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sábado, 15 de maio de 2010

Perigo...


... não tocar, não fazer fogo, nem pensar em espirrar próximo,
não antender o telemóvel...

...Perigo de Explosão

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"Com Papas e bolos...


... se enganam os tolos..."

De cada vez que vou ali ao Jantar, o Jorge faz com que se me solte a língua, ou com que me suba a veia contestária. Daí que hoje deixo como post, em jeito de contestação, o meu comentário sobre a hipótese de nos darem a dentada no subsídio de Natal, e nos subirem os impostos.


"Sei que de nada adianta, mas pretendo organizar um grupo para no caso de nos atacarem o subsídio de Natal, ir protestar frente à A.R. Porque quem tem de pagar são os "mexias" e os que continuam a "mexer" e a realizar lucros chorudos nas empresas dos Estado e outras, tudo à nossa conta. São esses que trabalham como "independentes", e não tem subsidio de natal. Não falo do desgraçado que trabalha a recibo verde e na realidade declara o que recebe. Falo dos que pouco declaram e muito recebem, falo dos grandes gestores que obviamente não trabalham com vinculo às empresas que gerem, e não tem subsidio de férias ou natal. Falo dos que nos roubam na EDP, Galp, PT e outras empresas com participação do Estado, e também de alguns gestores dos maiores bancos portugueses, esses que recebem pela porta dos fundos, porque esses não descontam para impostos reais, e nem descontam para a segurança social, tem tudo no privado e ainda tem mais valias por isso. Falo dos que aplicam na bolsa, mas não é dos que aplicam misérias comparadas com os grandes investidores, e que é só lucros sem impostos. Esses que paguem a crise que eles mesmos criaram. Eu não pedi um aeroporto, e nem comboio a cento e cem à hora. Apenas peço trabalho fixo remunerado, e que possa comer todos os dias, e pagar a futura renda da casa, com a merda de ordenado que tenho, e que parece que não chega para que o banco me empreste dinheiro para comprar uma casa. Se o meu ordenado não dá para comprar uma casa, também não serve para salvar o país de uma crise que eu não criei. Que paguem os que tem casas da câmara, que recebem subsídios para não trabalhar, e para se multiplicar e só vivem à conta do orçamento. Se eu for pedir alguma coisa à câmara, dizem-me que eu tenho estudos, que eu tenho trabalho, que as casas são para os que não tem nada. Então e trabalharem, não? Se quero ter uma casa tenho de me sujeitar a uma renda que é mais de metade do meu ordenado, ou tenho de ter fiadores e nem assim o banco me quer emprestar dinheiro. Se não sirvo para ter uma casa minha, então não sirvo para pagar mordomias a estes ladrões que só nos chulam o ano inteiro, e agora querem que nós paguemos com juros o caviar que comeram. Eu levanto-me cedo para trabalhar, e em nada contribuí para a crise. Quando falo "eu", falo em nome de muitos portugueses. As pessoas deixam-se levar por um simples rebuçado, como é o caso desta tolerância de ponto, isto foi um rebuçado para adoçar, o pior é que depois vamos pagar todos chupando limões, pelos que ficam em casa, ou vão dar um passeio por conta do rebuçado. Tanta cena, como se o Papa viesse salvar este país á beira da miséria."


Quem comeu a carne, que roa os ossos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Xôôô, vão embora...

Mas porque raio eu tenho verificação de palavras nos comentários e mesmo assim há spam no meu blog? Dasse, não tem nada melhor para fazer? O meu blog é tão pouco visitado, não vale a pena perderem tempo a por porcaria nos comentários, ninguém vai ler, e menos ainda clicar em cima. Pelo menos os meus visitantes, são poucos, mas nada tem de idiota, sabem perfeitamente que isso é lixo. Vão dar uma curva, Ok, mas loooonga, que é para não voltarem tão cedo. (já apaguei o comentário intrusivo).

sábado, 8 de maio de 2010

Um dia daqueles...


Existem aqueles dias de manhã, em que uma mulher à tarde, não deve sair de casa à noite... Ontem foi um desses dias. Logo pela manhã, ao ligar o pc no trabalho, começo a ouvir uma chiadeira, pois, a placa gráfica Kaput, teve um AVC. Logo o meu pc que tem sido o mais bem comportado do escritório. 1º problema, a placa é on-board, logo não deu para trocar com outra. Arranja-se outra solução, troca-se o disco para outro computador. Liga-se, parece que está tudo a funcionar... mas não, o programa mais importante não funciona. Então como é que posso trabalhar? Pois, vamos trabalhar à vez no pc do chefe. O trabalho de ambos vai sair prejudicado. Nem eu, nem o chefe conseguimos concentração, eu porque tenho tudo o que necessito no meu pc, e andar a enviar ficheiros e e-mails assinados por mim com o mail do chefe não está com nada, e o chefe também não pode andar a enviar e-mails assinados por ele no meu pc. Trabalho a conta gotas, para um e para outro, uma maratona para mim, todo o dia entre o meu pc e o pc do chefe, duas maratonas para o chefe, uma entre pcs e outra a diária normal que faz entre o escritório o parque e a oficina. Um longo dia, muito trabalho, concentração quase zero, e claro houve um momento em que me passei da marmita. Estar ao telefone com a informática, ter o chefe ao mesmo tempo a matraquear com assuntos que são sempre tãããoo urgentes, sob perigo de sermos decapitados, querer verificar no sistema e não o ter, querer dar respostas e não poder, tinha de me dar nos nervos. Ar, fui apanhar ar, ou ia haver um explosão no escritório, e não ia ser nada bonito eu explodir ali, e mandar tudo pelos ares, até porque ninguém tem culpa que o programa fundamental de trabalho seja espanhol, ninguém tem culpa que a gráfica se tenha lembrado de morrer á sexta feira, e ninguém tem culpa de ser sexta feira. Lá consegui tratar de todo o trabalho, o chefe (que vai de férias) também conseguiu, mas que tivemos um dia difícil, isso tivemos. E agora vou ver se me saiu o euromilhões, porque depois de um dia destes eu mereço, apesar de o ter registado hoje, o que por si só não foi bom augúrio, mas nunca se sabe...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gajices...


E quando uma gaja já tem traumas por causa das tetas, e está tipo rena Rodolfo ( para além de o nariz estar vermelho, está assado...) que mais lhe pode acontecer? Ter uma unha encravada num pé, lógico. Eu devo ter sido muito ruim numa outra encarnação qualquer, é que só pode!

(abençoado nívea da lata azul... não, não é para o que estão a pensar... nem sei se serve para isso, só ouço dizer parvoíces sobre... é mesmo para as assaduras do nariz...)

Assim não brinco...

Bem se por acaso estiverem por aí, algures, e acharem que estão frente a frente com o Rodolfo do pai natal, descansem, não estão com visões. Sou eu! Tenho nariz tão vermelho que se vê á distância. Atenção aos aviões, aqui não é o sinal intermitente dos controladores, sou só eu a assoar-me, o aeroporto continua a ser em Lisboa, aqui é apenas o meu nariz... A válvula de segurança deu o berro, e a rosca das torneiras está moída, há água a sair que dá para encher a piscina dos vizinhos da frente, de trás e dos que ainda haverão de ter piscina. Há árvores derrubadas, casas destelhadas, carros emborcados, e cães a voar com os espirros que eu dou. Já estiveram aqui os vizinhos para saber porque é que a ambulância estava cá em casa, tive de lhes explicar que não havia nenhuma ambulância, era apenas o meu olho direito (o azul) a fazer pisca-pisca. A cetirizina, essa é só de nome, porque o efeito é reduzido... deu para três horas e agora voltou tudo á estaca zero e só posso drogar-me novamente amanhã ao fim da tarde. Fui caçada pelas alergias e já não aguento mais.

domingo, 2 de maio de 2010

A 1ª vez...


Ontem fiz algo que há muitos anos queria fazer e ainda não tinha conseguido. Por incrível que pareça, eu nunca tinha ido à Feira do Livro de Lisboa, e até estou perto, por assim dizer. Não fiz aquilo que sempre quis, que era trazer um montão de livros, mas "trazim" um romance italiano, um livro de culinária sobre massas ( vou usar bastante em breve) e três livros Hiper Disney por 5€ para matar saudades e devorar aquilo na praia (se aguentar até ás férias...) Os livros continuam caros, ou então sou eu que tenho pouco dinheiro. Ia com ideia de comprar vários livros, mas dos títulos que tinha em mente só encontrei um com um preço ligeiramente mais baixo que no hiper-mercado, além do livro de massas que está divino, apela ao apetite e custou 3€. Assim não consigo fazer uma biblioteca recheada de livros quando tiver a minha casa. Hoje nas notícias fiquei a saber que a escritora Sveva Cassata Modignani é italiana, logo deve escrever sobre o seu país. Nunca li nada desta escritora, pois não costumo ler livros de escritores muito conhecidos e que escrevem livros em catadupa. Geralmente prefiro escritores menos conhecidos com histórias menos comerciais. Claro que há escritores famosissimos com livros muito bons, tais como Gabriel Garcia Marquez, Luiz Sepúlveda, entre outros, mas geralmente prefiro histórias únicas, em vez de histórias sempre parecidas com os mesmos enredos onde só mudam os lugares e os nomes dos personagens.

Foi engraçado e deu para matar o desejo, e ficar a saber que é bom lá ir, mas carregada de €€€ para não vir embora frustrada por deixar ficar tantos livros que se podiam tornar em boas companhias. Até tirei uma foto com a Miffy, eheheh! Se soubesse qual o programa da feira com antecedência até teria ido hoje, é que hoje esteve lá a Ovelha Choné no lugar da Miffy e eu até prefiro o Choné, eheheh. Da próxima investigo primeiro, para não perder os meus heróis.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Desculpa cão...


Hoje aconteceu-me uma daquelas cenas que não lembram a ninguém! Ao sair do trabalho, vejo um cão grande, num caminho ao lado da estrada que me traz a casa com um bicho na boca. Fui logo atrás do dito, ver do que se tratava. Não sabia se era um gato, um cabrito, eu só via as patas do bicho penduradas. Abro o vidro do carro e começo a chamar "_ Cãozinho, cãozinho..." O cão com o raio do bicho na boca, olha para mim. E... olha... o jantar! Uma lebre pendurada na boca de um cão! Tinha de roubar o jantar ao cão, fosse de que maneira fosse! Passei o carro para a frente do cão, e o danado mete-se pelos terrenos adentro... Páro o carro, saio e volto a chamar "_Cãozinho... cãozinho... cãozinho...??" seguindo-o. O cão pára e larga a lebre no chão, voltando-se para mim. Eu páro de frente com ele, e tento perceber se me quer morder, ou se quer festas... Quer festas, e eu faço umas cócegas na cabeça do cão e continuo a chamar cãozinho... Tento chegar-me para o lado da lebre e ver se ele me tenta morder, mas o cão, como cão que é, deixa que eu me aproxime da lebre e continue a fazer-lhe festas. Não tenho mais nem boas, deito a mão á lebre, e vejo o dono do cão lá ao longe, um velho que tem um terreno lá perto do meu trabalho. Meto-me no carro com a lebre a aí venho eu... Agradeço ao cão, mas não fico á espera que me morda. Em casa perguntam-me onde é que fui buscar a lebre... e eu "_ Roubei a um cão!" Tratei da dita lebre, e será o jantar amanhã!

Obrigado Cão, pelo meu jantar amanhã.

Agora sinto-me uma má gaja, porque roubei o jantar a um cão que confiou em mim! Tenho pena do cão, mas quem mandou ser tótó? É por causa de cães como este que eu gosto mais de gatos, um gato nunca me entregaria a caça, e eu não ia comer lebre ao jantar. Fui má em roubar a caça ao cão, mas é instintivo, e não adianta arrepender-me, voltaria a fazer de novo. Era incapaz de atropelar uma lebre na estrada se ela lá estivesse, mas esta já estava morta, e era muito jantar para um só cão. Além disso ele vive por ali, haverá de caçar mais.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Incidências...


Ontem no Telejornal da RTP deu uma notícia sobre as mulheres que retiram os seios por medo de contraírem cancro da mama. Algumas já o tinham numa mama, e resolvem retirar a outra para não terem uma segunda vez. Serei eu que sou parva, ou serão elas? Eu irei fazer tudo o que puder para que me retirem apenas os "caroços" e o menos tecido mamário possível, para conservar o mais que puder do pouco que a natureza me deu, elas mandam tudo aos peixes... não entendo... Sei que é doloroso passar por isto, e eu nem sou nenhum caso grave (até ver...), mas daí a mandar o que está bom fora... então o que faço eu que tenho as duas "tetas contaminadas" e antecedentes familiares? Se calhar é melhor pedir logo ao médico que me retire também os intestinos... por via das dúvidas... Será que devo conservar os pulmões? Nuca se sabe, apesar de neste caso não haverem antecedentes familiares... Vivo num local perfeito para estudos estatíscos em torno da incidência do cancro da mama. Aqui numa área muito restrita morreram 5/6 vizinhas com tumor mamário num espaço de poucos anos, e todas ( a morar) próximas umas das outras. Já para não falar das que foram com outras incidências, o cancro da mama tem muita incidência aqui nesta área ( local com poucos habitantes, isto é campo...). A juntar a isto tenho os antecedentes familiares de tumores mamários e intestinos, e não vou ficar á espera que as coisas avancem para o pior. Por causa do não é nada, volte daqui a 6 meses, a minha prima viu a vida andar para trás em poucos minutos. Antes dos 6 meses teve de ser mastectomizada. Foi do tipo fazer consulta de rotina, fazer biopsia, e já não saiu do hospital... Felizmente já fez a reconstrução mamária, após alguma quimio, perder o cabelo, essas coisas. De referir, que a minha prima vive na Suíça, e eu vivo neste fim de mundo, médico de família não tenho e para ter consulta tenho de bater numa dúzia de pessoas, gritar até me ouvirem em Palmela e mesmo assim tenho de recorrer às cunhas para conseguir consulta no hospital. Portanto ou ando depressa ou os 6 meses viram 6 anos e até lá, já eu morri quem sabe de um AVC que entretanto me dá por tanto stress à conta desta treta. Tenho uma tia na consulta de oncologia (tumor mamário também) a quem eu vou recorrer para uma cunha no HSB Setúbal, ou uma vizinha ( com leucemia) para o IPO em Lisboa. Uma coisa é certa, eu não vou ficar à espera de coisa nenhuma, até porque esta treta me dói num lado e no outro é silêncioso. Quero isto fora do meu corpo, eu não nasci para ser uma tábua, e as mamas fazem parte de mim, os caroços, esses nem pensar.

E mulheres por favor façam o auto-exame mensal, pela vossa vida! (homens também podem fazer rastreio de vez em quando, isto não é só coisa de mulheres)

sábado, 24 de abril de 2010

Zzzzzzzzz (zeeeeennnn)

O primeiro impacto é sempre o pior, depois acalmamos e tentamos definir os caminhos a seguir. Já defini o meu, e não vou desistir dele. Há que ir já para a consulta de oncologia, e fazer todos os exames necessários à extracção do danado. Depois há uma parte psicológica a trabalhar também desde já. Um coisa é certa, não há tempo a perder, não há tempo para aguardar e ver o que dá. A vida é demasiado preciosa para se perder em esperas que podem redundar em algo que não é agradável. Já não é a primeira vez que me confronto com um diagnóstico muito mau. Em tempos já tive médicos a duvidarem se eu não teria uma leucemia, devido a um gânglio do tamanho de um ovo de pomba, com um aspecto negro/lilás, horrível, numa virilha, e que me deixou coxa e de muletas (que eu não usava, com a mania que podia andar...). Tenho projectos importantes nesta vida, que não vou abandonar, e não vai ser um mísero caroço atarraxado numa mama que me deita abaixo. A minha prima foi mastectomizada, e já fez a reconstrução mamária, e tem 50 e qualquer coisa anos, portanto eu ainda estou a meio caminho, e vou superar esta fase menos cor-de-rosa da minha, tentando não perder sequer a paciência.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Não sei se ria se chore...

Hoje foi dia de mudança para roupa nova no blog! Já estava cansada de tanto cor de rosa tão choque! E em choque fiquei eu depois de mais uma eco-mamária! Nem quero imaginar se eu fosse uma porca... um caroço por cada teta... A minha vida está cada dia a ficar mais curta, e há quem ainda se vá rir da minha pouca sorte, mas estou-me a cagar para isso, haveremos de nos encontrar depois lá no sítio quentinho com o tal do mafas chifrudo para ajustar contas. Riam-se agora que eu rio depois, quando lá chegarem. Merda para a vida, e para os antecedentes familiares e para as primas sem mamas, e merda para a minha vida, só tenho 35 anos caralho, não quero morrer, pelo menos pelas tetas... a morrer que morra por algo de jeito, tipo depois de um orgasmo multiplo de 190 segundos. Enfim, não me está a apetecer muito ter de andar a correr para hospitais, a fazer quimioterapia, a ficar sem os meus longos caracóis. Se calhar eu mereço. Vamos ver o que dão os próximos exames, e qual o meu prazo de validade. Como se não bastasse esta merdas doem e incomodam.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Gosto de...

Gosto de :



e de:


(imagem minha 17/04/10, est n 379 Pinhal Novo- Montijo)

e de:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Questão dúbia...


Não sei se vá, se fique...

não sei se fique, se vá...

se vou lá não fico aqui,

se fico aqui não vou lá...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Youpiiii, o fisco vai devolver-me guito!


Ena pá o fisco vai devolver-me 27€ mais 56 c de juros... Agora surge uma questão... o que fazer com tanto dinheiro? Uma viagem? Compro uma ilha só para mim? Compro um veleiro, para ir dar umas curvas? Compro uma villa em Itália? Ponho a render numa conta of-shore? Não sei o que fazer com tamanha fortuna, é que nunca me pagaram tanto dinheiro nesta vida. Se calhar vou começar por colocar algum dinheiro em notas numa piscina e depois tomo um banho da fortuna. (dasse...)
O resultado de um ano de trabalho são 27€ devolvidos pelo fisco :( o que só demonstra duas coisas... uma é que eu ganho pouco e as despesas apresentadas permitem que me devolvam o que descontei para o IRS, a outra é que ganho tão pouco que nem atinjo o escalão mínimo dos descontos para o IRS... Assim vivemos em Portugal... e depois ainda se fala em independência, em emancipação dos jovens... só se for dos jovens de 80 anos...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Palavras presas...


Este blog já não é o que foi! Falta de inspiração? Talvez sim, talvez não. Cansaço? Sim, por vezes. Fim de um ciclo, quem sabe. Não quero abandonar o blog, mas há razões que me levam a conter as palavras, e a guardá-las dentro de mim, em tumulto consigo mesmas na ânsia de se verem libertas das grilhetas da minha alma. Nem tudo pode ser dito, mas nem tudo deve ficar retido, e neste momento não consigo separar ambas as partes, é como se se tratasse de um casamento entre almas gémeas, uma parte não vive sem a outra. A parte que quer sair não pode sair sem que a parte a reter se liberte do seu peso dentro da minha alma. Uma parte inviabiliza a outra, como se a anulasse simplesmente porque ao estar presa, não deixa que a liberdade tome conta da outra metade. Tenho tanto para dizer, e tão pouco me é dado a libertar. Quem sabe o sol ajude a fazer florescer novas palavras, e algumas se libertem por si próprias, abrindo o caminho para que outras se sigam .