Não sei quem és! Não sei onde estás! Nem sei se um dia nos iremos encontrar...
Apenas sei que necessito do teu sorriso, necessito do teu abraço... agora...
O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou á noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Por vezes eu supero-me...

O destino, sempre o malfadado do destino. Que poderei eu dizer do meu que num dia me dá o céu, para num minuto me colocar no inferno permanente? Que destino cruel o meu, que me fez amar verdadeiramente quem me nunca me amou nem um pouco. Que destino o meu que é de solidão vivendo rodeada de gente, de barulho e de confusão. A vida não é exactamente como queremos, e de tempos a tempos abrem-se portas que podermos aproveitar e seguir por elas, mesmo sem saber onde nos levam. Eu vou seguindo as portas que se vão abrindo à minha frente, muitas não me levam a lado algum, mas não desisto, o caminho é em frente, e o amor esse um dia há-de surgir, há-de surgir o amor que me ame, que me queira seguir, que queira ser feliz ao meu lado, se eu o vou amar? Vou, não com o mesmo fervor, não com o coração por inteiro, apenas com metade dele, a outra metade está irremediavelmente perdida, nas mãos da desconfiança, entregue à cautela, e ao sabor amargo da traição. Mas apesar de tudo, sou feliz, tenho um caminho de glória pela frente, acredito nas minhas capacidades pessoais e sim há uma luz ao fundo que diz: "A felicidade está aqui, vem!"
(este texto foi de um comentário que deixei algures, noutro blog, é que claro tem mais, mas isso apenas diz respeito ao blog em questão)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
a concha...

Ela rebusca escritos antigos, e vai lendo o que já escreveu em tempos que ainda era feliz e outros nem tanto. Pelo meio vai encontrando textos, cartas, uns com mais sentimento, outros simples escritos de pensamentos banais. Porém um poema desperta-lhe a atenção, e ao ler recorda cada segundo que viveu ao escrevê-lo, recorda cada palavra, cada sentimento que empregou para o escrever. Pegou no poema e resolveu publicar, no local onde costuma deixar os seus escritos mais sentidos, os poemas. Porém a nostalgia deu lugar, à angústia, à solidão que a sua alma teima em não admitir sentir. Quer poder esquecer, mas por vezes a vida teima em não deixar, há sempre qualquer coisa que faz despertar o que já deveria estar adormecido. Não se pode fechar em casa, e nem pode tapar os olhos ou passar a ser surda. Ora são situações que a fazem voltar a lembrar-se, ora são nomes anunciados nas televisões e toda a gente teima em se chamar o mesmo, pensa ela, ora é o modelo do carro com que se cruza, que é modelo raro, ora são as coisas que vai encontrando perdidas e que pensava já se ter livrado de todas, ora são as músicas, são os cheiros que teimam em reavivar memórias. De que lhe adiantou apagar e-mail, número de telefone, foto, cortar toda e qualquer ligação nas redes sociais, se tudo o resto teima em permanecer? Ela sabe que irá conseguir ultrapassar, mas sabe que irá demorar, afinal ela criou uma concha onde se fechou, e só quando a abrir irá finalmente deixar entrar mais alguém no seu universo. A concha, já a protegeu, mas não poderá permanecer lá dentro, irá sufocar com a solidão, com a dor que teima em guardar para si, e que só sabe dividir com o mar, mas o mar não lhe dá resposta, não leva a dor para longe. Por mais que tente sorrir, parecer feliz, ela sabe que os seus olhos a desmentem sem o menor pudor. Ela sabe que os seus olhos reflectem tudo o que a sua alma sente, mesmo que tente esconder.
terça-feira, 12 de maio de 2009
(Des)confiança
Ela tem andado numa roda viva. Não, que a vida pessoal tenha dado um salto colossal, pelo contrário está serena, mas a vida profissional tem-na mantido bastante ocupada. A semana anterior foi intensa, teve de substituir a pessoa responsável por um departamento, e não estava suficientemente preparada para tão intensa tarefa. No entanto safou-se, teve alguma ajuda pontual de uma colega, e o saldo final foi positivo, fora o facto de ter acabado a semana completamente esgotada a nível psicológico. Nunca pensou que pudesse ter tanta responsabilidade nas mãos, mas confiaram nela para fazer o trabalho e sem outra solução teve de aceitar. Sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter de o fazer novamente, pois o colega vai necessitar de férias de novo.
A sua vida pessoal está calma, está a habituar-se a estar sozinha. O amor deixou de ser prioritário, e vive apenas um dia de cada vez. O amor sereno que conheceu, já tomou outro caminho, ela mesmo se encarregou de o desviar. Sabe que pode amar de muitas formas, mas perdeu a confiança nos outros, e por si só, isso basta, para que ela não deixe que alguma relação vá em frente. A solidão que a sua alma sente é atroz, mas ela não se deixa trespassar. Sabe dentro de si que não é mulher ciumenta quando confia em alguém, mas sabe que não confia em ninguém. Os dias que se seguem serão de introspecção, para se encontrar a si mesma dentro de alguém que nem ela sequer conhece, depois do que passou. Sabe que mesmo que se encontre nessa solidão da alma, lá irá permanecer porque vai continuar sem confiar em ninguém. Sabe que o tempo que passou depois daquele dia ainda foi curto, sabe que o tempo pode ajudar, mas dentro de si permanece uma dor, que jamais se extinguirá, e essa dor não deixa que ela volte a confiar outra vez. Vai ter de aprender a viver consigo mesma, e com a sua solidão que agora será sua companheira, de dia ou de noite. Sabe que poderá viver um triângulo amoroso, ela, o seu amor e a sua solidão.
A sua vida pessoal está calma, está a habituar-se a estar sozinha. O amor deixou de ser prioritário, e vive apenas um dia de cada vez. O amor sereno que conheceu, já tomou outro caminho, ela mesmo se encarregou de o desviar. Sabe que pode amar de muitas formas, mas perdeu a confiança nos outros, e por si só, isso basta, para que ela não deixe que alguma relação vá em frente. A solidão que a sua alma sente é atroz, mas ela não se deixa trespassar. Sabe dentro de si que não é mulher ciumenta quando confia em alguém, mas sabe que não confia em ninguém. Os dias que se seguem serão de introspecção, para se encontrar a si mesma dentro de alguém que nem ela sequer conhece, depois do que passou. Sabe que mesmo que se encontre nessa solidão da alma, lá irá permanecer porque vai continuar sem confiar em ninguém. Sabe que o tempo que passou depois daquele dia ainda foi curto, sabe que o tempo pode ajudar, mas dentro de si permanece uma dor, que jamais se extinguirá, e essa dor não deixa que ela volte a confiar outra vez. Vai ter de aprender a viver consigo mesma, e com a sua solidão que agora será sua companheira, de dia ou de noite. Sabe que poderá viver um triângulo amoroso, ela, o seu amor e a sua solidão.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Um passo adiante...

Ela pára um pouco, para pensar nos acontecimentos da última semana. Podia estar numa situação diferente, mas o medo fê-la travar. De que lhe adiantou estar com medo, e medo de quê? De ir em frente com a sua vida, de fazer novos amigos, de voltar a sofrer? Por outro lado, pode verificar que na realidade as pessoas, todas, tem um lado oculto, que podem revelar mais cedo ou mais tarde, e se calhar até foi bom ter-se deixado ficar, voltou a ver o lado negro de outra pessoa, mas desta vez não sentiu dor, nem nada, não tinha vínculo nenhum. Serviu para perceber que não tem pressa, que a vida é feita de pedaços que se vão juntando dia a dia e não tudo de uma só vez, porque assim vão haver pontas por fechar, vão haver brechas pelo meio que poderão ser irreparáveis. Agora está por sua conta a nível pessoal. Não que seja mau, mas tem o seu lado menos bom. Já sentiu o gosto amargo da solidão. A decisão que terá de tomar, de ir viver só está a tornar-se complicada. Uma casa, quatro paredes e apenas ela, é assustador. Bastou ter saído sozinha, para comer um hamburguer, e ir ao cinema, para perceber que a solidão é uma companheira cruel, que a noite ajuda à crueldade da solidão e as duas juntas, são uma grande batalha a enfrentar. Ainda tem muito caminho a percorrer, não tem pressa de o fazer, sabe que vai encontrar obstáculos, que tem de transpor.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Vamos por pontos...
- Sou viciada em internet,
- Sou viciada em internet,
- Sou viciada em internet,
- Sou viciada em internet,
- Sou viciada em internet,
- Estou furibunda da vida,
- Estou para lá de furibunda,
- Estou siderada, possessa de raiva,
- O Adsl sapo, mais o telefone fixo vão ser de vez trocados,
- Comigo não se brinca, a mim não gozam,
- Estou farta de pagar para ser mal servida,
- A reclamação segue para o acesso sapo, mais uma para a DECO, ah pois, porque já chega!
- Tudo o que é demais enjoa.
- Estou viciada, e não sei estar sem a internet.
- A Culpa não é minha, é da solidão, de estar desempregada, de não ter uma família de jeito, é deformação profissional, preciso disto para trabalhar...
- Preciso de tratamento, sob pena de acabar na casa amarela.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Rumo incerto
Suave brisa, sopra leve
na manhã do meu dormir.
Suavemente me eleva, na
busca de te sentir!
Da janela o sol brilha,
a clara luz que me ofusca,
a ausência de ti, me obriga,
a partir em tua busca.
O norte eu perdi,
o meu rumo é incerto,
nada encontro porém,
nem longe nem perto!
Regresso ao refúgio,
da minha alma triste,
pergunto à solidão,
porque tu partiste!
na manhã do meu dormir.
Suavemente me eleva, na
busca de te sentir!
Da janela o sol brilha,
a clara luz que me ofusca,
a ausência de ti, me obriga,
a partir em tua busca.
O norte eu perdi,
o meu rumo é incerto,
nada encontro porém,
nem longe nem perto!
Regresso ao refúgio,
da minha alma triste,
pergunto à solidão,
porque tu partiste!
terça-feira, 25 de março de 2008
Há uns tempos escrevia assim...
Olho ao longe,
procuro em vão,
tento encontrar o teu rosto,
no meio da multidão...
As pessoas passam,
na pressa das sua vidas,
tento encontrar o teu sorriso,
para secar as lágrimas caídas.
Ando à deriva,
no meio da multidão,
tento sorrir,
disfarçar a solidão.
Sento-me e lembro ,
aquele sonho que sonhei,
a sonhar eras meu,
acordada, não sei!
Acordo paraa realidade,
e olho novamente a multidão,
continuo à procura do teu rosto,
para queimar esta paixão.
procuro em vão,
tento encontrar o teu rosto,
no meio da multidão...
As pessoas passam,
na pressa das sua vidas,
tento encontrar o teu sorriso,
para secar as lágrimas caídas.
Ando à deriva,
no meio da multidão,
tento sorrir,
disfarçar a solidão.
Sento-me e lembro ,
aquele sonho que sonhei,
a sonhar eras meu,
acordada, não sei!
Acordo paraa realidade,
e olho novamente a multidão,
continuo à procura do teu rosto,
para queimar esta paixão.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Veneno
A noite chegou, tudo cobriu com o seu negro manto!O meu coração precipita-se, numa correria louca,
batendo descompassadamente. Nada do que existe
à minha volta, tem siginificado. As pessoas, que vagueiam
pela casa, nada me dizem, são como estranhos.
Sinto um vazio, um calafrio percorre o meu singelo corpo!
Sinto o sabor do veneno que tentas vezes me falaram.
A solidão mata! Agora sei! Morro cada dia, um pouco!
A falta de um sorriso, um toque suave, um beijo trocado
como prenúncio de uma louca noite de amor.
E a noite é tão longa, como longa é a minha solidão
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Wish you where here...
I ask where are you, my angel!?
Porque hoje, estou assim, com um sentimento de solidão tão grande, quanto a imensidão do mar...
Mas, sei que amanhã o sol vai brilhar de novo...
Porque hoje, estou assim, com um sentimento de solidão tão grande, quanto a imensidão do mar...
Mas, sei que amanhã o sol vai brilhar de novo...
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Porque estou assim... em dia não...
Hoje foi mais um dia não! Lá ando a precisar do mar novamente, isto está a tornar-se crítico. A solidão é uma MERDA. Estou a provar um veneno, muito amargo. E ainda estou em casa dos pais, quando me mudar, é que vai ser uma merda daquelas... Vou dar em doida. Amigos? Cada um tem a sua vida, todos são casados, com filhos pequenos, quem se vai importar com uma gaja solteira, que resolve viver sozinha, com um gato que parece um carneiro? Neste momento, não vivo uma solidão entre paredes, apenas uma solidão da alma. A vida não tem sido generosa comigo, no campo dos afectos, se em pequena, tinha mimos, depois de entrar para a escola, acabaram. Daí até hoje tornei-me uma pessoa carente, coisa que só quem me conhece bem, percebe, porque não deixo transparecer, geralmente mostro o meu lado alegre. Mas os anos passam, e a idade começa a ter um certo peso, que me faz sentir ainda pior. Busco no mar, a companhia, que não tenho fora dele. O mar é meu confidente, sabe das minhas mágoas, dos meus desejos mais secretos, das minhas fantasias, e responde-me com a calma que preciso para continuar, a viver cada dia, como se fosse o último.
Aqui ficam duas músicas, que gosto, e condizem com o meu estado de alma de hoje.
Aqui ficam duas músicas, que gosto, e condizem com o meu estado de alma de hoje.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Solidão
Esta semana, não estou propriamente nos meu dias. Sinto-me perdida, no tempo e no espaço.
Sinto que preciso de mudanças, que me ponham a mexer. Estou numa apatia, enervante, sem que dela consiga sair, a estagnação em que me encontro, faz-me perder o interesse pelas coisas, por ir mais além. A cabeça, dá tantas voltas, mas nada resolve, nem para a frente, nem sequer para trás. Costumo sair mais forte das derrotas da vida, e agora sem batalha, sem combate, sinto que me rendi. Ao quê? Não sei! Talvez á apatia, talvez a uma solidão da alma, que corrói por dentro, mata pouco a pouco a vontade de seguir em frente. Preciso ver o mar! Mais que qualquer outra coisa, preciso ir sentir o som do mar, sentir a areia nos pés, a água que me revitaliza para a vida. E sim, vou levantar-me de novo, e seguir o caminho que tracei, que só eu posso fazê-lo, com todas as forças de que disponho.
Sinto que preciso de mudanças, que me ponham a mexer. Estou numa apatia, enervante, sem que dela consiga sair, a estagnação em que me encontro, faz-me perder o interesse pelas coisas, por ir mais além. A cabeça, dá tantas voltas, mas nada resolve, nem para a frente, nem sequer para trás. Costumo sair mais forte das derrotas da vida, e agora sem batalha, sem combate, sinto que me rendi. Ao quê? Não sei! Talvez á apatia, talvez a uma solidão da alma, que corrói por dentro, mata pouco a pouco a vontade de seguir em frente. Preciso ver o mar! Mais que qualquer outra coisa, preciso ir sentir o som do mar, sentir a areia nos pés, a água que me revitaliza para a vida. E sim, vou levantar-me de novo, e seguir o caminho que tracei, que só eu posso fazê-lo, com todas as forças de que disponho.
domingo, 7 de outubro de 2007
Um ano...
Porque faz por estas horas um ano que conheci quem mais me maguou, em tão pouco tempo...
Mas porque o tempo tudo cura, só desejo que seja feliz, eu estou a aprender a ser feliz na solidão que é o meu refúgio...
Mas porque o tempo tudo cura, só desejo que seja feliz, eu estou a aprender a ser feliz na solidão que é o meu refúgio...
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Engordar o porquinho.
Só agora percebi porque é que, até agora, ainda não dei em doida. Porque tenho a praia, o mar e a serra. Sim, e por poder desfrutar dessas maravilhas que a natureza concedeu a quem por aqui vive, eu vou conseguindo manter a minha sanidade mental. Mais uma vez, fui até lá, levei o meu livro e sentei-me na areia a desfrutar daquela paz, do som do mar. Quem por ali está, deve pensar que eu sou doida, afinal o livro é hilariante e, eu levo o tempo a rir, sozinha, mas faz-me tão bem. Pena que o tempo mudou rapidamente, e tive de vir embora. A minha vontade era vestir o bikini, e ir para a água, porque nem estava frio, apenas uma chuvinha fina, e a água estava melhor que no Verão, mas, tinha mesmo de vir para este "buraco", a que chamo de casa. Ai se eu vivesse sozinha.... de certeza que tinha molhado o esqueleto, não tinha horário para chegar em casa, e podia fazer o que entendesse com o meu tempo, mas, mesmo não tendo horário para chegar em casa, viver em casa dos pais, tem os seus inconvenientes, e lá me pus a caminho. Tão cedo não vou poder deixar de fazer esta terapia com frequência, ou aí sim, vou endoidar de vez. Vou estar desempregada, e isso é uma coisa que me põe fora de órbita, mais o facto de estar a demorar para conseguir por as coisas em ordem na minha vida. O tempo parece parado, e eu sou impaciente, é tudo para ontem, e quem me conseguia fazer abrandar, já não está mais aqui, há muito tempo, quem sabe até nunca esteve, foi apenas ilusão minha. É o carro, que estou a demorar para encontrar, é a casa que não sei se vou conseguir ficar com ela, são estas pessoas com quem vivo, que de dia para dia, me identifico menos com elas. O futuro é uma incerteza, no qual eu estou disposta a apostar todas as minhas fichas, e arriscar perder ou ganhar. A certeza de que quero sair daqui, ter o meu espaço, mesmo que para isso tenha de enfrentar a amargura da solidão das quatro paredes em que me enfiar, não me deixa desistir.
E agora, vou deixar-me de lamentos e deitar, que amanhã, vou cumprir um dia de vindima, pois é, se quero sair daqui, não posso descartar certas hipóteses de engordar o porquinho.
E agora, vou deixar-me de lamentos e deitar, que amanhã, vou cumprir um dia de vindima, pois é, se quero sair daqui, não posso descartar certas hipóteses de engordar o porquinho.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Mulher objecto
A mistura de sentimentos que hoje há em mim, não me permite tomar absolutamente decisão nenhuma. Eu sabia que depois da tal conversa que andei adiar tanto tempo, o resultado seria assim, só não esperava perceber que do outro lado, é preferível estar só, que ter a minha companhia , não que a pessoa esteja sozinha porque não está, isso sente-se e percebe-se... Mas só agora percebo a minha ingenuidade, acreditar nas palavras de alguém que mentiu com todos os dentes que tinha. Tão homem das cavernas como todos os outros que tentaram enganar-me, só que disfarçado, daí ter conseguido. Não entendo porquê, devo ter sido motivo de alguma aposta. Para quê as mensagens com palavras que faziam qualquer mulher acreditar que a felicidade era possível? Para chegar ao inicio do ano e dar um murro no estômago? Para quê tanta conversa de solidão, para chegar um dia, e fazer-me sentir um lixo? Para quê, oferecer aquilo que não se pretende dar? Nunca entendi este tipo de atitude, ainda mais, quando envolve sentimentos que podem acabar por magoar os outros? São muitas coisas que nunca irei entender, e que depois de hoje ainda me deixaram mais confusa. Eu não esperava resposta absolutamente nenhuma, mas a resposta dada, doeu mais que o silêncio... ouvir que não nos respondem, porque a resposta pode magoar-nos, magoa muito mais... faz-nos perceber tudo, e não perceber absolutamente nada. A noite que segue vai ser longa, muito longa...e as próximas também. Pelo menos deitei para fora sentimentos que estavam a sufocar-me... Depois deste último ano, não voltarei a ser a mesma, cresci por dentro, mas também aprendi a não confiar em palavras doces. Cresci como mulher, mas aprendi, que a mulher que eu sou, não é para os dentes de qualquer um, e o que de bom há em mim, ele não conheceu, pois nunca me deu real oportunidade para mostrar. Aprendi a amar verdadeiramente, sem reservas, mas aprendi que o amor dói. Queria poder apagar este ano, porque percebi, que desde o inicio fui apenas alguém que serviu de objecto para ser usado. As coisas, podiam tal como aconteceu não darem em nada, isso eu entenderia, mas que pelo menos me dessem uma explicação lógica para me terem usado. Quando eu começo a ganhar confiança em mim, faço merda, mas ainda bem que o fiz, agora depois disto deixei de me arrepender do dia 1 de Junho, deveria até te-lo feito duas semanas antes. Estou muito confusa, não por ter dito o que disse, mas porque confirmei o que me levou a tomar aquela atitude. Afinal, também não fui totalmente sincera, porque não foi só uma má fase que estava a passar, foi ter percebido naquele dia, aquilo que acabei por confirmar hoje, que era mulher objecto. Só é pena que muitas vezes amamos quem apenas nos usa. Umas noites mal dormidas, umas lágrimas caídas, umas bebedeiras bem regadas, haverá de passar um dia. Apenas uma certeza, jamais voltarei a amar, por duas razões, porque simplesmente não quero, e porque simplesmente sozinha sou poderosa.
sábado, 8 de setembro de 2007
Hoje e amanhã.
"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje." São muitas vezes estes ditos populares que nos fazem acordar, e perceber que são palavras sábias. A vida encarrega-se de nos dar grandes lições, ou nós encarregamo-nos de de fazer as asneiras para depois aprendermos essas lições. Nunca tinha deixado nada por fazer, que se viesse a revelar uma lição, até á pouco tempo. Andei dia a dia a adiar se o faria ou não, não fiz, deixei por fazer, e como tal veio a revelar-se uma lição de extrema importância. Neste último ano, cresci como pessoa, como ser individual, com vontade própria, e com metas a atingir, para as quais tenho dado o meu melhor. Tenho trabalhado como nunca pensei trabalhar, mas tenho levado grandes pontapés da vida. Não que nunca os tivesse levado, mas agora têm outro impacto, porque antes a noção de vida que eu tinha, era algo superficial, enquanto hoje começo a tomar consciência da minha posição na minha própria vida. Sou eu que comando, sou eu que decido, afinal eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Mas aprendi que a solidão se manifesta de mais do que uma forma, e que por vezes, mesmo estando acompanhados, estamos sós. Sei que irei sentir o verdadeiro peso da solidão, quando estiver a viver sozinha, ainda não estou e já a sinto na pele. Também sei que irá ser longa a minha passagem pelo mundo da solidão, porque se por um lado ela pesa, por outro estou farta de ter gente ao meu redor e preciso de espaço, tanto fisico, como mental. Mas não voltarei a deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. Mesmo que seja algo que hoje não parece importante, porque amanhã pode ter outra dimensão.
sábado, 18 de agosto de 2007
Tarde demais...

Não sei a quantas ando. Começo a ficar um pouco confusa quanto ao que quero da vida. Quer dizer, há certas coisas das quais eu tenho certeza, mas o facto de não dependerem apenas de mim, fazem com que tudo se torne absolutamente confuso. Quero-te! Essa é a maior certeza que tenho, mas depois do meu erro, e depois deste tempo todo passado, sei que já não me basta querer-te. Isso já nem depende do meu querer, apenas do teu, e quanto a isso, tenho quase certeza que nem sequer pensas em mim, muito menos da forma que eu penso em ti. E é por isso, que começo a ficar confusa. Vou precisar de tempo, para por a cabeça em ordem, os meus sonhos, deixaram de ter sentido aqui em Portugal. Nada do que desejei, consegui até aqui, nada do que planeei, se tem realizado, só se tem atrasado. Cada vez vejo mais longe o sonho de ter o meu espaço, a minha casa, com uma cozinha só para mim, quase um laboratório, onde eu possa dar largas á minha veia culinária, experimentar aqueles pratos que tanto me apetece cozinhar, e gostava que os pudesses provar. A minha necessidade de espaço é grande e relativa. Necessito de sair daqui, já não aguento muito tempo, viver com estas pessoas, que sendo a minha familia, cada dia menos me identifico com eles. Mas não necessito estar sozinha, não sei estar sozinha, a tal solidão que tanto te afectou, também a mim me incomoda, também dói em mim. Tal como me incomodava a tua, porque eu sofria por ti em silêncio. Nunca me deste liberdade para poder dar asas á imaginação e poder tentar minorar o teu sofrimento. Se calhar, era intencional, para que eu não me deixasse levar pelo sentimento que começou logo a despontar desde o dia em tinha um "coelho perdido, no ponto de encontro", lembraste? Mas a solidão, não é só estar sozinho entre quatro paredes, é também viver com pessoas que cada dia nos dizem menos, não ter com quem falar de sentimentos, de alegrias, tristezas, de sonhos, do futuro. É não ter com quem ir tomar um copo, uma ida á praia, ao cinema. Sinto-me só, de verdade. Sinto a falta do teu sorriso, da tua pele quente, de acordar envolvida nos teus braços, de partilhar conversa, mesmo sobre banalidades, mas sei que o teu sorriso, jamais será meu outra vez. Tenho certeza que alguém tem a sorte, que eu não tenho, sinto-o, e isso é doloroso. É tão ou mais doloroso que a tua ausência. É dificil sentirmos que exite outra pessoa na vida de quem amamos, sabermos que não ocupamos um lugar nos pensamentos. Neste momento, apenas desejo poder fugir daqui para bem longe, recomeçar noutro lugar, para conseguir forças para lutar pela vida, porque se ficar, vou desistir de tudo, aqui já nada me prende, nada do que desejo pode ter concretização, sem sofrimento por estas bandas. Pretendo partir para outro sítio, recomeçar longe, pois sei, que se ficar te irei encontrar, e irei sofrer ainda mais. Este está a ser para mim, um ano muito mau, principalmente desde o meu aniversário. Estou a pagar caro por ter errado, eu sei. Vou embora, o mais rápido que consiga, começar longe daqui, pois, só assim irei atenuar, esta mágoa, por não te puder ter mais, por não puder sentir o cheiro doce da tua pele, o sabor quente dos teus lábios, a protecção dos teus braços. O Amor é assim mesmo, por vezes, só tem um lado, e neste caso acho que nunca soube qual era o teu, por isso tive a atitude mais estúpida que poderia ter tido, afastar em vez de aproximar, mas aprendi uma grande lição, nunca calar o que sentimos. Se amamos, porque não dizê-lo abertamante, facilitaria tanto. AMO-TE. Tarde demais eu sei.
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