço tanto como gostaria. Não que os livros sejam caros, que são efectivamente, mas existem as bibliotecas municipais para alguma coisa, não, que não tenha tempo, para ler há sempre um espacinho no relógio atarefado, mas porque ultimamente me tenho desleixado neste campo. Estou a ler dois livros ao mesmo tempo, sendo que um deles já está há bastante tempo na mesa de cabeceira. O outro livro que estou a ler, relata a história de um fuzileiro americano no Iraque, e tudo o que fez para conseguir salvar um cachorro, que lhe apareceu um dia onde estavam acampados. A história não seria nada de surpreendente, não fosse o local onde se passa, bem como toda a situação envolvente, e todas as regras que os fuzileiros e soldados têm de respeitar. Segundo os regulamentos, nenhum soldado/fuzileiro pode adoptar, dar comer, criar qualquer laço afectivo com ninguém, ou mesmo com um animal, sob pena de as as emoções se sobreporem a toda a disciplina militar e acabarem por se tornarem vulneráveis e se desfocarem da missão militar que cumprem, podendo por perigo toda a unidade. No entanto, eles estão no Iraque após a invasão, e como é natural, algo que os vai fazer sair um pouco, ainda que em meio inóspito, daquela guerra constante, tem de ser escondido ainda para mais se estão a violar os regulamentos militares. Então o tenente Jay Copelman, relata toda a história desde que o cachorro apareceu, até o conseguir trazer para o seu país. Pelo meio, claro, vai contando toda a envolvência, quer emocional, quer em termos físicos do meio em que se encontram. Além de um relato emocional sobre a história do Lava ( o cachorro), temos uma visão da guerra um pouco mais abrangente que aquela que vemos nas notícias, com algumas histórias, e relatos das situações vividas dentro dos acampamentos, pelos soldados americanos, que nunca saberíamos de outro modo, que não, numa história contada por um soldado. Aconselho este livro, pela história do salvamento e pela visão desta guerra de doidos, que de outra forma não teríamos.


segunda-feira, 16 de junho de 2008

Vamos por pontos...

  1. Sou viciada em internet,
  2. Sou viciada em internet,
  3. Sou viciada em internet,
  4. Sou viciada em internet,
  5. Sou viciada em internet,
  6. Estou furibunda da vida,
  7. Estou para lá de furibunda,
  8. Estou siderada, possessa de raiva,
  9. O Adsl sapo, mais o telefone fixo vão ser de vez trocados,
  10. Comigo não se brinca, a mim não gozam,
  11. Estou farta de pagar para ser mal servida,
  12. A reclamação segue para o acesso sapo, mais uma para a DECO, ah pois, porque já chega!
  13. Tudo o que é demais enjoa.
  14. Estou viciada, e não sei estar sem a internet.
  15. A Culpa não é minha, é da solidão, de estar desempregada, de não ter uma família de jeito, é deformação profissional, preciso disto para trabalhar...
  16. Preciso de tratamento, sob pena de acabar na casa amarela.

domingo, 15 de junho de 2008

Porreiro pá...

"Os custos com as dívidas incobráveis da electricidade vão passar a ser pagos por todos os consumidores. Hoje, é a EDP Serviço Universal que assume os encargos totais dessas dívidas. Mas a proposta da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) para o próximo período regulatório de 2009/11 prevê que os encargos com esses compromissos passem a ser partilhados com os consumidores de electricidade a partir do próximo ano, nas tarifas de electricidade." in Portugal Diário

Parece que nós clientes bem comportados, e que pagamos a tempo e horas os nossos consumos eléctricos vamos ter de pagar por aqueles que deixam de pagar as contas. Isto é no minímo insólito! Isto só em Portugal! Mas já que é assim, vou deixar de pagar, afinal, haverá quem vai pagar por mim... e já agora deixo também de pagar a Internet( até tem andado a dar problemas), nunca se sabe, se também, não vão dividir a minha conta pelos restantes, que pagam a horas, lol.
Isto é o quê, afinal, roubar à descarada, ou a forma de recuperarem disfarçadamente o que vão perder por deixarem de cobrar o aluguer de contadores. Esta só pode ser uma proposta inconstitucional. Isto de pagar o justo pelo pecador, tem que se lhe diga. Já agora porque é que os bancos também não fazem o mesmo com o crédito habitação, afinal há tanta gente a perder o emprego, e a deixar de pagar a casa, que já agora em vez de meter as pessoas na rua, dividiam o mal pelas aldeias... Onde é que vamos parar, desta forma? Se começa com a electricidade, logo vêm os da água, depois os do telefone, e o gáz e por aí fora. Vão todos querer o mesmo, que paguem os bons, pelos que por alguma razão não puderam pagar. Não é justo, se eu deixar de pagar, dividirem a dívida pelos restantes, por isso também não me apetece pagar pelos outros, nem um cêntimo, muito menos um euro por factura. Não sou somítica, mas há situações em que não deixo que me mexam na carteira.

sábado, 14 de junho de 2008

Já chega....

Mais uma vez a m#rd@ da Internet morreu. F#d$ss& que assim ninguém aguenta. O problema já não é da minha linha, mas da linha sapo em si. Está decidido, vou mudar de operador. Há três meses que ando a ter desconto na mensalidade, tantas são as vezes que estou sem Internet, ah sim, porque eu reclamo. Se pago uma mensalidade para ter Internet todo o dia, é para ter mesmo Internet o dia todo. Se não tenho, não tenho que pagar por isso. Desde que por cá passou o técnico isto ficou ainda pior. Antes se dava problemas, era só uma parte do dia, ou umas horas. Depois um dia resolveu dar problemas, telefonei ao técnico, e quando ele apareceu dois dias depois, isto já funcionava, o que indica que o problema era deles e não da minha linha. No entanto o técnico resolveu mexer, e trocar umas "cenas", daí para cá, tem dado problemas frequentemente. Assim ninguém aguenta. Já basta, ter de pagar uma mensalidade brutal, e ainda tenho de gastar dinheiro em telefone para relatar o problema, mais o tempo que se espera para verificar isto, mais o tempo de verificar aquilo. É só chular, quem usa os serviços deles, e que não fornecem nas devidas condições, até porque já perguntei a outras pessoas por aqui, que também tem uma ligação igual, e parece que têm tido os mesmos problemas. Não fosse a Internet vagarosa, lenta e parada, móvel, da minha irmã e não podia estar a escrever aqui. Estou farta disto, e cada vez que reclamo, tenho de voltar a reclamar segunda e terceira vez. Agora a próxima reclamação vai directa para a DECO. Já chega, se é para me lixarem, quem se lixa são eles, porque eu não alinho mais nesta de andar a pagar, e a reclamar para nada, e ser mal servida. Estou que nem posso, arre. Odeio ser mal servida, e o desconto que me fazem por causa dos problemas, não cobre o valor gasto em chamadas para reclamar, e para o apoio técnico. Acabo por gastar mais, e ter menos serviço. Assim NÃO.